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Para os futuros repórteres, os exemplares da PI, que chega em sua 51ª edição, servirá também como recordação e portfólio do trabalho desenvolvido. Murilo Dannenberg (22), autor da matéria “A Mulher e o Rio”, conversou com o Mescla enquanto prestigiava o lançamento. “Enriqueceu muito meu conhecimento jornalístico. Tive a oportunidade de trabalhar formas textuais que até então nunca tive.”
Para a monitora da turma, Luísa Boéssio (23), o maior desafio foi adaptar os diferentes perfis das reportagens. “Cada aluno vem com a sua bagagem, suas experiências. Cada texto tem sua particularidade, porque foi feito por uma pessoa diferente”, avalia a estudante, que também já esteve no papel de repórter da PI alguns semestres atrás.

A revista é composta por 15 reportagens e dois ensaios fotográficos sobre o tema “água”. Os textos e fotos contam histórias que vão desde nascimentos de bebês realizados em água até tragédias e o perigo das correntezas de rios e mar, passando pela importância econômica e social desse elemento químico.
Todos os semestres, as duas turmas lançam uma edição com tema variado. A PI é bastante conhecida na rede de cursos de Comunicação, e já recebeu prêmios diversos, entre eles, como o de Melhor Revista Experimental. Para o professor responsável, a experiência rompe barreiras entre o jornalismo tradicional e as normas. “Possibilita contar histórias de uma maneira inovadora e sensível”, diz Nikão Duarte, que destaca também o reconhecimento que a PI tem entre outras universidades e a qualidade do material produzido.
As revistas estão disponíveis na Biblioteca do campus Porto Alegre e na Agexcom, no campus São Leopoldo.

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A revista leva um questionamento na capa: “Qual é o seu pecado?” e traz nas páginas histórias que levam os leitores a refletir sobre o tema. “Atualmente, pecado é não estar conectado, é viver com a violência, é não cuidar do próprio corpo e não ser aceito pela sociedade. Dentro do nosso devaneio, descobrimos que pecamos muito e vivemos cercados de pecados – e nem todos podem ser considerados ruins!” antecede o editorial da revista.
Entre os personagens das reportagens presentes no evento estava Patrícia Pedroso, a protagonista de “O ser mulher que incomoda” e a figura que estampou a capa desta edição. Vestida de Drag Queen, foi aplaudida pelos presentes. Ontem, ela representava mais do que a foto da edição, mas as dezenas de pessoas que toparam abrir suas vidas para que os repórteres entrassem e mostrassem uma realidade por vezes escondida.
“Eu fiquei chocada com o convite. Quando a Dyessica (repórter) me falou, eu fiquei muito feliz. Mas eu nunca pensei que seria a capa. Eu amei” exclamou Patty, como gosta de ser chamada. Contar a sua história também foi algo inimaginável para ela, que disse estar ansiosa para enviar a revista a suas amigas Drag Queens de todo o Brasil.

O coordenador do curso de Jornalismo de São Leopoldo, Edelberto Behs, discursou para os presentes. Com orgulho da nova edição da PI, disse que a informação, presente em reportagens que tratam de temas polêmicos, como violência obstétrica e nudez, são uma arma de combate, e que isso a PI “faz muito bem”.
Para os estudantes, foram grandes as dificuldades enfrentadas durante a produção das reportagens. Para Verônica Torres Luize, encontrar uma fonte disposta a conversar sobre o assunto foi um grande desafio. “Era preciso explicar sobre o que se tratava para então poderem se abrir”, contou. “A melhor parte da PI é isso, ela torna o teu trabalho palpável. Você consegue pegar, sentir e mostrar para as pessoas”, contou.

