wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post Newsgame transformam reportagens em jogos appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Para o jornalista e professor Bernardo Cortizo de Aguiar, os newsgame “são jogos que são produzidos como forma de apresentar um conteúdo editorial jornalístico. Pode ser desde apresentar uma reportagem especial mais aprofundada e interativa ou até mesmo uma questão no estilo charge, uma opinião de cunho político ou social em um formato mais solto.” Esses jogos podem ser divididos em várias categorias como atualidades, infográficos, documentários, educativos e sempre são vinculados a uma reportagem ou conteúdo especial feito por um meio de comunicação.
Os newsgames começaram em 2001 com o game “Kabul Kaboom”, que foi desenvolvido pelo criador do termo “Newsgame”, Gonzalo Frasca. O jogo falava sobre os bombardeios feitos pelo EUA no Afeganistão após o ataque de 11 de setembro do mesmo ano. Seguindo a mesma crítica aos bombardeios americanos, em 2003 foi desenvolvido o jogo “September 12th” primeiro projeto do newsgaming.com e que seria considerado o primeiro sucesso na área. Em “September 12th” o jogador devia combater terroristas através de bombardeios enquanto poupava civis, porém logo se percebia que o jogo tornava impossível salvar todos os civis mostrando que violência não era a resposta.

Em 2004, o jornal El País desenvolveu o seu primeiro newsgame o “Play Madrid”, jogo simples que era uma homenagem às vítimas do atentado que ocorreu na cidade em março de 2004. Em 2007, New York Times e CNN também entraram na produção de jogos jornalísticos. “Food Import Folly” do NYT trouxe uma crítica a pouca fiscalização na importação de alimentos. “Presidential Pong” da CNN era um ping-pong entre os candidatos à presidência dos EUA, as habilidades dos personagens eram o reflexo de como eles iam nas pesquisas eleitorais.
No ano de 2007 também surgiram esses jogos no Brasil. O portal do G1 criou um jogo chamado “Nanopods da política internacional” que era basicamente identificar os políticos de vários países. Porém o grande sucesso só veio um ano depois, em 2008, quando a revista Superinteressante produziu uma reportagem especial sobre as novas tecnologias usadas pelos peritos criminais. A matéria chamada “Ciência contra o crime” vinha acompanhada de um jogo sobre perícia criminal em que o leitor poderia se colocar na pele de um CSI. Após isso a Superinteressante lançou vários outros newsgame de sucesso, como “Jogo da Máfia” e “Filosofighters” e se tornou referência mundial no assunto.
O jornalista Fred di Giacomo estava no núcleo jovem da editora Abril quando o primeiro jogo, foi lançado. Na época Fred trabalhava com infográficos, onde já eram inseridos alguns games e puzzles. Em 2009, ele assumiu a editoria do núcleo e se tornou referência nacional no assunto newsgame. Para Fred o principal propósito de um newsgame é informar e divertir. “O Rafael Kenski, pioneiro na criação de newsgames e alternate reality games jornalísticos, tinha uma definição de que um newsgame precisa informar e divertir, se ele só informa é apenas ‘news’ e se só diverte é apenas ‘game’”, conta ele.
Segundo Fred, a apuração para jogos assim é a mesma que a apuração para uma notícia normal “A parte de apuração jornalística segue a mesma, o que muda é o objetivo desta apuração. As informações coletadas não vão mais se transformar num texto, mas serão a base de um game e devem ser transmitidas não só através de blocos de texto, mas do cenário, da mecânica, das interações e do diálogo.”
A parte que leva mais tempo e é mais complicada é o desenvolvimento do jogo. “Tudo começa com a pauta, a história que queremos contar, muito parecido com uma matéria tradicional. Por exemplo, no ‘Pule o muro’ da revista Galileu a pauta era contar quais foram as fugas mais espetaculares tentadas da Alemanha Oriental para Ocidental. Às vezes a pauta já vem com a “sacada” do jogo; o ‘Filosofighters’ por exemplo, já nasceu um “jogo de luta com filósofos”. Em cima da pauta, o repórter vai fazer a pesquisa. Com esses dados e estatísticas na mão, o game designer parte para criação do ‘gameplay’ ou ‘mecânica’. Como aquela pauta vai ser melhor contada? Através de um jogo de luta? De um jogo de tiro? Etc. Com o documento de game design pronto, o pessoal da arte vai criar as ilustrações e animações e os desenvolvedores programam o jogo. No final, gasta-se bastante tempo testando o jogo e corrigindo seus bugs” explica Fred.

Os newsgame, assim como a notícia passa por um ciclo de produção, publicação e consumo. Para o professor Bernardo os newsgame são muito importantes para contextualizar a notícia e apresentar a informação de forma mais dinâmica. “Eu acho que a importância é oferecer um contexto maior. Essa questão de ser você que está decidindo o que acontece ali e ver efetivamente as consequências das decisões oferece uma visão macro e mais completa do que está acontecendo” argumenta Bernardo.
