wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post Jornalismo e pesquisa em sintonia appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
Tássia decidiu cursar jornalismo logo após finalizar o ensino médio. “Fui aprovada na UFSM e de fato me encontrei. Gostei muito do curso”, revela a doutora, que hoje não se enxerga fazendo outra coisa, que não esteja ligada à área da comunicação e do jornalismo.
Após trabalhar durante um período em um jornal e também com assessoria de imprensa, ela foi percebendo que este caminho fugia um pouco do que tinha idealizado ainda jovem. Foi aí, então, que uma amiga, que na época estava fazendo mestrado em jornalismo, começou a incentivar Tássia a seguir o mesmo caminho.
Decidida a entrar na área da pesquisa, em 2012, Tássia idealizou um projeto para ingressar na Unisinos, porém não foi aprovada. Como ainda estava cercada por muitas incertezas, decidiu pesquisar e conhecer mais sobre os PPGs. Após ouvir alguns ‘não’ e justificativas, como, por exemplo, a de que ela era muito nova para realizar um mestrado, foi aprovada na UFSC, em 2014.
Após o período de mestrado em Santa Catarina, Tássia voltou para Porto Alegre. Motivada a seguir carreira na área da pesquisa, ela se inscreveu e foi aprovada na seleção para doutorado na Unisinos, em 2016. No início, a ideia da pesquisadora era falar sobre a produção de conteúdos de telejornais em smartphones e tablets. Porém, com o passar do tempo, ela percebeu que o audiovisual poderia ser apenas uma parte de um projeto maior. “Vi que poderia focar a pesquisa no jornalismo móvel, de uma maneira geral. Por isso, minha proposta foi pensar nesta linguagem e em como estabelecer parâmetros que pudessem ajudar tanto profissionais, quanto estudantes”, explica Tássia, que defendeu com sucesso, no dia 26 de março, sua tese intitulada Linguagem jornalística autóctone para dispositivos móveis.
Com a perspectiva de realizar uma pesquisa aplicada, a agora doutora elaborou os parâmetros necessários para realizar uma etapa experimental e usou como base os conteúdos produzidos na Beta Redação, Laboratório de Jornalismo com diferentes editorias, disciplinas finais do curso de Jornalismo na Unisinos: “Fiz como se fosse um site e aplicativo móvel pensado para a Beta Redação, adaptando esses materiais. Isso me ajudou a acelerar o projeto de pesquisa, tanto na parte de interface, como de identidade”, completa.
A ideia de pesquisar conteúdos jornalísticos voltados para dispositivos móveis começou no mestrado. Na época, Tássia estudava sobre o telejornalismo e, aos poucos, foi migrando para a segunda tela, que é quando usamos os smartphones como televisão, com o ganho da interação. “Comecei a me questionar em como podíamos produzir jornalismo para dispositivos móveis. Com isso em mente, fui avançando e pesquisando mais”, esclarece.
No final da tese, Tássia observa alguns apontamentos sobre as especificidades dos smartphones e tablets, em relação até mesmo a outros meios de publicação. Além da elaboração de um guia, como ela mesmo define, a pesquisadora traz alguns hábitos de consumo de estudantes de graduação e pós graduação. “Vejo que é um consumo sob demanda, de acordo com as preferências, também focando muito na objetividade e na agilidade. Eles (os estudantes) querem consumir conteúdos rápidos e que sejam acessíveis de forma gratuita”, conclui.

Parte da tese de doutorado de Tássia foi realizada na Universidade de Múrcia, localizada na Espanha, após participar de uma seleção para um Doutorado Sanduíche. Durante seis meses, a pesquisadora acompanhou as aulas e se envolveu em atividades ligadas ao Mestrado de Comunicação Móvel da universidade. Além disso, Tássia desenvolveu parte da pesquisa lá, através da realização de uma pesquisa de campo com oito estudantes, sobre o uso de smartphones e o acesso às notícias. No fim, todo o material acabou entrando para o projeto.

Mesmo após passar pela banca avaliadora e até mesmo já entregar a versão final da tese, tudo ainda parece muito recente para Tássia. “Acho que ainda estou nesse processo de entender tudo. Mas, estou muito feliz também porque a banca foi um momento muito interessante de troca de ideias. Achei muito bacana. Mesmo assim, ainda demora um pouco até realmente cair a ficha…para dizer, tipo, ‘ah, agora eu sou doutora’”, brinca a mais nova doutora em comunicação, que foi orientada pela professora do PPGCom e da Indústria Criativa da Unisinos, Maria Clara Aquino Bittencourt.
