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Arquivos palestra - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/palestra/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Mon, 25 Apr 2022 17:51:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 “Estamos arranhando a superfície das transformações que ainda estão por vir” https://mescla.cc/2022/04/22/estamos-arranhando-a-superficie-das-transformacoes-que-ainda-estao-por-vir/ https://mescla.cc/2022/04/22/estamos-arranhando-a-superficie-das-transformacoes-que-ainda-estao-por-vir/#respond Fri, 22 Apr 2022 19:21:21 +0000 http://mescla.cc/?p=16378 Na próxima segunda-feira (25), inicia um dos mais tradicionais eventos da Escola da Indústria Criativa da Unisinos: a Semana da Comunicação 2022. No primeiro dia, o profissional convidado para conversar com os alunos é o publicitário Kim Trieweiler, que vai ministrar a palestra “Futuro: modos de fazer”.  Egresso do curso de Publicidade e Propaganda, Kim é […]

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Na próxima segunda-feira (25), inicia um dos mais tradicionais eventos da Escola da Indústria Criativa da Unisinos: a Semana da Comunicação 2022. No primeiro dia, o profissional convidado para conversar com os alunos é o publicitário Kim Trieweiler, que vai ministrar a palestra “Futuro: modos de fazer”. 

Egresso do curso de Publicidade e Propaganda, Kim é Head of Hesearch na Aerolito, que reúne um conjunto de iniciativas que ajudam empresas e sociedade a usarem os futuros. Ele é responsável pelo Futures Studio, um dos braços da Aerolito dedicado a projetos corporativos, como o desenvolvimento de metodologias autorais de pesquisa e inovação. 

A participação de Kim será transmitida pelo canal do Mescla no YouTube e os interessados podem fazer a inscrição na plataforma eventos Unisinos. A palestra terá início às 20h. Mas, se você é ansioso como a gente, já poderá ter um gostinho antecipado do que o publicitário abordará em sua apresentação. Confira, a seguir, uma rápida conversa que o Mescla fez, via e-mail, com Kim Trieweiler:
 

Mescla – Quais são os principais tópicos que serão abordados por você na palestra que abrirá a Semanada da Comunicação? 
 

Kim Trieweiler – A espinha dorsal será o tema “Futuros”, no plural. Costumamos achar que o futuro é um só e, por isso, precisa ser previsto para nos adaptarmos e reagirmos a ele. Mas não é verdade. Pelo menos, não é a única verdade. Durante a conversa, quero abordar temas como “futures literacy”, ou “alfabetização para futuros”, como uma habilidade fundamental para que as pessoas sejam capazes de imaginar futuros a partir de diferentes pressupostos e para diferentes fins. Quero compartilhar um pouco a metodologia de pesquisa de futuros da Aerolito, a “3 Ondas de Impacto”. Com ela, conseguimos entender melhor os objetos do amanhã que nos cercam e o que eles testemunham sobre futuros para nós e, talvez, nos letrarmos um pouco mais neles. 

 
Mescla – De estudante de Publicidade e Propaganda na Unisinos até se tornar Head of Research na Aerolito, o que você pode destacar na sua carreira que hoje fez a diferença? 
 

Kim Trieweiler – É difícil fazer esse exercício de olhar no retrovisor e destacar algo que acho que fez a diferença. Acredito que seja mais a soma de fatores do que qualquer outra coisa. Dito isso, talvez algo que me ajudou foi sempre enxergar o que eu estava fazendo no momento como infraestrutura para algo que eu queria no futuro. A gente faz isso muito com curso e educação: escolhe ele querendo alguma coisa, mas faz isso pouco pensando a nossa carreira de forma mais ampla. Tudo sempre era uma oportunidade para outra coisa. Pode parecer meio utilitarista, mas não acho que era. Eu sempre tive algum desejo de algo futuro que me movia, me fazia traçar planos do que eu precisava para estar lá e o resto ia acontecendo naturalmente. Durante a minha vida profissional, me apaixonei por pesquisa e, dentro da pesquisa, por processos metodológicos de pesquisa. Fui plugando pontos e hoje, na Aerolito, desenvolvo, junto com a minha equipe, metodologias autorais de estudos de futuros. A Unisinos foi fundamental nessa jornada, com professores e colegas inspiradores que me faziam querer fazer e entregar sempre mais. 
 
