Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170
Arquivos mulheres - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/mulheres/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Fri, 16 Aug 2019 19:43:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 A cultura DJ e a voz feminina https://mescla.cc/2019/07/19/a-cultura-dj-e-a-voz-feminina/ https://mescla.cc/2019/07/19/a-cultura-dj-e-a-voz-feminina/#respond Fri, 19 Jul 2019 19:00:34 +0000 http://mescla.cc/?p=10499 Nesse cenário dominado por homens (77%), DJs como as gaúchas Manuela, Nina, Fernanda e Carola são minoria. O Mescla, então, foi conhecer a trajetória desse quarteto feminino, como lidam com a carreira, o que fazem para se destacar e, claro, os preconceitos que enfrentam. Te acomoda na cadeira aí e vambora! O princípio A cultura […]

The post A cultura DJ e a voz feminina appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Nesse cenário dominado por homens (77%), DJs como as gaúchas Manuela, Nina, Fernanda e Carola são minoria. O Mescla, então, foi conhecer a trajetória desse quarteto feminino, como lidam com a carreira, o que fazem para se destacar e, claro, os preconceitos que enfrentam. Te acomoda na cadeira aí e vambora!

O princípio

A cultura DJ surgiu antes da música eletrônica, e Sonia Abreu foi a primeira brasileira a se consolidar no ramo, nos anos 60. Ela tocava em boates underground do centro de São Paulo, mas também em festas high society da cidade. Foi uma revolucionária da música, crescendo na esteira dos movimentos da Jovem Guarda, Tropicália, Rock, entre outros. 

Pioneira no Brasil, Sonia já era DJ antes da música eletrônica dominar as danceterias
(Foto: Vice)

Nos Estados Unidos, a cultura DJ se consolidou nos anos 70, em Nova York, com Francis Grasso, o americano que inventou a técnica do beatmatching, a base da técnica do DJ moderno. David Mancuso fundou o The Loft, uma casa de festa em que só se entrava com convite. Ao som disco, essas festas reuniam gays, héteros, brancos, latinos, negros e judeus, que juntos disseminavam os ideais de fraternidade, igualdade e amor.

Quem são elas?

Ouça o som da Carola

No começo, sem dinheiro para um curso, Carola estudou a arte DJ por conta própria
(Foto: Arquivo Pessoal)

Carolina Alcântara (Carola), 22 anos, é DJ e produtora musical desde 2012, quando tinha apenas 14 anos. Naquele ano, ela ficou em segundo lugar no concurso que elegeu o DJ Revelação do Rio Grande do Sul. Em 2015, tocou para 15 mil pessoas no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, e lançou o seu projeto pessoal: CAROLA. A evolução foi constante. Em 2017, sua primeira música original chegou à plataforma de música digital Spotify, obtendo 500.000 mil reproduções. Recentemente, foi eleita a Melhor DJ do Rio Grande do Sul pelo DJS Awards RS 2019. 

Carola conta que o início foi duro. Ela não tinha grana para pagar um curso de DJ, então, baixou o programa Virtual DJ (sim, esse mesmo!) e estudou os princípios básicos de música e mixagem. Em um primeiro momento, ela não recebeu o apoio da família e dos amigos. Outro desafio foi enfrentar alguns preconceitos. “Sou uma mina que estuda pra caramba, e eu faço isso para suprir o que os produtores procuram em DJs mulheres, que é um certo padrão de beleza”, diz Carola, que nunca se considerou o estereótipo da “mina gostosa” que chama a atenção de muitos produtores.

“Eu sempre pensei que quem produz evento tem que me contratar por eu ser boa, e não por eu ser bonita. Eu estudo produção musical a semana inteira, oito horas por dia, e nos fins de semana eu me divido entre os shows. Eu tento mesclar muita coisa que eu curto. Toco bastante hip hop nos meus sets. Geralmente, o break, a parte mais calma da música, é de algum artista que eu gosto ou me identifico. E o drop é a parte mais bombada para a galera dançar. Tenho músicas originais que eu fiz em conjunto com cantores. Algumas foram lançadas e outras ainda vão ser. Nos próximos meses, vou lançar dois remixes oficiais do Francisco El Hombre. Hoje, posso dizer que eu conquistei o meu espaço e o reconhecimento das pessoas” – Carolina Alcântara

Ouça o som da Fernanda

Foi o contato com a música eletrônica que fez Fernanda mergulhar na carreira de DJ
(Foto: Arquivo Pessoal)

Carola não é a única que busca evolução e visibilidade com seu trabalho. Fernanda Rizzo, 22 anos, cresceu em Canela, na Serra Gaúcha. Iniciou sua carreira como DJ aos 18 anos, quando se mudou para Porto Alegre. Seus pais sempre foram amantes de referências artísticas dos anos 80, como ABBA, Bee Gees, Cher, Tina Turner, Madonna e Barry White. 

“Minha relação com a música começou na infância. Pratiquei capoeira por 11 anos, e isso me fez ter uma relação muito forte de ritmo, dança e liberdade de expressão. Quando cheguei em Porto Alegre, comecei a frequentar mais festas e me descobrir ainda mais como pessoa e artista. Eu era amiga de produtores, e tive a oportunidade de fazer um set em um DJ Contest (competição) no club Tabu. Foi um sucesso! Desde então, não parei mais. Toquei por dois anos no estilo open format (sem um estilo musical específico) em diversos clubes da cidade. Mas foi quando eu caí numa festa de música eletrônica, época de Vorlat na rua, que me apaixonei, e vi que ali era meu lugar. Comecei a frequentar e pesquisar música eletrônica até o momento em que eu queria estar tocando. Mas onde eu tocava não tinha espaço para desenvolver esse trabalho. Então, me uni a outros amigos que tinham os mesmos anseios que os meus e fomos para a rua. O coletivo Plano surgiu assim, um movimento criado em 2017 por jovens artistas de Porto Alegre, cujo objetivo é questionar a utilização e preservação do espaço público, bem como sua segurança” – Fernanda Rizzo

Em 2018, Fernanda criou o coletivo GRETA ao lado das artistas Paula Vargas e Mare Viscaino. “Surgiu como uma necessidade gritante na nossa cena, que é composta majoritariamente por homens brancos, cis, héteros”, afirma. A primeira edição da festa ocorreu em 25 de maio de 2018 e trouxe as artistas Clara Moretzsohn a Kika Lopes. Para Fernanda, existem corpos diversos na sociedade, mas espera-se que a mulher seja feminina e siga uma série de regras. 

