Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170
Arquivos revista - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/revista/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Mon, 30 Sep 2019 17:11:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 A longa-metragem das revistas sobre cinema https://mescla.cc/2019/09/30/a-longa-metragem-das-revistas-sobre-cinema/ https://mescla.cc/2019/09/30/a-longa-metragem-das-revistas-sobre-cinema/#respond Mon, 30 Sep 2019 17:00:18 +0000 http://mescla.cc/?p=11484 A edição número 31 da Teorema já está circulando em todo o país. Criada em 2002 em Porto Alegre, a revista é a mais antiga — e mais conhecida — no cenário da crítica de cinema no Brasil. Na mais recente edição, destaca na capa a imagem do filme Bacurau, produção brasileira que conquistou o […]

The post A longa-metragem das revistas sobre cinema appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
A edição número 31 da Teorema já está circulando em todo o país. Criada em 2002 em Porto Alegre, a revista é a mais antiga — e mais conhecida — no cenário da crítica de cinema no Brasil.

Na mais recente edição, destaca na capa a imagem do filme Bacurau, produção brasileira que conquistou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2019. Também conta com análises da genialidade de Domingos Oliveira, diretor que faleceu no início do ano e deixou marcas no cinema nacional. Além disso, discussões da presença e repercussão do documentário Democracia em Vertigem; dos filmes de Guto Parente, reconhecidos pelo uso do corpo e sangue como expressão; de Amor até as cinzas, filme chinês do diretor Jia Zhangke; e sobre o filme Dor e Glória, de Pedro Almodóvar.

Nas suas 86 páginas, ainda lemos sobre o fenômeno hollywoodiano Nós, do diretor Jordan Peele, mais um dos expoentes do horror psicológico, na mesma linha que o remake de Suspiria, dessa vez com o diretor italiano Luca Guadagnino. A despedida autobiográfica e autoanalítica da diretora Agnès Varda é uma ode à beleza de enxergar o outro; assim como o diretor Jean-Luc Godard, de 88 anos, que realiza o que a revista chama de “poema épico da era das imagens”. Vale ainda uma leitura atenta sobre o olhar conservador do diretor Clint Eastwood e sobre o longa argentino La Flor, um titã de 14 horas, dividido em três partes.

Valorizando o impresso

Com tiragem média de mil exemplares, Teorema é uma revista analógica por excelência. O tamanho e o formato dos textos, as fotos que ilustram as matérias, entre outros itens, são idealizados para valorizar o formato impresso. A ideia é que a publicação não se transforme em um formato puramente digital. É o que afirma o professor Milton do Prado, coordenador do Curso de Realização Audiovisual (CRAV) da Unisinos, e um dos editores da Teorema. “Como a revista física sai uma ou duas vezes ao ano, se tivéssemos um canal online, seria possível fazer retomadas de discussões”, explica Milton. O plano, segundo ele, é produzir um site com conteúdo complementar às matérias.

Com um espaço próprio na internet, seria possível disponibilizar as edições mais antigas em formato pdf, já que muitos comentários no canal do Facebook da Teorema são pedidos de números que saíram há bastante tempo. Milton sublinha que a página recebe comentários sobre matérias e pedidos sobre locais de comercialização e distribuição fora do Rio Grande do Sul. Hoje, a Teorema tem pontos de venda em Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Fortaleza e Recife, além de envios diretos a leitores que entram em contato.

Aceitei na hora!

A cada edição, os editores discutem quais filmes serão abordados na revista e sugerem nomes de profissionais para produzirem resenhas dos títulos escolhidos. Na edição 31, pela primeira vez em 17 anos de história, um aluno do CRAV teve a oportunidade de publicar uma opinião. A honraria coube a Rafael de Campos, estudante do sexto semestre do curso. “Quando o professor Milton me convidou pra escrever um artigo, aceitei na hora!”, revela Rafael, que diz ter conhecido a revista pouco antes de ingressar no CRAV, em 2017. “Fiquei surpreso em saber que existia uma revista gaúcha impressa dedicada à crítica de cinema.”

Rafael participou de um curso sobre cinema chinês, realizado na Unisinos, e já era um apreciador do diretor Jia Zhangke, sobre o qual ele escreveu para a revista. “Foi uma experiência muito boa”, lembra. “Primeiro, porque é uma honra dividir o espaço com vários críticos muito mais experientes que eu. Segundo, porque essa edição, em particular, foi bem marcante, entre outros motivos, por Bacurau, que é um dos filmes brasileiros mais importantes dos últimos anos. Tem também a entrevista com o Jean-Michel Frodon, uma referência na crítica de cinema mundial”, diz, entusiasmado.

Escolha dos filmes

Todas as edições da Teorema trazem uma entrevista especial que se relaciona com ao menos algum dos filmes resenhados. A entrevista exclusiva da Teorema número 31 foi realizada na Cinemateca Capitólio Petrobras, em Porto Alegre, com o crítico de cinema francês Jean-Michel Billard, mais conhecido pelo pseudônimo Frodon. Jean-Michel mantém um olhar atento sobre o cinema iraniano e chinês, e a Teorema também se estendeu sobre lançamentos desse lado do mundo.

“A quantidade de filmes brasileiros e estrangeiros é dividida. Às vezes, a gente percebe que só tem filme brasileiro. Aí, fazemos uma seleção e inserimos títulos estrangeiros”, comenta Milton. A escolha dos filmes gira em torno da crítica, aclamação do público e presença em festivais. “Democracia em Vertigem foi um documentário que entrou nas últimas semanas antes da publicação”, menciona o professor. Assim como Bacurau, a obra de Petra Costa acabou se tornando um representante da insatisfação brasileira contra o cenário político e social. “Era impossível não falar sobre ele na revista”, diz Milton.