Mescla – Poderia nos explicar um pouco como funciona a Aerolito? 
 

Kim Trieweiler – A Aerolito é um ecossistema de letramento de futuros. Funcionamos a partir de iniciativas que, através de diferentes meios, ajudam as empresas e a sociedade como um todo a usarem os futuros. Temos uma unidade de cursos para o público final. Talvez algumas pessoas conheçam a Aerolito pelo curso Friends of Tomorrow, que foi responsável por trazer muitos conceitos de futurismo para o Brasil. Outro braço é um laboratório de experimentação tecnológica. Nos próximos meses, inclusive, iremos lançar uma loja de consumo consciente que servirá como um meio para que consumidores reflitam no ato da compra, enquanto utilizam ela. Apesar de atuar transversalmente em todos esses projetos, em maior ou menor grau, sou um dos responsáveis pela unidade chamada Futures Studio, um estúdio de projetos corporativos onde atuamos com metodologias autorais de pesquisa e inovação, além de projetos de educação corporativa, em que atendemos empresas como Ambev, 99, Boticário, São Martinho, Vibra, MRV e muitas outras, de diferentes mercados. 

 
Mescla – A comunicação é uma área que se modificou muito com o avanço da tecnologia nas últimas décadas. Você acha que ainda há espaço para mudanças nessa área? 
 

Kim Trieweiler – Definitivamente. Estamos arranhando a superfície das transformações que ainda estão por vir, muitas delas vinculadas às novas tecnologias que estão sendo desenvolvidas por empresas e por laboratórios em universidades ao redor do mundo. Para dar um exemplo e deixar essa resposta mais tangível, posso citar a Synthesia, uma empresa que aplica a inteligência artificial para editar vídeos, e até gerar vídeos e áudios em tempo real a partir de inputs de texto. Algumas pessoas podem chamar isso de deep fake, uma denominação que pode levar a gente a pensar em aplicações mais danosas da tecnologia. Mas podemos imaginar, por exemplo, gravar um telejornal que se assemelha ao transmitido ao vivo, mas com avatares no lugar de apresentadores e apresentadoras. Podemos considerar um futuro em que a edição de vídeo poderá ser usada para que alguém fale algo diferente do que foi dito originalmente, como o exemplo de uma ação da marca Lays, que usou essa tecnologia com o jogador de futebol Messi. E poderíamos ir muito mais longe para pensar isso, como a edição de filmes em tempo real nas plataformas de streaming. Costumo falar que a tecnologia é uma habilitadora de futuros. Ela nos possibilita explorarmos um campo de possibilidades novo, que, sem ela, não existia. Isso tudo sem falar de novos meios de comunicação. Marshall McLuhan afirma que “o ‘meio’ é a ‘mensagem’. Temos muitas mudanças para acompanharmos ainda. 

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“O legado da escravidão continua a beneficiar os brancos” https://mescla.cc/2021/08/31/o-legado-da-escravidao-continua-a-beneficiar-os-brancos/ https://mescla.cc/2021/08/31/o-legado-da-escravidao-continua-a-beneficiar-os-brancos/#respond Tue, 31 Aug 2021 18:26:54 +0000 http://mescla.cc/?p=15499 Na terça-feira (24), a doutora em Ciências Sociais (Unicamp) Patrícia Pinho apresentou a palestra “A ‘casa grande’ surta quando a senzala aprende a ler”, promovida pelo Programa de Pós-graduação da Universidade Federal de Minas Gerais (PPGCOM/UFMG). Patrícia, hoje professora e pesquisadora da UC Santa Cruz, na Califórnia (Estados Unidos), discutiu a questão racial e suas […]

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Na terça-feira (24), a doutora em Ciências Sociais (Unicamp) Patrícia Pinho apresentou a palestra “A ‘casa grande’ surta quando a senzala aprende a ler”, promovida pelo Programa de Pós-graduação da Universidade Federal de Minas Gerais (PPGCOM/UFMG). Patrícia, hoje professora e pesquisadora da UC Santa Cruz, na Califórnia (Estados Unidos), discutiu a questão racial e suas dimensões no Brasil e na América Latina.