É uma luta! Pensando além do mercado artístico, toda mulher num cargo que é majoritariamente composto por homens brancos e cis precisa lutar muito mais para ter seu espaço. Produtores, DJs e até mesmo o público sempre duvidam da nossa capacidade. Nos tratam com desrespeito, muitas vezes são abusivos, não nos dão espaço para mostrar nosso trabalho” – Fernanda Rizzo  

Conheça Nina Sodré

Nina percebeu que Porto Alegre não tinha um local que tocasse hip hop. Então, criou uma festa dedicada ao ritmo. (Foto: Arquivo Pessoal)

Nina Figueira Sodré, 32 anos, sabe como é conviver com pessoas que desvalorizam seu trabalho pelo gênero. Formada em Design de Moda pela Uniritter, atualmente cursa Psicologia. Produzia festas de hip hop, uma cultura que sempre esteve presente em sua vida. Foi com esse ritmo que Nina conseguiu o primeiro convite para tocar em uma festa. 

“Pedi ajuda de um amigo meu. Eu toquei, mas fomos vaiados, porque era uma festa gay e colocar hip hop fugia da temática. Assim, me dei conta de que não existia nenhum lugar em Porto Alegre que tocasse hip hop. Então, eu e meu amigo começamos a fazer nossa própria festa, no Beco. A gente achava que não teria chance, mas deu muito certo. Agora, trabalho apenas como DJ. Eu não tive estômago para produzir mais festas. É um desgaste! Ter que conviver com eles (produtores)! Eu não queria conviver mais com aquelas pessoas. Eu não concordava com a maior parte das coisas que eles faziam” – Nina Figueira Sodré

Nina conta que uma das dificuldade está no fato das festas serem organizadas por homens. “Eu sei que, quando eu fecho um valor, eles choram um monte, e eu sei que eles tão pagando mais para um outro amigo meu que toca exatamente o mesmo tempo”, comenta. A DJ revela que desenvolveu uma personalidade forte trabalhando na noite, mas isso não a exime de mágoas. “Nunca me atraso, tive outras propostas melhores em lugares melhores, mas cumpri o prometido. Você fica a noite acordada e não descansa”, diz. 

Ouça o som da Manu

Para Manu, o mais importante para o DJ é ter a sensibilidade de entender o que o público precisa ouvir. (Foto: Arquivo Pessoal)

Manuela Solheid, 28 anos, começou a discotecar há seis. Aprendeu com seu ex-namorado, que lhe ensinou o básico e a fez pegar gosto pelo trabalho. Em 2014, tocou no LAB (Sinners), em Porto Alegre, e desde então conquistou outros espaços da Capital, como Beco, Anexo B e Margot. Manu toca o que precisar, mas se sente mais confortável com a música pop. Assim como muitas outras DJs, ela já enfrentou muita coisa.

“Já teve casos de caras que invadiram a cabine pra arrancar os cabos, ou querendo me ensinar como discotecar. Já sofri assédio de técnico de som também. E até nas próprias baladas gay, que são mais meu nicho, rola muito preconceito”, afirma Manuela. Para ela, o mais importante para o DJ é ter a sensibilidade de entender o que o público precisa ouvir e aplicar na música, com uma boa transição.

Manu é publicitária e o trabalho como DJ é uma paixão. Se inspira em artistas como Nervo, Black Madonna, TokiMonsta, Alison Wonderland, além da gaúcha Fran Souza, com quem já teve a oportunidade de tocar. Para ela, a noite é um ambiente que tem seu lado tóxico, e é preciso saber navegar sem se machucar.

“Existe preconceito com mulher tocando, pelo menos vivi isso. Já ouvi várias vezes: “Ah, porque ela namora um produtor de festa ela acha que é DJ” ou “com quem será que ela transa pra tocar na festa” Manuela Solheid  

Uma visita à teoria de gênero…

Márcia Veiga, doutora em Comunicação e Informação e pesquisadora da área de gênero, diz que o espaço público sempre foi visto como um lugar dos homens, enquanto o privado (casa) era direcionado às mulheres. “Algumas profissões acabaram sendo dominadas pelos homens. Na noite, quem é que vai tocar? Por mais que haja mulheres, talvez elas não possam ocupar um espaço de prestígio”, diz a professora.

Ser DJ é…

Para Fernanda, é fazer curadoria musical, leitura de pista e conduzir momentos. Cada estilo musical é diferente e exige uma técnica apropriada, mas esse estudo é totalmente pessoal. Cada um cria a sua identidade como DJ. “Para ser bom nisso, você precisa, antes de tudo, ter personalidade e originalidade. A técnica, o estudo e o conhecimento agregam quando você se dedica a qualquer trabalho com paixão”, comenta a artista e produtora.

Manu comenta que a técnica básica do DJ é o beatmatching (aquela do Francis Grasso), que consiste em colocar as batidas em sync (sincronização) para que a transição entre as músicas seja o mais suave possível. “Eu procuro sempre conhecer o que tem de novidade musical, principalmente música pop, que é mais meu nicho”, diz ela.

