Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170
Arquivos Núcleo de Assistência Estudantil - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/nucleo-de-assistencia-estudantil/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Thu, 25 Apr 2019 21:30:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Iniciativa busca cuidar dos estudantes integralmente https://mescla.cc/2018/10/03/iniciativa-busca-cuidar-dos-estudantes-integralmente/ https://mescla.cc/2018/10/03/iniciativa-busca-cuidar-dos-estudantes-integralmente/#respond Wed, 03 Oct 2018 18:33:13 +0000 http://mescla.cc/?p=7977 (Texto: Gabriel Aita Ost e Lucas Rafael Alves) Francisco*, aluno de um dos cursos de Engenharia da Unisinos, sofre de ansiedade e depressão e convive também com a síndrome do pânico. Ele conta que um dos principais motivos das crises envolve atividades na universidade. Com formação técnica em eletrônica, ele não consegue reaproveitar o conhecimento adquirido anteriormente para abater algumas disciplinas do curso que faz – devido à […]

The post Iniciativa busca cuidar dos estudantes integralmente appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
(Texto: Gabriel Aita Ost e Lucas Rafael Alves)

Francisco*, aluno de um dos cursos de Engenharia da Unisinos, sofre de ansiedade e depressão e convive também com a síndrome do pânico. Ele conta que um dos principais motivos das crises envolve atividades na universidade. Com formação técnica em eletrônica, ele não consegue reaproveitar o conhecimento adquirido anteriormente para abater algumas disciplinas do curso que faz – devido à uma determinação do Ministério da Educação (MEC). 

“Eu trabalhava para pagar a mensalidade do curso e ainda assim faltava dinheiro. Eu já tinha entendimento da maior parte do conteúdo das cadeiras que cursava e não existia um meio de passar por essas disciplinas”, conta. Ao mesmo tempo, dentro de casa, ele precisava lidar com uma situação grave de doença familiar, aumentando a pressão sobre o aluno.   

Crises de ansiedade e pânico são comuns para Francisco, até mesmo na sala de aula. Em uma das vezes, trabalhou até mais tarde e, mesmo não se sentindo bem, foi para a universidade fazer uma prova. Ao iniciar a atividade, teve dificuldade de prestar atenção. Sentiu-se inseguro, com a impressão de não ser suficientemente bom na avaliação. Entregou a prova sem terminar e, enquanto dirigia até a casa, temia provocar um acidente de trânsito. 

Casos como esse são comuns no Rio Grande do Sul. Depressão e ansiedade podem levar a situações de risco graves, e o Estado lidera um ranking preocupante no cenário nacional. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde em 2017 revelam que os gaúchos representam as maiores taxas de suicídios no país. São 10,3 mortes por 100 mil habitantes, o que representa um total mil casos por ano. Pensando nisso, a Unisinos conta com o Núcleo de Assistência Estudantil (NAE) para dar atenção ao aluno que está passando por adversidades, incluindo questões que envolvem algum sofrimento de ordem psicológica.  

O NAE é composto por uma equipe multidisciplinar, envolvendo profissionais de várias áreas: uma assistente social, uma psicóloga, duas estagiárias de Psicologia e uma coordenadora pedagoga. O trabalho com a equipe multidisciplinar visa o bem-estar de quem a procura.  

Francisco* conta que não sabia que estava com depressão, pensava que era uma fase da adolescência e que logo iria passar. Após algumas crises, procurou um profissional particular que o diagnosticou e auxiliou com um tratamento. “Poxa, como eu ia saber? Por mais que seja óbvio, se ninguém fala, você não percebe”, comenta.  

“O bom é chegar e encontrar os amigos, mas quando entrava na sala de aula, era triste, me trazia desespero”, revela. A pior parte do problema era não encontrar alguma atividade que o fizesse bem, tudo estava vazio. Durante o tratamento, ele contou com a ajuda da família e de amigos. Atualmente, administra melhor as poucas crises que tem e se considera curado.   

Foto: Lucas Rafael Alves

A psicóloga e professora Dra. Paula Kegler defende que a sociedade é muito individualista e pouco fraterna, o que pode ampliar as crises. “A gente vê pessoas vivendo de uma forma muito sozinha. Isso gera solidão. Esse modo de vida acaba se manifestando também dentro da universidade”, relaciona. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% dos casos de suicídios poderiam ser evitados. Provocar o fim da própria vida está entre as principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos no Brasil.  