Além de exercer a docência e a pesquisa no Departamento de Estudos Latino-Americanos e Latinos da UC Santa Cruz, Patrícia é escritora. Suas publicações mais recentes são “Mapping diaspora: african american roots tourism in Brazil”, de 2018, e “Mama Africa: reinventing blackness in Bahia”, de 2010, ambas ainda sem publicação em português. Recentemente, Patrícia publicou um artigo na revista italiana Confluenze intitulado “A ‘casa grande’ surta quando a senzala aprende a ler’: resistência antirracista e o desvendamento da branquitude injuriada no Brasil”, que se relaciona com a temática da palestra. Além disso, sua tese de doutorado “Reinvenções da África na Bahia” foi publicada em 2004 no formato de livro. Em 2021, escreveu um capítulo para o livro “Precarious democracy: ethnographies of hope, despair, and resistance in Brazil”, com previsão de lançamento para setembro. 


A palestra foi mediada pela professora da UFMG Paula Guimarães Simões, que conheceu Patrícia em fevereiro de 2020 em San Diego, na Califórnia, quando a escritora debatia sobre a democracia no Brasil e seus desafios. Na apresentação de terça-feira, Patrícia abordou principalmente sobre os propulsores do neoconservadorismo no Brasil, e como a branquitude pode ser considerada um deles. Para isso, ela fez uma mediação do que produziu em duas das suas publicações recentes. 


Patrícia durante a apresentação e as duas publicações utilizadas na mediação (Imagem: Reprodução)




A ‘casa grande’ surta

Para ilustrar a apresentação, Patrícia citou o caso de estudantes de Medicina que criaram a sentença “A casa grande surta quando a senzala vira médica”. Com a divulgação da nova versão, as alunas foram fortemente criticadas em suas redes sociais. A pesquisadora trouxe também o exemplo retirado do livro “Eu, empregada doméstica: a senzala moderna é o quartinho da empregada”, de Joyce Fernandes, conhecida como Preta Rara. A obra, que denuncia o tratamento às empregadas no Brasil, foi fundamental na construção de suas produções escritas.


Para Patrícia, o uso das palavras “senzala” e “escravidão” são elucidativos na continuidade das condições de vida e trabalho do passado e do presente. Além disso, segundo a pesquisadora, matérias jornalísticas que, na época, trataram da questão “qualificação das empregadas domésticas” e escolheram o termo “escassez” para definir a dificuldade de contratação mostram o racismo presente nos veículos de imprensa, que ajudam, assim, a manter preconceitos e fomentam a chamada “branquitude injuriada”.


Patrícia explicou melhor o termo com novos exemplos: a repressão aos “rolezinhos” em 2013, o preconceito com os médicos cubanos, falas como “aeroporto virou rodoviária”, e o mais emblemático: as reações às cotas raciais nas universidades públicas. “À medida que as fronteiras de classe, historicamente muito rígidas no Brasil, passaram a ser minimamente suavizadas, a classe média e tradicional se posicionou rápida e energeticamente em defesa dessas fronteiras”, observou.


A pesquisadora explicou que a origem da expressão “A casa grande surta quando a senzala aprende a ler” e do binômio “Casa grande” – “Senzala” surgiu na obra homônima de Gilberto Freyre,  e que é, na verdade, racista, segundo Patrícia, porque serviu durante muito tempo como argumento  de uma suposta “dinâmica democratizante”, ou “mito da democracia racial”.