Para Carola, o trabalho vai além de mixar as músicas durante a festa. “Eu lidava com praticamente todas as áreas que envolviam o resultado final da minha carreira. Desde o planejamento estratégico do projeto, o booking, as artes de lançamento das músicas, artes de tour dates“, diz a DJ. Além disso, ela também é quem redige os contratos, lida com contratantes, cuida das redes sociais e distribui suas músicas para plataformas de streaming. Carola tem buscado alternativas para descentralizar esse trabalho, como as agências, mas não pretende perder sua autonomia.

Nina investiu em um curso de DJ focado em música eletrônica, por não ser seu estilo musical original. Tudo o que Nina aprendeu foi na vivência, mas tem uma coisa que ela considera essencial para um DJ. “Ser boa é fazer uma boa leitura de pista. Por isso, eu me especializei em abertura de pista, porque ninguém está bêbado e você não pode queimar um hit. É você ter a sensibilidade de olhar para o outro e oferecer uma experiência única”, explica.

GLOSSÁRIO

Beatmactihng: técnica de mixar duas músicas no momento certo e no mesmo tempo.

Booking: venda das datas do artista.

Break: pausa.

Disco: gênero musical que se popularizou década de 1970. Teve suas raízes nos clubes de dança voltados para negros, latino-americanos, gays e apreciadores de música psicodélica.

Drop: virada.

Hip Hop: gênero musical, com uma subcultura própria, iniciado durante a década de 1970.

Sets: de set-list, é a lista de músicas que o artista planeja tocar na noite.

Tour Dates: datas de turnê.

The post A cultura DJ e a voz feminina appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2019/07/19/a-cultura-dj-e-a-voz-feminina/feed/ 0
Uma jornalista apaixonada por rádio https://mescla.cc/2019/07/11/o-nome-da-jornalista-e-andressa-xavier/ https://mescla.cc/2019/07/11/o-nome-da-jornalista-e-andressa-xavier/#respond Thu, 11 Jul 2019 18:43:05 +0000 http://mescla.cc/?p=10365 Nosso encontro foi no dia 25 de junho, às 14h, uma tarde cheia de surpresas. Houve chuva forte, lentidão na Avenida Castello Branco e congestionamento no Túnel da Conceição. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, repentinamente, julgar o habeas corpus de Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República. A ameaça do […]

The post Uma jornalista apaixonada por rádio appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Nosso encontro foi no dia 25 de junho, às 14h, uma tarde cheia de surpresas. Houve chuva forte, lentidão na Avenida Castello Branco e congestionamento no Túnel da Conceição. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, repentinamente, julgar o habeas corpus de Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República. A ameaça do maníaco do ácido, que havia atacado cinco pessoas em Porto Alegre, ainda era comentada. Mas, para Andressa Xavier, editora-chefe da Rádio Gaúcha, aquele seria um dia “light”

Ao embarcar no Uber, percebo que o motorista ouvia, em som baixo, a Rádio Gaúcha. Pergunto se ele ouve a emissora com frequência. Ele responde que sim. Aproveito a deixa:

— Você conhece a Andressa Xavier?

— Sim, claro!

— O que acha dela? 

— Ela é incrível! Todas elas.

— Por quê?   

— Às vezes, quando estão fazendo uma entrevista, eu ouço o rádio e penso em uma pergunta, até que elas fazem exatamente o mesmo questionamento. Elas são muito inteligentes, são fantásticas.  

Finalizada a viagem, entro no prédio da GaúchaZH, localizada na Ipiranga com Erico Verissimo. Passo a roleta da recepção, recebo um crachá de visitante e sou encaminhado à sala de espera. Logo surge Andressa, vestida com uma camisa florida, maquiagem leve e cabelos presos.

— Guilherme? — Diz Andressa, com um sorriso e já estendendo a mão.

Nos cumprimentamos e seguimos a caminho da Redação Integrada, o ambiente onde os jornalistas do site GaúchaZH, da Rádio Gaúcha e do jornal Zero Hora trabalham. Evitamos o elevador e preferimos as escadas. Andressa é cordial com todos os colegas. Abre o sorriso a cada “oi” ou “boa tarde”. Sorriso, aliás, é uma característica frequente nela.

Alguns degraus depois, me senti ofegante, mas não era desgaste físico, e, sim, nervosismo mesmo, afinal, estava prestes a acompanhar e entrevistar a primeira mulher a ocupar a função de editora-chefe da Rádio Gaúcha. Andressa já passou por muitos cargos em 10 anos de trabalho na emissora. Começou como estagiária. Depois, em sequência, foi repórter, produtora, editora de reportagem e, atualmente, é gestora. “Foi tudo muito corrido. Eu tenho 31 anos. Em apenas 10, passei por quase todas as funções”, diz, orgulhosa.

Conciliar a posição de gestora com a profissional jornalista é um desafio diário para Andressa. Mas a experiência adquirida em outros cargos, comenta a editora, a fez ter empatia com os colegas e entender o todo. Resolvi ouvir também aqueles que compõem esse todo, ou seja, os colegas de trabalho. Comecei por Milena Schoeller, coordenadora de distribuição da GaúchaZH. Ela contou que tem plena confiança no trabalho da colega. “Andressa é uma pessoa responsável e também conhece muito o meio rádio. Eu consigo ficar tranquila com o conteúdo que está vindo da Gaúcha, porque ela tem toda a visão, conhece todos os processos”, elogia.