“A primeira questão é que a maioria do público universitário é de jovens saindo da adolescência e entrando na vida adulta”, fala Paula. Ela explica que, nesta fase, eles estão buscando definição profissional e inserção no mercado de trabalho, tornando esse momento algo decisivo e com bastante peso na vida da pessoa. Ao mesmo tempo, existe a competitividade, que estimula um ambiente onde quem produz mais, tira boas notas e cumpre os deveres é considerado um “acadêmico melhor”, segundo a doutora. Ela conclui que essa situação é um reflexo da nossa sociedade contemporânea.   

Na universidade, assim como na sociedade, muitas pessoas não alcançam um nível de produtividade tão satisfatório quanto outras, colocando-as um pouco à margem. “Aquele que não consegue porque trabalha durante o dia, ou por ter alguma dificuldade cognitiva, ou porque está emocionalmente mais frágil e não consegue se concentrar ou focar na faculdade, fica à margem dessa performance produtiva que é exigida. Começa então a se deprimir, a ficar ansioso”, analisa Paula. Segundo ela, a competitividade do mercado é refletida na sala de aula e a falta de empatia em auxiliar o colega e criar vínculos é um dos grandes problemas da sociedade atual.   

 

Como funciona o Núcleo de Assistência Estudantil? 

Nem todos os estudantes conhecem o NAE, disponibilizado sem custos pela Unisinos. O Núcleo busca todas as formas possíveis de divulgação para que o atendimento seja cada vez mais utilizado. A coordenadora do Núcleo, Profª Drª Suzana Moreira Pacheco, explica os caminhos de acesso ao NAE. “O aluno pode vir a partir de um desejo individual dele, se ele sentir com alguma adversidade e quiser procurar uma escuta, um acolhimento, ele pode enviar um e-mail para assistência**”, explica. O Núcleo fica junto ao Atendimento Unisinos, no Centro Comunitário (redondo).  

Como o objetivo do NAE será sempre auxiliar o aluno, esse agendamento é feito rapidamente e em um horário acessível. No primeiro momento, conta Suzana, é feito um acolhimento com o aluno para entender o que ele precisa e para onde encaminhá-lo. O estudante que buscar o apoio poderá ter cerca de sete encontros gratuitos e sigilosos. Ela reforça que o atendimento com a psicóloga não tem procedimentos clínicos. É uma orientação, uma troca de ideias para entender a situação. O núcleo também pode auxiliar o aluno na procura de um atendimento psicoterapêutico na rede da cidade ou particulares (dependendo da condição do aluno) caso haja a necessidade.  

 

“A nossa ideia é, quando ele entrar em contato com o NAE, ser incluso numa rede. A gente só pode soltar essa rede na hora que ele realmente estiver bem. Esse é o nosso objetivo. O aluno precisa estar em condições de saúde física e mental para que ele possa ter sucesso na escolha que faz na universidade, na trajetória acadêmica que ele tem, mas vivendo bem e convivendo bem, consigo e com os outros”, comenta Suzana. 

 

O serviço do NAE é oferecido nos campi de São Leopoldo e Porto Alegre. O atendimento na Capital é realizado mediante a agendamento. “A gente também atende alunos que estão com uma questão pontual, urgente, naquele dia. Que teve uma crise. Nunca deixamos de atender”, explica Suzana. 

Já os alunos de inclusão, aqueles que possuem deficiências físicas ou limitações cognitivas, são acompanhados pelo NAE desde o vestibular. Antes da prova, é feito um contato para verificar a necessidade de algum atendimento especial. Ao identificar a situação do aluno, o Núcleo também faz o contato com os professores que irão recebê-lo.    

Outra forma de o aluno chegar ao NAE pode ser através de indicações. Seja dos coordenadores dos cursos, dos colegas ou até mesmo da família ao perceberem algo acontecendo com o estudante. “Sempre temos uma atitude respeitosa para com o aluno. Nós queremos acompanhar, mas não queremos invadir. Mostramos que estamos aqui e que vamos acompanhar a trajetória sua trajetória dentro da Universidade”, afirma Suzana.   

O NAE, atualmente, conta com o programa TCCendo (link interno) e pretende lançar o Viva Junto Unisinos, que buscará fomentar o convívio na comunidade acadêmica. “O que a gente via na base desses atendimentos todos, muito presentemente, estava a solidão, viver só, sentir-se só diante de determinadas problemáticas ou situações”, explica Suzana. A partir dessa constatação, o grupo pensou em revitalizar o ambiente, com uma ideia de cultura circular. O projeto pretende realizar pontos de encontro, em eventos que já acontecem na Unisinos, em atividades culturas nos campi, de maneira que os participantes aumentem suas relações e passem a não se sentirem só.   