“O binômio expressa, assim, o famoso equilíbrio entre antagonismos, em que a intimidade teria superado a hierarquia e a “brasilidade” teria dissolvido as fronteiras raciais”, comentou a pesquisadora. Para ela, esse significado do binômio difere profundamente do sentido que possui hoje ao ser mobilizado por intelectuais e militantes antirracistas. “O binômio não mais expressa a suposta capacidade brasileira de superação dos conflitos raciais, mas exalta, agora, o oposto: o antagonismo entre pretos e brancos e como o legado da escravidão continua a beneficiar os brancos material e simbolicamente”, pontuou. 


Por meio do chat da transmissão da palestra, surgiu uma questão importante: o debate antirracista deve se sensibilizar através da fala, e isso se dá nos mais diversos ambientes. A comunicação exerce um papel fundamental na ponte entre o tema discutido e a sociedade, para que efetivamente se obtenha respostas e práticas antirracistas. “O antirracismo tem que ocorrer por parte dos brancos mais ainda. Pensar em branquitude tem que ter esse objetivo final”, destacou Patrícia.



O debate, com duração de aproximadamente uma hora, está disponível aqui.

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Os bastidores da reportagem de dados https://mescla.cc/2019/08/28/as-experiencias-de-um-jovem-jornalista-investigativo/ https://mescla.cc/2019/08/28/as-experiencias-de-um-jovem-jornalista-investigativo/#respond Wed, 28 Aug 2019 21:05:50 +0000 http://mescla.cc/?p=11166 Estudantes do curso de Jornalismo da Unisinos receberam uma visita especial na última sexta-feira, dia 23. O repórter multimídia da Zero Hora e GaúchaZH Marcel Hartmann visitou a turma da disciplina de Jornalismo Investigativo para contar aos alunos um pouco de sua trajetória. Ele também explicou como foram feitas algumas de suas reportagens e fez […]

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Estudantes do curso de Jornalismo da Unisinos receberam uma visita especial na última sexta-feira, dia 23. O repórter multimídia da Zero Hora e GaúchaZH Marcel Hartmann visitou a turma da disciplina de Jornalismo Investigativo para contar aos alunos um pouco de sua trajetória. Ele também explicou como foram feitas algumas de suas reportagens e fez apontamentos sobre o presente e o futuro da profissão.

Assim que passou pela porta, Marcel surpreendeu os estudantes por sua juventude. Com apenas 26 anos, o repórter já carrega um currículo bastante extenso, que inclui grandes veículos de imprensa, como Portal Terra, TVE e Estadão. Na Zero Hora e GaúchaZH, ele cobre áreas como educação, saúde e meio ambiente, muitas vezes produzindo grandes reportagens.

Marcel também já conquistou espaços internacionais. Na faculdade, ele fez um intercâmbio de um ano na França, onde estudou Comunicação e Letras. Ele também passou 40 dias no The Dallas Morning News, jornal sediado no Texas, Estados Unidos, para estudar o caminho de uma reportagem de dados em uma redação norte-americana.

O objetivo de Marcel na Unisinos era contar um pouco sobre os bastidores de uma grande reportagem, principalmente daquelas que se baseiam em dados numéricos para aprofundar um fato ou informação – conhecidas também como “reportagens de dados”. Marcel não só possui bastante experiência em produzir matérias desse tipo, como também já recebeu prêmios por alguns de seus trabalhos.

Ao pegar de exemplo a reportagem “Não é só mérito”, de autoria dele, publicada na Zero Hora no dia 27 de julho, Marcel trouxe uma perspectiva inédita aos alunos: a de que, mais do que nunca, é necessário para um bom jornalista ter entendimento de programação. Para essa matéria, o repórter, juntamente com uma equipe de programadores, elaborou uma inteligência artificial para analisar o desempenho das quase 4 milhões de pessoas que realizaram a prova do Enem de 2018. “Utilizamos o recurso porque é humanamente impossível analisar um número tão grande de notas”, explicou Marcel.

Um dos pontos essenciais da reportagem de dados, segundo Marcel, é a necessidade de humanizar as informações numéricas trazidas no texto para que ela não fique com cara de um relatório. Para essa matéria, que mostra a relação entre as notas obtidas pelos alunos no Enem 2018 com questões como sexo, etnia e renda familiar dos candidatos, Marcel se encontrou com alguns estudantes que prestaram a prova. A ideia era conhecer como eram suas vidas e rotinas de estudo. “Foi muito trabalhoso encontrar esses candidatos. Meus editores sugeriram que eu realizasse as entrevistas por telefone, mas preferi fazer pessoalmente”, disse.