O conhecimento dos processos começou a ser traçado na faculdade. Aos 18 anos, iniciou o curso de Direito, na Unisinos. Mas, com mais clareza do que gostaria de ter como profissão, já na primeira aula trocou todas as disciplinas para algumas que pudesse aproveitar no Jornalismo. No semestre seguinte, mudou para o novo curso oficialmente. Andressa lembra da época, principalmente dos professores que se tornaram seus grandes mentores. Entre eles, Sérgio Endler e Daniel Scola, com quem teve aulas de rádio. O Scola, aliás, hoje é gerente-executivo e apresentador da Rádio Gaúcha. A dupla a ajudou muito a pensar às práticas do jornalismo.

Andressa ainda era estudante quando entrou na Gaúcha como estagiária. iniciou sua trajetória na produção do programa Gaúcha Repórter.  

Foi uma prova de fogo. Precisava organizar entrevistados diferentes todos os dias. Tinha que saber de tudo um pouco. Do estágio, passei um mês como freela e, depois, fui contratada. Então, eu fiz produção, redação, fui editora e fiz um tempo de reportagem. Nesse período, as Gaúchas (filiais da emissora) do interior foram sendo abertas, e eu fui destacada para implementar o padrão Gaúcha nas emissoras de Santa Maria e Caxias do Sul. Quando eu voltei, passei um tempo na reportagem e, depois, assumi como chefe de reportagem. Foi um baque! Não sentia que estava com todas as ferramentas na mão para me tornar uma gestora. Em um dia, tu entregavas um material por dia. No outro, passas a ser responsável por toda uma programação – Andressa Xavier

Fatos e imprevistos

Na redação, encontrei Bruno Teixeira, que comanda o podcast “Coisa de Preto” ao lado da colega Iarema Soares. Bruno também é produtor do programa Chamada Geral: Segunda Edição, apresentado por Andressa Xavier. Pergunto se posso entrevistá-lo; ele aceita. No estúdio, o jovem, de fala entusiasmada, conta que é responsável por montar o roteiro do programa, com a supervisão de Andressa. “A gente troca ideias do que está sendo mais importante no momento e, às 16:30, ela entra no ar. Mas, se vem uma notícia de última hora, a gente não se prende ao roteiro”, explica o colega. 

“Andressa é sempre muito objetiva na pauta e no que ela quer para o programa. Ela gosta muito de pensar o processo de como os programas estão sendo feitos. Sempre questiona: ‘Tal pauta não poderia ser assim? O que acontece se isso acontecer?'”, comenta o jornalista sobre sua chefe. Quando o programa está no ar, Bruno mantém o olhar nos sites, nas redes sociais e nos materiais que estão sendo passados pelos repórteres, enquanto seus ouvidos ficam sintonizados no radiojornal. Andressa se dedica mais ao que está sendo enviado pelos ouvintes via WhatsApp.

Ao sairmos do estúdio, Andressa estava mais agitada. O motivo? Tratava-se do julgamento do habeas corpus de Lula, que estava em andamento. Sentada em frente a Paulo Rocha, ambos tinham diálogos constantes. Não eram conversas aleatórias, e sim a decisão dos conteúdos que o público da Gaúcha iria consumir. Paulo é chefe de reportagem. É ele quem seleciona a pauta, determina o que vai ser notícia durante o seu turno e delega as tarefas para os repórteres conforme o perfil de cada um. Naquele dia, as atenções se voltaram para os possíveis desdobramentos do julgamento repentino. 

Dois repórteres já haviam sido orientados para que deixassem as malas prontas caso o ex-presidente fosse libertado. A programação do que iria acontecer na Rádio dependia do julgamento.

Caos? Nada. Dia de orações atendidas. “Nossa Senhora do Factual nunca nos deixa na mão”, brinca Andressa, apontando para a santinha no canto da mesa que comprou com a colega e amiga Milena Schoeller.

As jornalistas Andressa Xavier e Milena Schoeller contam sempre com a ajuda da Nossa Senhora do Factual. Crédito: Guilherme Machado

“Eu e a Andressa nos conhecemos há muito tempo. Eu vim da Rádio Gaúcha e nós trabalhávamos juntas. Temos uma sintonia muito grande. Às vezes, a gente só se olhava e já sabia o que tinha que fazer”, lembra Milena. Na redação, a dupla senta lado a lado, já que tudo o que é definido na rádio é repassado para a equipe de distribuição. Mas minha conversa com Milena foi interrompida. Algo havia acontecido, e ela precisava checar.

Protagonismo, sim!

Ouço muitos veículos mundiais dizendo: ‘Vamos colocar mais mulheres apresentando programas, colocar mais mulheres escrevendo’. Felizmente, quando isso ocorreu, a Rádio Gaúcha já tinha várias mulheres no ar. Foi acontecendo naturalmente, não foi imposto no sentido de ‘precisamos de mais mulheres no ar’. Foi um ‘Precisamos de pessoas competentes no ar'” – Andressa Xavier

Caminhando pela Redação Integrada, descubro mais mulheres em postos executivos. Dentre elas, Martha Gleich, diretora de Jornalismo de Rádio e Jornal. A jornalista tem 36 anos de carreira. “Passei por muitas situações em que havia discriminação, assédio e questionamento do meu trabalho pelo fato de eu ser mulher, dentro e fora da redação. Fora, aliás, é muito importante de se dizer, porque tem muitas fontes e alguns políticos que te assediam ou não falam com tanto respeito quanto falariam se fosse com um homem”, avalia Martha.   

Andressa diz se inspirar muito em Martha, assim como nas colunistas Rosane Oliveira, que cobre política, e Marta Sfredo e Giane Guerra, especializadas em economia. Há ainda Andiara Petterle, vice-presidente de Jornais e Mídias Digitais do Grupo RBS, que é referência dentro da redação tanto para Andressa quanto para Martha. A última, cita uma frase marcante dela: “É daqui pra frente!”. Dentro da área de comunicação, conta Martha, já existe um crescimento da força feminina de trabalho, tanto nas faculdades de comunicação quanto em redações jornalísticas. “Mesmo assim, aqui nós ainda não temos 50% de mulheres na redação, mas já temos um número expressivo de mulheres em cargos de liderança”, destaca Martha Gleich.

