wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post Resistência e criatividade transformam bambu em competição appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Estudantes de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo competiram pela ponte que aguentaria suportar mais peso antes de se romper. O clima de expectativa só não era maior do que o de diversão enquanto as pontes, uma a uma, eram testadas diante do público, no Auditório Central do campus de São Leopoldo da Unisinos. Quem não pode estar presente, acompanhou o evento ao vivo pelo YouTube, com direito a comentários e muita torcida pelas equipes.
Para Uziel Quinino, professor do curso de Engenharia Civil da Unisinos, os palitinhos são muito mais do que utensílios de cozinha. De acordo com ele, trata-se de um material de excelente desempenho quando submetido à ação de esforços, como os de tração e compressão, que as pontes devem suportar. Nas últimas semanas, 20 equipes trabalharam para produzir as estruturas de bambu e cola, observando limites e recomendações, como o peso, que não poderia exceder 750g.

“Esse tipo de atividade é comum em escolas de engenharia de várias instituições de Ensino Superior”, explicou Uziel. “Decidi, então, trazer a atividade para a rotina do curso de Engenharia Civil há 5 anos, com a proposta de convidar os alunos para que participassem e praticassem os conteúdos abordados em sala de aula.”
Leonardo Silva, estudante do 5° semestre de Engenharia, comentou que um dos fatores que devem ser levados em conta é a disposição da ponte. “Em arco, aguenta mais peso em um único ponto, como é o caso dessa competição. Já uma ponte que precisa se preocupar com veículos pesados transitando todo os dias, é diferente”, explica o aluno. A equipe de Leonardo competiu pela primeira vez no evento. Além dele, participaram Lucas Guarnieri e José Augusto Malvessi, do 5° semestre, e Gabriel Chiminazzo, do 4°. A ponte “Cisne Branco”, construída por eles, conseguiu suportar 265,5 kg antes de se romper, o que os alunos consideraram como um recorde pessoal. “Tínhamos nossa desconfiança de onde iria romper. E acertamos”, comentou Lucas ao fim da competição. “No próximo ano, já sabemos as melhorias que precisam ser feitas.”

A maioria das estruturas mostrou uma boa resistência, em torno dos 100 kg, mas, neste ano, a competição ultrapassou o recorde anterior, que era de 518 kg. A ponte “Skylab”, da equipe formada por Arthur Schultz, Brenda Soares e Jader dos Santos, do 9° semestre, e Alessandra Alvarez, do 8º, suportou 601,14 kg antes de se romper. Em termos de proporção, para uma ponte de 750g aguentar mais de meia tonelada, é um marco importante, e a equipe acabou em primeiro lugar, levando para casa os prêmios e o reconhecimento dos colegas.
“Na primeira vez que participamos, que foi na segunda edição da competição, nossa ponte resistiu a apenas 63,70 kg. Já na segunda participação, resistiu a 476,04 kg, e conquistamos o segundo lugar”, contou Jader. “A cada edição, o nosso grupo pode melhorar as técnicas e adquirir experiência para as edições seguintes.”
Para o grupo, a estrutura da universidade, como Instituto Tecnológico em Desempenho e Construção Civil (Itt Performance) e o espaço da maquetaria foram muito importantes para essa conquista. “Ficamos muito felizes com a vitória. Era algo que estávamos buscando há três edições”, conta Jader. “A competição é uma ótima experiência, pois permite imergir em uma situação prática com os conhecimentos adquiridos ao longo do curso. Tanto que a visibilidade do evento vem crescendo a cada edição”.

Para Leonardo, apesar da ponte “Cisne Branco” ter ficado sem troféu esse ano, valeu pela participação. “É muito gratificante”, disse. “Uma das melhores partes é usar na prática o que aprendemos na teoria”.
Além da estreia de muitos competidores, também houve novidade no evento. “Inicialmente, a competição foi direcionada aos alunos da Engenharia Civil, mas decidimos fomentar a participação de alunos de outros cursos da Escola Politécnica”, disse o professor Uziel, um dos responsáveis pela coordenação do evento, juntamente com os alunos. A competição, que já recebeu alunos de outras universidades, agora abre as portas também para cursos como Arquitetura e as demais engenharias.
Além do professor Uziel Quinino, a organização ficou a cargo dos estudantes Gian de Fraga Moreira, do 7° semestre, Nataly Toma, do 8º semestre de Engenharia Civil, e Bianca Gass Walter, do 4° semestre em Arquitetura e Urbanismo. Para quem não conseguiu acompanhar ao vivo, estão disponíveis as lives que ocorreram pela manhã e à tarde.
Os alimentos não perecíveis e agasalhos arrecadados na inscrição serão doados para famílias da região em situação de vulnerabilidade social.
The post Resistência e criatividade transformam bambu em competição appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Competição de Pontes de Bambu ganha quarta edição appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>No primeiro dia de evento, as pontes foram recolhidas, pesadas e medidas para verificar se estavam de acordo com o edital. No segundo, as estruturas foram testadas para avaliar a resistência, a economia de recursos e a estética. Foram três pontes vencedoras, e os prêmios: troféus, medalhas, calculadoras profissionais e livros.

