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]]>Egresso do curso de Publicidade e Propaganda, Kim é Head of Hesearch na Aerolito, que reúne um conjunto de iniciativas que ajudam empresas e sociedade a usarem os futuros. Ele é responsável pelo Futures Studio, um dos braços da Aerolito dedicado a projetos corporativos, como o desenvolvimento de metodologias autorais de pesquisa e inovação.
A participação de Kim será transmitida pelo canal do Mescla no YouTube e os interessados podem fazer a inscrição na plataforma eventos Unisinos. A palestra terá início às 20h. Mas, se você é ansioso como a gente, já poderá ter um gostinho antecipado do que o publicitário abordará em sua apresentação. Confira, a seguir, uma rápida conversa que o Mescla fez, via e-mail, com Kim Trieweiler:
Mescla – Quais são os principais tópicos que serão abordados por você na palestra que abrirá a Semanada da Comunicação?
Kim Trieweiler – A espinha dorsal será o tema “Futuros”, no plural. Costumamos achar que o futuro é um só e, por isso, precisa ser previsto para nos adaptarmos e reagirmos a ele. Mas não é verdade. Pelo menos, não é a única verdade. Durante a conversa, quero abordar temas como “futures literacy”, ou “alfabetização para futuros”, como uma habilidade fundamental para que as pessoas sejam capazes de imaginar futuros a partir de diferentes pressupostos e para diferentes fins. Quero compartilhar um pouco a metodologia de pesquisa de futuros da Aerolito, a “3 Ondas de Impacto”. Com ela, conseguimos entender melhor os objetos do amanhã que nos cercam e o que eles testemunham sobre futuros para nós e, talvez, nos letrarmos um pouco mais neles.
Mescla – De estudante de Publicidade e Propaganda na Unisinos até se tornar Head of Research na Aerolito, o que você pode destacar na sua carreira que hoje fez a diferença?
Kim Trieweiler – É difícil fazer esse exercício de olhar no retrovisor e destacar algo que acho que fez a diferença. Acredito que seja mais a soma de fatores do que qualquer outra coisa. Dito isso, talvez algo que me ajudou foi sempre enxergar o que eu estava fazendo no momento como infraestrutura para algo que eu queria no futuro. A gente faz isso muito com curso e educação: escolhe ele querendo alguma coisa, mas faz isso pouco pensando a nossa carreira de forma mais ampla. Tudo sempre era uma oportunidade para outra coisa. Pode parecer meio utilitarista, mas não acho que era. Eu sempre tive algum desejo de algo futuro que me movia, me fazia traçar planos do que eu precisava para estar lá e o resto ia acontecendo naturalmente. Durante a minha vida profissional, me apaixonei por pesquisa e, dentro da pesquisa, por processos metodológicos de pesquisa. Fui plugando pontos e hoje, na Aerolito, desenvolvo, junto com a minha equipe, metodologias autorais de estudos de futuros. A Unisinos foi fundamental nessa jornada, com professores e colegas inspiradores que me faziam querer fazer e entregar sempre mais.
Mescla – Poderia nos explicar um pouco como funciona a Aerolito?
Kim Trieweiler – A Aerolito é um ecossistema de letramento de futuros. Funcionamos a partir de iniciativas que, através de diferentes meios, ajudam as empresas e a sociedade como um todo a usarem os futuros. Temos uma unidade de cursos para o público final. Talvez algumas pessoas conheçam a Aerolito pelo curso Friends of Tomorrow, que foi responsável por trazer muitos conceitos de futurismo para o Brasil. Outro braço é um laboratório de experimentação tecnológica. Nos próximos meses, inclusive, iremos lançar uma loja de consumo consciente que servirá como um meio para que consumidores reflitam no ato da compra, enquanto utilizam ela. Apesar de atuar transversalmente em todos esses projetos, em maior ou menor grau, sou um dos responsáveis pela unidade chamada Futures Studio, um estúdio de projetos corporativos onde atuamos com metodologias autorais de pesquisa e inovação, além de projetos de educação corporativa, em que atendemos empresas como Ambev, 99, Boticário, São Martinho, Vibra, MRV e muitas outras, de diferentes mercados.