Apesar da situação política e econômica não ser muito favorável para a pesquisa, como a própria pesquisadora lembra, Tássia pretende seguir carreira na área. “Se eu tiver a oportunidade, quero seguir na área da docência e da pesquisa. Vou me dedicar para concursos, para ser professor substituto ou até mesmo em seleções para professores, de um modo geral. Ou, se não, tentarei um pós-doutorado na área, algo que me permita continuar aprendendo e continuar pesquisando mais sobre o tema”, finaliza.
The post Jornalismo e pesquisa em sintonia appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Pesquisa desenvolvida pelo DigiLabour ganha financiamento internacional appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
Com sede em Bengaluru, na Índia, a IT for Change busca uma sociedade em que as tecnologias digitais contribuam para os direitos humanos, a justiça social e a equidade. A entidade, que tem status consultivo especial com o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, atua nas áreas de educação, gênero, governança, informática comunitária e políticas de internet/digital.
A pesquisa é realizada pelo coordenador do DigiLabour, professor Rafael Grohmann, e por um dos pesquisadores do laboratório, o mestrando em Comunicação na Unisinos Fabricio Barili. Participa em conjunto Paola Ricaurte Quijano, professora associada de pesquisa na Escola de Humanidades e Educação do Tecnológico de Monterrey, no México. Os pesquisadores estão procurando analisar o papel que as condições sociotécnicas desempenham no estabelecimento de dados comuns voltados para a comunidade. O estudo avalia os cenários tanto no Brasil quanto no México.
O DigiLabour, que nasceu em fevereiro de 2019 apenas como uma newsletter – que conta hoje com 2.500 assinantes –, produz investigações em torno das conexões entre o mundo do trabalho e as tecnologias digitais. Em dois anos de atuação, já entrevistou mais de 100 pesquisadores internacionais. O laboratório lançará em junho um compilado de entrevistas já realizadas. Intitulado Os laboratórios do trabalho digital, o livro terá o carimbo da editora Boitempo. O DigiLabour também mantém parceria com o Nexo Jornal produzindo conteúdos para o projeto Nexo Políticas Públicas.

O Mescla conversou com o professor Rafael Grohmann sobre o DigiLabour e seus projetos, incluindo a repercussão do anúncio de que terá uma de suas pesquisas financiadas pela ONG IT for Change. Confira:
Mescla: O DigiLabour nasceu como uma newsletter?
Grohmann: Sim. Foi em fevereiro de 2019. Em agosto, assumi como professor na Unisinos, e a newsletter seguiu neste mesmo formato, como uma curadoria de conteúdo e uma extensão da ciência. Desde o final de 2020, o DigiLabour passou a atuar oficialmente como um laboratório de pesquisa. Ele é certificado como um grupo de pesquisa pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), e dedica sua atenção às questões de impacto social, internacionalização e de comunicação da ciência.
Mescla: De que forma ocorreu o financiamento da IT for Change para o projeto de pesquisa sobre infraestrutura de dados, data commons e cooperativismo de plataforma no Brasil e no México?
Grohmann: O financiamento vem em conjunto de outros projetos de pesquisa ligados ao laboratório com recursos garantidos. Um deles trata das cooperativas de jornalistas e possui financiamento do CNPq. É a primeira experiência ligada ao cooperativismo na comunicação. Outro projeto com verba aprovada é chamado de Fairwork, que estamos coordenando nacionalmente. Ele tem acordo de cooperação entre Unisinos e a universidade de Oxford, na Inglaterra. É ligado a mais de 12 países e tem entre os objetivos pressionar as plataformas digitais a buscar melhores condições de trabalho. O Fairwork está ligado a políticas públicas e impacto social e quer ajudar a mudar algumas políticas das plataformas no Brasil e no mundo. Com relação à pesquisa sobre infraestrutura de dados, data commons e cooperativismo de plataforma no Brasil e no México, a inscrevemos em um edital do IT for Change. Em dezembro de 2020, foi aprovado o financiamento, e agora, em março de 2021, foi oficializado. O IT for Change representa um pedaço desse mosaico que estamos construindo, com uma série de dimensões e articulações.
