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]]>Serão abordados no curso técnicas do jornalismo literário e uso das redes sociais para criar conteúdo sobre viagens que possam engajar leitores. Diferentes tipos de narrativas serão apresentados, assim como as melhores ferramentas para esse tipo de jornalismo.
As ministrantes são Adriana de Jesus Moreira e Anelise Zanoni Cardoso. Adriana é formada pela PUC-SP, é editora do caderno Viagem do jornal Estado de S. Paulo, e já conheceu cerca de 30 países. Anelise Zanoni é doutora em Comunicação, professora de Jornalismo da Unisinos e já escreveu para o jornal Estado de S. Paulo, além das revistas Veja Comer & Beber, Hola!, Contigo! e Playboy. Atualmente, comanda o portal Travel Terapia.

O curso “Narrativas de Viagem – Diferentes Formas de Contar Histórias” ocorre no dia 13 de novembro, das 18h às 22h, na Unisinos campus Porto Alegre – Sala 612. O público-alvo da atividade são estudantes e profissionais da Comunicação, blogueiros e demais interessados em conteúdo sobre viagens. Ter curso superior em andamento ou completo é pré-requisito. Será fornecido certificado aos participantes e o valor da atividade é R$ 99 para alunos e diplomados da universidade e de R$ 110 para o público em geral. A inscrição pode ser feita pelo site.
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]]>Essa é a oitava edição do encontro, que antecede a abertura do 16º SBPJor (evento da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo). A apresentação dos trabalhos, que foram criados para as disciplinas de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), acontecerá com a mediação de professores e alunos de pós-graduação da Escola de Comunicações e Artes da USP.
Um dos artigos feitos na universidade é “O ativismo LGBT no YouTube: uma proposta de mapeamento”, feito por Anderson Guerreiro com a orientação da professora Maria Clara Aquino Bittencourt. A pesquisa foi motivada pelo interesse de Anderson pelo tema e sua participação em um trabalho de Maria Clara sobre a midiatização do ativismo.

O jovem pesquisador destaca como vantagens de participar do encontro as vivências e a valorização do currículo. “Com meus planos de entrar para o mestrado, eventos do porte da JPJor se somam a um aprendizado que julgo importante para um pesquisador júnior”, destaca.
Jornalista formada pela Unisinos, Caroline Garske Rosa, estará no evento com o trabalho “A Representação da Brasilidade na transmissão das cerimônias de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016”, orientado pela professora Sabrina Franzoni. Pesquisar sobre o assunto, conforme Caroline, não é somente observar a cultura do país, mas como ela é construída. “É uma forma de entendermos o que somos, por que somos e as diversas formas de manifestações culturais do Brasil”, afirma.
Para a jovem, a representação do que é ser brasileiro está ligada à comunicação, por ser vista em novelas, reality shows e programas de auditório. O trabalho se destaca por abordar a cobertura de um evento esportivo sob a ótica de representatividade. Caroline espera de sua ida ao JPJor o crescimento de sua bagagem acadêmica e cultural.
Além da bagagem acadêmica, um artigo de destaque pode ser uma motivação para o início de um mestrado. É o caso de Eduarda Moraes, que estará no encontro com o artigo “Jornalismo e conflito: singularidades da cobertura do site El País durante retaliação dos EUA na Síria”. Eduarda espera no futuro seguir com essa linha de pesquisa, sendo o próximo artigo sobre correspondentes internacionais que cobrem conflitos.

