wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6260The post HQ criada por egresso da Unisinos apresenta super-herói LGBTQIA appeared first on Portal da Indústria Criativa.
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Antes de continuar, aperte o play para ouvir duas playlists: esta aqui (Spotify) e esta outra aqui (YouTube), elaboradas especificamente para ser apreciada em conjunto com a leitura da HQ, preparadas pelo próprio Christian. Assim, você pode entrar no clima e já entender um pouco o contexto da história.
A edição da HQ conta com a coautoria de Guilherme Smee, além da arte de Danverdura na história principal, tirinhas especiais que utilizam o universo ficcional do Boy Magya, desenhadas por Arthur Pandeki e Renato Britto, prefácio de Rita von Hunty e posfácio da deputada federal e ativista Erika Hilton, sendo todos esses artistas e personalidades LGBTQIA+. Todos foram escolhidos, segundo Christian, para visibilizar o trabalho de pessoas que têm a mesma proposta que os autores.
“Boy Magya contra o monstro do armário” segue as aventuras do Mario. Ele é, assim como o Chris, um jovem gaúcho. A personalidade do protagonista se baseou claramente na experiência pessoal do autor. “O que é ser um jovem gay afeminado que cresceu no Brasil dos anos 90 e 2000? Esse é o contexto geracional em que eu estou inserido. Nós queríamos que ele não fosse um super-herói totalmente magérrimo ou malhado. Ele tem um corpo que pode ser lido como padrão, mas escapa um pouco ao padrão das histórias em quadrinhos”, comenta Christian.
Diferentemente de seu criador, o personagem se muda para outro Estado do Brasil, Recife, porque é lá, mais especificamente na Universidade Federal de Pernambuco, que existe um dos únicos programas de pós-graduação do país especializados em Arqueologia, área de pesquisa do Boy Magya. “A maior parte das histórias ficcionais brasileiras se passa no eixo Rio de Janeiro-São Paulo, então a gente quis descentralizar, indo para a Região Nordeste. E nada impede que, no futuro, como pesquisador, o Mario precise viajar para outras partes do país”.
Em uma de suas expedições, o herói, que antes era uma pessoa comum, descobre um artefato embaixo de um armário, escondido por bruxas, a pedido da deusa Íris, mensageira da felicidade, da “força colorida”. É a partir desse artefato que o Boy Magya surge e extrai seus poderes. Esses se manifestam com a alegria: quanto mais feliz o Mario está, mais forte ele fica e mais coisas ele consegue materializar apenas com o poder da mente. Mas o inimigo de Íris também possui um cristal, achado pelo coronel Ostra, que ativa os poderes do gatilho e enfraquecem Mario.

Chris conta que sempre foi um sonho dele escrever uma história ficcional, desde que começou a se constituir como um sujeito pensante, em contato com a literatura, principalmente com os livros do Harry Potter e, no universo dos quadrinhos, o Homem Aranha.
“Quando entrei na graduação, passei a fazer parte de um grupo de pesquisa chamado LIC (Laboratório de Investigação do Ciberacontecimento). Lá, eu saciei essa vontade da escrita, mas era um estilo totalmente diferente. Produzi muitos artigos científicos, tanto no mestrado quanto no doutorado”, explica.
“Nessa trajetória, comecei a estudar questões de gênero, sexualidade e cultura pop. Em decorrência de conhecer o Gui Smee, que é o coautor do Boy Magya, nessa caminhada acadêmica, eu comecei a conhecer um pouco da produção de quadrinhos”. Christian desenvolveu a história e os acontecimentos, mas quem o ajudou e ensinou a transformar tudo isso em um roteiro para HQ foi o Guilherme.
“Ele orientou muito na escrita, e tem muito dele no Boy Magya também, já que ele trouxe várias ideias novas. O Gui começou a me estimular em relação a talvez produzir um quadrinho, com uma história que eu tivesse interesse. E daí surgiu a ideia de escrever o Boy Magya, que visa ser uma história que traz vários elementos da teoria queer, dos estudos de música pop, de gênero e sexualidade. Então, tem muito dessa história científica. Eu entendo que é uma forma até de popularizar essas questões de gênero e sexualidade a partir dessa HQ”, explica Christian.