Mescla: Quais são suas expectativas para esse projeto?
Grohmann: Propomos um estudo que tenha a ver com o nosso interesse, sobre infraestrutura e economia de dados no Brasil e no México, com fins de descentralizar a cadeia de dados relacionados ao trabalho em plataformas. Entregamos um relatório parcial sobre a infraestrutura no Brasil e no México. A ideia é propor políticas públicas para esses campos nos dois países, que vão além das tecnologias e estruturas comerciais.
Mescla: Como você avalia a importância desse financiamento não somente para os Programas de Pós-graduação (PPGs) da Unisinos, mas também para a Indústria Criativa?
Grohmann: Acho que colocamos tanto os PPGs da universidade quanto a própria Indústria Criativa em um primeiro plano de referência nacional nesses assuntos que o DigiLabour trata, com destaque internacional cada vez maior. Também coloca a Indústria Criativa como um pólo articulador do conhecimento com outras áreas. Isso é o mais bacana. Nos coloca em contato com pessoas de outras áreas. Esse é o futuro da pesquisa e da universidade, em que temos a área da comunicação como uma articulação de diferentes saberes.
The post Pesquisa desenvolvida pelo DigiLabour ganha financiamento internacional appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Pandemia é foco de trabalho final de alunos da Pós-Graduação appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
Cada grupo optou por falar sobre um ângulo da comunicação. São sete episódios de podcasts produzidos pelos alunos da disciplina e dois vídeos. O primeiro, fala sobre um plantão em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Paulo. Tem dois episódios do Cultura Cast, tratando sobre influenciadores, comunicação e a transformação digital. Alguns falam sobre as mudanças nas rotinas profissionais e pessoais dos alunos e, também, de convidados. E, o último episódio, foca nas lives – o surgimento e os novos usos durante a pandemia. Já os vídeos mostram a rotina dos alunos durante o isolamento social e conversas com diversos profissionais da comunicação sobre as adaptações na prática profissional de cada um.
Para a professora Ana Paula, o trabalho foi uma provocação para pensar sobre como as práticas comunicacionais estão sendo remodeladas. “No entanto, provavelmente o valor ao sentimento e à vida ficarão como um legado desse ‘novo normal’, que não queremos que se estabilize, mas que seja uma oportunidade de pensar a comunicação e de nos pensar como sujeitos”, completa a professora. Os podcasts podem ser acessados no Mesclacast e os vídeos estão disponíveis no Youtube do Mescla.
The post Pandemia é foco de trabalho final de alunos da Pós-Graduação appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post As telas e vozes da pesquisa em Comunicação appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
Por ser remoto, a participação no Congresso ficou mais barata e, portanto, mais facilitada. Afinal, ninguém teve que reservar estadia ou ainda gastar com alimentação. E foi assim que esta repórter e seu colega de Iniciação Científica, Rodrigo Brum, tiveram a experiência de participar do Intercom pela primeira vez. A convite do professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) Gustavo Fischer, “passeamos” pelas salas e auditórios tentando absorver conhecimentos sobre as pesquisas que estão sendo realizadas na área da comunicação.
O que chama a atenção dos congressistas de primeira viagem é o tamanho do evento. Foram dez dias de atividades divididas em reuniões com Grupos de Pesquisa (GPs), palestras em auditórios virtuais, oficinas e minicursos (sem contar os livros que recebemos, “mimos” virtuais do Intercom). Para Rodrigo, estudante do quarto semestre de Jornalismo, a experiência foi significativa para entender um pouco mais o que é o “ecossistema da pesquisa”. “É importante ter uma perspectiva, tanto do que se intersecciona daquilo que se vê na Iniciação Científica, nas linhas de pesquisa do PPGCOM, o que funciona com grupos de pesquisa e pesquisadores de outros estados, quanto o que se diferencia”, conta.
Assisti as apresentações realizadas nos GPs que mais me interessei. Mesmo online, não é uma boa ideia participar dos encontros de pijama, já que era preciso ligar a câmera para entrar nas salas. No primeiro dia, percebi que o brasileiro gosta tanto de novela que leva isso até para o campo acadêmico. Vinícius Afonso de Barros Araújo, da Universidade Anhembi Morumbi (UAM), conversou sobre o reboot de novelas e como as narrativas monomídias (assistir apenas na televisão aberta, por exemplo) se transformam em transmídia. Já Dowglas Franco Mota, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), estuda vinhetas e como as aberturas de remakes trazem a sensação de nostalgia para os espectadores.