Mas, apesar da demanda dos leitores e a gama de títulos que também poderiam ser resenhados, a Teorema acaba limitada por outros fatores, como a dificuldade na distribuição. Toda a revista é pensada pelos seis editores: Enéas de Souza, Fabiano de Souza, Flávio Guirland, Ivonete Pinto, Marcus Mello e Milton do Prado. A cada nova edição, colaboradores são convidados a discutir alguns dos títulos indicados. Os seis editores também arcam com os custos da publicação, já que a revista não ostenta anúncios. Ideias como parcerias e assinatura são ponderadas, mas ainda constituem projetos para o futuro.

The post A longa-metragem das revistas sobre cinema appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2019/09/30/a-longa-metragem-das-revistas-sobre-cinema/feed/ 0
O dia em que as criações da Laiza foram parar na Vogue Itália https://mescla.cc/2019/08/01/o-dia-em-que-as-criacoes-da-laiza-foram-parar-na-vogue-italia/ https://mescla.cc/2019/08/01/o-dia-em-que-as-criacoes-da-laiza-foram-parar-na-vogue-italia/#respond Thu, 01 Aug 2019 18:01:06 +0000 http://mescla.cc/?p=10706 O trabalho foi inscrito no concurso da Casa de Criadores, o maior evento lançador de novos estilistas da moda brasileira, em conjunto com o movimento Sou de Algodão. Estes espaços unem os principais agentes da cadeia produtiva em torno de um bem comum: a sustentabilidade e o consumo consciente da moda.  “A ideia era que […]

The post O dia em que as criações da Laiza foram parar na Vogue Itália appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
O trabalho foi inscrito no concurso da Casa de Criadores, o maior evento lançador de novos estilistas da moda brasileira, em conjunto com o movimento Sou de Algodão. Estes espaços unem os principais agentes da cadeia produtiva em torno de um bem comum: a sustentabilidade e o consumo consciente da moda. 

“A ideia era que estudantes de moda do mundo inteiro enviassem fotos com looks criados pela gente e a história desses looks”, conta Laiza. No caso da estudante gaúcha, a história falava sobre matas e a importância da preservação da natureza: “Diante do contexto em que a gente está vivendo de um desmatamento muito forte, por mais que existam ONG’s como Greenpeace e Avasc que se mobilizam para proteger áreas verdes, ainda não existe um apoio governamental forte. A ideia do tema veio por conta da caipora ser a protetora das matas”, falou Laiza.  

Segundo ela, a Casa de Criadores é o primeiro passo para a São Paulo Fashion Week, um dos maiores eventos de moda do Brasil. Mas no meio dessa loucura houve uma reviravolta: uma das fotos com a coleção da estudante que foram produzidas em um antiquário pelo olhar da fotógrafa Manuela Armborst, foi postada no site da revista Vogue Itália, uma das maiores publicações de moda do mundo. 

“Eu e minha amiga fizemos a direção de arte das fotos e combinamos de enviar o material para algumas revistas que pudessem publicar […] quando minha amiga mandou o link da postagem eu disse que não acreditava que ela tinha feito uma montagem”. Ela conta que ficou dois dias rindo sozinha. “A gente nunca tem uma noção do quanto o nosso trabalho é bom, até ver que uma das maiores revistas de moda divulgou o teu trabalho”. 

A Vogue Itália é considerada uma das melhores revistas de moda do mundo. Foto: Arquivo Pessoal

Nas fotos é a própria Laiza quem aparece vestindo os looks, a modelo acabou não comparecendo no dia das fotos e Laiza teve que assumir este papel.

Atualmente, Laiza não possui uma marca, mas está em uma fase projetual realizando trabalhos de modelagem específicos que estão servindo para testar seu grau de dificuldade, avaliar o valor a ser cobrado pelas peças, além de questöes de estamparia manual. A aluna pretende unir moda e arte como se suas peças fossem telas em branco, para futuramente inserir uma marca no mercado. 

Laiza tem 27 anos, chegou na Unisinos este ano, transferida de outra faculdade e está curtindo muito “Tem sido bem legal, tanto os professores quanto os alunos são muito receptivos e com uma preocupação em me integrar na universidade, apesar de eu estar mais avançada no curso. A estrutura da faculdade e o apoio que eles me deram para entrar no concurso foram muito bons”.

E o tempo passou…

Infelizmente, Laiza não ficou entre os finalistas do concurso, ainda assim, se sente realizada com a experiência: “Só de ter tido a oportunidade de sair no site da Vogue que é uma das maiores referências pra quem tá começando a estudar moda e, principalmente, por ser a Vogue Itália que é o berço da revista, foi mais legal do que ter o prêmio” conta.

Em compensação, a estudante de moda conquistou uma vaga no escritório da Renner, no setor de produto. “Tô amando muito toda a dinâmica e visão de negócio! Tirando isso, tenho me dedicado a projetos paralelos para enriquecer portfólio e me lapidar e isso é fruto do concurso que me fez ver o quanto eu consigo extrair de mim mesma quando me desafio a tentar coisas novas, e cada vez mais complexas” finaliza.

The post O dia em que as criações da Laiza foram parar na Vogue Itália appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2019/08/01/o-dia-em-que-as-criacoes-da-laiza-foram-parar-na-vogue-italia/feed/ 0
A revista que foi começo, e hoje é memória https://mescla.cc/2018/10/18/revista-que-foi-comeco-e-hoje-e-memoria/ https://mescla.cc/2018/10/18/revista-que-foi-comeco-e-hoje-e-memoria/#respond Thu, 18 Oct 2018 18:04:27 +0000 http://mescla.cc/?p=8222 Existem protagonismos na história do curso de Jornalismo da Unisinos. Um deles, que hoje é pouco conhecido, foi a criação e implementação da Revista Zum Zine. Ela carrega consigo um importante título: foi a primeira revista eletrônica universitária do país.  No Brasil, na segunda metade da década de 90, a internet já dava os primeiros passos rumo à expansão massiva pelo […]

The post A revista que foi começo, e hoje é memória appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Existem protagonismos na história do curso de Jornalismo da Unisinos. Um deles, que hoje é pouco conhecido, foi a criação e implementação da Revista Zum Zine. Ela carrega consigo um importante título: foi a primeira revista eletrônica universitária do país. 