 

O NAE realizou mais de 1.200 atendimentos em 2017. Entre os diversos serviços disponíveis, o mais procurado foi o atendimento psicológico. No total, 279 alunos buscaram esse tipo de apoio no ano passado.

 

Você também pode auxiliar uma pessoa que passa por essa situação 

Segundo Suzana, é fundamental dar atenção e também escutar aquele que passa por mudanças de comportamento e sinais de solidão, tanto pessoalmente, quanto nas redes sociais. Como dica para auxiliar pessoas que estejam passando por essas situações frágeis, Suzana esclarece, “O que não fazer? Calar. O que fazer? Mostrar que identificou algo. Não funcionou? Procura uma referência no curso, muitas vezes o coordenador é acionado por um colega, um amigo”, explica e ainda ressalta: “o que a gente não pode fazer é fingir que não vê”.  

Paula acredita que a saída para algumas situações existentes na contemporaneidade e, consequentemente, na universidade, é resgatar vínculos. “Tirar um tempo para conversar com o colega, convidar para fazer algo que sabe que ele gosta ou perguntar o que gostaria de fazer, se colocar como companhia, como uma presença sensível, que possa oferecer aquilo que talvez a pessoa não esteja conseguindo buscar sozinha”, comenta a doutora sobre soluções para o grande caos em que algumas mentes possam se encontrar.  

 

* Nome fictício para proteger a identidade da fonte 

**assistencia@unisinos.br  

The post Iniciativa busca cuidar dos estudantes integralmente appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/10/03/iniciativa-busca-cuidar-dos-estudantes-integralmente/feed/ 0
Dia para se orgulhar https://mescla.cc/2018/07/03/dia-para-se-se-orgulhar/ https://mescla.cc/2018/07/03/dia-para-se-se-orgulhar/#respond Tue, 03 Jul 2018 22:14:48 +0000 http://mescla.cc/?p=6814 Na madrugada de 28 de junho de 1969, a polícia de Nova York invadiu o Stonewall Inn, bar local frequentado majoritariamente pela comunidade gay local. Naquela noite, diferente das demais batidas policiais frequentes na época, os clientes reagiram, em protesto. Frequentadores dos bares vizinhos juntaram-se ao conflito, que se estendeu por todo o final de semana.   Entoando palavras de ordem como “poder gay” e “sou bixa e me orgulho disso”, o conflito chamou a atenção nacional. Imprensa e políticos passaram a promover então debates sobre a temática e […]

The post Dia para se orgulhar appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Na madrugada de 28 de junho de 1969, a polícia de Nova York invadiu o Stonewall Inn, bar local frequentado majoritariamente pela comunidade gay local. Naquela noite, diferente das demais batidas policiais frequentes na época, os clientes reagiram, em protesto. Frequentadores dos bares vizinhos juntaram-se ao conflito, que se estendeu por todo o final de semana.  

Entoando palavras de ordem como “poder gay” e “sou bixa e me orgulho disso”, o conflito chamou a atenção nacional. Imprensa e políticos passaram a promover então debates sobre a temática e junho ficou conhecido como o mês do orgulho LGBTQ+ – e o dia 28 como o Dia do Orgulho.  

 

Fotos: Kellen Dalbosco

Quase 50 anos depois, no mesmo dia, a Unisinos coloriu-se com as cores do arco-íris para receber oficialmente o UniDiversidade – Rede de Estudos e Debates sobre Diversidade LGBTQ+. O grupo surge no contexto acadêmico para promover o diálogo, fomentar pesquisas sobre a temática, abrir espaço para manifestações artísticas, eventos temáticos e produções de conteúdo. 

Frente ao colorido da bandeira LGBTQ+, estendida na Claraboia da Biblioteca, o reitor da Unisinos, Pe. Marcelo Fernandes de Aquino, abriu o evento. “Eu peço perdão por todas as experiências de sofrimento, de gozação, de machismo e de intolerância. A vocês, que carregam o fardo da incompreensão e da discriminação, o perdão da comunidade da Unisinos”, disse. 