Além de programação, Marcel ressaltou aos alunos que a leitura é uma peça fundamental na formação de um jornalista. Não apenas de livros, mas também de jornais e revistas. “A leitura deixa a gente mais apto para fazer nosso trabalho e também ajuda a encontrar novas possibilidades de pautas para reportagens”, ensina o repórter.

Como exemplo disso, Marcel citou uma reportagem dele que fala sobre Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), um medicamento que reduz em mais de 90% o risco de se contrair o HIV, vírus causador da Aids. A ideia para escrever essa matéria veio após o jornalista ter lido uma outra reportagem sobre esse mesmo medicamento. “Li e considerei o texto preconceituoso. Então, decidi falar sobre o mesmo assunto, mas trazendo um novo ponto de vista”, comenta Marcel, que foi o vencedor, com esse material jornalístico, do Concurso de Jornalismo Investigativo sobre HIV e Aids na América Latina e no Caribe 2019.

“A visita de Marcel Hartmann foi muito proveitosa e esclarecedora. Os estudantes com certeza tiveram ampliados os entendimentos sobre a produção de uma reportagem de dados”, avalia a professora Luciana Kraemer. “Acredito que os futuros jornalistas se sentem mais confiantes em produzir matérias investigativas de relevância para a sociedade”.

Os estudantes do curso de Jornalismo tiveram um aprendizado intenso sobre a produção de reportagens investigativas

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Inteligência emocional é debatida na Feira do Livro https://mescla.cc/2018/11/12/inteligencia-emocional-e-debatida-na-feira-do-livro/ https://mescla.cc/2018/11/12/inteligencia-emocional-e-debatida-na-feira-do-livro/#respond Mon, 12 Nov 2018 18:33:39 +0000 http://mescla.cc/?p=8712 Diversos autores gaúchos marcaram presença na 64ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre para divulgar obras e compartilhar conhecimento. Na tarde da quinta-feira, 8 de novembro, foi a vez de Sirilei Steffen Gambin apresentar o livro “Desperte para a Inteligência Espiritual e faça a sua jornada valer a pena”, em uma palestra no Clube do Comércio.  O conceito de Inteligência Emocional é saber identificar e lidar […]

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Diversos autores gaúchos marcaram presença na 64ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre para divulgar obras e compartilhar conhecimento. Na tarde da quinta-feira, 8 de novembro, foi a vez de Sirilei Steffen Gambin apresentar o livro “Desperte para a Inteligência Espiritual e faça a sua jornada valer a pena”, em uma palestra no Clube do Comércio. 

O conceito de Inteligência Emocional é saber identificar e lidar com emoções, porém a autora contou que prefere substituí-lo por Inteligência Espiritual. “O caos que temos nesse mundo é por cada um defender a sua verdade. A inteligência emocional nos ajuda a nos relacionar uns com os outros e entender isso, mas ela não nos tira de nossas ilusões”, disse destacando que o autoconhecimento e o perdão são parte do termo.  

Sirilei lembrou, na ocasião, que decidiu escrever seu livro ao ouvir o conselho de uma amiga, após um processo de mudança e autoconhecimento. “Eu tinha sucesso, uma empresa que ia muito bem. Mas, aos 35 anos, minha vida mudou quando perdi meu pai. Comecei a olhar a vida de uma forma diferente e entender que as emoções estavam por trás do câncer que meu pai teve”, explicou. 

Para entender mais as próprias emoções e aprender sobre o assunto, a autora fez cursos e dedicou-se a leituras. “Eu percebi que é verdade o que dizem sobre a felicidade estar dentro de nós, mas ainda não tinha conseguido encontrar ela dentro de mim, então busquei estudar a espiritualidade”, contou. Antes de escrever o livro, ela usou sua experiência com a perda do pai como inspiração para dar palestras, além de escrever textos para as redes sociais.  