A HQ está repleta de referências. Praticamente em cada página há uma nova menção a algum elemento da cultura pop ou do mundo LGBT. Christian diz que “a intenção foi trazer essa potência, fruição que muitas pessoas LGBT encontram na música pop, na relação com o pop, como esse pop pode ser um ruído na norma também. Um exemplo são os fãs da Lady Gaga e da Madonna, que foram acolhidos na epidemia de HIV e AIDS”.
“Todas as vezes que uma música toca na história, isso acaba dialogando muito com o meu imaginário de potência, do que é um superpoder queer. Um dos meus momentos preferidos de referência é quando o Boy Magya consegue materializar uma nave da Xuxa, e se despede mandando ‘beijinho, beijinho, tchau, tchau’”.

“Infelizmente, nós, pessoas LGBTQIA+, precisamos ser um pouco super-heroínas para viver nesse contexto em que estamos. Então, uma das questões que eu quis trabalhar, e que eu acho que é central nessa HQ, foi a da saúde mental. É importante falarmos sobre isso, porque jovens LGBT tem cinco vezes mais chances de cometerem suicídio do que jovens cis heterossexuais. A gente está mais propenso a problemas de saúde mental em decorrência dessa cultura tão LGBTfóbica. Muitos elementos que dialogam com o que eu e amigos e amigas já passaram estão nessa história”, revela Christian.
Além da representatividade que a história traz e as questões sobre saúde mental, outra temática significativa é o poder da força coletiva. “Nós não precisamos enfrentar nada sozinhos. Podemos constituir famílias. É o que a RuPaul (criadora de RuPaul’s Drag Race) já nos dizia: nós, pessoas queer, podemos escolher nossas famílias. A história tem um pouco dessa mensagem, que vai continuar sendo desenvolvida ao longo das próximas edições.”
A impressão do livro ocorreu graças a uma campanha de financiamento coletivo, que acabou atingindo mais de 150% da meta inicial, fato que já garantiu a sequência da HQ. Quem recebeu os exemplares foram as pessoas que apoiaram financeiramente o projeto. E, de acordo com Chris, a recepção tem sido muito positiva: “O público está se identificando com a história. Recebo feedbacks de pessoas se emocionando, chorando, curiosas em relação à sequência”.

“Boy Magya contra o monstro do armário” pode ser adquirida diretamente com o autor. “Eu anuncio chamadas para os seguidores poderem adquirir a HQ. Com isso, já foram praticamente 1 mil HQs vendidas”. As chamadas acontecem tanto em seu perfil pessoal quanto no da Diversidade Nerd, no Instagram, TikTok e Twitter. Todos os links podem ser acessados aqui.
Há, inclusive, algumas livrarias em São Paulo que possuem o livro disponível. Para quem ficou interessado e não quer esperar para conferir, a história está disponibilizada também na versão digital, que, assim como a versão física, pode ser adquirida com Christian.
A próxima aventura do Boy Magya já está em fase de produção! E tem até título: “Boy Magya: Eva x Angélico”. “Ainda tem muita coisa para conhecermos da personalidade do Mario. A próxima HQ, como nome já dá a entender, tem como temática central o fundamentalismo religioso, o ataque de pessoas religiosas extremistas contra pessoas LGBT e as fake news envolvendo isso. Também a perseguição a drag queens, a pessoas trans, entre outras coisas. Enfim, será bem polêmica. Babado, gritaria e confusão (risos).”
Chris ainda deu mais detalhes: “Temos toda uma trajetória para o Boy Magya e até para equipes que podem surgir da relação com ele. Tudo vai depender do retorno do público, se as pessoas tiverem interesse. E estamos abertos a possibilidades, né? É difícil a cena independente de quadrinhos no Brasil, mas a gente está tendo um excelente retorno, sabe? Estou super feliz”. A campanha para a continuação já está disponível no Catarse. Apoie você também!