No Brasil, na segunda metade da década de 90, a internet já dava os primeiros passos rumo à expansão massiva pelo país. Seu uso ainda era restrito e era utilizada para trocas de e-mails e conversas em chats, contudo, isso não impedia que pessoas enxergassem possibilidades nela para a difusão de informação e conteúdo. Anterior a esse processo, antes mesmo dos anos 90, pelo mundo, surgiram as e-zines. 

O termo é uma abreviação de electronic magazine (revista eletrônica). Também foi chamada de fanzine (mesmo essa não se prendendo unicamente à web), pois a produção desses periódicos em muito era associada ao indivíduo conhecido como fã. O processo era muito simples: alguém tinha apreço por um tema, criava uma publicação online que abordava o assunto e a divulgava para outros fãs. É dentro dessa definição, porém enraizada no jornalismo, que surgiu a Zum Zine. 

Página principal da revista Zum Zine, com nove editorias e o expediente. Hoje, todos os textos e fotos são domínio mundial

A revista, na época, era uma iniciativa inovadora do curso de Jornalismo para a universidade. Não por ter sido a primeira, mas por ser uma das iniciativas que usava a internet como ferramenta para disseminar informação ao aluno-leitor. Os responsáveis pelo periódico não eram fãs nem amadores. Idealizada e comandada por professores da Unisinos, a revista abrigava colunistas e repórteres que, mensalmente, produziam o jornalismo eletrônico. 

O projeto, que nunca foi patenteado, surgiu pelos esforços dos professores Beatriz Marocco, Lara Espinosa e Mauro Steigleder, dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Informática, respectivamente. E revista pertencia à Agexjor (Agência Experimental de Jornalismo) – atual Agexcom. A primeira publicação foi lançada em 1997 e contemplava nove editorias: cotidiano; viagens; London connection (internacional); trova; palco e plateia; Zum cine; tecno Zum; Zum sport; dez. As publicações da revista eram mensais, e as edições, temáticas. As pautas eram decididas em conjunto entre editores, designers e repórteres.  

 “Era um processo muito artesanal. As pessoas estavam aprendendo sobre como fazer. Não tinha velocidade, não tinha som, a imagem não tinha movimento. Era tudo uma transposição do linear (impresso) pro digital”, conta Beatriz.

Todas as artes da Zum Zine foram feitas à mão

O nome da revista veio da ideia de movimento, o Zum representando uma onomatopeia de velocidade. O conceito de rapidez era muito buscado pelo periódico. Segundo Beatriz, o tipo de texto trabalhado pelos repórteres escapava do tradicional. Não havia o uso constante do lide comum, mais conhecido pelo uso da fórmula 3Q+COP. O texto tinha dinâmica, os jornalistas se preocupavam com a estética. Para a professora, criar algo diferente era necessário, pois “um projeto novo não pode ser regido por técnicas tradicionais e já conhecidas”. 

Professor de Jornalismo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Gilmar Hermes foi editor da revista a partir de 1998. Para ele, o periódico era uma forma de experimentar o webjornalismo, as novas formas de trabalhar a notícias na internet junto do design. Segundo ele, é função das universidades prestar atenção nas tendências de cada curso. “Uma instituição de ensino tem de projetar suas atividades e seus conhecimentos para o futuro, de forma a preparar os estudantes que deverão ingressar no mercado de trabalho ou serem empreendedores”, afirma.   

Os estudantes que por ela passaram   

André Luiz Benedetti, 42, Janaína Camara da Silveira, 40, e Rafael Dalla Porta Pavin, 36, são ex-estagiários da revista. André e Janaína trabalharam como repórteres – ou webwriters -, Rafael foi webmaster (organizava a hierarquia das páginas, códigos fontes e todo trabalho de TI do site).  

Janaína descreve o ambiente da Zum Zine como maravilhoso e descontraído. Segundo ela, tanto alunos quanto professores aprendiam juntos. “Além das discussões de pauta, estilos de texto, novos formatos de apresentação do conteúdo, havia muita troca cultural. Era a construção de uma nova plataforma que hoje já é tão trivial”, comenta.

Uma das matérias produzida pelo repórter André Benedetti

Em 1999, a revista ganhou o segundo lugar no prêmio de jornalismo, na modalidade revista online, da 6ª Expocom. Segundo Benedetti, na época, o grupo não acreditava que poderia vencer. Ainda assim, decidiram encaminhar o material para análise. O processo de envio, no entanto, não foi fácil. O grupo chegou atrasado ao correio, o estabelecimento já havia fechado. Por bondade do funcionário presente no dia, a revista foi enviada. “Algumas semanas depois, recebemos a notícia de que estávamos entre os finalistas da Expocom. Mais adiante, anunciaram a Zum Zine como a grande ganhadora. A partir daí, começamos a ver que estávamos produzindo um produto bem mais diferenciado do que imaginávamos”, conta Benedetti. 

Esse não foi o único Prêmio recebido pelo periódico. Em uma lista recuperada pela professora Beatriz, Zum Zine faturou 1º lugar na 5ª Expocom, em 1998, na categoria Jornalismo – Melhor Revista Online. No mesmo ano, foi primeira colocada no SET Universitário da PUCRS, na categoria Revista Digital.

Prêmio ganho em 1999, mencionado por André Benedetti

Nas lembranças, vivem as experiências   

O projeto pioneiro da Unisinos marcou a vida pessoal e profissional dos estudantes que por ela passaram. O trio de estagiários diz sentir saudades da época em que trabalhava na revista. Para Rafael Pavin, conviver com pessoas que estavam fora de sua área de formação trouxe a ele uma nova visão acadêmica e de vida. Para ambos os repórteres, a Zum Zine foi a porta de entrada para o mercado de trabalho.  

