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Arquivos #Moda - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/moda-2/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Thu, 14 Sep 2023 16:56:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Por trás das câmeras: como funciona a produção de moda para o telejornalismo https://mescla.cc/2023/05/24/por-tras-das-cameras-como-funciona-a-producao-de-moda-para-o-telejornalismo/ https://mescla.cc/2023/05/24/por-tras-das-cameras-como-funciona-a-producao-de-moda-para-o-telejornalismo/#respond Wed, 24 May 2023 14:52:26 +0000 http://mescla.cc/?p=18224 Que um dos principais compromissos do jornalista é informar, todos já sabem. Em se tratando de jornalismo televisivo, existem alguns métodos e ferramentas que ajudam o profissional a comunicar os fatos, como entonação da fala, linguagem corporal e, não menos importante, o que escolheu para vestir. A decisão sobre o figurino deve levar em conta […]

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Que um dos principais compromissos do jornalista é informar, todos já sabem. Em se tratando de jornalismo televisivo, existem alguns métodos e ferramentas que ajudam o profissional a comunicar os fatos, como entonação da fala, linguagem corporal e, não menos importante, o que escolheu para vestir. A decisão sobre o figurino deve levar em conta alguns fatores, entre eles, o tipo de noticiário, o horário da transmissão, o local onde a reportagem foi feita e o tipo de notícia que será reportada. 


“O trabalho do figurinista contribui para a criação da identidade visual do jornalismo ao reforçar a credibilidade do programa, cuidando para desenvolver uma identidade visual coesa, refletir o tom e o tema da notícia e transmitir informações implícitas aos telespectadores por meio das escolhas de roupas e acessórios para apresentadores e repórteres”, explica a figurinista do Grupo RBS, Jaqueline Santos. Ela esteve recentemente na Unisinos para realizar a palestra “Introdução de figurino para jornalismo na TV¨, durante a Semana da Moda – que, inclusive, teve cobertura do Mescla.


Jaqueline promoveu oficina sobre figurino para jornalismo na TV durante a Semana de Moda da Unisinos, no início do abril
(Foto: Laura Santiago)



Jaqueline é responsável pela identidade visual de programas bem conhecidos do público gaúcho, como Jornal do Almoço, Bom Dia Rio Grande, Globo Esporte e RBS Notícias. Na RBSTV há 3 anos, ela define os figurinos dos jornalistas de todas as praças (emissoras locais) da empresa no Rio Grande do Sul. 


O trabalho de Jaqueline é um complemento visual dos programas e também faz parte da construção da marca dos comunicadores. “No Globo Esporte, por exemplo, com a Alice Bastos Neves, por ela ser uma pessoa alegre e expansiva, busco por uma cartela de cores vibrantes, com modelagens mais casuais, que comunicam bem com o público que o programa e a apresentadora pretendem atingir”, detalha a figurinista. Segundo ela, o styling – trabalho de figurinismo – não fica restrito ao programa, já que a Alice também é uma das influenciadoras digitais da empresa e tem uma forte presença no Instagram. 


Alice Bastos Neves momentos antes de entrar no ar; para Jaqueline, a escolha das cores, estilo de roupas, acessórios, maquiagem e cabelo podem ser usados para enfatizar as mensagens das reportagens e aumentar o impacto delas sobre o público
(Foto: Instagram @alicebastosneves)


Existe diferença entre produção de moda e figurinismo?  


Sim, apesar de sutis, existem algumas diferenças. “A produção de moda é responsável por pesquisar e realizar o que for necessário para criação de um evento, editorial, comercial ou, nesse caso, um telejornal. Essa busca normalmente não envolve apenas peças de roupa, mas também conceitos e cenários. Já o figurinismo faz parte da construção de um personagem, ou seja, roupas e acessórios usados por esse indivíduo dentro da produção”, explica a stylist Daniella Pons. Ela é a única figurinista da Record TV RS e, por isso, acaba exercendo também a função de produtora de moda. 


Como funciona a operacionalização e logística dos looks diários? 