A estudante Eduarda Moraes falou sobre um assunto um tanto polêmico, a nudez feminina. Ela afirma ter enfrentado dificuldades para encontrar fontes dispostas a contar sua história. Um problema diferente encontrou a sua dupla de reportagem. A estudante Maria Carolina de Melo, que atuou como fotógrafa, conta que entrar na intimidade da personagem para fotografar, foi o desafio O resultado final foi positivo, o que explicou a presença da fonte, Emily Schwan, orgulhosa, no lançamento da revista.
Os professores Anelise Zanoni e Flávio Dutra, editores de texto e fotografia respectivamente, mostraram-se orgulhosos do trabalho dos alunos, que teve início em agosto e arrastou-se ao longo do semestre.
Flávio desafiou com a maior preocupação dos fotógrafos. “Como usar uma imagem na capa, por exemplo, sem designar que aquilo é pecado, que é ruim?”. Na capa, por exemplo, a solução foi encontrada com maestria. “Se fez uma pergunta na capa e na foto, o olhar esta inquiridor. O olhar combina com a pergunta. Uma solução editorial para um problema difícil”, finalizou.
“O trabalho foi feito e a tarefa cumprida. Hoje é um dia de comemoração”, celebrou a professora Anelise. Ela contou que o processo mais difícil e, ao mesmo tempo, mais gratificante é a etapa de diagramação e edição da revista, já que exige um trabalho intenso de revisão e montagem da agenda de diagramação com os estudantes, que participam do projeto. Mas ver a revista tomando forma é a visualização do trabalho feito.
Encontrar um tema editorial e trabalhar com eles, foi o primeiro desafio encontrado pelos professores. Para os estudantes, não bastava debater e aceitar o tema sugerido, mas buscar fontes e informações para as reportagens, que em diversos casos, se mostraram delicadas e de difícil abordagem. A releitura dos sete pecados originais foi abordada nas 22 reportagens da revista. Agora o que fica aos leitores, é a provocação da capa: “Qual é o seu pecado?”
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]]>Mesmo sendo o personagem uma peça chave para o nosso jogo, nunca pensamos em como ele é desenvolvido. André Castro, graduado em Design pelo Unibrasil e especialista em Animação Digital pela PUCPR e pela BCIT conta sobre o desenvolvimento de personagens de jogos digitais e dá dicas ao estudantes que querem trabalhar nesta área.
De acordo com André, a primeira coisa que um estudante deve saber antes de começar a estudar desenvolvimentos de personagens, é que a dedicação deverá ser a mesma que a de um atleta. Segundo ele, essa é uma das áreas onde o estudo é absoluto, e pelo resto da vida. “Se você não está disposto a fazer isso independente da situação que você se encontra, talvez seja melhor procurar algo diferente. Mas se você realmente ama isso, aproveite o trabalho mais sensacional do mundo”, declarou o professor.
A cada modelo de personagem, André busca trazer algo diferente, tendo que se dedicar ainda mais. Segundo ele, geralmente, a maior dificuldade está em aplicar a anatomia de maneira que fique o mais real possível, e fazer com que o personagem se destaque dos outros, em meio a tantos artistas bons que existem nesta área.

André conta que é muito importante sermos criteriosos com o que consumimos, pois acabam utilizando-os em nossos trabalhos, e no dia a dia, tudo o que está armazenado em nossa memória. “Acredito que o processo criativo está sendo alimentado a todo momento. Quando vejo um filme, assisto um seriado, jogo algum game, leio algum livro, o cérebro está absorvendo tudo para ser usado posteriormente em forma criativa”, explicou.
No início, André começou a dar aulas para se sustentar, enquanto se dedicava exclusivamente a buscar mais conhecimento sobre personagens e a melhorar o seu portfólio. Ele conta que conciliar os estudos de mais de 8 a 10 horas por dia com o trabalho, é uma das dificuldades encontradas para quem está ingressando nesse ramo. “Assim que comecei a dar aula percebi que não era só um software que eu ensinava, mas que a maneira como eu ensinava podia mudar a vida delas, e isso me motiva a dar aula até hoje”, declarou.
Os personagens modelados em aula podem ser utilizados em jogos ou animações, desde que seja feito o processo de retopologia, uvs e bakes. “Optei por focar no curso em melhorar realmente a parte artística do aluno”, contou.

Segundo André, esta área é uma das que os brasileiros têm grande destaque, e antes de entrar nela, ele não fazia ideia disso. “Se você tem sonho em trabalhar com isso aqui no Brasil, saiba que é possível. E é possível você mudar a vida de todos que te cercam, basta não desistir perante a nada e então aproveitar as delícias de ser um Character Artist”, declarou.
Para quem está começando na área, André deixa uma frase do filósofo Friedrich Nietzsche: “Demore o tempo que for para decidir o que você quer da vida, e depois que decidir não recue ante nenhum pretexto, porque o mundo tentará te dissuadir.”

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