Para Martha, Andressa é uma menina com uma responsabilidade muito grande. Ela diz ser um prazer ver a atual editora-chefe da Gaúcha evoluir tão rápido na empresa sendo tão jovem. Como mentora de Andressa e outras jornalistas, Martha ensina: “Uma coisa que eu digo sempre para todas as mulheres é que não pode deixar passar, tem que enfrentar. Primeiro, tem que querer assumir a responsabilidade e, depois, quando o machismo acontece, não pode deixar passar”.

No ar

Andressa Xavier também é apresentadora dos programas Chamada Geral: Segunda Edição e Supersábado. Crédito: Guilherme Machado

Pouco antes das 16:30, Andressa entra no estúdio e se prepara para apresentar o programa Chamada Geral: Segunda Edição. Ali, seus companheiros diários são a garrafa de água, o bloco de notas e o WhatsApp, sua principal fonte de contato com os ouvintes. Na tela do celular, inúmeras mensagens relatam a situação ruim do tempo em diferentes regiões do Estado. Realmente, o céu estava mais fechado do que quando cheguei na redação. “O WhatsApp virou algo essencial na nossa programação. Passou aquela época em que o ouvinte apenas ouvia e nada mais, porque a tecnologia o fez estar mais pertinho da gente. Antes, precisava mandar um fax, ligar, mandar um SMS”, lembra a jornalista.

Permaneço em silêncio observando a dinâmica do programa. Repórteres entram e saem do estúdio, enquanto Andressa se mantém quase todo o tempo concentrada. Ela faz algumas pausas nos bastidores e se informa sobre as notícias apresentadas pelos repórteres. Acompanhar a performance de Andressa me fez lembrar de sua própria descrição em nossa entrevista inicial.

Eu sou uma jornalista apaixonada pela profissão. Acho que, para ser jornalista, tem que ser um pouco maluco e um pouco apaixonado. Faço o que eu gosto, amo e sempre persegui fazer rádio. Então, sou ouvinte de rádio desde a infância. Quando entrei na faculdade, já sonhava em trabalhar na Gaúcha – Andressa Xavier

A jornalista, que já conheceu muitos lugares e busca todos os anos conhecer um novo, é uma ouvinte apaixonada, assim como o pai. Mas, quando está com a família, em Porto Alegre ou Capão da Canoa, se mantém longe do rádio. “Fora isso, eu estou normalmente ouvindo a Gaúcha, seja no trajeto para o cinema ou a um jantar”, conta.

Naquela mesma tarde, o Comando de Policiamento Metropolitano condecorou Andressa com a Comenda Metropolitana do Comando de Policiamento Metropolitano por seus serviços prestados à Brigada Militar e ao Comando de Policiamento em prol da comunidade riograndense. Com certeza é o reconhecimento do trabalho de quem ama e tem orgulho do que faz, sempre de olho no que é relevante para o seu ouvinte. A jornalista, que não dispensa um bom chimarrão, leva a cidadania como guia.

The post Uma jornalista apaixonada por rádio appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2019/07/11/o-nome-da-jornalista-e-andressa-xavier/feed/ 0
Um evento para debater o papel da mulher na fotografia https://mescla.cc/2018/10/26/um-evento-para-debater-o-papel-da-mulher-na-fotografia/ https://mescla.cc/2018/10/26/um-evento-para-debater-o-papel-da-mulher-na-fotografia/#respond Fri, 26 Oct 2018 18:29:41 +0000 http://mescla.cc/?p=8476 Um dia dedicado à fotografia só com palestrantes mulheres. Assim será o Foto+ Vale do Sinos de 2018. Entre as profissionais convidadas para palestrar, estão Danny Bittencourt, Isadora Brigido, Évelin Terres, Karoline Saadi, Verônica Marques e Ursula Jahn. Alguns assuntos abordados serão o acompanhamento familiar, os ensaios femininos e a fotografia artística.  Yul Barbosa é organizador da atividade e conta que […]

The post Um evento para debater o papel da mulher na fotografia appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Um dia dedicado à fotografia só com palestrantes mulheres. Assim será o Foto+ Vale do Sinos de 2018. Entre as profissionais convidadas para palestrar, estão Danny Bittencourt, Isadora Brigido, Évelin Terres, Karoline Saadi, Verônica Marques e Ursula Jahn. Alguns assuntos abordados serão o acompanhamento familiar, os ensaios femininos e a fotografia artística. 

Yul Barbosa é organizador da atividade e conta que o mercado fotográfico em geral é machista: “se você olhar os palestrantes de eventos, 70% normalmente são homens”. O tema do Foto+ deste ano surgiu a partir do desejo de mudar essa situação. “Conheço fotógrafas que tem um trabalho excelente, mas não são chamadas para palestrar em eventos”, observa Yul.  

O organizador do Foto+ conta que, no início do ano, houve fotógrafos famosos sendo denunciados por abuso e isso provoca reflexões sobre a escolha de mulheres para ensaios fotográficos, principalmente os mais sensuais. Yul diz que também vende ensaios femininos, mas sem o viés do empoderamento: “eu não tenho a capacidade de empoderar uma mulher, já mulheres fazem isso com outras mulheres”. 

Além de valorizar o trabalho das fotógrafas, o evento irá discutir o papel da mulher na área, pois elas são maioria no número de profissionais. Haverá uma roda de conversa sobre o feminino e o feminismo na fotografia, com a mediação da professora Marina Chiapinotto, coordenadora do curso de Fotografia da Unisinos. 