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]]>The post Antônio Ricardo Fraga deixa saudades entre colegas e ex-alunos appeared first on Portal da Indústria Criativa.
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Nascido em 24 de novembro de 1960, era publicitário, especialista em Marketing e possuía mestrado em Processos Midiáticos, pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Foi artista gráfico, na área de criação publicitária, além de docente na Unisinos e na Universidade de Caxias do Sul (UCS). O professor faleceu em decorrência de uma forte infecção e complicações pulmonares.
O professor José Reckziegel conheceu Antônio Ricardo Fraga ainda anos 1970, quando faziam aula de pintura juntos em uma escola de artes em São Leopoldo. A partir daí, iniciaram uma grande amizade. Ambos estudaram e trabalharam juntos. “Fazíamos cursos e buscávamos formações complementares, participamos de eventos, representando a faculdade no Festival de Gramado e feiras que na época ocorriam com certa frequência”, lembra Zé.
O amigo conta que Ricardo tinha uma “força interior” capaz de agregar os que estavam em volta, demonstrando tempo para ouvir e conversar – seja com os professores, colegas ou alunos – de forma acolhedora, sempre com um grande sorriso no rosto. O docente relembra as diversas memórias e conversas que compartilharam ao longo dos anos e como eram extremamente unidos. Eles jamais perderam o contato, formando assim uma “grande família”, como Zé relembra, tornando-se parecidos até mesmo na forma de se vestirem. “As coisas eram assim, íntimas, leves e alegres. Obviamente, sem perder a seriedade e o profissionalismo quando isso se fazia necessário”, conta.
A coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda e professora do curso de graduação de Gestão Comercial e Marketing, Anaís Bertoni foi aluna de Antônio Ricardo Fraga na UCS e se lembra do mestre com carinho e afeição. Ela conta que ele costumava conduzir suas aulas com espontaneidade, além da forma amigável com a qual se relacionava com os estudantes: “Era um professor muito carismático, que compartilhava muitas histórias de vida com os alunos”, recorda.

Professora em um curso de especialização Universidade Federal da Bahia (UFBA), Sônia Hass conviveu por bastante tempo com Ricardo. Eles se conheceram em 1981 e trabalharam por 7 anos no mercado juntos. Depois disso, Sônia foi sua chefe na Unisinos por aproximadamente oito anos. Ela conta que Antônio possuía uma ampla visão da comunicação e estava sempre buscando atualizações. “Ele sempre foi alegre, alto astral, gostava de ajudar os outros. Era competente e atencioso com seus estudantes”, explica. Sônia conta que ele fazia parte do Coral da Unisinos. “Toda a vez que iam apresentar a música ‘Canção da América’, ele me dizia que ia cantar a nossa canção. E assim ficou, a nossa canção”, relembra.

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“Paris (onde Margot era feliz)” conta a história de uma jovem judia que vivia na França no contexto da Segunda Guerra Mundial. Margot, além de dar aulas de piano, escondia um grande segredo que afetava o destino dos seus alunos. “É um filme independente, com pessoas que não trabalham diretamente com audiovisual e que deram muito de si”, explica a estudante de RP Lawrin Ritter, uma das responsáveis pela produção do curta.

Lawrin conta que assim que o trabalho foi exibido na Casa de Cultura, passou a submeter o curta em diversas plataformas gratuitas para filmes independentes –tanto nacionais quanto internacionais –, que distribuem as obras para vários festivais que estejam aceitando inscrições.
A adaptação está concorrendo na categoria Cineasta Estreante no festival Lift-Off Global Network. Desde 2011, a premiação promove o cinema independente. Mesmo com sede no Pinewood Studios, um dos maiores estúdios cinematográficos do Reino Unido, o Lift-Off Global Network também acontece em diferentes partes do mundo.
O curta “Margot”, produzido pelos estudantes da Unisinos em parceria com o Departamento de Arte Dramática (DAD) da UFRGS, concorre com curtas de muitos países. O vencedor da categoria só será definido no final deste ano.

