Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170
Arquivos movimento negro - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/movimento-negro/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Thu, 21 Nov 2019 03:13:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 Estudantes e representantes da causa negra compartilham aprendizados e ideias sobre inclusão racial https://mescla.cc/2019/11/20/estudantes-e-representantes-da-causa-negra-compartilham-aprendizados-e-ideias-sobre-inclusao-racial/ https://mescla.cc/2019/11/20/estudantes-e-representantes-da-causa-negra-compartilham-aprendizados-e-ideias-sobre-inclusao-racial/#respond Wed, 20 Nov 2019 17:54:42 +0000 http://mescla.cc/?p=12258 A data de 20 de novembro marca o Dia da Consciência Negra, uma homenagem a Zumbi dos Palmares, líder quilombola brasileiro que morreu em 1695 lutando pela liberdade de seu povo. Ao longo deste semestre, alunos do curso de Jornalismo produziram uma edição do jornal Lupa, nas versões impressa e online, dedicada à temática da negritude. […]

The post Estudantes e representantes da causa negra compartilham aprendizados e ideias sobre inclusão racial appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
A data de 20 de novembro marca o Dia da Consciência Negra, uma homenagem a Zumbi dos Palmares, líder quilombola brasileiro que morreu em 1695 lutando pela liberdade de seu povo. Ao longo deste semestre, alunos do curso de Jornalismo produziram uma edição do jornal Lupa, nas versões impressa e online, dedicada à temática da negritude. Foram quase quatro meses de trabalhos dos estudantes, que buscaram as melhores formas de abordar o assunto. Para explicar como foi essa experiência, o aluno Paulo Albano, que ajudou a produzir a publicação, fez uma parceria com o Mescla e escreveu o texto a seguir:  

Vidas Negras

Com o objetivo de ampliar o diálogo sobre a representatividade racial e proporcionar a troca de experiências entre públicos que vivem realidades distintas, alunos e professores do curso de Jornalismo da Unisinos realizaram na segunda-feira (11/11) uma roda de conversa com participantes de movimentos sociais ligados à causa negra. O encontro, promovido pela turma da disciplina de Jornalismo Impresso e Reportagem do campus Porto Alegre, faz parte do lançamento da 13ª edição do jornal Lupa (Leia Unisinos Porto Alegre). A publicação, lançada no mês de novembro, tem o tema “vidas negras” como foco das reportagens.

Ao abrir as discussões, a coordenadora do curso, Débora Gadret, frisou: “O jornalismo está inserido no campo das Ciências Sociais, e que, sendo assim, debater pautas como a representatividade racial no ambiente acadêmico é não apenas uma obrigação de professores e alunos, mas também uma necessidade”. Para a professora Taís Seibt, responsável pela atividade que produz o Lupa, iniciativas como essa “são uma forma de não deixar o jornal cair no esquecimento e criar algum legado dentro da universidade sobre a abordagem das questões raciais”. Taís, que acumula a função de repórter com a de professora, ainda revelou que em sua trajetória jornalística nunca havia se sentido tão provocada a pensar e se questionar sobre o assunto como durante a produção do Lupa “vidas negras”.

O grupo de dança Corpo Negra, fonte de uma reportagem
do
Lupa, ilustrou também a capa do jornal
(Foto: Fernanda Ferreira) 

A socióloga Carolina Montiel, que atualmente trabalha com saúde reprodutiva feminina, ressaltou a importância da sociedade e a imprensa fornecerem espaço para temas raciais durante todo o ano, e não apenas em novembro, época em que o assunto naturalmente ganha mais visibilidade. Carolina, que participou da reportagem sobre as altas taxas de AIDS em mulheres negras, observou que o Lupa “conseguiu fugir do óbvio com reportagens variadas” e mencionou aos estudantes a infinidade de histórias existentes na capital gaúcha e região metropolitana que estão à espera de alguém para contá-las.

Durante a produção do Lupa, uma das principais dúvidas dos estudantes foi a legitimidade e a maneira de abordar questões raciais sendo uma pessoa branca. Na visão dos convidados, todos os jornalistas devem falar sobre representatividade independentemente de sua cor. “’Vidas negras’ é sim um tema que deve ser falado por brancos”, afirmou Carol. Ela apontou que os profissionais da imprensa não necessariamente dominam todos os assuntos nos quais trabalham no dia a dia, e que nem por isso deixam de abordá-los. 