Lidando com emoções e pensamentos 

A inspiração nos budistas é constante no trabalho da autora, que procura não defender uma religião específica em sua fala. “O ego nos ensina que para ser feliz precisamos ter coisas, nos desenvolver, mudar nossas atitudes. Mas a felicidade mora dentro de nós, é quem nós somos de verdade. Fomos criados para ser felizes”, opinou. Sirilei defendeu que as pessoas tenham consciência das barreiras que criam contra a própria felicidade. 

Ainda em sua fala, na Feira do Livro, a autora abordou a importância do autoconhecimento e o ato de prestar atenção na própria consciência. “É isso que determina o nível de qualidade da nossa vida. O mundo reflete os nossos pensamentos”, concluiu.  

 

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Fundação Ecarta oferece palestra gratuita sobre semiótica https://mescla.cc/2018/10/05/fundacao-ecarta-oferece-palestra-gratuita-sobre-semiotica/ https://mescla.cc/2018/10/05/fundacao-ecarta-oferece-palestra-gratuita-sobre-semiotica/#respond Fri, 05 Oct 2018 20:47:06 +0000 http://mescla.cc/?p=8067 Com o objetivo de falar sobre o imaginário além da fotografia jornalística e publicitária, a Fundação Ecarta promove, na próxima terça-feira (9), das 19h às 21h, palestra com o professor de fotografia e mestre em semiótica Rogério Soares. Com o tema “Imaginário simbólico na fotografia jornalística e publicitária”, o evento é aberto para estudantes, professores, […]

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Com o objetivo de falar sobre o imaginário além da fotografia jornalística e publicitária, a Fundação Ecarta promove, na próxima terça-feira (9), das 19h às 21h, palestra com o professor de fotografia e mestre em semiótica Rogério Soares.

Com o tema “Imaginário simbólico na fotografia jornalística e publicitária”, o evento é aberto para estudantes, professores, jornalistas e fotógrafos que tenham interesse em aprender um pouco mais sobre o tema. As inscrições para participar da palestra são gratuitas e podem ser feitas neste link.

A fundação Ecarta fica localizada na Av. João Pessoa, 943 – Bairro Farroupilha – Porto Alegre/RS.

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Serginho Groisman transforma palestra em bate papo animado https://mescla.cc/2017/08/28/serginho-groisman-transforma-palestra-em-bate-papo-animado/ https://mescla.cc/2017/08/28/serginho-groisman-transforma-palestra-em-bate-papo-animado/#respond Mon, 28 Aug 2017 19:39:39 +0000 http://mescla.cc/?p=2827 (Texto por: Eduarda Bitencourt e Kellen Guaragni Dalbosco) Transformando o Teatro do Sesi em uma grande plateia, no melhor estilo “Altas Horas”, o apresentador e jornalista Serginho Groisman provocou as quase 1,7 mil pessoas presentes a pensar no empreendedorismo de um modo diferente. Animado, passou o tempo todo caminhando e conversando com o público. Fez […]

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(Texto por: Eduarda Bitencourt e Kellen Guaragni Dalbosco)

Transformando o Teatro do Sesi em uma grande plateia, no melhor estilo “Altas Horas”, o apresentador e jornalista Serginho Groisman provocou as quase 1,7 mil pessoas presentes a pensar no empreendedorismo de um modo diferente. Animado, passou o tempo todo caminhando e conversando com o público. Fez perguntas, respondeu curiosidades e  até mesmo tirou selfies com os mais empolgados.

A palestra fez parte da programação da 36ª Convenção Gaúcha de Supermercados – Expoagas 2017, no Centro de Eventos da FIERGS. O evento reúne anualmente supermercadistas do Rio Grande do Sul e  fora do Estado. O apresentador reforçou a importância do setor na economia brasileira. “O supermercado sempre foi a referência jornalística da economia do Brasil. Se o supermercado vai mal, o Brasil vai mal”, disse.