As gravações ocorreram em junho de 2022. A professora da Escola da Indústria Criativa da Unisinos Lisiane Fagundes Cohen, que orientou a produção, vê com satisfação o resultado final. “É um trabalho muito bem-feito, de qualidade, então eu não me surpreendo dele ter sido selecionado”, comenta.
Um dos desafios foi construir os diferentes cenários da história em uma única locação. “Tinha a sala da Margot com seus pais, seu quarto e a sala de aula com o piano. Montamos e desmontamos o cenário em um único dia, começando às seis da manhã e finalizando às seis da tarde”, relembra Lawrin.
Onde posso encontrar o filme?
O curta ainda não está disponível nas plataformas digitais, condição para participar de diferentes processos seletivos, nacionais e internacionais. Confira a seguir a ficha técnica completa do filme:
Ficha Técnica – Margot
Atriz – Bianca Crux
Atriz – Mônica Borba De Rivero
Ator – Pedro Moll
Ator – Vinicius Contessa
Ator – Guilherme Galvão
Ator – Fernando Ribas
Ator – Rafael Domingues
Ator – Renê De Palma
Ator – João Vitor Ruppenthal Coimbra
Ator – Rafael Pereira
Diretora – Cássia Canto Schuch
Diretor – Leonardo Dobosz Lopes
Assistente de Direção – João Vitor Ruppenthal Coimbra
Roteirista – Ana Carolina Alves
Roteirista – Gabriel Cauduro
Roteirista – Pedro Henrique Forell Zortea
Produtora – Lais Telles De Andrade
Produtor – Rafael Pereira
Produtora – Fernanda Ferreira
Produtora – Lawrin Ritter
Assistente de Produção – Savana Ferreira
Diretora de Elenco – Savana Ferreira
Diretor de Fotografia – Eugênio Cappelari
Diretor de Fotografia – Marcos Aurélio Naves Borges
Diretor de Arte – Gabriel Cauduro
Diretora de Arte e Make-up – Jordana Tais Brandt
Diretora de Arte e Make-up – Melissa Lemos Klein
Produção de Objetos – Fernanda Ferreira
Produção de Figurino – Lawrin Ritter
Produção de Locação – João Vitor Ruppenthal Coimbra
Editor – Marcos Aurélio Naves Borges
Mixagem de Som – Fernanda Corrêa Santos
Mixagem de Som – Seymion Moura
Editor de Som – Fernanda Corrêa Santos
Editor de Som – Igor Ávila
Música – Maestro Sujo e o Sanatório Gotham
Monitoria – Jean Carlos Teixeira
Orientação – Lisiane Cohen
Apoio: UFRGS, DAD-UFRGS, Beija-Flor Produtora e Savana Multiartes
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Com mais de dez anos no mercado publicitário, Paulo é mestre em Comunicação e tem experiência na área de Ciências Sociais, com ênfase em Jornalismo e Publicidade. Atualmente, atua como analista em SEO na agência de comunicação de marketing Wunderman Thompson.
Figurar no topo dos resultados de busca depende tanto de investimento comercial quanto de engajamento orgânico. Basta uma pesquisa sobre o tema para se constatar que os sites de busca levam em conta a intenção do usuário ao requerer a informação, a qualidade e a relevância do conteúdo. Esses são alguns dos fatores essenciais para determinar a colocação e entrega da sua página. Algumas práticas de SEO ajudam a alavancar essa posição, tais como SEO-on page e SEO-off page.
O primeiro está relacionado com a escolha de palavras-chave ao longo do título e corpo do texto, bem como os hiperlinks, e também com o tempo que sua página leva para carregar o conteúdo. SEO off-page refere-se às táticas de SEO que não envolvem atualização ou publicação de conteúdo no seu site. Por exemplo, menções à marca ou marketing de conteúdo. De acordo com Paulo, durante muito tempo, o link building (prática de obter links externos que apontem para o seu site) foi sinônimo de SEO off-pag, mas atualmente pela sua importância e complexidade é uma categoria à parte. É preciso estar atento também às práticas que podem prejudicar o seu desempenho, como, por exemplo, não otimizar a interface e performance do seu website para dispositivos móveis.
Além das técnicas para alavancar o número de acessos ao seu conteúdo, Paulo Pinheiro vai falar sobre o espaço que o processo criativo ocupa nas estratégias baseadas em SEO. “A pessoa pode ser criativa sem o uso de dados, a diferença é que os dados fundamentam a tua criatividade”, explica o analista. Ou seja, saber interpretar métricas possibilita planejar estratégias mais precisas para atingir seus objetivos, e, assim, otimizar recursos, como tempo e verba. “Não quero dizer que o publicitário que trabalha com dados não erra, ele erra também. A diferença é que ele pode saber exatamente porquê errou”.
É muito importante que os algoritmos sejam seus aliados nessa jornada. Para isso, conhecer o público-alvo e saber responder às suas dúvidas e necessidades são etapas indispensáveis. Tá dado o spoiler!
O que:
Aula Inaugural dos Cursos de Comunicação Social (Relações Públicas, Publicidade e Propaganda, Comunicação Digital e Jornalismo)
Promoção:
Cursos da Comunicação Unisinos
Mediação:
Anaís Schuler Bertoni (coordenadora do curso de PP)
Público-alvo:
Alunos da comunicação
Quando:
16/03 (quinta-feira), às 20h
Formato:
Híbrido
Onde:
Labtics (campus São Leopoldo) e via transmissão online pelo canal do YouTube do Mescla
Investimento:
Gratuito
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Iniciada em 2017, a primeira turma de PP-POA, como é conhecida a graduação internamente, se formou. Após quatro anos, Ana Luiza Costa, Daniela Quintana, Débora Brião, Estela Freitas, Francine Marin, Kelly Romano e Laura de Avila deixaram de frequentar as salas de aula da Torre Educacional Unisinos para levarem ao mercado publicitário tudo o que aprenderam.
Quando Anaís Bertoni assumiu a coordenação do curso, em setembro de 2017, a primeira turma de alunos já estava em andamento. Ela ainda se lembra da primeira vez que os conheceu. “Foi engraçado ver a reação da turma quando fui apresentada. Como eles eram os pioneiros, eram super mimados. Então, eu recebi muito carinho e ganhei a confiança deles”, recorda a professora. Para Anaís, ao ver essas pessoas com um diploma e o mundo pela frente, o sentimento que fica é de felicidade e saudade. “Porque os alunos acabam ficando muito próximos da gente”.
Para Ana Luiza Costa, que desde seus 19 anos acompanha o dia a dia do curso e do campus de Porto Alegre, um dos momentos mais marcantes foi o workshop do Hospital Santa Casa, realizado junto com os Amigos da Boa Causa. Os futuros publicitários criaram materiais de divulgação para o Dia D, evento de arrecadação de doações para o Hospital.