Mescla – A comunicação é uma área que se modificou muito com o avanço da tecnologia nas últimas décadas. Você acha que ainda há espaço para mudanças nessa área?
Kim Trieweiler – Definitivamente. Estamos arranhando a superfície das transformações que ainda estão por vir, muitas delas vinculadas às novas tecnologias que estão sendo desenvolvidas por empresas e por laboratórios em universidades ao redor do mundo. Para dar um exemplo e deixar essa resposta mais tangível, posso citar a Synthesia, uma empresa que aplica a inteligência artificial para editar vídeos, e até gerar vídeos e áudios em tempo real a partir de inputs de texto. Algumas pessoas podem chamar isso de deep fake, uma denominação que pode levar a gente a pensar em aplicações mais danosas da tecnologia. Mas podemos imaginar, por exemplo, gravar um telejornal que se assemelha ao transmitido ao vivo, mas com avatares no lugar de apresentadores e apresentadoras. Podemos considerar um futuro em que a edição de vídeo poderá ser usada para que alguém fale algo diferente do que foi dito originalmente, como o exemplo de uma ação da marca Lays, que usou essa tecnologia com o jogador de futebol Messi. E poderíamos ir muito mais longe para pensar isso, como a edição de filmes em tempo real nas plataformas de streaming. Costumo falar que a tecnologia é uma habilitadora de futuros. Ela nos possibilita explorarmos um campo de possibilidades novo, que, sem ela, não existia. Isso tudo sem falar de novos meios de comunicação. Marshall McLuhan afirma que “o ‘meio’ é a ‘mensagem’. Temos muitas mudanças para acompanharmos ainda.
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A coordenadora do curso de Relações Públicas, Taís Flores da Motta, explica que a Semana irá reunir palestras e discussões que complementam o que é abordado em sala de aula. “A programação conseguirá trazer desde reflexões mais amplas sobre comunicação até experiências mercadológicas”, comenta a professora.
Podcasts, documentários, games, representatividade no cinema e humanização de experiências digitais serão os temas abordados na edição 2021 da Semana, evento tradicional na Unisinos. “O objetivo é que todos os cursos sejam contemplados e que os alunos se reúnam em torno de temáticas interdisciplinares em cada dia de evento”, destaca a coordenadora do curso de Jornalismo (campus Porto Alegre), Débora Gadret.
Apesar dos assuntos estarem ligados à área da comunicação, a ideia é de que os temas sejam interessantes também para outras graduações da universidade, como observa a coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda, Anaís Bertoni: “A Semana da Comunicação deste ano será feita remotamente em sua totalidade, e isso resultará em um maior intercâmbio e presença entre os alunos dos campi Porto Alegre e São Leopoldo da Unisinos”, avalia.
Estarão presentes nas atividades temas sociais como representatividade, inclusão e identidade de gênero. A Semana terá ainda eventos voltados ao mercado de trabalho e à pesquisa acadêmica. Segundo Débora, embora a edição deste ano não tenha uma temática central, os assuntos que serão abordados pelos convidados acabam se relacionando através da materialidade da comunicação. “Os encontros poderão nos mostrar como essa materialidade impacta o trabalho dos profissionais da comunicação e guia as pautas que são relevantes socialmente”, frisa a professora.
Durante a Semana da Comunicação, será realizada também a Semana da Imagem, evento promovido pelo Grupo de Pesquisa Audiovisualidades e Tecnocultura: Comunicação, Memória e Design (TCAv), ligado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Unisinos. Um dos encontros discutirá a construção de identidades no audiovisual, especialmente no cinema e no YouTube. Em outra atividade, o tema audiovisual retorna. Dessa vez, o debate será em torno da relação das cidades com games e dispositivos de localização.
Programação
SEMANA DA COMUNICAÇÃO
Transmissão pelo canal do Mescla no Youtube.
Os eventos se iniciam às 19h30min em todos os dias.
Segunda-feira (10/5)
Por Trás de Praia dos ossos: Pesquisa e narrativa de uma minissérie em podcast, com Branca Vianna, fundadora da Rádio Novelo e idealizadora do podcast de Praia dos Ossos.
Terça-feira (11/5)
Contramaré: Bastidores do documentário sobre superação através da música, com Daniel Marenco, repórter fotográfico e documentarista.