Cada emissora apresenta sua própria dinâmica e políticas para a área. Isso quer dizer que algumas empresas utilizam parcerias com marcas de roupa, enquanto outras não, como é o caso da RBS. O grupo tem seu próprio acervo de peças para programas jornalísticos, mas permite que programas com foco no entretenimento tenham parcerias com lojas.  


Jaqueline conta que para conseguir atender as necessidades dos 72 jornalistas da RBS em diferentes partes do Estado, ela tem que estar em contato constante com todos esses profissionais para saber se ainda estão na empresa, se as medidas continuam as mesmas – a fim de comprar vestimentas que se adequem ao corpo de cada um – e, é claro, conhecer os gostos pessoais dos profissionais.


A distância pode dificultar, mas nunca impossibilitar esse trabalho, garante a profissional. Ferramentas como o site Colorwise.me ajudam a figurista a conhecer e entender a paleta de cores mais apropriadas e favoráveis para a imagem cada um. Para isso, basta apenas uma foto à luz do sol, sem filtros ou maquiagem.  


Para a figurinista do SBT RS, Bere Paiva, a dinâmica da rotina de styling é um pouco diferente. No Rio Grande do Sul, a única praça da emissora fica localizada na Capital e, ao invés de comprar roupas para o acervo, a política da empresa possibilita a realização de parcerias para todos os tipos de programa. Assim, os jornalistas do SBT vestem as peças de determinadas lojas e, em troca, publicam em suas redes sociais fotos com os looks. Isso ajuda a marca a ganhar visibilidade, ao mesmo tempo em que impacta positivamente o orçamento da emissora. 


Apesar das rotinas e dinâmicas diferentes, as três profissionais dividem a mesma visão sobre a importância da construção de moda dentro do telejornalismo. Para elas, é um papel fundamental, que implica na imagem do telejornal, um fator que reflete diretamente na credibilidade do jornal. 


Como o figurino pode influenciar o trabalho do jornalista  


¨É uma mudança muito grande, porque, antigamente, vestidos de terno e gravata, a gente se distanciava das pessoas. Imagina chegando em um bairro assim para cobrir o problema ocasionado por um buraco de rua, por exemplo”, acredita o repórter Cristiano Dalcin, da RBS, sobre as mudanças, ao longo do tempo, no traje tradicional do jornalista.


“A roupa não pode ser uma barreira para a comunicação”, enfatiza o repórter Cristiano Dalcin 
(Foto: arquivo pessoal) 


Apesar de alguns locais ainda exigirem um certo nível de formalidade, como Câmaras de Vereadores ou Tribunais de Justiça, as exigências de um rigor formal – tanto por parte das emissoras quanto do próprio público – vem sendo flexibilizadas. Para além de questões de conforto e praticidade, a informalidade ajuda o jornalista a se inserir, de forma mais assertiva, em espaços populares. E, para situações que ainda exigem alguma formalidade, uma dica do jornalista: “É sempre bom ter à mão peças-chaves, no meu caso, um blazer, por exemplo, em locais de fácil acesso”, diz Cristiano. 


Repórter de TV há quase 20 anos, Luciane Kohlman, do SBT, também acredita que o telejornalismo está dando espaço para que o figurino do profissional se aproxime de sua audiência. “Hoje, se o figurino é formal ou não, isso pouco importa. Isso porque o que vale é fazer com que a audiência preste atenção na notícia, e não no figurino”, avalia. 


Luciane começou a trabalhar com telejornalismo há quase 20 anos
(Foto: arquivo pessoal) 


Luciane diz que o trabalho de jornalistas mulheres pode ser negativamente impactado por conta do figurino. Comentários acerca de roupas, acessórios e até mesmo o caimento das peças nas repórteres e apresentadoras desviam o foco da notícia e colocam o seu trabalho em segundo plano.  


Outra diferença que a repórter apontou entre o vestuário de homens e mulheres dentro do telejornalismo é sobre as opções que cada um tem para variar o figurino. “O guarda-roupa formal da mulher tem mais variedade e diversidade do que o do homem”, observa. 