“Minha trajetória no curso se resume em conhecimento e preparação para o futuro. Acredito que o bom relacionamento com os professores sempre vai estar na minha memória, em especial a professora e coordenadora do curso, Anaís, que sempre foi muito solícita e carinhosa com os alunos. Eu saio com a sensação de dever cumprido e espero que os futuros estudantes aproveitem muito os anos de faculdade, pois passam muito rápido”

Daniela Ruschel, que antes de se encontrar em PP cursou Jornalismo, ressalta que o melhor que um estudante pode fazer é aproveitar o tempo de universidade para fazer estágios, abrindo o leque para o mercado de trabalho, com uma ajuda do Unisinos Lab. Acima de tudo, ela deixa uma dica para aqueles que, por conta da pandemia, ainda não tiveram a experiência presencial no campus: “Não adianta bater na máquina de refrigerante do corredor. Às vezes, ela vai engolir as tuas moedas”.

“Uma das minhas memórias mais marcantes são as primeiras aulas, aquelas apresentações que a gente tem que fazer pra turma falando o nosso nome e idade. Parece bobo, mas é impossível esquecer esse momento. Eu sou grata por ter conhecido pessoas incríveis, várias amizades… O final do curso é assustador, não pelo TCC, mas pelo sentimento de que tudo aquilo está acabando”
Débora Brião iniciou a faculdade de PP em São Leopoldo um semestre antes do curso estrear em Porto Alegre. Por conta disso, precisava pedir autorização para fazer disciplinas na Capital, uma vez que era mais próximo de sua casa. Assim, adquiriu o status de ser uma das primeiras formandas de PP-POA com vínculo em São Leopoldo. Para ela, que conseguiu seu primeiro estágio após entrar em contato com uma palestrante que conheceu através do curso, a força de vontade é um ingrediente essencial para o ambiente universitário – e para a vida –, porque, em suas palavras, “nada vai cair do céu”.

“Eu sou a primeira graduada da família. Foi uma baita conquista de todas as coisas, desde as pequenininhas até a formatura. Foi muito legal a questão de tu veres que está lá por um bocado de gente. Gente que abriu as portas, que te ajudou. Não é só a faculdade e a pessoa, tu acabas transformando a tua família, tu acabas mudando a visão de pensamento deles, as tuas e até dos teus amigos, porque quando tu fazes uma coisa que tu gostas, tu acabas contando para as outras pessoas”
Para Estela Freitas, o curso teve pontos de virada que marcaram sua trajetória universitária. Um deles foi começar a aplicar na prática, através do estágio, a teoria que aprendia nas disciplinas. Outro foi a elaboração do TCC, normalmente uma das etapas mais temidas pelos alunos. Ela diz que até pode ser uma experiência dolorosa, mas que não é tão ruim quanto parece e, no final, lhe permitiu uma análise sobre o processo acadêmico que contribuiu para que se moldasse ao que é hoje.