Segundo Fred di Giacomo, a maior dificuldade na produção desses jogos é a combinação entre pouco tempo e dinheiro, tendo em vista que o capital aplicado para um newsgame nem sempre é o mesmo de um jogo tradicional. Esses fatores tornam o futuro da área incerto no país “Bom, acho que essa área tem um passado bacana no país (já fomos o país que mais produziu newsgames no mundo) e um presente ok, não sei quanto ao futuro, pra ser sincero. Acho que os grandes grupos de mídia precisam investir mais em formatos diferenciados e sair do feijão com arroz da foto mais texto.”
Fred atualmente é consultor e tem uma empresa que fabrica conteúdos multimídias, incluindo newsgame e infográficos. Como dicas para quem está entrando nessa área Fred diz “Pense por que a história que você quer contar será melhor contada no formato de game e não em outro como um vídeo ou um texto. Evite colocar muito texto no seu jogo, a história deve ser contada através do gameplay. E não esqueça que as pessoas têm que sair da experiência tendo se informado e se divertido!”
September 12th: Jogo sobre atentado de 11 de Setembro de 2001.
Play Madrid: Jogo homenagem às vítimas do atentado terrorista em Madri em março de 2004.
Presidential Pong: Jogo de pingue-pongue entre candidatos à presidência dos EUA de 2008.
Cutthroat Capitalism: Simulação de negociações e táticas da pirataria da costa da Somália.
Pule o muro: Homenagem aos 25 anos da queda do muro de Berlim. No jogo, o jogador deve tentar pular o muro enquanto aprende sobre diversas tentativas de fuga históricas.
Spent: O jogo simula diversas situações diárias ensinando o jogador a poupar.
Comande você mesmo a bateria de uma escola de samba: O infográfico gamificado ensina como funciona a bateria de uma escola de samba e mostra como funciona cada instrumento individualmente
Supercrise: Um super trunfo com dados e índices dos países
Filosofighters: Jogo clássico de luta entre os principais filósofos da história.
Science Kombat: Seguindo a mesma linha de “Filosofighters”, um combate entre nomes famosos da ciência.
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]]>The post Caravana Piauí chega na Unisinos São Leopoldo appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>O tema do debate é “Como se faz um perfil” e será ministrado pela jornalista Daniela de Castro Pinheiro Velho, que é repórter na Piauí há 10 anos.
Para mais informações e matrícula acesse esse link.
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]]>A Calidoscópio pertence ao programa de pós-graduação do curso de Letras e têm como foco a linguagem em funcionamento da sociedade. Assim, seu tema aborda mais do que as questões do ensino-aprendizagem das línguas, mas os problemas do uso de linguagem nos diversos contextos sociais e as possíveis soluções para eles.
A publicação é quadrimestral e os textos podem ser escritos em português, inglês, francês ou espanhol. As publicações são feitas nas linhas de pesquisa de Linguagem e Práticas Escolares; Texto, Léxico e Tecnologia e Interação e Práticas Discursivas. Os autores dos artigos devem ser, no mínimo, mestres. Para outros estudantes, o conteúdo deve estar em coautoria para mestres ou doutores.
Conteúdo científico gratuito a todos
Nascida em 2005, Entrelinhas é a revista digital da graduação de Letras da Unisinos. Busca a publicação de artigos com temáticas das áreas de linguística, literatura e educação, além disso também acolhe resenhas, projetos de ensino e ensaios literários, contos, poemas e crônicas. Assim como a Calidoscópio, a revista aceita artigos em diversas linguagens. As editoras, Alexandra Feldekircher Müller e Maria Helena Albé contam que um dos diferenciais da Entrelinhas é o fato de ela ser uma revista de graduação, voltada, assim, para esse público que está na primeira fase da vida acadêmica. Elas também reforçam a importância da qualificação da revista no conceito Qualis que é de nível de revistas de pós-graduação e mestrado.
As revistas Calidoscópio e Entrelinhas são qualificadas com os conceitos Qualis A2 e B2, respectivamente. Esse conceito é definido pelo Capes e tem uma uma escala que vai de A1, o mais elevado; segue por A2; B1; B2; B3; B4; B5 e C que tem pontuação nula. A classificação indica o nível de qualidade da revista em sua área de conhecimento. As publicações feitas em revistas com conceito Qualis elevados rendem aos seus autores uma pontuação elevada que os ajuda durante o processo de avaliação dos artigos de pós- graduação.
Ambas revistas buscam democratizar o conhecimento dando acesso a conhecimento científico gratuito ao público. Para aqueles que desejam publicar nas revistas é possível encontrar as normas de publicação ao acessar o site da Entrelinhas e Calidoscópio.
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