Janaína foi contratada, na época, para trabalhar no projeto embrião do clicRBS. Benedetti foi chamado pela Zero Hora – trabalhou como redator no segundo caderno. Pavin participou, em 2001, da cobertura da produção do filme “A Paixão de Jacobina”. O webmaster produziu um site específico para o longa-metragem. Na página, eram divulgadas imagens dos bastidores.  

“Fazíamos uma revista on-line, mas nenhum de nós tinha acesso à internet em casa, apenas na universidade. E aqui faço uma confidência: era começo de 1998 quando fui selecionado pra ser repórter da Zum Zine. E foi no meu primeiro dia de trabalho na revista que naveguei na internet pela primeira vez na vida”, revela Benedetti, hoje assessor de imprensa da Unimed Nordeste-RS.

Matéria produzida pela repórter Cristina de Marco

Janaína também comenta que a Agência Experimental de Comunicação da Unisinos (Agexcom), que já existia nos últimos anos de Zum Zine, era uma referência dentro do curso de Jornalismo, principalmente por ofertar a possibilidade de criar a notícia na web. “Trabalhar em internet era um misto de desconfiança e aprendizado. Havia ainda um apego grande pelo jornalismo nas mídias tradicionais”, explica a jornalista, atual editora de mídias sociais e repórter da agência de notícias chinesa Xinhua.   

Gilmar Hermes ainda relembra que os professores, através da revista, acompanhavam o desenvolvimento tecnológico e criativo do jornalismo. Com a criação da Agexcom e os portais de notícias que dela surgiram, o mais atual sendo o Mescla, a revista Zum Zine foi encerrada. A data específica da finalização da revista é incerta, mas ocorreu em Como bem definiu Beatriz Marocco: “isso aqui é pré-história da internet, cara”. 

As publicações 

Não é possível acessar o site da revista, que, assim como as publicações, não existem mais. Entretanto, utilizando a ferramenta Wayback Machine, foi possível recuperar partes da memória da Zum Zine e, consequentemente, da história do Jornalismo da Unisinos. Entre o material recuperado está o expediente do periódico. Clicando aqui, é possível conferir um pouco do trabalho pioneiro de professores e alunos na internet.

The post A revista que foi começo, e hoje é memória appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/10/18/revista-que-foi-comeco-e-hoje-e-memoria/feed/ 0
Literatura em pauta https://mescla.cc/2018/09/18/literatura-em-pauta/ https://mescla.cc/2018/09/18/literatura-em-pauta/#respond Tue, 18 Sep 2018 20:52:56 +0000 http://mescla.cc/?p=7693 Apesar das previsões apocalípticas, o livro no suporte físico não foi extinto, e a literatura se prolifera em diversas plataformas. Os e-readers, como kindle e kobo, encontraram espaço e se tornaram facilitadores da leitura. A literatura cresce dentro das redes sociais, do audiovisual e da mídia impressa. É nesse espaço que as revistas e jornais literários se inserem e destacam na […]

The post Literatura em pauta appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Apesar das previsões apocalípticas, o livro no suporte físico não foi extinto, e a literatura se prolifera em diversas plataformas. Os e-readers, como kindle e kobo, encontraram espaço e se tornaram facilitadores da leitura. A literatura cresce dentro das redes sociais, do audiovisual e da mídia impressa. É nesse espaço que as revistas e jornais literários se inserem e destacam na missão de propagar livros e os novos autores. 

Kindle facilita acesso a leitura de forma digital

A história dessas publicações é extensa. Existem autores que afirmam que as revistas e jornais que dialogam sobre literatura são tão importantes quanto a produção literária do período. Nas páginas desses impressos, autores, poetas, artistas e pensadores divulgam suas ideias e se tornam parte intrínseca da cultura do país. 

Dentro da história cultural brasileira, duas revistas marcam a história pela relevância, resistência e pelos autores e artistas que passaram por lá. A Klaxon circulou entre 1922 e 1923 mesclando arte com literatura. A publicação contava com colaboradores como Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Anita Malfatti, Sérgio Buarque de Holanda e Tarsila do Amaral. Estudada hoje como força do movimento de cultura moderna, a Klaxon deixou legado na cultura brasileira de publicações culturais. A Revista de Antropofagia sucedeu a Klaxon na divulgação de literatura nos anos de 1928 e 1929. Nela, se uniram antigos colaborados da Klaxon e nomes como Carlos Drummond de Andrade.  

Revistas Klaxon e Antropofagia foram pioneiras na disseminação de arte e literatura

As publicações literárias contemporâneas carregam a herança de disseminação cultural destes antigos periódicos. Nesses espaços, leitores e autores se encontram para debater e produzir literatura.  

 

Da resistência a contemporaneidade 

Atualmente, o jornal Rascunho é uma dessas publicações que se destaca no cenário nacional. Segundo o editor, Rogério Pereira, o jornal surgiu de um “tédio” quando ele voltou de sua pós-graduação em 2000. Em 2004 o Rascunho se emancipou do Jornal do Estado de Curitiba, onde era inicialmente publicado. “O suplemento saiu e começou a se manter por conta própria. Na época, já haviam alguns anunciantes, parcerias e pessoas assinando, mas foi tudo muito artesanal, muito tirado do nosso bolso para sustentar a produção. Eu brinco que o Rascunho foi feito na teimosia cooperativa”, comenta Rogério. 

Jornal Rascunho é de Curitiba e possui quase 20 anos de existência.

Atualmente, o periódico conta com 220 edições publicadas e cerca de 2.500 assinantes e diversos colaboradores. “Durante todos esses anos nosso público só cresce, assim como nossos colaboradores. Ainda falta espaço para todo mundo que me envia texto. Todo dia eu recebo e-mail de gente pedindo para participar do Rascunho”, conta o editor. 

Segundo dados do Instituto Pró-Livro, apesar dos números de leitores ter aumentado nos últimos anos, o Brasil é um país que lê muito pouco – são apenas 5 livros por ano, sendo que desse número metade é em partes. Por causa de números tão baixos, várias publicações literárias brasileiras assumem o título de “movimentos de resistência”.

