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]]>Nesta edição, o tema norteador das reportagens foi “trilhas sonoras”, assunto escolhido pelos próprios alunos em votação. A revista contou com 20 textos, o que resultou em uma PI bem recheada, com 86 páginas. No encotro de lançamento, o professor, Felipe Boff, com um exemplar em mãos, conversou com os alunos sobre o trabalho desenvolvido no semestre. Os futuros repórteres, com um olho em Felipe e outro na revista, misturavam as sensações de ouvir o professor e admirar o produto jornalístico. A maioria deles experimentou pela primeira vez a produção de uma revista impressa.

“Além de tudo, essa revista é também um portfólio. Mostrem ela quando estiveram em busca de oportunidades no mercado de trabalho”, salientou Felipe enquanto os estudantes assinavam os exemplares dos colegas como recordação. Cada um recebeu dez revistas, com o objetivo de fazer ela circular fora da Unisinos. “Nós enviamos exemplares também por correio para redações jornalísticas e faculdades de Comunicação Social de todo o Brasil”, comenta o diagramador Marcelo Garcia, responsável pelo projeto gráfico, que participou do lançamento.

A Primeira Impressão é produzida pela turma da disciplina do campus de São Leopoldo. Atualmente na sua 57ª edição, a publicação, que nasceu como Sui Generis em 1992, adotou o novo nome em 1998, quando alcançava a nona edição. De lá para cá, já abordou diversos assuntos, sempre em números temáticos. Em 2015, ganhou uma irmã: a revista Josefa, produzida pelos alunos de Jornalismo Literário do campus de Porto Alegre. Neste semestre, não houve publicação da Josefa, que promete voltar em breve.
A edição 57 da Primeira Impressão já está disponível para leitura online na plataforma Issuu.com.
Enfoque
Está previsto para circular esta semana, na Capital gaúcha, mais uma edição do jornal impresso Enfoque Porto Alegre. Os cerca de mil exemplares da publicação serão distribuídos aos moradores do bairro Farrapos, região em que o jornal está dedicando sua cobertura atualmente.
O jornal Enfoque é a publicação mais antiga editada pelo curso de Jornalismo da Unisinos. Ele nasceu junto com a graduação, em 1975. Por quase 30 anos, era conhecido como Enfoque Campus e dedicava-se ao jornalismo geral. A partir de 2003, teve seu projeto editorial alterado e passou a ser produzido com notícias e reportagens sobre regiões vulneráveis de cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, buscando um foco mais social. As primeiras edições foram centradas na Vila Brás, em São Leopoldo. De tempos em tempos, o jornal muda a localidade em que realiza sua cobertura.
A edição 2 do Enfoque Porto Alegre: Bairro Farrapos pode ser conferida também na plataforma Issuu.com.
Babélia
Nos próximos dias, circulará também a edição 37 do jornal Babélia, produzido pelos alunos das turmas do campus de São Leopoldo das disciplinas de Jornalismo e Notícia, Jornalismo e Reportagem e Jornalismo e Opinião. A publicação, voltada ao jornalismo geral, nasceu em 2004 e, desde então, é publicado semestralmente.
Em 2013, o Babélia ganhou um irmão: o jornal Lupa (acrônimo de Leia Unisinos Porto Alegre), produzido pelas turmas do campus da Capital das mesmas disciplnas. Em sua 15ª edição, excepcionalmente neste semestre o Lupa circulará como um encarte do Babélia.
Tanto o Babélia quanto o Lupa estão disponíveis, em breve, para leitura, no canal da Agência Experimental de Comunicação (Agexcom) da Unisinos no Issuu.com: https://issuu.com/unisinosagexcom.
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]]>Este semestre, os alunos escolheram o tema “tabela periódica” para retratar na revista. Cada aluno-repórter deveria produzir uma reportagem que se relacionasse a um elemento químico. Já os alunos-fotógrafos ficaram encarregados de ilustrar os textos com belas imagens. Ao todo, a mais recente edição da PI, como é conhecida, trouxe 19 reportagens, que exploram histórias interessantes por trás de elementos químicos – que, diga-se de passagem, muitos não sabem o quanto estão presentes no dia a dia.
Um coquetel foi preparado para comemorar o fim dos trabalhos do semestre. Nas mãos dos estudantes, salgadinhos e docinhos competiam com os exemplares da revista. Além dos alunos, alguns entrevistados – ou personagens, como gostam de dizer os jornalistas – prestigiaram o evento. Entre os presentes, Micael Behs, um dos coordenadores do curso de Jornalismo da Unisinos. Para ele, é sempre uma satisfação ver e manusear o resultado final da Primeira Impressão, elaborada pelos futuros jornalistas. “A gente percebe nitidamente o esforço de apuração e de pesquisa dos alunos, que são procedimentos muito valorizados na produção de grandes reportagens”, afirmou o professor. Micael também enfatizou que entre os diferenciais do curso de Jornalismo da Unisinos estão a valorização da produção impressa e o incentivo aos estudantes em trabalhar com materiais jornalísticos aprofundados.