“Todos os momentos vividos foram muito especiais para mim. Desde as aulas que rabiscamos nas paredes até os workshops, as saídas de campo para visitar fábricas ou agências. Tudo me marcou muito. Acho que o que mais ficou marcado para mim foram as conexões feitas ao longo do curso. Tanto os colegas quanto os professores. É muito bom saber que hoje posso chamar as pessoas que conheci na Unisinos de amigos”
Na visão de Francine Marin, muito diferente do campus de São Leopoldo, que já tem um legado de mais de 50 anos, em Porto Alegre, por ser um campus novo, que todos estavam conhecendo, a sensação de estar à vontade e pensar o lugar como uma extensão de casa foi orgânica. Para ela, que conheceu o fotógrafo de seu casamento durante um shooting para o curso de Moda, do qual foi voluntária, o mais importante é cultivar e aproveitar as relações que podem ser criadas dentro da faculdade, “porque nunca se sabe o dia de amanhã”.

“Eu acho que o curso todo foi bem marcante para a minha vida, porque, quando eu entrei na faculdade, pelos meus 20 anos, estava amadurecendo. Então, o curso foi importante para o meu crescimento, tanto pessoal quanto profissional. Eu fiz amizades que eu estou levando para fora da Unisinos, que me acompanharam todos os anos, e tive trocas com os professores. A faculdade vai muito além de copiar conteúdo, ela é se envolver com as pessoas”
Vinda de uma família de publicitários, Kelly Romano por pouco não cursou Direito. O que começou como uma tentativa, conquistou a estudante e abriu seus horizontes para todas as vertentes que existem dentro do mundo da publicidade – do cinema à fotografia –, mostrando a ela que as agências não são a única opção. Uma das primeiras veteranas, uma das organizadoras do primeiro trote do curso, Kelly se formou deixando uma última reflexão: “Respeite seus limites físicos e psicológicos. Seu bem-estar não deve ser negligenciado”.

“A turma mudou muito nesses anos, mas eu não reclamo, porque, agora, quando eu me formei, eu saí com as amizades certas. As amizades que eu vou levar para a vida. Eu fiquei muito feliz, porque eu me encontrei. Não adianta entrar com a mentalidade de só querer o diploma, porque aí tu não vais curtir o processo. PP é muito um curso de trocar ideias, brincar, é algo de interações. Deslumbre, foco e gratidão, é assim que eu descreveria esses quatro anos, finalizando com o sentimento de orgulho, por todas as pessoas que estavam me apoiando. Sem essas pessoas, eu não teria conseguido sozinha”
O que Laura Avila deixa para aqueles que ainda estão na faculdade é: não tenha pressa. Ela acredita que, com a quantidade de mudanças pelas quais a vida passa, ninguém deve se prender ao que, um dia, achou que era o certo. Independente da idade com qual termine a faculdade, o que conta é aproveitar o processo, respeitando o tempo de cada um. “22, 30, ou 40 anos, não importa. Não tenha pressa e aproveite cada momento!”, sugere Laura.

Eu lembro da minha primeira aula como se fosse ontem e da minha última aula como se fosse hoje (risos) A minha trajetória na Publicidade é muito marcante pra mim, porque no colégio eu nunca fui a melhor da turma e isso mudou na faculdade. Na adolescência minhas notas não eram altas e o interesse era pouco. Mas quando entrei na Publicidade, meu olho brilhou de uma maneira inexplicável. A sensação de estar cursando algo que eu amava era incrível e saber que eu estava em um ambiente familiar, mais ainda. Tudo isso me ajudou muito e me motivou demais”
Para essas alunas, que acompanharam o desenvolvimento de parte da biografia do campus de Porto Alegre, a coordenadora Anaís deixa um recado: “Eles sempre terão o nosso carinho e acolhida. Essa turma tem um lugar muito especial no meu coração. Eu pude acompanhar toda a jornada deles pelo curso. Agora, queremos continuar acompanhando o sucesso deles no mercado. A Universidade cria vínculos para a vida, então, eles podem contar com o curso ao longo de sua trajetória”.

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