A mesma opinião tem Marcelo Fróes, um dos criadores do Núcleo de Estudantes Afro para Representar e Acolher (Neara). “Quando o branco silencia sobre o racismo, ele está contribuindo para perpetuar o preconceito”, salientou o estudante, que também participa do MilTons – coletivo que já teve um especial no Mescla. Outra ação que Marcelo desenvolve é a oficina de programação AfroPhyton – voltado à inclusão digital –, sendo Phyton uma linguagem de programação.  

Para Vitória Nascimento, estudante de Arquitetura e Urbanismo e uma das primeiras participantes do Neara, a importância do grupo na universidade é representada pelo fim da sensação de solidão em um lugar com predominância de pessoas brancas até a aceitação de suas próprias características físicas.

Por Paulo Albano 

Sobre o Lupa

O jornal Lupa nasceu como uma forma de anunciar a chegada do curso de Jornalismo na Unisinos Porto Alegre, e o nome foi uma sugestão do aluno Luís Felipe Matos. Lupa é um instrumento óptico para ampliar imagens, mas a palavra remete também ao detalhamento, ao cuidado com que o jornalismo deve olhar para seus temas. Na verdade, trata-se de um acrônimo, ou seja, uma palavra formada pelas iniciais de outras palavras. Lupa pode ser também Leia Unisinos Porto Alegre. 

Na sua primeira edição, o Lupa falou sobre a Cidade Baixa, um dos bairros mais efervescentes da capital. Ao longo das primeiras 12 edições, foram contadas as mais diversas histórias, algumas ocultas aos olhos dos moradores de Porto Alegre, como as de abandono, de aprisionamento, de pecados, de ruas e avenidas, e também de notícias boas. A 13ª edição marca a primeira vez que o tema “vidas negras” é abordado. Denilson dos Santos Flores, o único aluno negro da turma, comentou sobre a sua expectativa para as próximas edições: 

“Espero que as próximas edições do Lupa tragam assuntos tão importantes como este, da negritude, que possam provocar efeitos positivos tanto dentro da academia quanto fora. A aceitação do nosso jornal está sendo muito grande. Digo “nosso” porque tenho um sentimento de orgulho daquilo que fizemos. Espero que não fique apenas no papel, e que todos vejamos atitudes concretas da universidade. Espero também que alguns dos nossos personagens retornem à um próximo número do Lupa para vermos o que mudou em suas vidas desde o nosso jornal” – Denilson dos Santos Flores

Alunos discutiram sobre privilégios e a importância
de não pautar os negros apenas pela dor

(Foto: Fernanda Ferreira)
O debate também trouxe críticas, como o fato do racismo
ser abordado só no mês da consciência negra
(Foto: Fernanda Ferreira)

The post Estudantes e representantes da causa negra compartilham aprendizados e ideias sobre inclusão racial appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2019/11/20/estudantes-e-representantes-da-causa-negra-compartilham-aprendizados-e-ideias-sobre-inclusao-racial/feed/ 0
Mil Tons de masculinidades https://mescla.cc/2019/08/02/mil-tons-de-masculinidades/ https://mescla.cc/2019/08/02/mil-tons-de-masculinidades/#respond Fri, 02 Aug 2019 20:17:15 +0000 http://mescla.cc/?p=10768 Sobre os MilTons  O coletivo MilTons é formado por 12 homens negros que representam diversos tons de negritude, com suas sexualidades, religiões e masculinidades. A ideia foi do jornalista Airan Albino há quase dois anos, e o objetivo é debater temas como racismo, paternidade, religião, agressividade e relacionamentos. “Idealizei o projeto por conta de questões […]

The post Mil Tons de masculinidades appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Sobre os MilTons 

O coletivo MilTons é formado por 12 homens negros que representam diversos tons de negritude, com suas sexualidades, religiões e masculinidades. A ideia foi do jornalista Airan Albino há quase dois anos, e o objetivo é debater temas como racismo, paternidade, religião, agressividade e relacionamentos. “Idealizei o projeto por conta de questões pessoais. Descobri o que era masculinidade vendo um filme e fui atrás de estudos sobre o tema. Achei massa e quis começar um projeto em Porto Alegre sobre isso”, diz. O filme que ele se refere é Moonlight, vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2017, formado por um elenco todo negro e revelador de uma temática que envolve diversidade sexual e racismo.