Quarta-feira (12/5), em conjunto com a Semana da Imagem
Ver, ouvir e jogar: Games e audiovisualidades da tecnocultura, com Camila de Ávila, do TCAv ARISE, e Eduardo Luersen, também do TCAv e Gamification Lab
Quinta-feira (13/5)
Narrativas periféricas: Cinema e representatividade, com Yasmin Thayná, cineasta, diretora e fundadora da plataforma de conteúdo audiovisual Afroflix.
Sexta-feira (14/5)
UX research: Humanizando experiências digitais, com Glauco Cavalheiro, Senior Global UX researcher/Gympass.
SEMANA DA IMAGEM
Transmissão pelo canal do TCAv Unisinos no Youtube.
Segunda-feira (10/5), 17h
O Audiovisual e a construção de identidades: do cinema ao Youtube, com Julherme José Pires e Jardel Orlandini
Terça-feira (11/5), 17h
Territórios e cidades audiovisuais: entre games e dispositivos de localização, com Hilário Junior dos Santos e Madylene Costa Barata.
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Professores reunidos para a palestra / Foto: Tainara Mauê
Luis Fernando Veríssimo é um dos escritores mais conhecidos no Brasil. Devido à capacidade de escrever sobre temas diversos sem fugir da realidade, o escritor é hoje considerado um intelectual na cena literária brasileira: seus textos vão desde uma crítica política a um trocadilho de humor com uma crítica social integrada.
O jornalista Luiz Gonzaga Lopes relacionou as obras do autor com as obras do pai, Érico Veríssimo – escritor gaúcho do século XX, falecido em 1975, e sua obra de maior sucesso foi “O Tempo e o Vento” – para mostrar que as diferenças de intelectualidade do escritor estão na maneira que ele usa o humor inteligente. Segundo ele, Érico não compartilhava do mesmo dom do filho para as histórias de jornal. “De tudo o que eu li do Érico, eu não consigo ver a relação do autor para o jornal. Quando Luis Fernando apareceu, sempre foi no viés do humor. Luis Fernando Veríssimo sempre me pegou mais pelo humor do que pela política”, ressaltou o jornalista.

O jornalista Luiz Gonzaga Lopes apresenta comentários da internet sobre o escritor / Foto: Tainara Mauê
Para o jornalista, a admiração do público por Veríssimo vem da capacidade do autor de narrar situações cotidianas comuns. “É uma pessoa que sabe antever situações, assim como ele mesmo, tem uma visão mais humanista mais ligada a um tipo de pensamento”, contou, falando que esse estilo fortalece o vínculo com o leitor.
Assim, Luis Fernando Veríssimo deixa um legado de humor e simpatia para os seus leitores e admiradores. “Ele foi responsável por uma visão de mundo mais deslumbrada, capacidade de entender que no mundo onde nós estamos, capacidade de encarar esse mundo de uma forma mais clara e alegre”, afirma Lopes.
A professora Marcia Lopes Duarte apresentou aos alunos uma relação do humor com a ironia nas obras de Luis Fernando Veríssimo, a partir de uma análise Barkhtiniana, teoria criada pelo filósofo russo Mikhail Mikhailovich Bakhtin. “O humor e a ironia do autor estão a serviço de uma questão bem mais complexa, que é justamente fazer uma análise aprofundada da sociedade na qual ele vive”, explicou a professora.
Marcia esclareceu aos alunos que os trabalhos do escritor abordam questões complexas sobre a sociedade: “O texto pode parecer muito simples, mas, na verdade, existe uma complexidade bastante significativa na construção do texto. Ele é um homem que vive o seu tempo e tem uma visão muito peculiar desse mundo e talvez por isso as pessoas consigam enxergar na obra dele essa questão de ‘farol’, alguém que guia”, explicou.

Professora Marcia explica a análise Bakhtiniana / Foto: Tainara Mauê
Luis Fernando Veríssimo: um intelectual
O professor Everton Cardoso apresentou que a história da intelectualidade no Brasil ainda é recente, além de curiosa e particular. Foi apenas no final do século XIX que os primeiros intelectuais começaram a surgir no país, aliado com a proibição dos escritos contra a religião, o governo e os bons costumes, integrando-se, portanto, como parte dos mecanismos da censura utilizados no Brasil em 1808. “As primeiras faculdades só vão aparecer no final do século XIX. A nossa história universitária não tem 100 anos. A UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) que é a universidade mais antiga do Estado, vai fazer 84 anos. É tudo muito recente, da mesma forma a intelectualidade”, explicou o professor.