Nikão Duarte, que ministra a disciplina de Jornalismo Literário, disse que o principal sentimento ao ver a Primeira Impressão finalizada, após passar um semestre envolvido com ela, é o de gratificação. “Essa revista é um portfólio do aluno. E é importante, como professor, perceber a evolução deles ao longo da disciplina, a cada versão da reportagem que eles entregam. Gratificação é a palavra que melhor resume isso”, frisou.
Seu colega Flávio Dutra, professor de Projeto Experimental em Fotografia, observou que os alunos-fotógrafos também demonstraram uma nítida evolução ao longo do semestre, e o deixaram satisfeito com o resultado final de seus esforços. “Nesse momento da vida, em que eles são alunos, estão todos em um processo de formação. Ainda estão aprendendo a serem repórteres e fotógrafos. Mas, para mim, essa publicação é um indicativo de que a gente alcançou aquilo a que nos propusemos”, disse.
A PI é distribuída gratuitamente. Exemplares podem ser retirados na Agexcom (sala D01-001), no campus São Leopoldo, ou recebidos por correio. Pedidos devem ser feitos pelo e-mail revistaprimeiraimpressao@gmail.com. Há exemplares para consulta também nas bibliotecas da universidade, nos campi Porto Alegre e São Leopoldo. A revista pode ser lida também na internet, em versão de folhear. Está em issuu.com/unisinosagexcom.




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A Primeira Impressão, ou simplesmente PI, chega em sua 49ª edição trazendo 22 reportagens que tratam de histórias que se passam nos trens, nas estações ou nas proximidades das paradas da Trensurb, a única linha férrea de passageiros do Rio Grande do Sul. Com a edição nomeada como “Trilhos da vida”, o trem é o ponto de partida das reportagens, que foram divididas por estações. As matérias foram produzidas pelos alunos de Redação Experimental em Revista e Narrativas Jornalísticas e Planejamento editorial; as fotos, pelos estudantes da atividade de Projeto Experimental em Fotografia.

“Acho muito interessante a escolha deste tema, porque a Trensurb é, de alguma forma, uma realidade de todos. O trem nos une, e conhecer histórias que estão relacionadas a ele é conhecer um pouco do outro também”, ressalta a professora Anelise Zanoni, responsável pela edição de texto da PI. Dentro dessa edição, o leitor poderá encontrar música, dança, fé e saudade.