Airan reuniu amigos, conhecidos e parentes e deu início ao projeto cujo único requisito para o ingresso era que os integrantes se identificassem como homens negros. Desde então, o grupo se reúne mensalmente no Ponto de Cultura Africanamente e no Odomodê para compartilhar pensamentos e experiências. “São espaços geridos por pessoas negras. Preferimos apoiar espaços como esses do que fazer nossas reuniões em um local onde não-negros estão se beneficiando”, explica Airan. 

Ubuntu

Ubuntu = Eu sou porque nós somos. (Foto: Guilherme Machado)

O Mescla acompanhou uma roda de conversa mediada pelo psicólogo Cainã Nascimento, além de outros membros do MilTons. O papo não tinha um tema específico. A ideia era deixar que a própria roda pautasse o encontro. Assim como nas reuniões mensais do coletivo, cada pessoa presente na roda fez uma apresentação sucinta de si: nome, idade e o motivo que o trouxe até lá.

Meu nome é Pedro. Já ouvi falar do Miltons há um bom tempo. Minha irmã e uma galera sempre me falavam: “Você tem que colar neles, e eu nunca tive a oportunidade de colar no grupo”. Aí surgiu a oportunidade eu eu disse: “Vou lá, aprender bastante, ouvir bastante e agregar de alguma forma”. 

Gabriel Muniz, 34 anos, é baiano e filho da contadora de histórias Cris Muniz. Eles chegaram ao evento por acaso. Queria aproveitar as atividades da Virada Sustentável (evento que abrigou a roda) e trazer a mãe para conhecer um pouquinho de Porto Alegre. “É interessante continuar tendo esse debate, porque realmente é algo muito necessário. Ainda mais num contexto em que os homens negros estão sendo exterminados”, diz. “Aqui, no Rio Grande do Sul, eu percebo que ainda existem algumas questões bem delicadas entre mulheres negras e homens negros que a gente precisa compreender de uma maneira geral e de uma maneira específica”, completa. 

Ao longo do debate, temas como educação e representatividade nas escolas foram surgindo. Em um ambiente de confraternização, mulheres negras pautavam os homens na busca de respostas coletivas. A fala de uma das jovens, que não entendia a dificuldade do irmão de 13 anos para chorar, representava o que por muitos anos foi imposto ao homem negro: ser forte. Mas sim, o homem negro também chora! Aos poucos, a roda foi desconstruindo a persona daquele que resiste a tudo e a todos. 

Mais do que a força, é a fragilidade da condição de homem negro que aparece nas estatísticas. Segundo o Atlas da Violência de 2018, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) com dados de 2016, os “não negros” tiveram taxa de 16 mortes a cada 100 mil pessoas, enquanto a taxa da população negra foi de 40 óbitos a cada 100 mil pessoas. 

O Atlas também revela que mais de meio milhão de vidas foram perdidas devido à violência em apenas 10 anos, a maior parte jovens de 15 a 29 anos, negros e habitantes da Região Norte e Nordeste do Brasil. Além disso, precisamos ressaltar que 55% da população brasileira é negra, segundo o IBGE.

Durante a roda de conversa, cada fala era recebida sem julgamento; todos eram reconhecidos e humanizados ao compartilhar suas visões. A prática do ubuntu, termo que veio dos países sul-africanos, era constante. Ubuntu pode significar “humanidade para com os outros” ou “eu sou porque nós somos” e é uma expressão chave dos encontros mensais do coletivo.   

O evento que ocorreu na Virada Sustentável foi apenas uma amostra dos constantes debates, com tema específicos, que ocorrem a cada mês reunindo os 12 integrantes. A delimitação dos temas serve para que os organizadores leiam bibliografias específicas, ou ainda se preparar emocionalmente para assuntos que possam tocar em questões íntimas.

Quem são eles?

Cainã é psicólogo e amante da sua profissão. (Foto: Guilherme Machado)

Cainã Nascimento, 27 anos, psicólogo, é o mediador do grupo e se vê como uma ponte nas rodas de conversa. “Meu papel dentro do coletivo é de facilitação de rodas de partilha e conversas. Pela minha formação enquanto psicólogo, eu tenho um pouco mais de bagagem para ajudar com que, nos momentos de troca e de conversa, a gente possa fazer isso sem se machucar”, explica. 