Professor Everton explica a importância das obras de Luis Fernando Veríssimo / Foto: Tainara Mauê
Ainda estreando em sua carreira no Jornalismo, em 1967, Luis Fernando Veríssimo criou, junto a sua equipe, o caderno “Cultura”, do jornal Zero Hora, feito inédito pois os jornais da época eram integrados por profissionais na área há mais tempo. “A Zero Hora era um jornal muito jovem, foi fundada em 1964. Então era uma aventura desse grupo de jovens, de fazer um caderno quinzenal de cultura”, explicou Everton Cardoso.
E foi com Luis Fernando Veríssimo que se rompeu o perfil de intelectual no país, predominante até a década de 1980, concepção da época, em que o indivíduo apenas poderia dominar uma área do conhecimento. “O que eu acho interessante na obra de Luis Fernando Veríssimo é que ele sai desse espaço típico dos intelectuais, que é o suplemento. Ele acaba indo pra outros espaços e a gente vai encontrar como no caderno ‘Donna’, da Zero Hora”, relatou Everton.
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]]>Para os representantes discentes do curso de Jornalismo, Fernando Weifler e Liane Oliveira, parte da programação foi organizada com base no interesse dos alunos e sugestões dos próprios estudantes. A roteiro de oficinas foi criado na parceria entre os dois cursos da Indústria Criativa: “Depois decidimos juntos com os representantes da Publicidade e Propaganda para fazer os encaixes entre os cursos, para ver quais dias seriam juntos. Depois de definidos os temas, sugerimos nomes para cada dia e fomos atrás dos contatos”, explicou Fernando.

Liane afirma que a ideia era fazer um evento que contemplasse outros cursos, por isso entraram em contato com o pessoal do curso de Publicidade e Propaganda para fazerem juntos uma semana de palestras e oficinas.
A respeito da importância do evento para os alunos, Fernando revelou que ter convidados que trabalham na área darão perspectivas aos alunos: “A importância é grande, pois é uma chance de trocar experiências com profissionais das mais diversas áreas do Jornalismo. Penso que é válido poder ouvir a experiência de quem trabalha na área e assim poder absorver o máximo possível de conhecimento”, ressaltou.

Apesar das dificuldades de organizar as atividades, Fernando anseia que os demais alunos aproveitem as palestras: “Foi bastante interessante sentar, conversar e debater sobre a semana, temas e convidados. Penso que muito do que será oferecido na semana da comunicação pode ser muito bem aproveitado pelos alunos dos dois cursos”, relatou o aluno.
Para a coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda, Anaís Bertoni, o evento promoverá a troca de experiências, networking e aprendizado para os alunos com temas que estão em alta no mercado. “Os alunos são os protagonistas. Os representantes discentes tiveram um papel imprescindível, pois trouxeram as sugestões de temas levantados com os colegas, correram atrás dos palestrantes e mataram no peito a organização do evento”, afirmou a professora

Em comemoração ao aniversário de Luis Fernando Veríssimo, a Semana da Comunicação terá palestras integradas com a Semaníssima, como a mesa redonda sobre “Jornalistas Intelectuais e a Literatura”, que debaterá o papel do autor como um jornalista intelectual e sua relação com a crônica literária. Assim como também o Talk sobre os textos publicitários de Luis Fernando Veríssimo na época em que trabalhou em uma redação publicitária, ministrado pelo jornalista Goida, que já trabalhou com o autor.
Segundo a coordenadora de Jornalismo em Porto Alegre, Débora Gadret, a Semana da Comunicação e a Semaníssima Luís Fernando Veríssimo serão importantes para os alunos desenvolverem um debate sobre determinados temas e trocar ideias com os convidados. Para ela, a semana de atividades é um marco, pois é a primeira vez que os dois cursos atuam juntos para o desenvolvimento de uma Semana da Comunicação. “O curso de Jornalismo estava sozinho no Campus aqui de Porto Alegre, o curso de Publicidade e Propaganda foi o segundo a integrar, então era o momento de se unir como área e organizar eventos múltiplos”, afirmou a coordenadora.