O trabalho teve a orientação da professora Anelise Zanoni e analisa a relação entre o jornalismo e os conflitos. Para a estudante, as guerras têm o poder de dar mais visibilidade ao trabalho jornalístico. “Por alguns motivos, que especifico no artigo, o público em geral é atraído por situações conflituosas””, relata.
Na categoria de Comunicações Livres, considerada mais profissional, está o trabalho “Jornalismo e alteridade: narrativas de viagem na reconstrução da Colômbia como destino turístico”. O artigo foi feito por Manoela Petry com a orientação de Anelise Zanoni. Manoela celebra sua participação no SBPJor, que será o primeiro evento acadêmico que participará fora da Unisinos e também como jornalista graduada. “Espero que seja uma experiência enriquecedora para minha vida profissional e também pessoal”, comenta a jovem pesquisadora.
O trabalho da professora, voltado para narrativas de viagem, foi uma motivação para que a então estudante escolhesse o tema para a pesquisa. Anelise, além de dar aulas na universidade e atuar como pesquisadora, mantém o site de viagens Travel Terapia.
Uma área desejada por muitos estudantes, o jornalismo esportivo estará representado no evento com o trabalho “O Comentarista Esportivo no Radiojornalismo: uma enunciação técnica e cultural, por meio de uma linguagem crítica e opinativa” de William Szulczewski. O jornalista encara o artigo e sua presença no JPJor como um ponto de partida para a sua carreira na área em que deseja atuar: “Meu maior desejo é iniciar o Mestrado e, futuramente, atuar na profissão de comentarista esportivo”.
O trabalho do jornalista diplomado pela Unisinos teve a orientação de Sabrina Franzoni. Com a pesquisa, ele descobriu mais sobre o perfil dos comentaristas esportivos do Rio Grande do Sul, além das particularidades desse trabalho. As descobertas foram baseadas nas entrevistas realizadas com oito comentaristas do estado.
Para quem quiser conferir os trabalhos selecionados para o evento, a organização do JPJor 2018 irá disponibilizar pelo site o acesso completo em outubro.
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]]>Foi pensando em compartilhar histórias que um time de viajantes se reuniu para a terceira atividade da semana do Comunicação em Debate, que ocorreu no campus Unisinos Porto Alegre na última quarta-feira, dia 9/5. Mediados pela professora e viajante, Anelise Zanoni, os integrantes da mesa mostraram que viajar é bem mais do que se deslocar.
Jornalista do caderno Viagem do jornal Estadão, Adriana Moreira contou que sempre teve o desejo de se tornar uma repórter de aventura. Em 1996 ela ingressou no jornal como estagiária, mas somente em 2004 começou a narrar viagens e montou uma reportagem sobre turismo de aventura. O foco da apresentação na mesa era a mudança na linguagem ao longo dos anos do jornalismo de viagem. A jornalista deu destaque à ferramenta de “Stories” do Instagram, em que é possível unir informação de qualidade e diversão em formato de vídeo.

Ao relembrar a linguagem do jornalismo durante a sua história, ela contou que em 2009 a internet não era prioridade para o jornal impresso e que uma matéria de viagem não podia incluir o repórter na cena a ser escrita. Adriana relatou que em uma de suas primeiras experiências como repórter de aventura em 2004, ao fazer uma matéria em Socorro, no interior de São Paulo, não pôde mostrar seu rosto na fotografia que ilustrava a matéria e nem se incluir no texto, tendo que escrever as experiências na terceira pessoa do plural. Hoje, o modo de escrever sobre viagens mudou e existe mais liberdade na hora de narrar histórias. O repórter pode se colocar efetivamente na matéria e contar fatos que o marcaram.
“Muita coisa mudou na maneira de transmitir notícia, falar sobre viagem. No meu início de carreira não se falava sobre viagem, nem em outras editorias. E só comecei a falar de viagem em 2004 para trabalhar como repórter em publicações que eu sempre tinha sonhado em trabalhar, como no caderno de viagem. Quando eu cheguei, a ideia era fazer matérias sobre turismo de aventura, que era uma aposta de atrair público jovem na época”, explica.
Fernanda Pandolfi utiliza o modo mais pessoal para narrar viagens, e foi através delas que conseguiu mudar de vida. Incomodada com o rumo que estava tomando dentro do jornalismo, ela percebeu em seu Instagram pessoal a oportunidade de mudar. Assim, em 2016, surgiu a plataforma de viagens Ida e Volta. “Eu sabia que o site deveria ter alma, essência”, explica ela sobre o início da plataforma que era uma extensão do que ela via que funcionava em seu Instagram.

Mudanças e adaptações foram necessárias com o passar do tempo. Fernanda recordou de como alguns padrões de seguidores foram sendo identificados. “Um post com texto e história sempre gerava mais engajamento do que um com apenas a foto. Assim eu percebi que o que eu tinha para oferecer era a palavra”, conta. A palavra criou aproximação e ligação emocional com leitores e, assim, naturalmente, as marcas se aproximaram. A jornalista reforça que é necessário manter o texto e o jornalismo em primeiro lugar e quando houver a ligação com algum produto ou marca, ela deve ser orgânica e natural. Nessa trajetória de conexões, a inovação é imprescindível e através dela se consegue crescer.