Dono de uma fala serena e cheia de alteridade, Cainã também é reconhecido pelo abraço confortante que dá a quem chega. “Eu sou psicólogo clínico, trabalho com clínica privada, mas também atuo em processos de grupo e meditação. Sou uma pessoa muito afortunada por encontrar um trabalho que me deixa gratificado e que é coerente com os meus valores”, conta.

Para Cainã, o mito da democracia racial faz com que pessoas negras não enxerguem o racismo sutil e até explícito que acontece ao seu redor. O grupo é uma maneira de desvelar o racismo estrutural, honrando aqueles que já foram e criando um lugar melhor para os que estão por vir. “O coletivo dá uma oportunidade para que homens falem o que pensam e o que sentem em um espaço seguro, que os desafia sem os torturar por serem quem são”, diz. 

Bruno apresenta o podcast “Coisa de Preto” da Rádio Gaúcha. (Foto: Guilherme Machado)

Bruno Teixeira, 27 anos, jornalista, mora no bairro Menino Deus, mas cresceu no Belém Velho, em Porto Alegre. Sua construção pessoal está muito relacionada a esse bairro e as pessoas que moravam lá. Hoje, ele sente a importância de levar os debates sobre masculinidades para as periferias, para que essas falas não fiquem fechadas a grupos que já vem da academia. 

Bruno foi um dos fundadores do grupo, e conta como surgiu o coletivo: “No início, tivemos a ideia de fazer um ensaio fotográfico sobre questões de masculinidade, e o Airan resolveu chamar o pessoal. Na época, teve um clipe do Kendrick Lamar da música “Element”, que se inspirava em fotos de um fotógrafo negro chamado Gordon Parks. A ideia do ensaio veio a partir dessas imagens”, lembra. 

“Durante as primeiras reuniões para o ensaio fotográfico, começamos a discutir alguns temas, e foi aí que o grupo começou a tomar forma”, diz Bruno. “A gente tenta quebrar muitos estereótipos do que é ser um homem negro, de dizer para uma criança que ela vai ter que ser forte e aguentar tudo, que o homem negro consegue fazer tudo na cama. Aquilo que é ensinado e dito ao homem negro faz com que a gente tenha alguns comportamentos durante a vida que vão nos trazer sofrimento e levar esse sofrimento a outros”, comenta. 

Atualmente morando em São Paulo, Airan é um dos fundadores do coletivo. (Foto: Guilherme Machado)

Airan é jornalista e se vê como o líder do coletivo por assumir a responsabilidade de organização dentro do MilTons. Para ele, a masculinidade negra tem que ser colocada no plural. “Há pontos em comum na forma como o corpo masculino negro é visto. Suspeito, perigoso, agressivo, hiperssexualizado também. Mas esses estereótipos não podem dizer que o negro é apenas isso. Então, o debate sobre masculinidades negras procura levar outras possibilidades de ver um homem negro”, reflete.

Airan diz que o coletivo não se coloca como entidade que tem uma missão, valores ou objetivos. “Nós descobrimos que conversar sobre as nossas questões em grupo nos faz bem, é terapêutico. Então, por que não levar essa experiência para outras pessoas? Levar essa terapia de grupo para jovens negros, pais negros, para mais homens negros? Ou, também, para pessoas que têm homens negros em seus círculos. O nosso papel é compartilhar conversando”, avalia.

Airan busca agregar diversas vozes no coletivo, sejam elas jovens, velhas, héteros, gays, trans, magras, gordas ou acadêmicas. “É importante falar de subjetividade para pessoas que são vistas, julgadas como corpos apenas. Existem muitos estudos sobre o negro não ser visto como humano, e como isso o coloca em um nível inferior perante o padrão (branco)”, explica.

Tudo começou com “Moonlight”

https://www.youtube.com/watch?v=I9Si4dQw9-E

Lançado em 23 de fevereiro de 2017, Moonlight: sob a luz do luar acompanha a trajetória de Chiron, um jovem negro dos subúrbios de Miami, nos Estados Unidos, que descobre sua identidade e sexualidade ao longo da vida, enfrentando preconceitos, da infância à vida adulta. O filme foi escrito e dirigido por Barry Jenkins, e levou três estatuetas do Oscar: Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator Coadjuvante para Mahershala Ali (primeiro ator muçulmano a ganhar um prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas norte-americana). Uma história que fala de amor, masculinidade e racismo, trazendo um elenco só de mulheres e homens negros.

