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Laura e Manoela notaram que pequenos empreendedores do setor turístico português tinham dificuldades em divulgar e realizar contatos em seus negócios. Dessa avaliação surgiu a Pyx, uma plataforma de assessoria e de cursos sobre comunicação da área turística. “Percebemos essa necessidade, pois existe ainda pouquíssimo conhecimento sobre comunicação na área turística. Além disso, o que há de estudo e pesquisa sobre o assunto não chega para ser praticado por esses empresários”, explica Manoela.
O projeto da Pyx é financiado pela StartUP Voucher, iniciativa da Startup Portugal, um think tank público-privado que tem o objetivo de fazer a mediação entre as oportunidades oferecidas pelo governo com as necessidades e ideias surgidas da comunidade empreendedora. A StartUP Voucher financia projetos empresariais em fase de ideia, promovidos por jovens com idade entre os 18 e 35 anos.
A ajuda financeira se encerrará em setembro deste ano. A partir disso, o projeto poderá ser comercializado e a empresa ser constituída em definitivo. “A Pyx terá como produtos e serviços cursos sobre o que é comunicação no segmento turístico e como aplicá-la em seus próprios business. Faremos isso através de consultorias e realizações de cursos superpráticos sobre o tema”, comenta Laura.
Amizade e comunicação
Laura é natural de Santo Ângelo, no Noroeste gaúcho, e Manoela é de Rio Grande, no Litoral Sul. As duas se conheceram apenas em Portugal, durante as aulas de mestrado na Universidade Beira Interior, localizada na cidade de Covilhã. A amizade formada e o gosto pela comunicação na área turística impulsionaram a ideia para a criação da Pyx. “Sempre fomos muito próximas do tema, mas também muito incomodadas pela falta de pesquisa, estudo e discussão sobre essa vertente da comunicação no ambiente acadêmico. Isso foi mais um dos fatores para a criação do projeto”, observa Laura. As amigas produzem ainda o Bússola Podcast, voltado para a temática de turismo.
A escassez de conteúdo sobre comunicação no turismo está por trás do significado do nome da empresa. “Pyx é o nome de uma constelação, que é conhecida quase que como sinônimo de ‘bússola’, ou seja, um guia. A Pyx comunicação quer ser o guia para comunicação no turismo”, conta Manoela.
A startup é gerida atualmente apenas pelas duas amigas. Laura é responsável pelo conteúdo dos cursos e Manoela fica encarregada da gestão, do design e da área gráfica da empresa. “A ideia da empresa é ter sua área de atuação em Portugal e também no Brasil, já que ela pretende ser administrada toda de forma online”, revela Manoela.
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O encontro fez parte da seleção de startups para aceleração, iniciada em setembro deste ano. Com mais de 100 projetos inscritos, a etapa do WarmUp recebeu 29 pré-selecionados. As empresas realizaram atividades, receberam aconselhamento e tiveram os primeiros contatos com interessados em investir no fundo. O evento ocorreu na sexta-feira, 22, e no sábado, 23 de novembro, no Parque Tecnológico Tecnosinos, na Unisinos de São Leopoldo, e continuará com novos encontros nos dias 06, 07 e 14 de dezembro. O último dia é chamado de PitchDay, e será quando as startups de melhor desempenho irão apresentar propostas para os investidores.
Sandro contou que a Ventiur é uma sociedade formada por empresários experientes, com grande número de contatos no mercado, e uma rede de investidores. Segundo ele, a aceleradora está em busca de negócios que inovam e empreendedores “com brilho nos olhos”. O processo de aceleração que a empresa realiza é caracterizado por uma rápida experimentação e ajuste do modelo de negócios da startup, com mentoria e auxílio para transformar a ideia em um negócio de crescimento exponencial.

