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Texto: Dandara Toniolo, Mariana Lourenço, Nahiene Alves e Rafaeli Hendler

Alunas da atividade acadêmica “Estratégias de Relacionamento”, do curso de Relações Públicas da Unisinos, reuniram-se para visitar um dos abrigos que apoiam os imigrantes venezuelanos. O objetivo da visita foi descobrir o que eles pensam sobre os gaúchos e quais os planos para as novas vidas aqui no estado.

Em uma conversa com a jornalista e coordenadora de imprensa da prefeitura de Esteio, Cristiane Franco, as alunas puderam sentir mais de perto como é vivenciar uma ação humanitária internacional e como é gratificante ajudar alguém em necessidade. Cristiane salientou que a oportunidade de fazer o exercício nem sempre é algo fácil: “É o mais difícil para o ser humano. Ter a noção de que possuímos uma vida privilegiada e, assim, fazer com que o trabalho sirva para alguma coisa, que vá mudar a vida das pessoas”, afirma.

Deise, 34, é uma das novas moradoras de Esteio. / Foto: Dandara Toniolo

A interiorização dessa população e a futura adaptação é o objetivo principal dos que estão envolvidos no acolhimento dos venezuelanos, sendo eles o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a prefeitura de Esteio. Segundo a jornalista, há um trabalho para conduzir de forma positiva os próximos passos dos venezuelanos, encaminhá-los para tornar essas pessoas autônomas. “Para que eles tomem as rédeas da vida deles e sejam cidadãos esteienses, gaúchos, de Canoas ou qualquer outra cidade, e assim recuperem sua dignidade”, comenta Cristiane.

Durante a visita, três imigrantes recém-chegados ao estado expuseram seus sentimentos em relação ao recebimento que tiveram em Esteio, e quais seus planos para o futuro. O sonho de Deise, 34 anos, é conseguir buscar os filhos, dois meninos de dez e 13 anos, que ficaram na Venezuela. Ela trouxe consigo as outras duas filhas, uma de três e outra de cinco anos. A imigrante diz que o recebimento no Rio Grande do Sul foi excelente.

Alunas conversam com refugiados. / Foto: Dandara Toniolo

O casal Jadira e José, ambos de 40 anos, chegaram aqui dia três de setembro com quatro filhos. O mais velho, de 22 anos, ficou em Manaus. Ele está trabalhando e morando de aluguel. Jadira é cozinheira, José é motorista. O sonho do casal é conseguir um emprego para trazer o filho, e todos juntos construírem uma vida melhor.

José ainda comenta que “tinha medo de vir, não sabia como seria a passagem por Boa Vista. Foi uma decisão muito difícil, havia sentimento de alegria e medo. Poderia ser uma experiência muito assustadora. Porém, quando chegaram aqui no estado, ficaram contentes. Foram fotografados e se sentiram especiais, ganharam o que comer e um lugar para viver”.

Da esquerda para a direita – Jadira, Deise e José no abrigo da cidade de Esteio. / Foto: Dandara Toniolo

Os imigrantes terão seis meses para se adaptarem, conseguir emprego e uma nova moradia. Durante esse tempo, a prefeitura de Esteio receberá apoio da comunidade, comerciantes e ONG’s através de doações e trabalho voluntário.

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