Serginho interagiu com o público presente. Foto: Eduarda Bitencourt

No início da palestra, o apresentador lembrou a história da família, contando que seus pais chegaram ao Brasil refugiados da II Guerra Mundial e criaram raízes, iniciando aqui uma jornada empreendedora. O pai de Serginho foi um empresário no setor têxtil e aprendeu a lidar com os imprevistos quando a família precisou recomeçar a vida depois de um incidente no negócio. Persistência foi o legado passado para o apresentador. 

Foi o trabalho árduo da família Groisman que proveu a educação de excelência dos filhos. Serginho passou por três cursos na faculdade até encontrar seu caminho no jornalismo. Formado pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, disse que os erros não significam a desgraça das pessoas e, fazendo uma analogia com sua caminhada acadêmica, falou que errar talvez seja o caminho da mudança.

Foto: Eduarda Bitencourt

“Você deve acreditar no que vê, não deixe que os boatos e ondas pessimistas desanimem o seu trabalho”, disse o apresentador,  apontando que sua trajetória foi construída com muito trabalho e dedicação e que nem por um momento ele imaginou ocupar o lugar em que está hoje. Sobre o fato de empreender, afirmou que sempre trabalhou como empregado e que se sente satisfeito com isso. “Empreendedor não é somente a pessoa que quer o seu próprio negócio, mas também é aquele que empreende dentro da empresa”, observou o jornalista.

Como última interação com a plateia, foi questionado sobre a ética nos negócios e sua resposta foi clara e objetiva. “Ética é uma das principais questões da vida. Se você for ético, não vai ser desonesto e isso é o mais importante”, finalizou Serginho. Neste momento, o jornalista pontuou que no seu trabalho, a ética sempre foi essencial, pois na televisão, a busca pela audiência deve ter um limite e deixou a questão: “até onde você deve ir?”

O futuro da comunicação

Antes do início do bate-papo, Serginho recebeu o Portal Mescla para uma conversa sobre oportunidades e o futuro do jornalismo. “O mercado não anda fácil, mas não anda fácil para ninguém, principalmente para as pessoas que estão iniciando. Então, você precisa ter paciência e talento. São as duas coisas que vão levar você para frente”, aconselhou.

Serginho é um jornalista multiplataforma. Na carreira jornalística foi produtor musical e cultural, trabalhou em rádio, jornal impresso e hoje atua exclusivamente na televisão. “Dei aula, fui diretor de rádio, diretor de faculdade, eu só fiz o que eu realmente gostei. Eu procurei fazer isso na minha vida e ainda estou aprendendo e tentando fazer o melhor”, disse o apresentador que comanda o programa “Altas Horas”, na Rede Globo, há 17 anos.

Serginho recebeu o Portal Mescla para um bate-papo antes da palestra. Foto: Eduarda Bitencourt

“Muita gente diz que o jornal impresso vai acabar. Eu espero que não. Hoje o digital está presente em todas as formas. A televisão se transforma também muito rapidamente, ela depende de equipamentos que a cada dia são renovados, inclusive graças ao digital”, falou ao comentar sobre a abrangência do meio digital, afirmando que ele veio para ficar. “Eu sempre acredito no espaço de cada um, acredito muito mesmo. E hoje as coisas elas se conversam, elas não são mais separadas como se achou que seria”, pontuou.

Tendo muita experiência com o público jovem, Serginho falou que o futuro do jornalismo é incerto e que a internet é um grande meio para o comunicador que está ingressando no mercado. Para ele, com o auxílio da internet, o empreendedor no jornalismo tem diversas formas de trabalho, pois ela ajuda tanto na busca de informações quanto na procura por oportunidades. O jornalista apontou que hoje o jovem pode utilizar a web como um canal e eventualmente servir de referência para alguém que o vê.

Serginho deixou um recado final aos jovens que estão ingressando no mercado de trabalho e que buscam oportunidades para o seu futuro, não só na comunicação, mas de uma maneira geral. “O futuro é muito difícil, porque o futuro vai depender muito da gente também. Da gente enquanto protagonista político, votando, a gente como consumidor e também como protagonista nos meios de comunicação”, finalizou.

 

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