A procura pela aceleração não é pequena. Candidatos de diversos estados brasileiros se inscreveram, e empreendedores de Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo estavam presentes nessa etapa. Samir Azambuja, 34 anos, é UX Designer (Designer de Experiência de Usuário) e veio de Chapecó com a startup Atelier de Projetos. “A experiência de sexta e sábado foi incrível, já havia trabalhado, e venho trabalhando, com algumas startups, em projetos pontuais. Sempre tive muita curiosidade em saber quais eram as etapas de um programa de aceleração e captação de investimentos, então agora que estou vivenciando isso, consigo inclusive sentir qual a ‘dor’ de quem está passando por esta fase”, disse.
Juntamente com outros dois colegas, o designer passou a noite em claro, ajustando o projeto para o dia seguinte. “Quando chegou duas da manhã de sexta para sábado, o discurso começou a ser ‘não estou aguentando, vamos dormir e amanhã a gente acaba’. Mas o desafio de seguir em frente foi nos motivando e percebemos que com ‘sangue nos olhos’, diversão e propósito, é possível fazer um pouco a mais”, contou. Porém explicou que nem tudo foi só trabalho: “Foi possível tirar tempo para tomar algumas cervejas, também. Afinal, o sucesso precisa ser intenso, inclusive em momentos de descontração”.

Fundada pelo arquiteto, professor e palestrante de 36 anos, Marc Gomes de Carvalho, no final de 2018, o Atelier de Projetos é uma plataforma de conexão entre clientes e profissionais de arquitetura e design de interiores. Após saber da pré-seleção para a etapa de WarmUp, Marc contratou uma equipe para levar o projeto adiante. “Esse processo de convites foi estratégico, pois uma startup precisa de um time com capacidades e conhecimentos diferentes e complementares”, explicou. O arquiteto agradeceu pela oportunidade. “Conseguimos evoluir enquanto profissionais e também enquanto empresa e time. Com certeza sairemos muito melhores do que quando chegamos, e isso só elevará o nível da startup, e o seu desenvolvimento daqui pra frente”, disse.
A cultura empreendedora e de startups ficou muito marcada pela grande presença de jovens sem experiência. Essa não é a realidade para a empreendedora Andreia Marin Martins, de 53 anos, co-fundadora da Usphera XR. Andreia é especialista em gestão e desenvolvimento local e já atuou com a Unesco e o Banco Mundial. Ela decidiu unir o desenvolvimento local com tecnologia e sustentabilidade em seu trabalho, e em 2016, teve a empresa de tecnologias de realidade virtual e realidade aumentada, Usphera XR, incubada pela Ventiur, no Techpark – Polo Tecnológico da Feevale – em Campo Bom.

Atualmente sediada no Tecnosinos, a Usphera XR está em busca de investimentos para o produto MedVirtua. A tecnologia é um simulador de mamas em realidade aumentada, que permite ao paciente e ao médico visualizarem os resultados de diferentes procedimentos cirúrgicos antes da realização. “[O WarmUp] foi excepcional, por poder compartilhar conhecimentos com startups da mesma área de Health Tech, com outras startups diversas e, claro, com os mentores”, disse. Martins considerou que independentemente do investimento, a experiência que se ganha e as “soft skills”, habilidades de relacionamento, que se aprendem são mais importantes. “Os mentores fazem muita diferença, o smart faz mais diferença do que o money”, afirmou, brincando com o termo “smart money”, que se refere a investidores que possuem muita experiência de mercado, além do capital.
Com a visão voltada para todo ecossistema, a CEO quer colocar a tecnologia a serviço do desenvolvimento humano e da biosfera. “Vamos colocar esse aprendizado para o nosso crescimento enquanto empresa, e para o crescimento que a gente pode ofertar à comunidade e a todo o ecossistema. Quando um melhora, o todo melhora. É o que a gente espera”, disse.
Plataformas de diferentes serviços compartilhavam o mesmo espaço. Thiago Lopes veio sozinho do Rio de Janeiro para apresentar a Streammus, que conecta músicos à produtores musicais. Em outra área de atuação, Bianca Costa apresentou as plataformas de compra e entrega de produtos de mercados, Shoppr e Gurvam. Ambas startups atuam com colaboradores autônomos para realizar a compra e entrega dos pedidos, porém, Bianca explicou que a Shoppr atua com supermercados, e é como um “laboratório de aprendizagem” para a Gurvam, que pretende beneficiar os mercados de pequeno e médio porte, quando for lançada.