 

Reitor da Unisinos, Pe. Marcelo Fernandes de Aquino

 

Filipe Roloff, egresso da Unisinos e pilar importante na formação do UniDiversidade, falou, visivelmente emocionado, sobre a importância da criação do grupo e do sentimento de acolhimento que ele traz. “Esse fato histórico e simbólico de a gente estar aqui hoje, eu acredito que é só o começo, um primeiro passo, criando o compromisso com toda essa população que precisa ser ouvida e precisa achar o seu espaço”.  

 

Filipe Roloff

Ponto de partida 

No início de 2018, um veículo tradicional de comunicação do Rio Grande do Sul realizou uma entrevista com Roloff, em alusão a sua nomeação como um dos 50 futuros líderes LGBT do mundo, pelo jornal britânico Financial Times. O vídeo foi compartilhado pela universidade em suas redes sociais. A partir do episódio, Roloff provocou a Unisinos a pensar na criação de um grupo que tratasse das questões LGBTQs.  

Ele recebeu um convite do reitor para conversar e pensar a questão. Houve, a partir de então, um processo de entendimento da proposta, que passou por diversas reuniões e conversas sobre sua estruturação. Um grupo no Facebook surgiu para demonstrar o interesse de diversos acadêmicos, egressos e comunidade universitária no geral.  

Depois de algum tempo, nasceu então o UniDiversidade, que tem como pilares o acolhimento e o compartilhamento de conhecimento. Acolhimento no sentido de estar aberto ao diálogo e debates sobre a temática LGBTQ+. Acolher também no que tange a criação de um ambiente seguro dentro da universidade. Ao almejar o compartilhamento de conhecimento, o grupo visa o fomento da pesquisa acadêmica, pautada pelas temáticas LGBTQ+, de forma multidisciplinar.

 

Parcerias 

O UniDiversidade não trabalhará sozinho. Diversas instâncias da universidade são parceiras da iniciativa e atuarão em conjunto com o grupo no atendimento e acolhimento da comunidade LGBTQ+. Profissionais internalizados no grupo trabalham criando pontes entre o UniDiversidade e a ouvidoria e atendimento da universidade.  

O papel destas pessoas é auxiliar os estudantes que chegarem com problemas e dúvidas ao grupo a encaminhar seus problemas a instâncias superiores da Unisinos. “Não somos responsáveis, não somos psicólogos, não somos pessoas que vamos resolver. Nós indicaremos o caminho certo, a forma correta de acontecer”, explicou Roloff.  

O NAE, Núcleo de Assistência Estudantil, é mais um destes parceiros. O núcleo trabalha acolhendo e acompanhando a trajetória dos estudantes, em relação a questões sociais, psicológicas e pedagógicas. Suzana Moreira Pacheco, coordenadora do NAE, contou que a parceria com o UniDiversidade funcionará como uma mão dupla.  

“Por vezes a gente atende alunos, em sofrimento por não ter um lugar para si, por não se identificar, por não se reconhecer. A relação com o NAE é de parceria, é pensar junto, é poder olhar e ver o que a gente pode avançar”, contou. Suzana falou ainda sobre a possibilidade de o UniDiversidade encaminhar ou sugerir o núcleo para alunos com dificuldades, assim como o NAE sugerir que estudantes procurem o grupo para apoio.

 

Música, ação e reflexão 

Quem passou pela Claraboia da Biblioteca no dia 28 deparou-se com provocações, poemas, fotografias, conversas e muita música. Cauê Rodrigues, aluno do curso de Psicologia da Unisinos, expôs uma série de poemas intitulada “Viadagens Catárticas”.  Moacir Lopes, egresso do curso de Fotografia, trouxe seus projetos fotográficos “36” e “Existências”. O egresso do curso de Administração, Vinicius Oliveira de Lima, conduziu uma conversa sobre o movimento de moda sem gênero.  

 

Karla Oliveira, do curso de Jornalismo, trouxe a instalação artística “O que te define? Diálogos sobre as corporalidades e as performances de gênero”. O manequim, trazido por Karla instigou os participantes do evento. Com a provocação para que as pessoas o vestissem pensando na identidade que ele teria, Karla questionou os padrões de gênero impostos na sociedade.  

“A ideia era que a gente ocupasse o espaço com questões que estivessem relacionados com o tema LGBT, que estivessem algum tipo de representatividade pra gente, pensando no dia do orgulho. Eu pensei em trazer outros elementos, fora as fotos e poemas, que também levantassem alguns questionamentos”, explicou.  