A inovação é também o princípio que rege o trabalho do professor e fotógrafo Bruno Alencastro. Por ter passado por 14 países, ele montou sua apresentação baseadas em catorze dicas para criar uma narrativa visual. Alguns pontos mais discutidos na fala de Bruno foram a questão da reprodutibilidade de fotografias e o porquê de fazer uma foto. Para ele, também é necessário haver inovação na construção de uma narrativa visual, o quanto mudou o discurso visual e ainda o que podemos inovar, para isso é preciso ter diferentes visões do mundo. Pesquisar a luz, horários de atrações turísticas ajudam a construir uma narrativa diferente, assim como elementos humanos no cenário da fotografia, além também de estar atento aos eventos que estarão ocorrendo na cidade.
Diretor de marketing da loja Império Persa Home Design, Pedro Zaman estava acostumado a conviver com objetos que não eram nativos do Brasil, mas foi só com uma viagem para a Índia que ele vivenciou a história por trás das coisas que o cercavam. Intitulada de “Caminho das Índias”, a viagem incluía Pedro e dois arquitetos que buscavam entender o local através de sua história, cultura, produção e arquitetura.
Marcados pela religiosidade, o extremo contraste entre luxo e pobreza e a rusticidade do local, eles puderam ver de perto todo o processo de produção e dos itens que fazem parte do dia a dia. Pedro afirmou que a experiência trouxe um olhar diferente à rotina dele. “A minha vida está dividida entre antes e depois da viagem à Índia”, resume.
Silvia Dálmas também teve a vida alterada por uma experiência no exterior. Buscando viajar com pouco dinheiro, ela encontrou no intercâmbio voluntário a oportunidade de conhecer novas culturas enquanto trabalhava com algo que acredita. A Escola Aldea Yanapay foi criada por Yuri Valencia e está localizada no centro de Cusco, no Vale Sagrado. Lá, a educação das crianças é baseada no amor e na empatia e visa a colaboração invés da competição.
Silvia ressaltou que o intercâmbio voluntário não faz do voluntariado um herói, se trata também de uma visão diferente de um local, não aquilo que estamos acostumados a ver em diferentes histórias de viagem. “A experiência que transforma não se dá pelos pontos turísticos”, afirma Silvia ao relembrar de sua viagem. Hoje, a certeza dela é que “Jornalismo e trabalho social com crianças são minhas paixões”. No final da noite após a troca de histórias, a plateia saiu com a certeza que uma viagem pode ser narrada de várias formas e que cada experiência é única.
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]]>Editora do caderno Viagem do Estadão, Adriana iniciou como repórter do suplemento e hoje atua como editora do mesmo, tendo já conhecido mais de 30 países. Anelise trabalhou como repórter e editora da Zero Hora, atualmente é freelancer de publicações nacionais, professora da Unisinos e autora do projeto Travelterapia.
Segundo Anelise, “o curso é uma oportunidade para pensar em diferentes formas de contar histórias sobre viagens, e isso pode ser feito em diversas multiplataformas. Além disso, conhecer algumas estratégias do caderno Viagem do Estadão é muito importante para repensarmos o trabalho tradicional de contar histórias para jornais”, explica.
As inscrições já estão abertas e existem vagas gratuitas para alunos através do Unisinos Lab. O investimento é de R$ 99 para alunos e diplomados da Unisinos e R$ 110 para demais interessados. Para matrículas e mais informações acesse: http://bit.ly/narrativasdeviagem
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]]>A programação conta com profissionais de diversas áreas da comunicação e veículos. Na segunda, Luciano Potter fará parte da mesa sobre Rádio Expandido, na quarta-feira o evento sobre Narrativas de Viagens conta com a editora do caderno de viagens do Estadão, Adriana Moreria, e na sexta, Vagner Martins, da Fox Esportes, fala sobre cobertura de eventos esportivos.
A coordenadora do curso de Jornalismo de Porto Alegre, Débora Gadret, ressalta a importância de eventos que mesclem academia e profissionais do mercado para os alunos. “Trazer temas atuais, interessantes e oportunizar aos alunos espaços amplos para debate e interação é sempre válido no processo de formação”, comenta. As palestras valerão horas complementares para os alunos que não tiverem aula no dia.
Local: Campus Porto Alegre – Sala TEDU807 – 19h30 às 22h
SEGUNDA, 7 de maio
Rádio Expandido.
Mesa-redonda com Junior Maicá (O Bairrista), Rodrigo Oliveira (Unisinos FM), Luciano Potter (Atlântida/Gaúcha) e os professores Porã, Sergio Endler e Sabrina Franzoni.
TERÇA, 8 de maio
Fatos e Dados no Jornalismo.
Bate-papo com equipe do Filtro Fact Checking. Mediação: professora Marlise Brenol.
QUARTA, 9 de maio
Narrativas de Viagem (aberto a toda escola da Indústria Criativa)
Conferências com Silvia Dalmás (coordenadora do projeto social Yanapau), Pedram Zaman (diretor de marketing da Império Persa Home Design), Bruno Alencastro (fotógrafo e professor da Unisinos), Adriana Moreira (editora do caderno de Viagem do Estadão), Fernanda Pandolfi (gerente da plataforma de viagens Ida e Volta). Mediação: professora Anelise Zanoni.
Inscrições em: http://www.unisinos.br/eventos/narrativas-de-viagem-ex123599-00001
QUINTA, 10 de maio
Negócios na Comunicação.
Painel com Marcia Christofoli (Coletiva.Net), Andressa Griffante (RS Bloggers) e Ricardo Lacerda (República). Mediação: Débora Gadret.
SEXTA, 11 de maio
Cobertura de eventos esportivos.
Conversa com Zé Alberto Andrade (Rádio Gaúcha) e Vagner Martins (Fox Esportes). Mediação: aluno William Szulczewski.
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