Elemar Heck, de 58 anos é aposentado da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), onde atuou por 30 anos na área financeira. Há dois anos, ele entrou no fundo de investimento para startups da Feevale Techpark, administrado pela Ventiur. O aposentado contou que é conselheiro do fundo, que arrecadou R$ 2 milhões e hoje possui 10 startups ativas, pois uma quebrou. “Eu ajudo as empresas, faço reuniões, escuto, dou minha opinião. Meu tempo hoje, como aposentado, é praticamente todo com as startups”, contou.
A cultura das empresas tecnológicas é muito diferente da que Elemar conhecia. “Minha cabeça virou. Eu vim de uma empresa totalmente regrada e parametrizada, fixa. Aqui não, aqui tudo é diferente. Lá tu era conservador, aqui tu é liberal”, brincou. Interessado em participar do Fundo20, o investidor está acompanhando a seleção de perto, observando os candidatos e conhecendo os empreendedores. “Preciso conversar com as pessoas, sentir um pouco mais, clarear as ideias e conhecer as propostas para poder dizer ‘isso vai dar, isso não vai’”, comentou.
O processo de seleção da Ventiur ainda passará por mais duas etapas. Ao final do processo, no dia 14 de dezembro, cinco startups serão selecionadas para receberem os investimentos e participarem da aceleração. A aceleração tem duração de seis meses e conforme informações do site da Ventiur, conta com “uma série de atividades de capacitação, mentorias, troca de experiência entre os empreendedores, conexões de mercado e, principalmente, o desenvolvimento e implementação de um plano individual de aceleração para cada startup”.
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]]>A partir disso, haverá a oportunidade desses problemas serem resolvidos, em grupo, utilizando tecnologia e treinando a criação de modelos de negócios, com a identificação de clientes e a construção de produtos. Tudo isso terá a orientação de empreendedores experientes e inclusos no mercado de trabalho.
O programa é voltado para estudantes e profissionais de qualquer área de atuação. As ideias que surgirem durante o desenvolvimento das atividades serão apresentadas para um grupo de investidores, que avaliará se o negócio é viável. Os vencedores ganharão seis meses de acesso gratuito à Incubadora Tecnológica da Unisinos (Unitec).
O evento ocorrerá no Tecnosinos, localizado no campus da Unisinos em São Leopoldo. A organização é realizada por voluntários, seguindo a metodologia e curadoria de projetos da Techstars. A inscrição inclui sete refeições, networking com mentores experientes, contribuição de desenvolvedores, designers e empreendedores, além de café e internet liberados. Para participar, clique aqui.
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]]>Estudante da área desde 2010, ele acredita que a grande sacada das empresas é utilizar ao mesmo tempo diversas formas de inovação. “Não adianta fazer o que todo mundo faz, para quem todo mundo faz”, comentou ao mostrar cases bem sucedidos de empresas que apostaram na inovação e elevaram seus status, virando exemplo em suas categorias.
“Algumas áreas mais engessadas estão se abrindo para a inovação, que nada mais é do que a exploração bem sucedida de ideias, olhar diferente para o mesmo horizonte”, contou. Mas e quanto vale uma ideia? Segundo Sérgio, uma simples ideia tem valor zero, a menos que ela sirva para alguma coisa. “Quando pensar em uma ideia, tem que descobrir para que ela serve, chamamos de ‘job to be done’”.

É aí que entram as cinco etapas principais para iniciar o processo de inovação. Selecionado o problema, a equipe passar por momentos de inspiração, ideação, seleção de ideias, validação e materialização. Todos os processos são necessários para afirmar o sucesso da ideia em solucionar um determinado problema. Não é incomum que na última etapa, quando é fabricado um protótipo da ideia, ou desenvolvido um canvas, o produto se mostre ineficiente, e assim é necessário retomar etapas anteriores.