Para Airan, esse foi o gatilho necessário para a criação do coletivo Miltons. “Eu amei o filme, mas não soube expressar o que estava sentindo. Só comecei a perceber quando conversei com gurias sobre o longa, e elas me disseram na hora que se tratava de masculinidades”, diz ele na descrição da página do coletivo. No início, em julho de 2017, veio a pergunta: o que é ser homem? 

Em algum momento, você tem que decidir quem quer ser. Não pode deixar que ninguém decida por você. (Moonlight: sob a luz do luar – 2016)

The post Mil Tons de masculinidades appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2019/08/02/mil-tons-de-masculinidades/feed/ 0
Publicitários debatem questões raciais e empoderamento https://mescla.cc/2018/05/02/publicitarios-criam-painel-que-debate-questoes-raciais-e-empoderamento/ https://mescla.cc/2018/05/02/publicitarios-criam-painel-que-debate-questoes-raciais-e-empoderamento/#respond Wed, 02 May 2018 20:34:37 +0000 http://mescla.cc/?p=5899 Foto de capa: Katemangostar / Freepik No sábado, 5 de maio, ocorre no Shopping Total o evento “VOZ Empodera“, um painel que pretende debater questões sobre empoderamento feminino, luta pela identidade e pertencimento afro-brasileiro e atitudes que fazem a diferença em prol de uma sociedade mais justa e livre de qualquer preconceito.  De acordo com o publicitário Geraldo Oliveira, 33 anos, a ideia para o evento surgiu […]

The post Publicitários debatem questões raciais e empoderamento appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Foto de capa: Katemangostar / Freepik

No sábado, 5 de maio, ocorre no Shopping Total o evento “VOZ Empodera“, um painel que pretende debater questões sobre empoderamento feminino, luta pela identidade e pertencimento afro-brasileiro e atitudes que fazem a diferença em prol de uma sociedade mais justa e livre de qualquer preconceito. 

De acordo com o publicitário Geraldo Oliveira, 33 anos, a ideia para o evento surgiu após conhecer Luciana Dornelles Ramos, idealizadora do projeto Empoderadas IG. O encontro aconteceu na agência em que Geraldo e sua colega, Andressa Brum, também idealizadora do projeto, trabalham. “Aquilo mexeu muito com a gente. Ficamos pensando o que a gente poderia fazer para propagar esse projeto. Foi aí que surgiu o Voz Empodera”, relata Geraldo.    

O conjunto de painelistas abordará os diversos temas do encontro. Será composto por Luciana Dornelles, Poliana Corrêa, Raíssa Assmann Kist, Deivison Moacir Cezar de Campos e Marcos Vinícius Martim. O evento também conta com a exposição de quadros “Nome Próprio”, do artista Ramon Velazc, discotecagem do projeto musical Grave & Groove, com uma playlist sobre resistência, amor e movimento negro, e a marca de bodies femininos Plume, que lançará a nova coleção de inverno. 

Organizadores e painelistas do VOZ Empodera / Foto: João Alberto

Empodera a juventude 

A professora Luciana, 33 anos, é uma das painelistas e fundadora do Empoderadas IG. O projeto teve início em 2016. Em 2017, outras duas mulheres se juntaram à causa: Tainá Albuquerque e Thaynah Menna Barreto. Com dois anos de idade, o movimento conta com 12 integrantes. O principal objetivo é “resgatar a autoestima de adolescentes de escolas públicas de Porto Alegre”, conta a professora. 

Sobre participar do “VOZ Empodera”, Luciana afirma que “mostraremos um pouco da realidade que vivem os jovens de escola pública, mostrando a importância que tem o trabalho de temas como identidade, diversidade, respeito, racismo e empoderamento na construção da identidade desses jovens”. 

O evento, que vai das 16h às 22h, será realizado no palco e terraço VOZ, no prédio 2 do Shopping Total, terceiro andar. Ingressos podem ser adquiridos aqui. Custam 20 reais e parte do lucro será revertido para o Empoderadas IG. O painel surge da idealização da   Grave & Groove, Plume e VOZ, além do apoio do Grupo Austral. 

The post Publicitários debatem questões raciais e empoderamento appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/05/02/publicitarios-criam-painel-que-debate-questoes-raciais-e-empoderamento/feed/ 0