A informalidade nunca atrapalhou a dinâmica do trabalho de Luciane, porque, assim como Cristiano, a jornalista sempre leva alguma peça-chave para ambientes que exigem mais formalidade, como o Supremo Tribunal de Justiça, por exemplo. Em Brasília – centro da política nacional –, é esperado que os profissionais que circulam pela Praça dos Três Poderes cumpram esses requisitos de etiqueta. A repórter lembra da única situação mais “fora da curva” que lhe ocorreu durante a produção de uma pauta. “Eu estava com uma blusa um pouco cavada, e para poder continuar ali, tive que vestir uma espécie de toga”. 


Quem também sentiu essa diferença foi Léo Saballa Jr. Durante a Semana Acadêmica do curso de Jornalismo, o jornalista lembrou que, durante sua primeira passagem pelo programa, em 2015, o terno e a gravata faziam parte do seu dia a dia, e hoje não mais.

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Semana de Oficinas da Moda reúne a comunidade de alunos para um passeio pelas diferentes áreas do curso  https://mescla.cc/2023/04/25/semana-de-oficinas-da-moda-reune-a-comunidade-de-alunos-para-um-passeio-pelas-diferentes-areas-do-curso/ https://mescla.cc/2023/04/25/semana-de-oficinas-da-moda-reune-a-comunidade-de-alunos-para-um-passeio-pelas-diferentes-areas-do-curso/#respond Tue, 25 Apr 2023 14:19:16 +0000 http://mescla.cc/?p=17923 Todos os anos, durante uma semana, o curso de Moda da Unisinos promove um workshop entre alunos e comunidade acadêmica com uma empresa parceira convidada. Nas últimas edições, os procedimentos vinham sendo realizados nos mesmos parâmetros. Este ano, porém, a coordenação do curso resolveu mudar e promover uma semana de oficinas.  Os encontros ocorreram na […]

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Todos os anos, durante uma semana, o curso de Moda da Unisinos promove um workshop entre alunos e comunidade acadêmica com uma empresa parceira convidada. Nas últimas edições, os procedimentos vinham sendo realizados nos mesmos parâmetros. Este ano, porém, a coordenação do curso resolveu mudar e promover uma semana de oficinas. 

Os encontros ocorreram na semana passada, do dia 10 ao dia 14 abril, e tiveram a participação de 13 egressos, que puderam trabalhar e experimentar práticas com temas diferenciados. As professoras Luciana Borges e Juliana Bortholuzzi, organizadoras do evento, contam que as vagas para as oficinas se esgotaram 30 minutos após o lançamento das oficinas. “Então, duplicamos a quantidade de lugares para cada oficina, e destinamos quatro vagas ao público geral, interessados em estudar Moda na Unisinos”, explica Luciana. 


O evento contou com 13 egressos que trabalharam temas diferenciados (Imagem: Nícolas Suppelsa)



Formada no ano passado, a egressa Bruna Scaratti Selau, que comandou a oficina “Métodos e ferramentas para o desenvolvimento de coleção”, observou estar vendo como o interesse em aprender moda está se ampliando. “O curso cresceu e está cheio de alunos. É uma experiência muito legal”, comentou. Bruna apresentou no encontro com os alunos a solução que criou em seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), e que continua desenvolvendo, após formada. 


Bruna Selau comandou a oficina de métodos e ferramentas para o desenvolvimento de coleção (Imagem: Nícolas Suppelsa)

 

Já Úrsula Kaercher, que se formou em 2019, ministrou a oficina “Produção de moda”. Atualmente, desenvolve produtos e coleções para grandes marcas, entre elas, a Renner. Ela revelou que reviver o ambiente acadêmico e tentar trazer toda a experiência que tem é emocionante. “É incrível voltar para a Unisinos não como aluna, mas para ensinar alguma coisa aos que estão começando”, disse.  


Úrsula Kaercher se formou em 2019 e ministrou a oficina de produção de moda (Imagem: Nícolas Suppelsa)



A oficina “Breve passeio pelo bordado livre” foi orientada por Sofia Britto Silveira, que se formou em 2016. A egressa comentou que é interessante trazer uma técnica que, para ela, tem uma relação muito afetiva. “Poder compartilhar isso é uma forma de proporcionar todo esse afeto a outras pessoas”, destacou. 