O essencial, quando o assunto é inovação dentro de empresas, é pensar nas pessoas, em seus comportamentos e em como elas irão reagir ao seu produto. Sérgio lembrou do caso do primeiro MP3 lançado. “As pessoas não estavam preparadas para aquilo, naquele momento. A empresa passou muito tempo pesquisando, investindo tempo e dinheiro naquilo e quando saiu eles venderam pouquíssimas unidades. A Apple, lançou um tempo depois, no momento certo e foi um sucesso”, contou. Conhecer o seu cliente é fundamental, tanto para o sucesso quanto para o fracasso do produto.
Ao fim do bate-papo, os presentes foram convidados a pôr a mão na massa e experimentar as cinco etapas da inovação a partir de um case apresentado por Sérgio. Confira mais o que rolou na H2Hub nos links: Como criar uma Startup?, Semana Global do empreendedorismo chega à Unisinos.
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]]>Ivan J. Martins, autor do livro “Quero ser empreendedor e agora?” e criador do sistema de gestão Colet e do aplicativo Rapidoc, deu dicas para quem deseja começar no caminho das startups. Na última quinta-feira, ele transformou a palestra em um bate-papo animado enquanto misturava histórias de vida com dicas para os futuros profissionais. Confira abaixo os pontos principais da palestra:
1) Fracassos fazem parte do processo
Ivan é conhecido por suas duas empresas, Colet e Rapidoc, mas conta que diversos projetos não deram certo durante sua vida empreendedora. Segundo Ivan, os fracassos são naturais e fazem parte do processo. Muitas vezes, é através deles que a empresa pode pivotar e encontrar o caminho certo. “Não podemos esmorecer perante os fracassos”, ele aconselha.
2) Empreender é tentar
Se aceitar o fracasso é necessário, tentar e experimentar é a base de todo empreendimento. Nem sempre os empreendedores possuem seu próprio negócio, é possível empreender dentro da empresa em que se trabalha, mas para isso é preciso de coragem para tentar novas soluções e produtos. “Empreendedor é aquele que tenta”, resume Ivan.

3) Escreva seus sonhos
Sonhar é importante, mas transformar sonhos em metas é essencial. “Na vida, tudo o que é importante é escrito. Escreva os seus sonhos”, aconselhou Ivan lembrando que os momentos importantes da vida como casamento, abertura de empresa e diplomas conquistados passam sempre por algum papel. Ele complementa que não apenas os grandes sonhos devem ser escritos, mas os pequenos também. “Defina pequenas metas para sua empresa e sua vida, elas te ajudarão a chegar nas grandes”.
4) Sócios
“É melhor empreender acompanhado do que empreender só”, ele reforçou. Escolha seus sócios, procure pessoas que tenham vontade de tocar seus sonhos com você. Ivan afirma que é melhor ter o conhecimento e a vontade junto com seu empreendimento do que fornecido por terceiros. Nem sempre uma sociedade irá ser algo simples, mas com certeza ajudará durante a caminhada.
5) Valide sua ideia
“Dê um Google em o que você quer fazer, conheça seu cliente, descubra qual é o problema e saiba como vai funcionar o produto”, segundo o empreendedor essas são as coisas básicas para que qualquer negócio funcione. Definir a proposta de valor, procurar fornecedores, ver a estrutura de custos, fonte de receita, atividades e o relacionamento com o cliente também são influências positivas na abertura do negócio.
6) Informe-se
Pesquisar sobre a sua área é imprescindível e quanto mais você souber sobre empreendimentos em geral, maior a chance de sucesso. Palestras, workshops, pitchs, vídeos e leituras são importantes nesse processo. Ivan deixa como indicação os livros “A Startup enxuta”, “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, “Geração de Valor”, “De zero a Um”, “Bilionários” e “Sonho Grande”.
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