Falando nisso, saudade também é pauta da mais recente edição da revista Josefa. Em sua terceira edição, traz como tema a nostalgia, e recupera histórias de pessoas, lugares, empresas e ídolos que não voltam mais. As dez reportagens e fotos foram produzidas pelos alunos da disciplina de Jornalismo Literário, sob orientação do professor Everton Cardoso.
Para o lançamento da nova edição da Josefa, haverá na segunda-feira, dia 2 de julho, um evento na sala 804, no campus Porto Alegre da Unisinos. Organizado pelos próprios alunos-repórteres, a confraternização será aberta para alunos e convidados. Representante discente do curso, Liane Oliveira conta que a turma está ansiosa para folhear as páginas da versão impressa da revista. “Assim como o tema, que é nostalgia, em tempos em que o digital está se sobressaindo, ter a revista impressa, manusear as folhas, sentir o cheiro de tinta e ver as imagens é ainda muito nostálgico”, comenta.
A experiência de trabalhar com jornalismo de revista marca os alunos. “É um grande projeto produzir uma revista durante o curso. Em Porto Alegre, nós temos os jornais Lupa e Enfoque e a revista Josefa. São materiais que a gente pode acrescentar no nosso portfólio. É uma bagagem importante os estudantes de Jornalismo terem conhecimento e experiência de como se produz uma revista”, acrescenta Liane.
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A revista leva um questionamento na capa: “Qual é o seu pecado?” e traz nas páginas histórias que levam os leitores a refletir sobre o tema. “Atualmente, pecado é não estar conectado, é viver com a violência, é não cuidar do próprio corpo e não ser aceito pela sociedade. Dentro do nosso devaneio, descobrimos que pecamos muito e vivemos cercados de pecados – e nem todos podem ser considerados ruins!” antecede o editorial da revista.
Entre os personagens das reportagens presentes no evento estava Patrícia Pedroso, a protagonista de “O ser mulher que incomoda” e a figura que estampou a capa desta edição. Vestida de Drag Queen, foi aplaudida pelos presentes. Ontem, ela representava mais do que a foto da edição, mas as dezenas de pessoas que toparam abrir suas vidas para que os repórteres entrassem e mostrassem uma realidade por vezes escondida.
“Eu fiquei chocada com o convite. Quando a Dyessica (repórter) me falou, eu fiquei muito feliz. Mas eu nunca pensei que seria a capa. Eu amei” exclamou Patty, como gosta de ser chamada. Contar a sua história também foi algo inimaginável para ela, que disse estar ansiosa para enviar a revista a suas amigas Drag Queens de todo o Brasil.

O coordenador do curso de Jornalismo de São Leopoldo, Edelberto Behs, discursou para os presentes. Com orgulho da nova edição da PI, disse que a informação, presente em reportagens que tratam de temas polêmicos, como violência obstétrica e nudez, são uma arma de combate, e que isso a PI “faz muito bem”.
Para os estudantes, foram grandes as dificuldades enfrentadas durante a produção das reportagens. Para Verônica Torres Luize, encontrar uma fonte disposta a conversar sobre o assunto foi um grande desafio. “Era preciso explicar sobre o que se tratava para então poderem se abrir”, contou. “A melhor parte da PI é isso, ela torna o teu trabalho palpável. Você consegue pegar, sentir e mostrar para as pessoas”, contou.

A estudante Eduarda Moraes falou sobre um assunto um tanto polêmico, a nudez feminina. Ela afirma ter enfrentado dificuldades para encontrar fontes dispostas a contar sua história. Um problema diferente encontrou a sua dupla de reportagem. A estudante Maria Carolina de Melo, que atuou como fotógrafa, conta que entrar na intimidade da personagem para fotografar, foi o desafio O resultado final foi positivo, o que explicou a presença da fonte, Emily Schwan, orgulhosa, no lançamento da revista.
Os professores Anelise Zanoni e Flávio Dutra, editores de texto e fotografia respectivamente, mostraram-se orgulhosos do trabalho dos alunos, que teve início em agosto e arrastou-se ao longo do semestre.
Flávio desafiou com a maior preocupação dos fotógrafos. “Como usar uma imagem na capa, por exemplo, sem designar que aquilo é pecado, que é ruim?”. Na capa, por exemplo, a solução foi encontrada com maestria. “Se fez uma pergunta na capa e na foto, o olhar esta inquiridor. O olhar combina com a pergunta. Uma solução editorial para um problema difícil”, finalizou.
“O trabalho foi feito e a tarefa cumprida. Hoje é um dia de comemoração”, celebrou a professora Anelise. Ela contou que o processo mais difícil e, ao mesmo tempo, mais gratificante é a etapa de diagramação e edição da revista, já que exige um trabalho intenso de revisão e montagem da agenda de diagramação com os estudantes, que participam do projeto. Mas ver a revista tomando forma é a visualização do trabalho feito.
Encontrar um tema editorial e trabalhar com eles, foi o primeiro desafio encontrado pelos professores. Para os estudantes, não bastava debater e aceitar o tema sugerido, mas buscar fontes e informações para as reportagens, que em diversos casos, se mostraram delicadas e de difícil abordagem. A releitura dos sete pecados originais foi abordada nas 22 reportagens da revista. Agora o que fica aos leitores, é a provocação da capa: “Qual é o seu pecado?”
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