Nicolas Machado Noal ficou responsável pela oficina “Como produzir uma campanha digital de moda com influenciadores”. Segundo ele, a experiência de participar desse evento é “surreal”. “Eu saí daqui sabendo o que eu queria fazer, trilhei esse caminho sabendo o que eu queria fazer. Mas voltar aqui, ver a galera interessada no que eu estou falando e querendo saber o que eu faço hoje em dia é bem surreal. Acho que essa é a palavra”, sublinhou o egresso. Nicolas é influenciador digital, com o seu perfil pessoal nas redes sociais, e trabalha ainda para as lojas Melissa, com planejamento estratégico e relacionamento com influenciadores.

 

Nicolas Noal ficou responsável pela oficina “Como produzir uma campanha digital de moda com influenciadores” (Imagem: Nícolas Suppelsa)

 

Houve também outra oficina de bordado, comandada por Natália Tonial, formada em 2018, na primeira turma de Moda da Unisinos. “Fico muito emocionada de poder voltar para um ambiente em que eu fui tão feliz, em que eu me realizei em relação ao que eu sempre sonhei para a minha vida profissional, e trazer um pouco do que eu sei para outros alunos”, disse. Para Natália, a técnica dos bordados, que é uma atividade mais manual, é pouco abordado no curso porque é muito específica. “Então, é emocionante para mim trazer esse conhecimento, para que aflore a criatividade deles em algo que pode acrescentar tanto numa peça”. 


Oficina de bordado comandada por Natália Tonial (Imagem: Nícolas Suppelsa) 



O estudante Tom Couto achou super interessante conhecer de perto diferentes áreas da moda, através da realidade dos egressos. “Também foi legal a interação que foi proporcionada entre os colegas de diferentes etapas da graduação. A coordenação do curso está de parabéns pela iniciativa e pela produção do evento”, elogiou o futuro profissional da área.  

Para acompanhar mais novidades do mundo da Escola da Indústria Criativa, fique ligado no Mescla!

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A moda está no cotidiano https://mescla.cc/2021/11/24/a-moda-esta-no-cotidiano/ https://mescla.cc/2021/11/24/a-moda-esta-no-cotidiano/#respond Wed, 24 Nov 2021 16:12:18 +0000 http://mescla.cc/?p=15887 Profissional da Moda, Ana Carolina Betiati estudou no Campus de Porto Alegre e trabalha atualmente para duas redes de vestuário com designer de estamparia: Lojas Renner e FARM Rio, do grupo Soma. Como muitos jovens, Ana estava indecisa em escolher uma graduação. Ao participar de uma palestra promovida pela Unisinos, professores da Indústria Criativa cativaram […]

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Profissional da Moda, Ana Carolina Betiati estudou no Campus de Porto Alegre e trabalha atualmente para duas redes de vestuário com designer de estamparia: Lojas Renner e FARM Rio, do grupo Soma.


Como muitos jovens, Ana estava indecisa em escolher uma graduação. Ao participar de uma palestra promovida pela Unisinos, professores da Indústria Criativa cativaram seu coração. “Eu achava interessante a ideia do design e resolvi ir conhecer o campus. Quem me recebeu na época foi a coordenação da Moda. Conhecendo mais sobre o curso, eu me apaixonei”, conta.

(Foto: Arquivo Pessoal)

Katia Barros, fundadora e diretora criativa da FARM Rio, usando a estampa “Cachos de Sereia”, de Ana Carolina Betiati

(Foto: Reprodução/Instagram da FARM Rio)

Assim como em outras graduações da Escola, o currículo da Moda mostra um vasto campo de atuação, em que o aluno poderá se aperfeiçoar em um determinado ramo; no caso de Ana, foi a estamparia. “O dia a dia é bem desafiador. Criativamente, a gente precisa estar sempre ligado nas tendências e no que o público está falando, mas é bem divertido também. Tenho muito espaço criativo para propor, desenhar e me desenvolver”, afirma.


O mercado de trabalho sempre está se transformando. Um dos desafios de muitos jovens profissionais criativos é a concorrência em vários setores. Na Moda não seria diferente. Ana destaca que criar uma marca é só para quem tem uma proposta de valor, conceito e entrega inovadora. “Se você trabalha em uma marca já consolidada, fica um pouco mais fácil. Você tem que olhar para o que o seu amigo está fazendo, mas ao mesmo tempo já tem uma linha de valores e propostas a seguir, com um público formado”.