Estudante da Engenharia Civil, Nataly Toma está na comissão pelo terceiro ano consecutivo. Ela conta que o edital foi lançado no início de outubro, então os grupos tiveram cerca de um mês e meio para projetar e construir as pontes. Este ano, porém, apesar de ter a mesmas regras, o evento atraiu menos projetos. “Comparando com o ano passado, o número de inscritos diminuiu, antes a gente tinha mais de trinta, esse ano teve 28”, conta.
A estudante também já projetou uma ponte de bambu para a competição e gastou cerca de cem reais para a construção. “Foram quatro ou cinco pacotes de palitos mais a cola”, relata Nataly. A inscrição para participar, porém, não exigia dinheiro, assim como nesse ano. Era necessário somente doar alimentos ou roupas para o grupo Engenheiros sem Fronteiras, que entrega esses materiais para instituições da região do Vale do Sinos.
Nataly conta que estudantes de qualquer semestre de Engenharia Civil ou Arquitetura podem se inscrever, desde que estejam dentro de um grupo de cinco pessoas. “Desde o ano passado, liberamos para ter um aluno da Arquitetura por grupo. Eles também aprendem sobre estruturas, mas contribuem mais com a questão estética”, diz a estudante.
Além de permitir a participação de diferentes cursos, a competição aceita alunos de todas as universidades. Em 2018, o único grupo que não era composto de alunos da Unisinos veio da Universidade de Passo Fundo. Outro ponto ressaltado por Nataly é que os grupos costumam se inscrever no evento mais de uma vez: “tem gente que não ganha e participa de novo, ou então que vence e concorre de novo para ter melhores resultados”.
A participação promove o desenvolvimento dos alunos, que vão ficando melhores em prever a carga máxima de suas pontes. Um fato inédito aconteceu nessa edição, em que um grupo acertou a carga máxima exata de seu projeto (50kgf). Entretanto, a precisão dos cálculos não levou o projeto ao time de vencedores, pela pouca resistência da estrutura. A ponte, chamada Felícia, foi uma homenagem à gata de uma das participantes.

Os criadores da ponte Alysson Pastrana contam que gastaram R$ 280 para a realização do projeto e concluíram a construção em dois encontros, na casa de um dos colegas. A carga máxima da ponte, que garantiu a vitória, foi de 476,04 kgf. “A maioria do grupo nunca tinha participado da competição, só o Fernando Vaz que está pela terceira vez”, conta a estudante da Engenharia Civil, Pâmela Bregalda.
Grande parte dos integrantes está na metade do curso, que proporciona poucas experiências práticas como essa competição. A participante do grupo Daniele Locatelli recomenda que os alunos que se inscreverem no próximo ano tenham muita dedicação e paciência para fazer um bom projeto.
A ponte Crystal Bridge ficou em segundo lugar na competição, com carga máxima de 452,3 kgf. O grupo participou pela segunda vez do evento, trocando apenas um integrante da equipe. “A primeira ponte que construímos (no ano passado), teve uma carga máxima de apenas 64 kgf”, conta a participante Brenda Soares. A estratégia utilizada pelo grupo para essa mudança foi o “uso de softwares especializados para projetar e estudar além do que é ensinado nas disciplinas de Análises Estruturais”, diz o estudante Fernando Coutinho.
A próxima edição da Competição Estudantil de Pontes de Bambu irá acontecer no final de 2019 e os alunos precisam ficar atentos ao lançamento do edital. O projeto conta com uma página no Facebook para divulgação de informações.
Confere aqui os melhores momentos do evento:
The post Competição de Pontes de Bambu ganha quarta edição appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>