  

Entretanto, para o editor do Rascunho, é preciso pensar antes sobre o que essa resistência se refere. “Nós somos um jornal de nicho, então a nossa busca por leitores é dentro de um espectro já definido. Existem as pessoas que gostam de ler e debater sobre literatura e existem pessoas que apenas gostam de ler. O movimento de resistência que existe é contra um Estado que não valoriza a literatura e a produção literária do jeito que ela deveria ser valorizada”, explica Rogério.  

 

Literatura e imagem 

Outra publicação que se destaca nesse contexto é o Suplemento Pernambuco. Para o editor-assistente do periódico, Igor Gomes, é instigante trabalhar com leitura no Brasil. “Não temos qualquer intenção de resolver os problemas de leitura do país, mas deixar disponíveis leituras pertinentes sobre dinâmicas mais específicas do campo literário, sobre a literatura em relação com as principais questões do contemporâneo. Apesar de suas especificidades, o campo literário reflete e reproduz incontáveis questões da sociedade, então às vezes abordamos um e acabamos tocando no outro” afirma. 

Capas do Suplemento Pernambuco demonstram pluralidade de focos das edições.

O Suplemento Pernambuco surgiu em 2007 e conta com 150 edições publicadas. Assim como o Rascunho nasceu dentro de um jornal, o Diário Oficial do Estado de Pernambuco, e hoje funciona como um produto independente. Além da literatura, o Suplemento também é referência no setor de design gráfico. Igor ressalta que o projeto gráfico demonstra como literatura e imagem podem trabalhar juntas. “A preocupação com a imagem é uma forma de atrair atenções – de leitoras/es, de livrarias, dos diversos atores do campo literário. Também é uma forma de mostrar que é possível usar imagens como forma de abordar a literatura – ainda que, em nosso caso, ela não seja a protagonista das abordagens”, explica ele.  

Apesar de um cenário cultural que pouco valoriza a leitura, Igor afirma que existe uma grande força no meio e é necessária incentivá-la. “Apostamos sem medo nas potências da literatura porque sabemos, como leitores e pelo contato com colaboradoras/es e leitoras/es do Pernambuco, de sua força na vida das pessoas, de que ela é uma necessidade social”, finaliza. 

 

Publicações na web 

Tanto o jornal Rascunho, quanto a Suplemento Pernambuco trabalham no meio impresso e digital. A Revista Pessoa é um veículo exclusivamente digital de propagação de literatura que atua há 8 anos. Segundo sua editora, Mirna Queiroz, “a revista Pessoa surgiu como espaço de criação, experimentação e divulgação da literatura de língua portuguesa. Ela evoca um dos maiores poetas de todos os tempos numa proposta simples, que é a de promover a experiência de leitura literária, com todas as suas implicações políticas e estéticas.” 

Por ser um veículo apenas web, não é possível contabilizar as edições da revista, mas Mirna afirma que nos oito anos existem atualizações diárias no site. “A revista procura dialogar com um público amplo, de diferentes gerações, não busca especificamente um público alvo. Sabemos é que as mulheres representam 52% dos nossos leitores, que, em sua maioria, tem entre 25 e 50 anos”, assinala ela.  

Assim, como os outros editores, Mirna também reforça as dificuldades de trabalhar com literatura no Brasil. “Não há solução mágica [para esse cenário]. O mundo inteiro assiste atônito à redução de leitores de literatura. O problema do Brasil é que passou a concorrer com as facilidades tecnológicas antes mesmo de universalizar a alfabetização e o acesso ao livro. Ou seja, a nossa derrota é dupla”, explica a editora. 

Home do site da revista Pessoa no dia 18 de setembro de 2018.

A editora tem esperança na ampliação dos espaços dedicados a leitura em todos os equipamentos culturais. Para Mirna, não é só necessária a publicação de textos, mas espaços para debates, sessões com escritores, manifestações de leitores etc. “Formar leitor de literatura é formar leitor de todas as expressões artísticas, culturais. E formar leitor do mundo”, fala Mirna. 

Ela explica que a revista contribui no cenário atual através de questões importantes de nosso tempo. “É fundamental para ir na contracorrente de um pensamento raso que se propaga por aí e de um desprezo profundo por tudo que não seja o próprio umbigo. Além desse exercício de alteridade, a literatura permite aos sujeitos se desenvolverem como pensadores autônomos, com capacidade para assumir protagonismo no seu espaço e tempo, a partir da tomada de ciência das suas complexidades, criando e recriando sentidos para as suas práticas sociais”, finaliza.

The post Literatura em pauta appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/09/18/literatura-em-pauta/feed/ 0
Terceira edição da revista Josefa tem nostalgia como tema https://mescla.cc/2018/07/05/terceira-edicao-da-revista-josefa-tem-nostalgia-como-tema/ https://mescla.cc/2018/07/05/terceira-edicao-da-revista-josefa-tem-nostalgia-como-tema/#respond Thu, 05 Jul 2018 21:21:23 +0000 http://mescla.cc/?p=6852 Capa: Guilherme Machado Memórias estão presentes no cotidiano de toda a população, despertadas através de uma música, da saudade de alguma época, um ídolo, um filme, uma conquista. Com um tema tão próximo à realidade de cada um de nós, a edição número 3 da revista Josefa chega para encher os corações de lembranças e emoções. O professor da […]

The post Terceira edição da revista Josefa tem nostalgia como tema appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Capa: Guilherme Machado

Memórias estão presentes no cotidiano de toda a população, despertadas através de uma música, da saudade de alguma época, um ídolo, um filme, uma conquista. Com um tema tão próximo à realidade de cada um de nós, a edição número 3 da revista Josefa chega para encher os corações de lembranças e emoções.

O professor da disciplina durante o semestre, Everton Cardoso, fala sobre a escolha do tema e o processo de criação. ” A ideia era transformar tudo isso em pessoas, histórias, e num mundo que fosse complexo, rico, interessante e curioso. Foi um processo trabalhoso, mas também foi um desafio, e eu sempre disse pra eles que essa disciplina era um exercício de autoanálise, eu estava ali tentando entender como eu me formei como repórter-redator, pra tentar levar pra eles essa ideia de tentar fazer uma reportagem um pouco mais literária, tentar mudar um pouco o texto jornalístico, sair do lead clássico.” 