A professora conta que o curso entrou como parceiro do evento pela proposta de trazer apenas mulheres fotógrafas como palestrantes. “É um momento em que pensamos o protagonismo da mulher na sociedade contemporânea, bem como no âmbito da fotografia”, diz Marina.  

Evento chega em 2018 à terceira edição. Imagem: Reprodução

Évelin Terres é uma das fotógrafas palestrantes e acredita que os problemas derivam da cultura da profissão. “Procuro sempre melhorar, em busca de promover um bom trabalho com profissionalismo. Penso que dessa maneira as mulheres conquistarão ainda mais seu espaço”, opina a fotógrafa. Évelin também recomenda que as novas profissionais estudem seu plano de negócio e encarem o próprio trabalho como uma empresa. 

Como se inscrever no Foto+

Para esse ano, são 60 vagas disponíveis para participar do evento. Yul conta que esse número reduzido é para proporcionar uma aproximação maior com os palestrantes. “A maioria são meninas que nunca palestraram e isso já traz uma visão nova para o mercado”, conta o profissional. Ele afirma que a ideia da atividade é lançar pessoas novas e colocá-las em evidência, compartilhando conhecimento com quem está assistindo. 

A coordenadora do curso de Fotografia reforça que o evento oportuniza “dialogar com fotógrafas de referência no mercado, amadurecendo suas percepções e olhares críticos sobre a fotografia”. O Foto+ Vale do Sinos vai ocorrer no Auditório do Curso de Fotografia, na Unisinos Campus São Leopoldo no dia 7 de novembro, das 9h às 21h. O ingresso custa R$ 50 e pode ser adquirido online. 

The post Um evento para debater o papel da mulher na fotografia appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/10/26/um-evento-para-debater-o-papel-da-mulher-na-fotografia/feed/ 0
Conexão Unisinos | Mães Pesquisadoras | Maria Cláudia Dal Igna https://mescla.cc/2018/10/22/conexao-unisinos-maes-pesquisadoras-maria-claudia-dal-igna/ https://mescla.cc/2018/10/22/conexao-unisinos-maes-pesquisadoras-maria-claudia-dal-igna/#respond Mon, 22 Oct 2018 18:00:40 +0000 http://mescla.cc/?p=8345 Um podcast especial para as acadêmicas que são mães ou pretendem ser! Camila Kehl e Lelo Valduga conversaram com a professora Maria Cláudia Dal Igna, do PPG em Educação da universidade, sobre mulheres que são pesquisadoras. Descubra como que a produtividade é modificada com a maternidade, além de como a desigualdade de gênero afeta o […]

The post Conexão Unisinos | Mães Pesquisadoras | Maria Cláudia Dal Igna appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Um podcast especial para as acadêmicas que são mães ou pretendem ser! Camila Kehl e Lelo Valduga conversaram com a professora Maria Cláudia Dal Igna, do PPG em Educação da universidade, sobre mulheres que são pesquisadoras. Descubra como que a produtividade é modificada com a maternidade, além de como a desigualdade de gênero afeta o trabalho das mães pesquisadoras.

 

https://soundcloud.com/unisinosfm/conexao-unisinos-maes-pesquisadoras-maria-claudia-dal-igna

22

The post Conexão Unisinos | Mães Pesquisadoras | Maria Cláudia Dal Igna appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/10/22/conexao-unisinos-maes-pesquisadoras-maria-claudia-dal-igna/feed/ 0
Arte e feminismo são tema de evento na UFRGS https://mescla.cc/2018/10/17/arte-e-feminismo-sao-tema-de-evento-na-ufrgs/ https://mescla.cc/2018/10/17/arte-e-feminismo-sao-tema-de-evento-na-ufrgs/#respond Wed, 17 Oct 2018 20:47:59 +0000 http://mescla.cc/?p=8227 O papel das mulheres na arte é o tema do evento “Arte e Feminismo em Debate”, que ocorre no dia 26 de outubro, das 19h às 21h45, em Porto Alegre. A iniciativa faz parte do projeto de extensão Arte & Feminismo da UFRGS.  O objetivo do debate é promover a reflexão sobre a inserção das artistas mulheres nas […]

The post Arte e feminismo são tema de evento na UFRGS appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
O papel das mulheres na arte é o tema do evento “Arte e Feminismo em Debate”, que ocorre no dia 26 de outubro, das 19h às 21h45, em Porto Alegre. A iniciativa faz parte do projeto de extensão Arte & Feminismo da UFRGS. 

O objetivo do debate é promover a reflexão sobre a inserção das artistas mulheres nas narrativas da história da arte. A conversa irá acontecer no Centro Cultural da UFRGS (Rua Eng. Luiz Englert, nº 333 – Farroupilha). Para participar, não é necessário se inscrever previamente. O registro é feito na hora e podem ser oferecidos certificados aos participantes. A atividade é gratuita e mais informações podem ser obtidas no site.

 

Confira a programação: 

 

 19:00 – Abertura com a Profª. Drª. Daniela Kern (PPGAV/UFRGS) 

 

Historiografia feminista da arte: uma visão de conjunto 

Reflexões sobre a dialética da conquista do reconhecimento feminino 

Anelise Valls (Doutorado/PPGAV)  

 

Respondendo à questão: Por que não houve grandes artistas mulheres? 