Saindo das novelas, mas sem mudar de canal (broadcasting), Wagner Machado da Silva, doutorando da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), conversou sobre a representatividade negra no jornalismo e tentou responder a pergunta “por que demorou décadas para ter uma âncora negra no RBS Notícias?”. Talvez por eu ser também bolsista de Iniciação Científica do PPGCOM, foi ainda mais interessante ouvir sobre diferentes temas de pesquisas e metodologias. Seja sobre novelas, telejornalismo ou TVs universitárias, as discussões dentro dos GPs foram importantes para os apresentadores e, também, para os ouvintes.
Outra experiência interessante foi o minicurso “Lives na cobertura jornalística: contexto, boas práticas, pesquisa e horizontes”, ministrada pelo pesquisador Alexandro Mota da Silva, da UFBA. Durante a pandemia, as lives se popularizaram e, pensando nisso, Alexandro, que pesquisa o tema desde 2016, resolveu falar sobre esse fenômeno no jornalismo, trazendo casos ilustrativos e o que os profissionais podem fazer. Alexandro comentou, durante o curso, que as redes sociais podem tirar o jornalista da zona de conforto, mesmo sendo algo utilizado todos os dias fora do ambiente profissional. É interessante visualizar o quanto coisas naturais do nosso dia a dia, como novelas ou redes sociais, podem se tornar fontes de conhecimento e pesquisa.
Coordenador do GP Televisão e Televisualidades e integrante da linha de pesquisa Mídias e Processos Audiovisuais, do PPGCOM da Unisinos, Gustavo Fischer acredita que o Intercom deve ser de conhecimento obrigatório para todo aluno de graduação, uma vez que, durante o evento, é possível entrar em contato com diversas pesquisas – iniciantes ou não – e, quem sabe, encontrar pessoas com interesses similares. “O mercado de comunicação deseja cada vez mais profissionais com uma atitude investigativa e, para isso, conhecer mais sobre metodologias e teorias do campo da comunicação é essencial”, explica.
Além de ser uma oportunidade para alunos da graduação, a forma remota desse ano auxiliou, inclusive, na apresentação de trabalhos. No GP Televisão e Televisualidades, por exemplo, todos os autores aprovados compareceram. O aumento no número de participantes pode até trazer um desgaste de tempo usando a tela, mas acaba se tornando uma experiência positiva em relação às trocas e debates proporcionados. “Esse movimento entre impactar a sociedade e produzir pesquisa é cada vez mais forte no campo da comunicação”, sublinha o professor.
The post As telas e vozes da pesquisa em Comunicação appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Entre arquivar e experimentar, Semana da Imagem acontece em formato remoto appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
Contando com a presença dos pesquisadores Xavier Aldana Reyes, João Ladeira, Lucas Bambozzi e Ines Aisengart Menezes, o evento foi transmitido através do Facebook e do canal no Youtube do TCAv. A discussão girou em torno dos diferentes tipos e entendimentos de arquivo.

Xavier é Doutor em Literatura Inglesa e professor na Universidade Metropolitana de Manchester. Intitulada “The what and why of found footage horror”, a palestra do pesquisador abordou o found footage – um gênero de filme – e as relações com a realidade. O professor da Universidade Federal do Paraná, que já integrou o PPGCom da Unisinos, João Ladeira, conversou sobre blockchains e criptomoedas, além de falar sobre o uso de dados e arquivos que prometem armazenamento infinito. Já o cineasta e pesquisador Lucas Bambozzi, discutiu as transformações da noção de lugar em sociedades conectadas: do invisível ao redor: arte e espaço informacional. Encerrando a Semana da Imagem, a mestra em Preservação e Estratégias de Difusão Audiovisual, Ines Aisengart Menezes, debateu sobre a preservação do audiovisual brasileiro na palestra “Cultura Digital, a cadeia produtiva e o patrimônio audiovisual”.