A edição conta com dez reportagens, que vão de histórias sobre clubes esportivos a bandas marciais e astros do pop elaboradas pelos estudantes de Jornalismo Literário, no Campus Unisinos Porto Alegre. 

Foto: Tainara Mauê

 

Novas histórias, inspirações antigas 

Formando em Jornalismo, Pedro Nunes sempre foi fã da música pop e principalmente, do ídolo Michael Jackson. Ele fez uma narrativa contanto a história do artista e performer do astro, Nikki Goulart.  

“Com a escolha da minha pauta, queria mostrar um lado mais humano de uma pessoa que dedica tanta parte da vida a seu artista favorito, neste caso, o Michael Jackson. Eu escolhi principalmente porque sempre fui muito fã do Michael e sempre quis contar alguma história relacionada a ele na faculdade. Acabei tendo a oportunidade de fazer uma reportagem pra Josefa com um tema que pude encaixá-lo”, comenta Pedro. 

foto: Tainara Mauê

Também evolvida pelas trilhas sonoras da vida, a estudante e representante discente do curso de jornalismo, Liane Oliveira, conta a história da reativação de uma das bandas marciais mais tradicionais de Porto Alegre. “No começo eu achei que seria mais complicado, porque eu sempre assimilo nostalgia com tristeza, então eu fiquei pensando por dias qual que seria a pauta, e como eu gosto muito de música, eu pensei em fazer algo sobre banda marcial. Foi aí que surgiu a ideia de fazer sobre a reativação da Banda Marcial Juliana”, conclui a representante, que também comenta sobre a escolha do tema. 

“Eu estava bem animada para fazer a Josefa, no começo foi difícil porque nós não temos muitas cadeiras de jornalismo literário durante o curso, então o professor sempre trazia leituras na sala de aula pra gente saber como começar, fazer a matéria”, conclui Liane. 

foto: Tainara Mauê

The post Terceira edição da revista Josefa tem nostalgia como tema appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/07/05/terceira-edicao-da-revista-josefa-tem-nostalgia-como-tema/feed/ 0
Novas edições da Primeira Impressão e Josefa estão chegando https://mescla.cc/2018/07/02/novas-edicoes-da-primeira-impressao-e-josefa-estao-chegando/ https://mescla.cc/2018/07/02/novas-edicoes-da-primeira-impressao-e-josefa-estao-chegando/#respond Mon, 02 Jul 2018 17:46:33 +0000 http://mescla.cc/?p=6788 Páginas brilhantes, recheadas de histórias e com textos mais longos são o sonho de trabalho de muitos estudantes de Jornalismo. Apesar das previsões apocalípticas sobre o fim das publicações impressas, as revistas não acabaram. Muito pelo contrário: a cada dia, se consolidam mais, pois investem em jornalismo interpretativo e reportagens mais aprofundadas. É com esse espírito de resistência que o sonho de escrever para revistas se consolida dentro da Unisinos com a distribuição de novas edições das revistas Primeira Impressão, de […]

The post Novas edições da Primeira Impressão e Josefa estão chegando appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Páginas brilhantes, recheadas de histórias e com textos mais longos são o sonho de trabalho de muitos estudantes de Jornalismo. Apesar das previsões apocalípticas sobre o fim das publicações impressas, as revistas não acabaram. Muito pelo contrário: a cada dia, se consolidam mais, pois investem em jornalismo interpretativo e reportagens mais aprofundadas. É com esse espírito de resistência que o sonho de escrever para revistas se consolida dentro da Unisinos com a distribuição de novas edições das revistas Primeira Impressão, de São Leopoldo, e Josefa, de Porto Alegre. 

As revistas do curso de Jornalismo, Primeira Impressão e Josefa | Foto: Natan Cauduro

A Primeira Impressão, ou simplesmente PI, chega em sua 49ª edição trazendo 22 reportagens que tratam de histórias que se passam nos trens, nas estações ou nas proximidades das paradas da Trensurb, a única linha férrea de passageiros do Rio Grande do Sul. Com a edição nomeada como “Trilhos da vida”, o trem é o ponto de partida das reportagens, que foram divididas por estações. As matérias foram produzidas pelos alunos de Redação Experimental em Revista e Narrativas Jornalísticas e Planejamento editorial; as fotos, pelos estudantes da atividade de Projeto Experimental em Fotografia. 

Índice da revista Primeira Impressão | Foto: Natan Cauduro

“Acho muito interessante a escolha deste tema, porque a Trensurb é, de alguma forma, uma realidade de todos. O trem nos une, e conhecer histórias que estão relacionadas a ele é conhecer um pouco do outro também”, ressalta a professora Anelise Zanoni, responsável pela edição de texto da PI. Dentro dessa edição, o leitor poderá encontrar música, dança, fé e saudade.  

Revista Josefa | Foto: Natan Cauduro

Falando nisso, saudade também é pauta da mais recente edição da revista Josefa. Em sua terceira edição, traz como tema a nostalgia, e recupera histórias de pessoas, lugares, empresas e ídolos que não voltam mais. As dez reportagens e fotos foram produzidas pelos alunos da disciplina de Jornalismo Literário, sob orientação do professor Everton Cardoso. 

Para o lançamento da nova edição da Josefa, haverá na segunda-feira, dia 2 de julho, um evento na sala 804, no campus Porto Alegre da Unisinos. Organizado pelos próprios alunos-repórteres, a confraternização será aberta para alunos e convidados. Representante discente do curso, Liane Oliveira conta que a turma está ansiosa para folhear as páginas da versão impressa da revista. “Assim como o tema, que é nostalgia, em tempos em que o digital está se sobressaindo, ter a revista impressa, manusear as folhas, sentir o cheiro de tinta e ver as imagens é ainda muito nostálgico”, comenta. 