Thiane Nunes (Doutorado/PPGAV) 

 

Lésbica e artista: Questões de visibilidade e expressão revolucionária  

Lívia Auler (Mestrado/PPGAV) 

 

Arte e Feminismo: A desconstrução da violência do olhar 

Cristina Barros (Graduação/HDA) 

 

Ofélia desperta: Ética e desejo 

Ariane Oliveria (Mestrado/PPGAV) 

 

Um caminho através da autoimagem 

Renata Camargo (Graduação/Artes Visuais) 

 

21:00 – Debate com todas as comunicadoras e público 

The post Arte e feminismo são tema de evento na UFRGS appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/10/17/arte-e-feminismo-sao-tema-de-evento-na-ufrgs/feed/ 0
Mulher, arte e museus são temas de bate-papo https://mescla.cc/2018/10/16/mulher-arte-e-museus-sao-temas-de-bate-papo/ https://mescla.cc/2018/10/16/mulher-arte-e-museus-sao-temas-de-bate-papo/#respond Tue, 16 Oct 2018 20:47:26 +0000 http://mescla.cc/?p=8189 Para discutir o papel da mulher na arte, a Biblioteca Comunitária Girassol promoverá o bate-papo “Mulher, arte e museus: ausências e presenças”.  O público debaterá a produção de arte por mulheres, o papel delas dentro desse espaço e a crítica feminista.  Desde a década de 1970, artistas, pesquisadoras e coletivos realizam críticas e ações para entender a ausência da arte produzida por […]

The post Mulher, arte e museus são temas de bate-papo appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Para discutir o papel da mulher na arte, a Biblioteca Comunitária Girassol promoverá o bate-papo “Mulher, arte e museus: ausências e presenças”.  O público debaterá a produção de arte por mulheres, o papel delas dentro desse espaço e a crítica feminista. 

Desde a década de 1970, artistas, pesquisadoras e coletivos realizam críticas e ações para entender a ausência da arte produzida por mulheres em museus do mundo. Um exemplo dessa pesquisa é o grupo norte-americano Guerrila Girls, que denunciou, por meio de suas obras, que menos de 5% dos artistas do Metropolitan Museum são mulheres, ao mesmo tempo que 85% dos nus são femininos.  

A conversa será ministrada por Gabriela Luz, graduada em História da Arte pela UFRGS. Ela falará sobre as ações feministas na arte contemporânea e a revisão da história da arte nos museus. A criação desse encontro veio da necessidade de compreender de que forma a arte produzida por mulheres foi marginalizada, e o que vem sendo feito em relação a isso.  

O bate-papo ocorrerá no dia 27 de outubro, no Conceito Arte (Praça Oliveira Rolim, 2 – bairro Sarandi, Porto Alegre), das 15h30min às 18h. A entrada será gratuita. 

The post Mulher, arte e museus são temas de bate-papo appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/10/16/mulher-arte-e-museus-sao-temas-de-bate-papo/feed/ 0
Mulheres na cena independente viram tema de workshop https://mescla.cc/2018/09/18/mulheres-na-cena-independente-viram-tema-de-workshop/ https://mescla.cc/2018/09/18/mulheres-na-cena-independente-viram-tema-de-workshop/#respond Tue, 18 Sep 2018 18:07:47 +0000 http://mescla.cc/?p=7689 A cena feminina independente dos anos 1990 vai ser tema de um workshop no Campus Unisinos Porto Alegre no dia 27 de setembro. O evento, só para mulheres, ocorre das 14h às 17h e é gratuito. Será fornecido um certificado digital a quem participar.  O workshop, chamado “Mulheres independentes na música independente – Riot Girl, zines, fitas, resistência e ocupação”, […]

The post Mulheres na cena independente viram tema de workshop appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
A cena feminina independente dos anos 1990 vai ser tema de um workshop no Campus Unisinos Porto Alegre no dia 27 de setembro. O evento, só para mulheres, ocorre das 14h às 17h e é gratuito. Será fornecido um certificado digital a quem participar. 

O workshop, chamado “Mulheres independentes na música independente – Riot Girl, zines, fitas, resistência e ocupação”, vai ser ministrado por Liege Leite e Gabriela Gelain. Elas são umas das responsáveis pelo acampamento Girls Rock Camp. 

No evento, serão abordadas a história do movimento Riot Girl e a importância das publicações e registros para a construção da cena independente. As participantes estudarão a cultura independente, o contexto histórico e as iniciativas como o Girls Rock Camp. O acampamento, realizados pelas ministrantes do workshop, é voltado para promover a autoestima de meninas de sete a 17 anos usando a música. 

Outros momentos do evento em Porto Alegre serão sobre o movimento Riot Girl no Brasil, além da história das mulheres na música como um todo. No final, haverá uma parte interativa, em que as participantes fundarão a própria girl gang. Também farão fanzines (revistas para fãs) com a supervisão das ministrantes do curso.  

O Riot Girl é um movimento que envolveu a criação de fanzines, festivais e bandas de hardcore e punk rock, sempre com o viés feminista. Ganhou popularidade no início dos anos 1990. Alguns grupos de destaque foram Bikini Kill, Le Tigre, L7 e Pussy Riot.

Se programe para o evento: 

Data: 27 de setembro (quinta-feira) 

Local: Campus Unisinos Porto Alegre – Salas 704 e 705 

Valor: Gratuito, com vagas limitadas 

Inscrições: Devem ser feitas pelo Unisinos Lab 

The post Mulheres na cena independente viram tema de workshop appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/09/18/mulheres-na-cena-independente-viram-tema-de-workshop/feed/ 0
Luisa Dörr https://mescla.cc/2018/07/19/luisa-dorr/ https://mescla.cc/2018/07/19/luisa-dorr/#respond Thu, 19 Jul 2018 20:53:16 +0000 http://mescla.cc/?p=6949 “Eu nunca fui uma fotógrafa que carregava câmera na bolsa, mas sempre tive um telefone no bolso”, e foi com essa ferramenta que Luisa Dörr ganhou destaque na carreira de fotógrafa. Em uma iniciativa ousada da revista americana Times, ela fotografou 46 mulheres apenas com o celular. As fotos viraram um projeto multimídia e 12 capas diferentes para o veículo. Mas, antes de chegar na Times, a jovem, natural de Lajeado, encontrou a fotografia em um dos acasos da vida.   Com […]

The post Luisa Dörr appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
“Eu nunca fui uma fotógrafa que carregava câmera na bolsa, mas sempre tive um telefone no bolso”, e foi com essa ferramenta que Luisa Dörr ganhou destaque na carreira de fotógrafa. Em uma iniciativa ousada da revista americana Times, ela fotografou 46 mulheres apenas com o celular. As fotos viraram um projeto multimídia e 12 capas diferentes para o veículo. Mas, antes de chegar na Times, a jovem, natural de Lajeado, encontrou a fotografia em um dos acasos da vida.  