Para se inscrever, acesse o link.
Confira abaixo a programação da Semana da Comunicação:
Segunda-feira (24/09):
8h30min: “Mercado Publicitário: desafios para o profissional do amanhã”: Talk com Cesar Paz – TEDU 803 – 804
19h30min: “Experiências Inspiradoras para as cidades”: Palestra com Priscilla Guaglianoni, Manuella Graff, Marcos de Oliveira e mediação de Sergio Trein e André Canal Marques- TEDU 803 – 804
19h30min: “Jornalistas Intelectuais e a Literatura”: Mesa Redonda com Everton Cardoso, Luiz Gonzaga Lopes e Marcia Lopes Duarte e mediação de Martha Dreyer – TEDU 805 – 806
Terça-feira (25/09):
8h30min: “User Experience”: Mesa Redonda com Heli Meurer, Melissa Lesnovisk, Fabio Nuno e mediação de Letícia Gomes da Rosa – TEDU 803 – 804
19h30min: “Marketing de Conteúdo”: Palestra com Denis Andrade e mediação de José Luis Reckzigel – TEDU 803 – 804
19h30min: “Jornalismo Esportivo”: Mesa Redonda com Alice Bastos Neves, Carlos Guimarães e Hiltor Mombach e mediação de Sabrina Franzoni – TEDU 805 – 806
Quarta-feira (26/09):
9h30min: “Os textos publicitários de Luis Fernando Veríssmo”: Talk parte da Semaníssima Luís Fernando Veríssimo.
19h30min: “Mulheres na Comunicação”: Mesa Redonda com Poliana Mello Corrêa, Estela Teixeira da Rocha, Fernanda Carvalho e Thais Furtado – TEDU 805 – 806
Quinta-feira (27/09):
8h30min: “Design Thinking e Inovação”: Oficina com Gustavo Borba – TEDU 803
10h: “Storytelling”: Oficina com Lisiane Cohen e Cristiane Schnack – TEDU 803
19h30min: “Jornalismo Político”: Bate-papo com André Machado e mediação de Flávio Dutra – TEDU 809 – 810
Sexta-feira (28/09):
8h30min: “Processos Criativos”: Bate-papo com Alessandro Garcia – TEDU 803 – 804
19h30min: “YouTube Content”: Mesa Redonda com Greta Paz, Andressa Martins e Gabriella Bordasch – TEDU 803 – 804
19h30min: Encerramento: Confraternização em Sala – TEDU 803 – 804
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]]>Multimidialidade, modernização e adaptação do rádio na era digital foram os aspectos conversados pelos jornalistas Luciano Potter (Rádio Atlântida), Rodrigo de Oliveira (Unisinos FM) e o influenciador digital Junior Maicá (O Bairrista – Rádio Gaúcha) na noite da última segunda-feira (7), durante a primeira palestra da semana acadêmica do curso de Jornalismo da Unisinos, em Porto Alegre. Os professores Sérgio Endler, Sabrina Franzoni e Porã Bernardes fizeram a mediação.
A experiência do rádio expandido está espalhada pela internet, com a audiência querendo cada vez mais participar, e a tarefa dos radialistas é criar maneiras de que essa audiência participe e que ela se sinta pertencer ao universo. O digital abre caminho para poder conectar o ouvinte e outros tipos de conteúdo variados que se pode criar para que a marca esteja de alguma maneira impactando a audiência, seja no FM, no site, seja nas redes sociais.

Até onde a proximidade com o ouvinte pode ir?
Com a facilidade de comunicação através de aplicativos, os ouvintes podem participar dos programas praticamente em tempo real, fazendo perguntas, participando de enquetes, expressando opiniões. Mas, de acordo com os participantes da mesa, não é bem assim que funciona. De acordo com o apresentador dos programas Timeline e Pretinho Básico, Potter, depende muito do momento.
