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Arquivos plataformização do trabalho - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/plataformizacao-do-trabalho/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Tue, 22 Sep 2020 19:04:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 Maratona DigiLabour começa a tratar sobre trabalho digital https://mescla.cc/2020/09/22/maratona-digilabour-comeca-a-tratar-sobre-trabalho-digital/ https://mescla.cc/2020/09/22/maratona-digilabour-comeca-a-tratar-sobre-trabalho-digital/#respond Tue, 22 Sep 2020 19:04:49 +0000 http://mescla.cc/?p=14008 Com mais de 600 inscritos para os três dias de evento, a conferência de abertura, que ocorreu nesta segunda, 21, contou com a participação de Niels van Doorn, PhD em Ciências da Comunicação, professor da Universidade de Amsterdã e coordenador de uma pesquisa chamada Plataform Labor, na Europa. O professor abriu o evento, transmitido pelo […]

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Com mais de 600 inscritos para os três dias de evento, a conferência de abertura, que ocorreu nesta segunda, 21, contou com a participação de Niels van Doorn, PhD em Ciências da Comunicação, professor da Universidade de Amsterdã e coordenador de uma pesquisa chamada Plataform Labor, na Europa. O professor abriu o evento, transmitido pelo Teams, abordando as pesquisas realizadas por ele e alguns colegas e tentando responder à pergunta: “o que plataformas querem (e o que precisam)?”. Niels relatou que as plataformas devem ser vistas como meios complexos e que elas fornecem algo para o usuário, mas, também, retiram informações. “Plataformas sempre querem ser – ou anunciam que querem ser –  a solução para qualquer problema, para que, então, possam intervir nas nossas vidas, nas nossas sociedades. Elas querem agradar e depois capturar o usuário”, completa. Para isso, explica o pesquisador, plataformas precisam de períodos de instabilidade econômica para serem úteis. Além disso, precisam, também, de políticas que se abram para inovação e experimentação. Dessa forma, Niels conclui que, após a pandemia, diversas plataformas podem surgir. “Elas precisam que nós precisemos delas. E elas virão com uma solução”, finaliza.


Na sequência, Ludmila Costhek Abilio, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Roseli Figaro e Tulio Custódio, da Universidade de São Paulo (USP) conversaram sobre as velhas e novas práticas do trabalho digital. A pesquisadora, cujo tema de interesse é, entre outros, a Uberização do trabalho, iniciou falando sobre a precarização do trabalho em plataforma e as novas formas de certificação laboral. “Não é mais o Estado regulando, é a regulação da multidão”, relata ao explicar que, atualmente, são os consumidores que conferem a regulação do trabalho. Já Tulio, doutorando em Sociologia, com foco de estudo na subalternidade (voltado para grupos minorizados e a relação do trabalho) abordou o sofrimento e o tempo no trabalho digital. “É com o sofrimento internalizado na gestão do trabalho que os capitalistas conseguem ampliar as formas de acumulação”, explica. Por último, Roseli Figaro, coordenadora do PPGCOM da USP, tentou, assim como os colegas, responder o que há de novo e velho no trabalho digital. “O que é novo, então, se esse discurso é velho? O novo é como o capitalismo aprofundou a exploração do trabalho”, completa.


A Maratona DigiLabour – evento realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da Unisinos, que tem uma programação focada no trabalho digital, vai até amanhã. 


A programação completa pode ser encontrada aqui. Caso não tenha se inscrito, o DigiLabour está disponibilizando os links através do Twitter e do Instagram. E, se você perdeu, ou gostaria de rever alguma das mesas do evento, em outubro, todas as palestras serão publicadas no canal do Youtube do DigiLabour.

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Trabalho digital é foco de evento na Unisinos https://mescla.cc/2020/09/16/trabalho-digital-e-foco-de-evento-na-unisinos/ https://mescla.cc/2020/09/16/trabalho-digital-e-foco-de-evento-na-unisinos/#respond Wed, 16 Sep 2020 18:49:47 +0000 http://mescla.cc/?p=13933 O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da Unisinos está organizando a Maratona DigiLabour, que será realizada durante três dias, com início na próxima segunda-feira (21/9). O DigiLabour é uma newsletter sobre trabalho digital e trabalho em plataforma, coordenada pelo pesquisador Rafael Grohmann. “A proposta da Maratona DigiLabour é discutir as múltiplas dimensões […]

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O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da Unisinos está organizando a Maratona DigiLabour, que será realizada durante três dias, com início na próxima segunda-feira (21/9). O DigiLabour é uma newsletter sobre trabalho digital e trabalho em plataforma, coordenada pelo pesquisador Rafael Grohmann. “A proposta da Maratona DigiLabour é discutir as múltiplas dimensões do trabalho digital em painéis agitados, discutir temas que são centrais para a pesquisa em comunicação e nas bordas da pesquisa em comunicação”, comenta o professor. 


Para Rafael, debater a temática é central para todos os envolvidos com a Indústria Criativa. “A plataformização do trabalho significa a generalização das plataformas como meios de comunicação e de produção em todas as áreas do conhecimento, de modo que a perspectiva comunicacional nos auxilia a compreender desde o trabalho dos entregadores até a questão da automatização do futuro do trabalho”, explica.


Segundo Rafael, a Maratona DigiLabour é um evento multifacetado e interdisciplinar, mas com protagonismo da área da comunicação, além de ser online e gratuito, que recebe pessoas de várias regiões do Brasil e do exterior. “Com isso, pretendemos recobrir algumas das áreas que a gente tem estudado no âmbito do DigiLabour”, completa. As inscrições podem ser feitas pelo site da Unisinos.


Confira a programação:


Segunda-feira (21/9):

What do platforms want (and what do they need)? Apprehending the gig economy – Niels Van Dorn, coordenador da pesquisa Plataform Labour e professor da Universidade de Amesterdã. 

Trabalho digital: o que há de novo? O que há de velho? – Ludmila Costhek Abilio, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Roseli Figaro e Tulio Custódio, da Universidade de São Paulo (USP). 

Luta por trabalho decente em plataformas digitais na América Latina –Kruskaya Hidalgo, do Observatório de Plataformas do Equador, Rodrigo Carelli e Renan Kalil, do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro e de São Paulo.


Terça-feira (22/9):

Narrativas e Disputas de Sentido sobre Empreendedorismo – Taís Oliveira, da Universidade Federal do ABC (UFABC), e Vander Casaqui, da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). 

Performatividades algorítmicas e trabalho plataformizado – Ana Guerra, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Elias Bitencourt, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

Vigilância, hackativismo e descolonização dos dados – Fernanda Bruno, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Josemira Reis, da UFBA, e Sergio Amadeu, da UFABC.


Quarta-feira (23/9):

Trabalho digital e saúde – Leticia Masson, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e Daniel Abs, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

Cidades plataformizadas: há alternativas? – Leonardo Foletto, do LabCidade, da USP, e Bianca Tavolari, colunista da revista Quatro Cinco Um e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). 

Raça, Gênero, Migração e Diversidade no Trabalho Digital – Lorena Caminhas, da Unicamp, Sofia Zanforlin, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e Larisse Pontes, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 

Plataformização do Trabalho na Cultura Pop – Arturo Arriagada, da Universidad Adolfo Ibáñez, no Chile, Lucas Hertzog, da University of Cape Town, na África do Sul, Leonardo Marchi, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e Melina Santos, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

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