Luisa Dörr

Com 22 anos, ela estava infeliz com a faculdade de Design Gráfico e foi convidada a trabalhar no estúdio de foto da tia. Na época, retocava as imagens e não podia fazer fotos no estúdio. O amor pela fotografia nasceu e ela decidiu registrar os momentos com as amigas no final de semana. “Gostei muito das fotos e resolvi que queria estudar isso”, conta. Logo após, iniciou a graduação em Fotografia na Universidade Luterana do Brasil, em Canoas. 

Formada em 2012, trabalhou por algum tempo em um estúdio em São Paulo e, em 2014, virou freelancer. “Há quatro anos eu realmente comecei a viver das minhas fotos. Antes já vivia disso, mas não do ato de fotografar.” No mesmo ano, morou seis meses na Índia e lá deu aula de fotografia para crianças. Utilizando o Instagram como diário pessoal, Luisa percebeu que retratava diversas mulheres ao redor do mundo. Apaixonada pela topografia dos rostos femininos em suas fotos, criou a hashtag e projeto #womantopography. Ela resume a iniciativa em “mulheres de diferentes idades, de diferentes lugares, de diferentes raças, com diferentes paisagens atrás de si.” 

Foi em um de seus trabalhos independentes que Luisa conheceu Maysa Leite, uma menina que sonhava em ser Miss. Acompanhando a jovem desde 2014, Maysa também representa um dos grandes projetos de fotografia documental dela. Por suas lentes é possível observar as transformações, conquistas e empoderamento da jovem, hoje, com 15 anos. “Quando você quer ser fotógrafa, se torna mais empática. Maysa me ajudou a ser muito mais consciente sobre a realidade do meu país. A fotografia faz isso, permite conviver com pessoas e entrar em lugares que talvez não entraria por conta própria”, afirma.  

Luisa durante a produção das fotos da Times | Foto: Luisa Dörr/Reprodução

Através das imagens de Maysa, a editora da Time, Kira Pollack, encontrou o Instagram de Luisa. Após conhecer o projeto #womantopography, Kira a colocou à frente de um dos projetos multimídias mais ambiciosos da revista. Firsts retratou 46 mulheres que foram as primeiras em diversas atividades, desde concorrer à presidência ou ter 100 milhões de seguidores no Instagram. Todas as fotografias foram produzidas por Luisa com três versões do iPhone e luz natural. Hillary Clinton, Aretha Franklin e Oprah Wilson foram algumas das mulheres convidadas. “O que eu gosto desse projeto é que quando você vê o resultado, as fotos parecem mais reais. Quando uma foto é toda produzida se torna difícil reconhecer o ser humano por trás da imagem e se inspirar nele. Nesse caso, é o contrário que acontece”, explica.  

Luisa com as capas da Times produzidas pro ela. | Foto: Instagram/Luisa Dörr/Reprodução

A escolha do celular se deu pela estética desejada e, segundo Luisa, o aparelho permite mais adaptabilidade. “O que importa é o resultado final do produto e não a ferramenta que você escolheu para criar”, explica. Hoje, Luisa soma no currículo diversos veículos, trabalhando principalmente para publicações internacionais. Entre os nomes para os quais já trabalhou estão Vice, CNN, Vogue, El País e Weird New Yorker. Atualmente, ainda é freelancer e desenvolve projetos autorais de imersão em comunidades sub-representadas.   

The post Luisa Dörr appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/07/19/luisa-dorr/feed/ 0
Curso online dá foco às mulheres no jornalismo https://mescla.cc/2018/04/16/curso-online-da-foco-as-mulheres-no-jornalismo/ https://mescla.cc/2018/04/16/curso-online-da-foco-as-mulheres-no-jornalismo/#respond Mon, 16 Apr 2018 19:45:14 +0000 http://mescla.cc/?p=5499 A Fundación Ciencias de la Documentación está ofertando o curso “Papel das mulheres no jornalismo: gestão, salários e oportunidades”. Coordenada por María Auxiliadora Martín Gallardo, a oficina abordará questões de desigualdade salarial e reconhecimento perante à comunidade jornalística, com foco na América Latina e na Espanha.  Estudantes da área, profissionais da mídia e demais interessados podem participar. Informações sobre como se inscrever estão aqui. Por ser online, não há data para a realização do curso. Em até […]

The post Curso online dá foco às mulheres no jornalismo appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Fundación Ciencias de la Documentación está ofertando o curso “Papel das mulheres no jornalismo: gestão, salários e oportunidades”. Coordenada por María Auxiliadora Martín Gallardo, a oficina abordará questões de desigualdade salarial e reconhecimento perante à comunidade jornalística, com foco na América Latina e na Espanha. 

Estudantes da área, profissionais da mídia e demais interessados podem participar. Informações sobre como se inscrever estão aqui. Por ser online, não há data para a realização do curso. Em até 15 dias após a matrícula, o participante deve terminar as lições. 

The post Curso online dá foco às mulheres no jornalismo appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/04/16/curso-online-da-foco-as-mulheres-no-jornalismo/feed/ 0