A experiência de trabalhar com jornalismo de revista marca os alunos. “É um grande projeto produzir uma revista durante o curso. Em Porto Alegre, nós temos os jornais Lupa e Enfoque e a revista Josefa. São materiais que a gente pode acrescentar no nosso portfólio. É uma bagagem importante os estudantes de Jornalismo terem conhecimento e experiência de como se produz uma revista”, acrescenta Liane. 

The post Novas edições da Primeira Impressão e Josefa estão chegando appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/07/02/novas-edicoes-da-primeira-impressao-e-josefa-estao-chegando/feed/ 0
Drones criam novas possibilidades na fotografia https://mescla.cc/2018/06/11/drones-criam-novas-possibilidades-na-fotografia/ https://mescla.cc/2018/06/11/drones-criam-novas-possibilidades-na-fotografia/#respond Mon, 11 Jun 2018 20:52:36 +0000 http://mescla.cc/?p=6452 Você já olhou para o céu hoje? Se a visão conta apenas com nuvens, daqui a pouco tempo essa realidade poderá ser muito diferente. Os drones, ou veículos aéreos não tripulados (VANT), estão cada vez mais presentes na nossa rotina e aumentarão esse alcance no futuro. Nos últimos cinco anos, os drones foram utilizados para ajuda humanitária, emergências médicas, entrega de produtos e comida, mas foi na fotografia que eles realmente se popularizaram.  Criados na década de […]

The post Drones criam novas possibilidades na fotografia appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Você já olhou para o céu hoje? Se a visão conta apenas com nuvens, daqui a pouco tempo essa realidade poderá ser muito diferente. Os drones, ou veículos aéreos não tripulados (VANT), estão cada vez mais presentes na nossa rotina e aumentarão esse alcance no futuro. Nos últimos cinco anos, os drones foram utilizados para ajuda humanitária, emergências médicas, entrega de produtos e comida, mas foi na fotografia que eles realmente se popularizaram. 

Criados na década de 60 e desenvolvidos apenas para fins militares, os drones demoraram a se incorporar na nossa cultura, sendo mais procurados a partir de 2010. Vistos com desconfiança por sua capacidade de filmagem e alcance quase ilimitado, os VANTs foram regulamentados no Brasil em 2017 pela Agência Nacional de Aviação Civil, a ANAC. Hoje, é comum ver esses aparelhos sobrevoando grandes eventos e a reprodução de fotos feitas com eles em redes sociais. 

Para o fotógrafo e professor Bruno Alencastro, os drones trouxeram inovação no campo fotográfico e a facilitação da imagem aérea. “Sempre foi uma possibilidade fazer fotografias e imagens aéreas no jornalismo, mas era muito caro. Eu lembro de uma vez que voei de helicóptero para cobrir uma enchente. O jornal pagou R$ 2 mil por um voo de uma hora de duração. Hoje, com R$ 2,5 mil você consegue comprar o equipamento e ter voos e possibilidades infinitas de produzir conteúdo, seja foto ou vídeo”, conta ele.  

Foto: Diana Măceşanu | Unsplash/Reprodução

Segundo Bruno, os drones trazem diversas alternativas estéticas que não são alcançadas com um equipamento fotográfico comum. São grafismos, plongées, imagens com zero absoluto e elementos visuais da paisagem, que podem ser identificados através do Google Earth. Na área de produção audiovisual, o drone cumpre o papel de um guindaste e possibilita o movimento travelling, um recurso que executa imagens panorâmicas contemplativas de deslocamento, comuns no cinema. Uma das principais mudanças também acontece na forma da capturação. “O equipamento é fotográfico, mas ele é principalmente um equipamento de aeromodelismo, por isso é preciso uma formação técnica para quem vai comandar do drone”, explica o fotógrafo. “Existe uma limitação de tempo de voo, bateria, da própria condição técnica de ser uma lente fixa, sem zoom na maioria dos casos”, completa.  

Entretanto, algo que não muda é a necessidade de pensar na imagem e na necessidade dela. Bruno já trabalhava desde 2012 com drones, quando em 2017 realizou um ensaio durante sua especialização em fotografia, em Barcelona. Morando perto da Sagrada Família, um ponto turístico famoso do país, o profissional via milhares de turistas fazendo as mesmas fotos todos os dias. “Eu fiquei muito provocado com isso. Pensando em como produzir uma imagem diferente da Sagrada Família. Fazia pouco tempo que eu tinha comprado o drone e estava querendo testar o recurso de 360 graus. Fotografei esses lugares com uma técnica em que eles parecem planetinhas. São fotografia aéreas apresentadas de forma esférica, parecendo um globo terrestre”.

Bruno também fotografou outros pontos turísticos da cidade. O ensaio ganhou fama e foi publicado em centenas de jornais e portais, em mais de 15 países. “Para mim, o desafio da fotografia e da imagem de hoje é isso, testar, levar o formato ao limite, experimentar e correr riscos. Não ficar aceitando a crise da imagem, mas tentar responder a ela com inovação. O drone para mim serviu para isso, para testar novas linguagens e formatos, salienta. 

Drones na comunicação 

A revista americana Time lançou em maio desse ano a reportagem especial “The Drone Age“. Entre as diversas matérias sobre as novas perspectivas que os drones trouxeram para vários setores da sociedade, a maior inovação da edição é a própria capa. Em uma iniciativa ousada a Time reuniu 958 drones para reproduzir a diagramação da capa no céu e fotografar essa imagem com o equipamento também. Segundo o professor Bruno, a iniciativa é o “o ápice da metalinguagem de fotografia aérea”. No vídeo abaixo (em inglês) há o making off da produção: 

O projeto da Time abre espaço para os drones em mais veículos tradicionais e mídia impressa. “Eu acho que o desafio agora é usar ainda mais os recursos que o drone pode oferecer. Por enquanto se utiliza muito ele como produtor de imagens (fotos e vídeos aéreos), mas o equipamento, o software, no quesito da programação pode oferecer muito mais. Tudo o que a Time fez foi programado a partir de um comando. Os drones já estão mapeados, eles sabem como  têm que ficar dispostos para gerar aquela imagem. Tem uma série de coisas que se pode fazer programando o drone, mapeando e criando infográficos”, explica Bruno. “Com o perdão do clichê, o céu é o limite agora”, finaliza. 