Para quem acha que a parte teórica da graduação é bobagem, está enganado. Apesar da prática contar muito na formação de um profissional, a teoria é fundamental para entender conceitos e evitar prováveis erros. Um exemplo citado por Ana Carolina é a semiótica, importante para analisar um cliente na rua ou ainda para entender a história. Para Ana, somos movidos a vestir o que está acontecendo ao nosso redor. “O boom dos moletons em 2020 está altamente relacionado a pandemia, por exemplo, assim como o brilho e roupas de festa estarão relacionados ao pós-pandemia”, analisa.

Indagada ao pensar sobre o futuro, Ana Carolina deseja estudar ainda mais sobre a estamparia de roupas e acessórios. “Tenho desejo de fazer uma especialização na área e, isso a curto prazo, imagino que consiga realizar. A longo prazo ainda não tenho muitos planos. Eu corri muito para estudar e aprender o necessário para estar onde estou, agora eu quero curtir”, finaliza.

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Unisinos Conecta: alunos de Moda realizam produção de looks para os apresentadores https://mescla.cc/2020/11/16/unisinos-conecta-curso-de-moda-realizou-a-producao-dos-looks-para-os-11-apresentadores/ https://mescla.cc/2020/11/16/unisinos-conecta-curso-de-moda-realizou-a-producao-dos-looks-para-os-11-apresentadores/#respond Mon, 16 Nov 2020 19:54:57 +0000 http://mescla.cc/?p=14360 Pela primeira vez, o curso de Moda da Unisinos realizou uma produção de moda para um evento da universidade. A professora Bibiana Silveira Horn, juntamente com as alunas do sexto semestre Gabriela Firmino, 21 anos, e Valentina da Silva Balbi, 19 anos, produziram os figurinos para os apresentadores do Unisinos Conecta. Foram três dias (10, 11 […]

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Pela primeira vez, o curso de Moda da Unisinos realizou uma produção de moda para um evento da universidade. A professora Bibiana Silveira Horn, juntamente com as alunas do sexto semestre Gabriela Firmino, 21 anos, e Valentina da Silva Balbi, 19 anos, produziram os figurinos para os apresentadores do Unisinos Conecta. Foram três dias (10, 11 e 12 novembro) de evento online voltados para futuros universitários, com atividades para conversar sobre temas como modalidades de ensino e cursos, mercado de trabalho, estabilidade financeira e empreendedorismo com impacto social. 

Diferentemente dos anos anteriores, esta edição do Unisinos Conecta foi realizado de forma online. Os convidados e palestrantes participaram ao vivo de suas casas interagindo com os mestres de cerimônia, que estavam fisicamente no Teatro Unisinos, no campus Porto Alegre, de onde foi transmitido o evento. Com as novidades na apresentação, a ideia era atender diferentes públicos, auxiliando os participantes na decisão sobre o futuro pessoal e profissional. O foco era estudantes que estão concluindo o Ensino Médio, pessoas que já estão inseridas no mercado de trabalho e buscam uma qualificação e até mesmo quem deseja mudar de área de atuação.

Diante da pandemia de coronavírus, a produção de moda para o evento foi ainda mais desafiadora para a professora Bibiana e para as estudantes Gabriela e Valentina. Bibiana ressalta que os principais desafios foram a quantidade de looks que tiveram que produzir e o trabalho praticamente a distância. Era preciso vestir 11 apresentadores, que se revezariam no palco em dois turnos durante três dias do evento.

“Não estávamos no evento ajudando os apresentadores na hora de se vestirem, mas escolhemos todas as peças. Com a pandemia, precisávamos ter cuidados redobrados. Fizemos um planejamento e contatamos parceiros do curso de Moda, que já fazem projetos nas disciplinas, buscando, assim, sempre ter ao nosso lado empresas reais para os alunos já começarem a ter essa experiência ainda na universidade”, comenta Bibiana. A professora ministra aulas nas disciplinas de Introdução à Moda, Ateliê de Projeto I, ateliê de Projeto III, Desenvolvimento de Coleção e Produção de Moda. 