Para Potter, a dificuldade de trabalhar com mensagens durante uma entrevista ou discussão, se dá pelo número excessivo de comentários, relacionados a posicionamentos políticos e muito mais. O apresentador acredita que nesses casos, as melhores plataformas são o twitter e o facebook, onde os ouvintes acabam criando um diálogo entre si através de comentários. Mas, o whatsapp vira uma ferramenta muito importante para o rádio em situações climáticas e em problemas no trânsito. “Infelizmente, pouca coisa que vem pra nós via whatsapp pode-se aproveitar. Mas o ponto positivo é quando, por exemplo, chove na cidade e milhares de pessoas enviam mensagens sobre onde está alagado, fotos de bueiros que estouraram. Elas se sentem muito participativas”, comenta o apresentador Luciano Potter.

Rádio Expandido e os Podcasts
Mas afinal, o que é um podcast? São programas de rádio como os transmitidos ao vivo, mas, sua principal diferença é a facilidade com que o ouvinte tem de escutar o que quiser, onde, quando e como quiser. São programas que, na maioria das vezes, são muito longos para serem transmitidos ao vivo ou durante a programação.
Rodrigo de Oliveira trabalha há 13 anos na Rádio Unisinos e acompanhou todo o processo de modernização do veículo e indica que a melhor maneira para quem deseja iniciar uma carreira no canal é por meio de podcasts. “Eu indico muito essa plataforma porque ela é mais barata, então façam os seus podcasts, com o próprio celular e o microfone dos fones de ouvido você já consegue começar. E o falar no microfone é memória, é exercício, então façam, aproveite, botem a cara a tapa”, conclui o jornalista.

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]]>A programação conta com profissionais de diversas áreas da comunicação e veículos. Na segunda, Luciano Potter fará parte da mesa sobre Rádio Expandido, na quarta-feira o evento sobre Narrativas de Viagens conta com a editora do caderno de viagens do Estadão, Adriana Moreria, e na sexta, Vagner Martins, da Fox Esportes, fala sobre cobertura de eventos esportivos.
A coordenadora do curso de Jornalismo de Porto Alegre, Débora Gadret, ressalta a importância de eventos que mesclem academia e profissionais do mercado para os alunos. “Trazer temas atuais, interessantes e oportunizar aos alunos espaços amplos para debate e interação é sempre válido no processo de formação”, comenta. As palestras valerão horas complementares para os alunos que não tiverem aula no dia.
Local: Campus Porto Alegre – Sala TEDU807 – 19h30 às 22h
SEGUNDA, 7 de maio
Rádio Expandido.
Mesa-redonda com Junior Maicá (O Bairrista), Rodrigo Oliveira (Unisinos FM), Luciano Potter (Atlântida/Gaúcha) e os professores Porã, Sergio Endler e Sabrina Franzoni.
TERÇA, 8 de maio
Fatos e Dados no Jornalismo.
Bate-papo com equipe do Filtro Fact Checking. Mediação: professora Marlise Brenol.
QUARTA, 9 de maio
Narrativas de Viagem (aberto a toda escola da Indústria Criativa)
Conferências com Silvia Dalmás (coordenadora do projeto social Yanapau), Pedram Zaman (diretor de marketing da Império Persa Home Design), Bruno Alencastro (fotógrafo e professor da Unisinos), Adriana Moreira (editora do caderno de Viagem do Estadão), Fernanda Pandolfi (gerente da plataforma de viagens Ida e Volta). Mediação: professora Anelise Zanoni.
Inscrições em: http://www.unisinos.br/eventos/narrativas-de-viagem-ex123599-00001
QUINTA, 10 de maio
Negócios na Comunicação.
Painel com Marcia Christofoli (Coletiva.Net), Andressa Griffante (RS Bloggers) e Ricardo Lacerda (República). Mediação: Débora Gadret.
SEXTA, 11 de maio
Cobertura de eventos esportivos.
Conversa com Zé Alberto Andrade (Rádio Gaúcha) e Vagner Martins (Fox Esportes). Mediação: aluno William Szulczewski.
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]]>Durante os quatro dias do evento, os organizadores estarão recebendo alimentos não perecíveis e roupas que serão doadas para uma instituição filantrópica.
Para finalizar as atividades os alunos promoverão uma festa de encerramento que acontecerá no Margot, rua João Alfredo, nº577, no bairro Cidade Baixa em Porto Alegre. Interessados podem adquirir o ingresso neste link.
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