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As aulas já estão ocorrendo durante as manhãs, a partir das 9 horas, e se iniciaram na última segunda-feira, dia cinco. No primeiro dia, além da apresentação geral do seminário, os estudantes do PPGCOM receberam a professora Ana Regina Rêgo, da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Presidenta da Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom), a pesquisadora falou sobre a Rede Nacional de Combate à Desinformação. “A estratégia do Steve Bannon e do Trump, aliado às estratégias psicológicas, consiste em, também, implantar a dúvida e, ao plantar a dúvida, plantar ‘novas certezas’, provocando o desentendimento e essa polarização da sociedade a partir da disseminação de uma cultura do ódio, do medo e da dúvida inicial”, explica. A primeira aula pode ser assistida através do link.
O Seminário tem a coordenação do professor Ronaldo Henn e a participação das professoras Adriana Amaral, Maria Clara Aquino, Sonia Montaño e dos professores Gustavo Fischer e Rafael Grohmann. A atividade foi dividida em sete eixos, sendo eles:
Lógicas de circulação da desinformação em plataformas digitais;
Construção do medo, pânico e ansiedade na circulação de narrativas sobre Covid-19 em plataformas digitais;
Construção de narrativas com vínculos entre pandemia e Saúde Pública nas plataformas digitais;
Processos audiovisuais, inclusive em deep fakes; Papel de celebridades e influenciadores digitais na circulação de desinformação;
Possibilidades de limitações no uso de IA e Processamento de Linguagem;
Dimensões éticas implicadas nas fake news e interfaces com sistema jornalístico;
Projetos de media literacy, comunicação científica e prevenção de circulação da desinformação.
O seminário é aberto para qualquer interessado nos assuntos que serão discutidos ao longo dessas duas semanas, não apenas para alunos do PPGCOM. A programação completa, assim como o link para cada atividade, pode ser conferida abaixo:
Aula 4: 08/10, 9h – Eixo 2 (Construção de medo, pânico e ansiedade na circulação de narrativas sobre Covid-19 em plataformas digitais) com a professora Dra. Sonia Montaño.
Aula 5: 09/10, 9h – Eixo 3 (Construção de narrativas com vínculos entre pandemia e Saúde Pública nas plataformas digitais) com o professor Dr. Rafael Grohmann e participação de Igor Sacramento, da Fundação Oswaldo Cruz e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Aula 6: 19/10, 9h – Eixo 4 (Processos audiovisuais, inclusive em deep fakes) com os professores Drs. Gustavo Fischer e Sonia Montaño.
Aula 7: 20/10, 9h – Eixo 5 (Papel de celebridades e influenciadores digitais na circulação de desinformação. Possibilidades e limitações no uso de IA e Processamento de Linguagem) com a professora Dra. Adriana Amaral e participações de Sandro Rigo, do PPG de Computação Aplicada/Unisinos e da Issaaf Karhawi da Universidade de São Paulo (USP).
Aula 8: 21/10, 9h – Eixo 7 (Projetos de media literacy, comunicação científica e prevenção de circulação da desinformação) com o professor Dr. Rafael Grohmann e participações de Carlos D’Andrea, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e da David Nemer, da Universidade da Virgínia.
Aula 10: 23/10, 9h – Eixo 6 (Dimensões éticas implicadas nas fake news e interfaces com sistema jornalístico) com o professor Dr. Ronaldo Henn e participação de Rogério Christofoletti, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e Felipe Moura de Oliveira, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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A Cooperativa Mundo Mais Limpo, localizada na Justo, enfrentava problemas para realizar a venda dos produtos quando um grupo de professoras se uniu para ajudá-las. O ato de comprar o óleo da cooperativa, despertou, nas professoras, a sensação de que poderiam fazer mais. “Eu que estou recebendo meu salário, tenho obrigação de contribuir nesse momento”, contou a professora Isamara Allegretti, que integra o projeto de Curricularização da Extensão Universitária da Unisinos. A Rede Solidária São Léo nasceu, então, do desejo do grupo em auxiliar essas comunidades.
A Rede, que começou a se formar em março, hoje conta ainda com a ajuda de alunos e funcionários de diversos cursos da Unisinos, que têm se mobilizado para a arrecadação de doações para famílias em vulnerabilidade. Através de campanhas nas redes sociais, a Rede recebe doações em dinheiro usado para compras de alimentos e materiais de higiene. Um diferencial, em relação a outros projetos, é a transparência no processo de doação e o alcance do trabalho. O trabalho da Rede Solidária tem beneficiado não apenas as famílias, mas, também, as cooperativas e pequenos produtores locais que vendem os produtos. Dessa forma, as arrecadações contribuem para a geração de renda local.
Outra característica do projeto da Rede são os trabalhos educativos desenvolvidos com as lideranças locais, a partir da colaboração de diversos cursos da Unisinos. O curso de Moda, por exemplo, doou mais de duas mil máscaras para as famílias atendidas, resultado de um workshop feito com os alunos. Além disso, os de Serviço Social, Engenharia Agronômica e Publicidade e Propaganda fizeram algumas ações como a doação de cestas básicas, a distribuição de quentinhas e campanhas para os grupos atendidos pelo projeto. “A Rede não tem uma hierarquia, a força dela está nos nós, isso que amarra os diferentes pontos”, explicou Isamara.
Os funcionários e estagiários da Agexcom também estão colaborando com o desenvolvimento de ações de comunicação junto a Rede Solidária desde o início da quarentena. Alunos dos cursos de Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda desenvolvem cards para o Facebook e Instagram do projeto, pensando na captação de recursos. “Acho muito bonito o senso de comunidade da Rede Solidária, se preocupando com as famílias em vulnerabilidade e buscando não só alcança-las, mas, também, engajar pessoas e pequenos negócios da comunidade numa ação em prol do município”, contou o estagiário, Andrei Krummenauer. A oportunidade de contribuir, nesse momento delicado, através do trabalho foi a razão para o estudante de Publicidade e Propaganda se voluntariar na Rede.
Além da Agexcom, o curso de Jornalismo, por meio da atividade acadêmica Assessoria de Comunicação e Imprensa, também auxilia na elaboração de releases para veículos de comunicação e na ideação dos cards para as redes sociais do projeto. “Nesse momento, todo e qualquer trabalho que reduza a dor do outro é fundamental”, comentou a professora da disciplina, Poliane Espíndola.
As demandas da Rede vêm da comunidade, já que o projeto existe para auxiliar as vidas daquelas famílias. Com isso, se cria uma relação sólida para que todos saiam mais fortes da pandemia. “Cabe a sociedade civil se organizar e contribuir para que todos possam avançar juntos”, explicou Isamara. Para a professora, o trabalho da Rede, atualmente, é emergencial, uma vez que a fome não espera. Mas, diz que esta experiência revela trabalhos de outras naturezas com as comunidades que devem vir futuramente, trazendo aprendizados mútuos.
Um dos objetivos do projeto é entregar ,no mínimo, 50 cestas semanais para as famílias. Para dar conta desta meta, toda segunda-feira a Rede começa a arrecadar recursos do zero. Ficou interessado em ajudar? Qualquer pessoa pode fazer uma doação, sem valor máximo ou mínimo, para o Banco Intermedium S.A (código 077), Agência 0001-9, Conta 55960227 e CPF 42629314049.
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