Looks escolhidos para os mestres de cerimônia Kelvin Prudêncio,
Luca Bombardelli e Bruna Soares. (Foto: Rodrigo W. Blum)

As escolhidas foram Youcom e Renner, ambas do Grupo Renner. Após as empresas aceitarem o convite, as alunas entraram em contato com cada apresentador. “Como eram muitos looks, precisávamos ter ao nosso lado marcas que tivessem variedade de possibilidade de produção de figurinos”, pontua Bibiana.

A aluna do sétimo semestre Valentina da Silva Balbi, 19 anos, conta que a prioridade era escolher figurinos que combinassem com o estilo de cada apresentador, que precisavam, também, permitir o bem-estar deles. “Os mestres de cerimônia já tinham que fazer o trabalho de mediação do evento ao vivo e, desta forma, precisavam usar looks confortáveis”, comenta. Valentina lembra o momento que aceitou o convite para fazer parte da produção. “Quando a professora Bibiana, na aula de Produção de Moda, fez o convite para a turma, eu aceitei na hora, sem pesar duas vezes”, conta.

Figurino montado para os mestres de cerimônia André Luiz Olivier
e Luciana Kraemer. (Foto: Rodrigo W. Blum)

A aluna do sexto semestre Gabriela Firmino explica que a equipe da produção do Conecta forneceu um material com as medidas corporais de cada apresentador. Um questionário respondido pelos mestres de cerimônia ajudou Gabriela e colegas a entender melhor sobre o estilo de se vestir de cada um. 

“Trabalhamos com muita empatia e cuidado para que cada apresentador se sentisse na melhor versão de si com as roupas que escolhemos. Antes da seleção de peças em loja, nós olhamos o material e fizemos o exercício de imaginar como cada uma poderia funcionar. Assim, seríamos mais objetivas na loja e economizaríamos tempo”, pontua Gabriela.

A professora Bibiana conta que elas foram fisicamente às lojas para selecionar as peças mais adequadas. Os calçados e acessórios eram dos próprios apresentadores, mas também passaram pelo crivo e orientação das alunas que estavam realizando a produção. 

“Quando se faz um produção de moda, tem que ter certos cuidados com acessórios e calçados, para não estragarem aquela peça da marca. Assim, selecionamos todos os looks e fomos pensando que tipos de calçados que aquela pessoa poderia ter. Inclusive, olhamos no Instagram de cada apresentador o estilo de calçado que usam. Assim, fomos conversando com cada mestre de cerimônia e direcionando o que ficaria melhor na composição”, comenta.

“A tecnologia foi muito importante. Usamos o WhatsApp para falar com os mestres de cerimônia, que mandavam fotos do que tinham de acessórios em casa. Quando ficávamos em dúvida, eles respondiam nossas mensagens sempre na maior agilidade e simpatia”, explica. 

Produção de moda para as apresentadoras Luciana Borges
e Lorena Risse. (Foto: Rodrigo W. Blum)

Gabriela ressalta que, após escolherem os looks, elas organizaram uma espécie de manual, que foi passado aos organizadores do evento. “Funcionava como um ficha, com foto do apresentador, das peças que iria usar, do calçado, dicas de cabelo e maquiagem para o produção. Assim, ele poderia estar preocupado somente com sua atividade”, diz. 

Valentina explica que elas fizeram também um material sobre os cuidados com as peças consignadas das marcas parceiras. “É preciso ter todo o cuidado com as peças. Relacionamos dicas, como, por exemplo, realizar ajustes sem interferir na roupa, e poder, assim, devolvê-la do mesmo jeito como foi recebida”. 

As alunas de moda organizaram um material para os apresentadores
identificarem peças, sapatos e acessórias que poderiam usar

Para Gabriela, foi uma experiência que exercitou a empatia, pois significou entender como o cliente gostaria de estar vestido. “Trabalhamos com pessoas de diferentes gostos e idades. Foi uma experiência voluntária de faculdade que te prepara muito bem para o mercado de trabalho”, sublinha. A colega Valentina também ressalta que a oportunidade permitiu grandes aprendizados. “Foi uma experiência incrível, que agregou muito. Fiquei muito feliz com o resultado”, avalia. 

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