Os alunos do grupo de pesquisa se envolvem na organização da Semana da Imagem. Neste ano, mesmo com a mudança de formato, não foi diferente. A doutoranda Camila de Ávila contou da importância de participar da produção de eventos como esse, que claro, tem sua parte burocrática. “Acho que também faz parte do aprendizado. A pesquisa é importante mas também é legal ter esse contato que acrescenta muito na nossa formação, é um processo formativo”, explica. Já Amerian Aurich, mestrando do PPGCOM, viu a experiência como algo positivo tanto dentro do contexto atual, quanto para a interação de públicos mais diversos. “Pensando no contexto atual de uma pandemia mundial, deslocar eventos desse porte para o formato online viabiliza a comunicação de um número maior de pessoas mantendo a interatividade”, conta.

Para Juliana Koetz, mestranda da mesma linha, a palestra do pesquisador Xavier Aldana Reyes, que abriu o evento, foi um dos pontos altos da Semana da Imagem. “Ele fez toda uma relação com a confiança na verdade, por exemplo, e como a gente tá em crise dessa confiança e como essas imagens de arquivo do found footage dialogam com esse medo que a gente vive hoje”, explica. Lucas Ness, doutorando, refletiu sobre a escolha e importância do tema da Semana da Imagem desse ano. “Desestabiliza um pouco e reproblematiza as nossas pesquisas, diz ‘esse olhar é importante’ e de como, de repente, é uma pesquisa que sai daqui que vai conseguir ajudar a fomentar uma política pública, porque precisa de um embasamento teórico para poder sustentar uma ideia”, contou.
“A Semana da Imagem é uma oportunidade de fazer circular a nossa perspectiva, estabelecendo diálogos com outros olhares e outros pesquisadores, além dessa aproximação de troca”, finaliza Camila. Para quem perdeu a Semana da Imagem ou ainda quer assistir os vídeos das palestras, acessa aqui a playlist no Youtube. O TCAv também está organizando uma newsletter especial com a cobertura das palestras da Semana da Imagem e a assinatura pode ser feita pelo site.
The post Entre arquivar e experimentar, Semana da Imagem acontece em formato remoto appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Aula aberta discute a representação política e social do Bitcoin appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Paraná é mestre e doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), sendo atualmente professor da Universidade Federal do Ceará (UFC). Também foi pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e fez estágio pós-doutoral nos Departamentos de Economia e de Estudos Latino-Americanos da UnB. Também é autor do livro “A Finança Digitalizada: capitalismo financeiro e revolução informacional”, publicado em 2016, e possui trabalhos publicados nas áreas de Sociologia Econômica, Economia Política e Teoria Social.
Em sua palestra, Paraná explicou os fundamentos do que o dinheiro representa, o surgimento do Bitcoin, o papel dele no capitalismo contemporâneo o que ele pode significar para o futuro. O sociólogo começou sua fala dizendo que o dinheiro vai muito além de uma troca econômica. Ele é, na verdade, uma relação social, um mecanismo de representação e realização do valor. E o dinheiro é, ao mesmo tempo, uma propriedade privada e um bem público, pois sua gestão está nas mãos do Estado.
Já o Bitcoin é uma criptomoeda – ou seja, um sistema criptográfico – criada em 2009 no qual a troca econômica é feita de forma anônima. Conforme Paraná, ele é resultado do avanço da internet, do mercado de algoritmos e, principalmente, de movimentos político-ideológicos como o dos hackers, ciberativistas e cyberpunks. A proposta do Bitcoin é ser uma moeda que pode ser utilizada para transações financeiras sem presença do Estado.
“O Bitcoin é como um filho rebelde do neoliberalismo. Ele surgiu como uma forma de contornar a crise econômica que se alastrou no mundo em 2008, e deve muito, digamos, à geração filha daquela crise, com seu conjunto particular de representações e convicções a respeito das relações entre Estado e capital”, explicou o professor.

A aula aberta teve cerca de uma hora e meia de duração e foi assistida por aproximadamente 30 pessoas. Além de explicar o contexto político e social do Bitcoin, Paraná também respondeu às questões tanto da audiência quanto dos professores que ministraram o encontro.
Conforme a professora Maria Clara Aquino Bittencourt, a aula com o professor Edemilson Paraná foi realizada por ele ser um pesquisador que transita por questões econômicas a partir de uma perspectiva sociológica, e foi um encontro muito proveitoso para todos que assistiram.
“Tivemos não só uma aula sobre como o Bitcoin funciona, mas também sobre como essa moeda tem questões muito complexas para serem exploradas em nossa atual economia capitalista”, diz a professora.