The post Drones criam novas possibilidades na fotografia appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/06/11/drones-criam-novas-possibilidades-na-fotografia/feed/ 0
Revista faz releitura de sete pecados https://mescla.cc/2017/12/05/revista-faz-releitura-de-sete-pecados/ https://mescla.cc/2017/12/05/revista-faz-releitura-de-sete-pecados/#respond Tue, 05 Dec 2017 20:20:21 +0000 http://mescla.cc/?p=4478 Foi lançada ontem à noite a 48ª edição da Revista Primeira Impressão, uma produção experimental das disciplinas de Narrativas Jornalísticas e Planejamento Editorial e Projeto Experimental em Fotografia do curso de Jornalismo da Unisinos. O evento ocorreu na  Cafeteria Letras e Sabores, localizada no saguão do prédio da Biblioteca, na Unisinos São Leopoldo, e contou […]

The post Revista faz releitura de sete pecados appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Foi lançada ontem à noite a 48ª edição da Revista Primeira Impressão, uma produção experimental das disciplinas de Narrativas Jornalísticas e Planejamento Editorial e Projeto Experimental em Fotografia do curso de Jornalismo da Unisinos. O evento ocorreu na  Cafeteria Letras e Sabores, localizada no saguão do prédio da Biblioteca, na Unisinos São Leopoldo, e contou com cerca de 40 pessoas, entre estudantes, professores e algumas fontes das reportagens.

Fotos: Kellen Dalbosco

A revista leva um questionamento na capa: “Qual é o seu pecado?” e traz nas páginas histórias que levam os leitores a refletir sobre o tema. “Atualmente, pecado é não estar conectado, é viver com a violência, é não cuidar do próprio corpo e não ser aceito pela sociedade. Dentro do nosso devaneio, descobrimos que pecamos muito e vivemos cercados de pecados – e nem todos podem ser considerados ruins!” antecede o editorial da revista.

Entre os personagens das reportagens presentes no evento estava Patrícia Pedroso, a protagonista de “O ser mulher que incomoda” e a figura que estampou a capa desta edição. Vestida de Drag Queen, foi aplaudida pelos presentes. Ontem, ela representava mais do que a foto da edição, mas as dezenas de pessoas que toparam abrir suas vidas para que os repórteres entrassem e mostrassem uma realidade por vezes escondida.

“Eu fiquei chocada com o convite. Quando a Dyessica (repórter) me falou, eu fiquei muito feliz. Mas eu nunca pensei que seria a capa. Eu amei” exclamou Patty, como gosta de ser chamada. Contar a sua história também foi algo inimaginável para ela, que disse estar ansiosa para enviar a revista a suas amigas Drag Queens de todo o Brasil.

O coordenador do curso de Jornalismo de São Leopoldo, Edelberto Behs, discursou para os presentes. Com orgulho da nova edição da PI, disse que a informação, presente em reportagens que tratam de temas polêmicos, como violência obstétrica e nudez, são uma arma de combate, e que isso a PI “faz muito bem”.

Para os estudantes, foram grandes as dificuldades enfrentadas durante a produção das reportagens. Para Verônica Torres Luize, encontrar uma fonte disposta a conversar sobre o assunto foi um grande desafio. “Era preciso explicar sobre o que se tratava para então poderem se abrir”, contou. “A melhor parte da PI é isso, ela torna o teu trabalho palpável. Você consegue pegar, sentir e mostrar para as pessoas”, contou.

A estudante Eduarda Moraes falou sobre um assunto um tanto polêmico, a nudez feminina. Ela afirma ter enfrentado dificuldades para encontrar fontes dispostas a contar sua história. Um problema diferente encontrou a sua dupla de reportagem. A estudante Maria Carolina de Melo, que atuou como fotógrafa, conta que entrar na intimidade da personagem para fotografar, foi o desafio O resultado final foi positivo, o que explicou a presença da fonte, Emily Schwan, orgulhosa, no lançamento da revista.

Os professores Anelise Zanoni e Flávio Dutra, editores de texto e fotografia respectivamente, mostraram-se orgulhosos do trabalho dos alunos, que teve início em agosto e arrastou-se ao longo do semestre.

Flávio desafiou com a maior preocupação dos fotógrafos. “Como usar uma imagem na capa, por exemplo, sem designar que aquilo é pecado, que é ruim?”. Na capa, por exemplo, a solução foi encontrada com maestria. “Se fez uma pergunta na capa e na foto, o olhar esta inquiridor. O olhar combina com a pergunta. Uma solução editorial para um problema difícil”,  finalizou.

“O trabalho foi feito e a tarefa cumprida. Hoje é um dia de comemoração”, celebrou a professora Anelise. Ela contou que o processo mais difícil e, ao mesmo tempo, mais gratificante é a etapa de diagramação e edição da revista, já que exige um trabalho intenso de revisão e montagem da agenda de diagramação com os estudantes, que participam do projeto. Mas ver a revista tomando forma é a visualização do trabalho feito.

Encontrar um tema editorial e trabalhar com eles, foi o primeiro desafio encontrado pelos professores. Para os estudantes, não bastava debater e aceitar o tema sugerido, mas buscar fontes e informações para as reportagens, que em diversos casos, se mostraram delicadas e de difícil abordagem. A releitura dos sete pecados originais foi abordada nas 22 reportagens da revista. Agora o que fica aos leitores, é a provocação da capa: “Qual é o seu pecado?”

Confira a edição online aqui.

 

The post Revista faz releitura de sete pecados appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2017/12/05/revista-faz-releitura-de-sete-pecados/feed/ 0