Quem embalou e animou o espaço foi a DJ Angel Mix, egressa do curso de Relações Públicas. Phelipe Caetano, estudante de Engenharia Metalúrgica na UFRGS, militante e ativista LGBTI’s, conduziu mais uma roda de conversa sobre a temática LGBTQ+. Finalizando o Dia do Orgulho e a abertura oficial do UniDiversidade, ocorreu uma sessão comentada do filme “Nós duas descendo a escada, produzido e editado por Milton Prado, professor da Unisinos e coordenador do curso de Realização Audiovisual da universidade.

 

As letras da sigla LGBTQ+ 

GLS, LGBTTQ, LGBTI, LGBTQ+ e diversas outras siglas são usadas para referir-se à comunidade LGBT. Algumas delas mais abrangentes, outras mais fechadas, como a GLS, que significa gays, lésbicas e simpatizantes. As mudanças nas nomenclaturas e siglas demonstram a evolução ao referir-se a temática, procurando, de alguma forma, abranger e abraçar a todos.  

 

Foto: Reprodução

Baseada no Manual de Comunicação LGBTI+, lançado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), em alusão ao Dia Internacional contra a LGBTQfobia, segue uma breve explicação de cada letra que integra, já integrou uma sigla LGBT, ou então é importante para o entendimento:  

A= assexual: indivíduo que não sente nenhuma atração sexual, seja pelo sexo/gênero oposto ou pelo sexo/gênero igual;   

A= androginia: termo genérico usado para descrever qualquer indivíduo que assuma postura social, especialmente a relacionada à vestimenta, comum a ambos os gêneros; 

Aagênero: pessoa que não se identifica ou não se sente pertencente a nenhum gênero; 

A= aliado: pessoas que independentemente da orientação sexual ou identidade de gênero, promovem os direitos e a inclusão da comunidade LGBTQ+; 

B= bissexual: pessoa que se relaciona afetiva e sexualmente com pessoas de ambos os sexos/gêneros; 

C= cis gênero: termo utilizado por alguns para descrever pessoas que não são transgênero (mulheres trans, travestis e homens trans); 

G= gay: pessoa do gênero masculino (cis ou trans) que tem desejos, práticas sexuais e/ou relacionamento afetivo-sexual com outras pessoas do gênero masculino; 

Hheterossexual: indivíduo atraído amorosa, física e afetivamente por pessoas do sexo/gênero oposto;  

Hhomossexual: pessoa que se sente atraída sexual, emocional ou afetivamente por pessoas do mesmo sexo/gênero;  

Iinterssexual: descreve pessoas que nascem com anatomia reprodutiva ou sexual e/ou um padrão de cromossomos que não podem ser classificados como sendo tipicamente masculinos ou femininos;   

L= lésbica: mulher que é atraída afetiva e/ou sexualmente por pessoas do mesmo sexo/gênero (cis ou trans); 

P= pansexual: pansexualidade é uma orientação sexual, assim como a heterossexualidade ou a homossexualidade. O prefixo “pan” vem do grego e se traduz como “tudo”. Significa que as pessoas pansexuais podem desenvolver atração física, amor e desejo sexual por outras pessoas, independente de sua identidade de gênero ou sexo biológico. 

Qqueeradjetivo utilizado por algumas pessoas, em especial pessoas mais jovens, cuja orientação sexual não é exclusivamente heterossexual. O termo queer também é utilizado por alguns para descrever sua identidade e/ou expressão de gênero. Quando a letra Q aparece ao final da sigla LGBTI+, geralmente significa queer e, às vezes, questioning (questionamento de gêneros); 

S= simpatizante: referente a aliado; 

T= transgênero: terminologia utilizada para descrever pessoas que transitam entre os gêneros. São pessoas cuja identidade de gênero transcende as definições convencionais de sexualidade; 

T= transsexual: pessoa que possui uma identidade de gênero diferente do sexo designado no nascimento. As pessoas transexuais podem ser homens ou mulheres, que procuram se adequar à identidade de gênero. Algumas pessoas trans recorrem a tratamentos médicos, que vão da terapia hormonal à cirurgia de redesignação sexual. São usadas as expressões homem trans e mulher trans; 

T= travesti: pessoa que nasceu com determinado sexo, ao qual foi atribuído culturalmente o gênero considerado correspondente pela sociedade, mas que passa a se identificar e construir nela mesma o gênero oposto; 

(Referência: Manual de Comunicação LGBTI+)

Manual de Comunicação LGBTI+ pode ser acessado para maiores informações sobre terminologias.  

 

The post Dia para se orgulhar appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/07/03/dia-para-se-se-orgulhar/feed/ 0