O professor Rafael Grohmann complementa que o palestrante é, hoje, um dos mais promissores especialistas na relação que há entre economia e tecnologia, e teve seu nome indicado para uma aula aberta por ele ser capaz de trazer uma visão crítica a respeito do Bitcoin. E o evento foi exatamente o que ele esperava.
“O Edemilson já tem um histórico de colaborações com a Unisinos, principalmente no Instituto Humanitas, e a aula com ele faz parte de uma relação cada vez maior que vem sendo feita entre a graduação da Indústria Criativa e a pós-graduação”, afirma.
Interessados em assistir à aula na íntegra, podem conferir aqui.
The post Aula aberta discute a representação política e social do Bitcoin appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post O combate à desinformação nas pesquisas em comunicação da Unisinos appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
As aulas já estão ocorrendo durante as manhãs, a partir das 9 horas, e se iniciaram na última segunda-feira, dia cinco. No primeiro dia, além da apresentação geral do seminário, os estudantes do PPGCOM receberam a professora Ana Regina Rêgo, da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Presidenta da Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom), a pesquisadora falou sobre a Rede Nacional de Combate à Desinformação. “A estratégia do Steve Bannon e do Trump, aliado às estratégias psicológicas, consiste em, também, implantar a dúvida e, ao plantar a dúvida, plantar ‘novas certezas’, provocando o desentendimento e essa polarização da sociedade a partir da disseminação de uma cultura do ódio, do medo e da dúvida inicial”, explica. A primeira aula pode ser assistida através do link.
O Seminário tem a coordenação do professor Ronaldo Henn e a participação das professoras Adriana Amaral, Maria Clara Aquino, Sonia Montaño e dos professores Gustavo Fischer e Rafael Grohmann. A atividade foi dividida em sete eixos, sendo eles:
Lógicas de circulação da desinformação em plataformas digitais;
Construção do medo, pânico e ansiedade na circulação de narrativas sobre Covid-19 em plataformas digitais;
Construção de narrativas com vínculos entre pandemia e Saúde Pública nas plataformas digitais;
Processos audiovisuais, inclusive em deep fakes; Papel de celebridades e influenciadores digitais na circulação de desinformação;
Possibilidades de limitações no uso de IA e Processamento de Linguagem;
Dimensões éticas implicadas nas fake news e interfaces com sistema jornalístico;
Projetos de media literacy, comunicação científica e prevenção de circulação da desinformação.
O seminário é aberto para qualquer interessado nos assuntos que serão discutidos ao longo dessas duas semanas, não apenas para alunos do PPGCOM. A programação completa, assim como o link para cada atividade, pode ser conferida abaixo:
Aula 4: 08/10, 9h – Eixo 2 (Construção de medo, pânico e ansiedade na circulação de narrativas sobre Covid-19 em plataformas digitais) com a professora Dra. Sonia Montaño.
Aula 5: 09/10, 9h – Eixo 3 (Construção de narrativas com vínculos entre pandemia e Saúde Pública nas plataformas digitais) com o professor Dr. Rafael Grohmann e participação de Igor Sacramento, da Fundação Oswaldo Cruz e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Aula 6: 19/10, 9h – Eixo 4 (Processos audiovisuais, inclusive em deep fakes) com os professores Drs. Gustavo Fischer e Sonia Montaño.
Aula 7: 20/10, 9h – Eixo 5 (Papel de celebridades e influenciadores digitais na circulação de desinformação. Possibilidades e limitações no uso de IA e Processamento de Linguagem) com a professora Dra. Adriana Amaral e participações de Sandro Rigo, do PPG de Computação Aplicada/Unisinos e da Issaaf Karhawi da Universidade de São Paulo (USP).
Aula 8: 21/10, 9h – Eixo 7 (Projetos de media literacy, comunicação científica e prevenção de circulação da desinformação) com o professor Dr. Rafael Grohmann e participações de Carlos D’Andrea, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e da David Nemer, da Universidade da Virgínia.
Aula 10: 23/10, 9h – Eixo 6 (Dimensões éticas implicadas nas fake news e interfaces com sistema jornalístico) com o professor Dr. Ronaldo Henn e participação de Rogério Christofoletti, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e Felipe Moura de Oliveira, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
The post O combate à desinformação nas pesquisas em comunicação da Unisinos appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Maratona DigiLabour começa a tratar sobre trabalho digital appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
Na sequência, Ludmila Costhek Abilio, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Roseli Figaro e Tulio Custódio, da Universidade de São Paulo (USP) conversaram sobre as velhas e novas práticas do trabalho digital. A pesquisadora, cujo tema de interesse é, entre outros, a Uberização do trabalho, iniciou falando sobre a precarização do trabalho em plataforma e as novas formas de certificação laboral. “Não é mais o Estado regulando, é a regulação da multidão”, relata ao explicar que, atualmente, são os consumidores que conferem a regulação do trabalho. Já Tulio, doutorando em Sociologia, com foco de estudo na subalternidade (voltado para grupos minorizados e a relação do trabalho) abordou o sofrimento e o tempo no trabalho digital. “É com o sofrimento internalizado na gestão do trabalho que os capitalistas conseguem ampliar as formas de acumulação”, explica. Por último, Roseli Figaro, coordenadora do PPGCOM da USP, tentou, assim como os colegas, responder o que há de novo e velho no trabalho digital. “O que é novo, então, se esse discurso é velho? O novo é como o capitalismo aprofundou a exploração do trabalho”, completa.
A Maratona DigiLabour – evento realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da Unisinos, que tem uma programação focada no trabalho digital, vai até amanhã.
A programação completa pode ser encontrada aqui. Caso não tenha se inscrito, o DigiLabour está disponibilizando os links através do Twitter e do Instagram. E, se você perdeu, ou gostaria de rever alguma das mesas do evento, em outubro, todas as palestras serão publicadas no canal do Youtube do DigiLabour.
The post Maratona DigiLabour começa a tratar sobre trabalho digital appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Trabalho digital é foco de evento na Unisinos appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
Para Rafael, debater a temática é central para todos os envolvidos com a Indústria Criativa. “A plataformização do trabalho significa a generalização das plataformas como meios de comunicação e de produção em todas as áreas do conhecimento, de modo que a perspectiva comunicacional nos auxilia a compreender desde o trabalho dos entregadores até a questão da automatização do futuro do trabalho”, explica.
Segundo Rafael, a Maratona DigiLabour é um evento multifacetado e interdisciplinar, mas com protagonismo da área da comunicação, além de ser online e gratuito, que recebe pessoas de várias regiões do Brasil e do exterior. “Com isso, pretendemos recobrir algumas das áreas que a gente tem estudado no âmbito do DigiLabour”, completa. As inscrições podem ser feitas pelo site da Unisinos.
Confira a programação:
What do platforms want (and what do they need)? Apprehending the gig economy – Niels Van Dorn, coordenador da pesquisa Plataform Labour e professor da Universidade de Amesterdã.
Trabalho digital: o que há de novo? O que há de velho? – Ludmila Costhek Abilio, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Roseli Figaro e Tulio Custódio, da Universidade de São Paulo (USP).
Luta por trabalho decente em plataformas digitais na América Latina –Kruskaya Hidalgo, do Observatório de Plataformas do Equador, Rodrigo Carelli e Renan Kalil, do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Narrativas e Disputas de Sentido sobre Empreendedorismo – Taís Oliveira, da Universidade Federal do ABC (UFABC), e Vander Casaqui, da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).
Performatividades algorítmicas e trabalho plataformizado – Ana Guerra, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Elias Bitencourt, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Vigilância, hackativismo e descolonização dos dados – Fernanda Bruno, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Josemira Reis, da UFBA, e Sergio Amadeu, da UFABC.
Trabalho digital e saúde – Leticia Masson, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e Daniel Abs, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Cidades plataformizadas: há alternativas? – Leonardo Foletto, do LabCidade, da USP, e Bianca Tavolari, colunista da revista Quatro Cinco Um e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).
Raça, Gênero, Migração e Diversidade no Trabalho Digital – Lorena Caminhas, da Unicamp, Sofia Zanforlin, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e Larisse Pontes, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Plataformização do Trabalho na Cultura Pop – Arturo Arriagada, da Universidad Adolfo Ibáñez, no Chile, Lucas Hertzog, da University of Cape Town, na África do Sul, Leonardo Marchi, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e Melina Santos, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
The post Trabalho digital é foco de evento na Unisinos appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>