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Arquivos mercado - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/mercado/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Mon, 15 Jun 2020 20:49:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Projeto auxilia artistas negros a se lançarem na música https://mescla.cc/2020/06/15/projeto-auxilia-artistas-negros-a-se-lancarem-na-musica/ https://mescla.cc/2020/06/15/projeto-auxilia-artistas-negros-a-se-lancarem-na-musica/#respond Mon, 15 Jun 2020 20:49:37 +0000 http://mescla.cc/?p=13290 A presença negra dentro das artes não é uma discussão inédita. Mesmo assim, ainda há uma longa estrada a ser percorrida para que todas as etnias tenham o mesmo espaço e visibilidade que os brancos já possuem há muito tempo. Dentro da música, iniciativas estão sendo feitas com a intenção de dar protagonismo para artistas […]

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A presença negra dentro das artes não é uma discussão inédita. Mesmo assim, ainda há uma longa estrada a ser percorrida para que todas as etnias tenham o mesmo espaço e visibilidade que os brancos já possuem há muito tempo. Dentro da música, iniciativas estão sendo feitas com a intenção de dar protagonismo para artistas negros. É o caso do projeto Tem Preto no Sul, uma iniciativa do coletivo Stay Black, de Pelotas.

O Stay Black se dedica a organizar eventos de rua gratuitos, fazer rodas de conversa e trazer artistas negros de várias partes do Brasil para que seus trabalhos tenham um público cada vez maior. Agora, o coletivo está lançando seu mais novo trabalho, o programa Tem Preto no Sul, graças ao patrocínio conquistado no programa Natura Musical, que anualmente seleciona iniciativas voltadas à música para receberem apoio financeiro.

O intuito do projeto Tem Preto no Sul é ajudar a lançar novos artistas negros na cena musical do Rio Grande do Sul. Para isso, serão selecionados três músicos negros do Estado para receberem oficinas de produção musical, composição e expressão corporal a fim de dar a eles toda a experiência necessária para se lançarem na música. Além disso, cada artista também vai gravar um EP com até três faixas custeado pelo projeto.

Esse é o primeiro projeto do grupo que recebe apoio financeiro via edital. Normalmente, todos os trabalhos são realizados de forma independente. A equipe por trás da iniciativa é composta somente por pessoas negras, o que, segundo o produtor geral do Tem Preto no Sul e um dos fundadores do coletivo Stay Black, Lucas Uilson da Silva, é uma forma de criar oportunidades em outras áreas operacionais do meio produtivo da música.

“Através da criação desse espaço e fomento de uma cena onde estamos no protagonismo, acreditamos que vamos impactar não só em nosso meio, mas na sociedade em geral, revolucionando um mercado que até então nos trata como recorte, nos colocando sempre numa posição de cotas em que nunca podemos ser todos ou ser muitos, sempre somos um ou dois”, explica Lucas, também conhecido pelo nome artístico de Zilladxg.

A imagem pode conter: texto
Selecionados no programa terão aprendizados sobre o mercado musical e gravarão EP’s. Inscrições vão até o dia 20 de junho

O racismo estrutural diminui o espaço negro na música

Zilladxg defende que a baixa visibilidade negra dentro da música é um reflexo do racismo estrutural da sociedade. Conforme o produtor, existe um número cada vez maior de negros na música, mas muitos acabam desistindo por conta da invisibilização, da falta de recursos e oportunidades.

“Quem majoritariamente detém os recursos são pessoas brancas, sejam elas produtoras, empresárias, gerentes de marcas que patrocinam o meio cultural, donas de casas de shows, mídias etc. Enquanto o racismo e o privilégio de classes não forem postos na área central do debate e a presença negra nessas áreas ainda for pequena, as oportunidades seguirão nos desfavorecendo”, afirma.

O músico, poeta e educador popular Richard Burgdurff, conhecido pelo nome artístico de Richard Serraria, acrescenta que os negros sempre tiveram uma presença na música ao longo da história do Rio Grande do Sul. Porém, o racismo estrutural da sociedade apagou a identidade deles, principalmente por causa do tradicionalismo gaúcho.

“O tradicionalismo constrói um folclore que boa parte da sociedade gaúcha toma como oficial e que passa a vigorar como uma verdade. E, nesse folclore, não existe a presença negra. Mas a cultura negra existe e é forte até hoje, inclusive dentro da música. A riqueza do Estado foi construída com mão de obra negra. Então, como pode não haver presença negra na música?”, questiona Richard, que é doutor em Estudos de Literatura Brasileira pela UFRGS.

iniciativas como a Tem Preto no Sul, na opinião de Richard, são importantes para furar bloqueios e mudar o cenário atual da música, em que os negros encontram maior dificuldade de produzir, apresentar e disseminar sua obra. “O racismo e a desigualdade social levam muitos artistas negros a não terem boas condições de gravar suas músicas. Toda brecha, todo espaço que houver para mudar esse cenário e incluir esse tipo de conteúdo, eu considero boa”, defende.

Para Zilladxg, episódios como o assassinato de George Floyd, nos Estados Unidos, e do menino João Pedro e da vereadora Marielle Franco, no Brasil, não são nenhuma novidade para a população negra. O genocídio da população preta, acredita o produtor, perdura por séculos, se agigantou e ficou cada vez mais incabível nas últimas décadas.

“Nossa organização trabalha para dar voz e vez para essa camada da sociedade historicamente marginalizada e que muito contribui para o nosso país, econômica e culturalmente”, avalia Zilladxg. “Nossas vidas e sonhos devem ser levados a sério. E essa não deve ser uma missão somente das pessoas pretas. Toda sociedade deve e precisa reconhecer essa contribuição e agir para sanar essa triste realidade. Essa deve ser uma luta de todos.”

Os interessados em se inscreverem no projeto Tem Preto no Sul podem fazer sua inscrição por meio deste formulário até o dia 20 de junho.

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Profissionais de comunicação migram para consultorias https://mescla.cc/2018/09/28/profissionais-de-comunicacao-migram-para-consultorias/ https://mescla.cc/2018/09/28/profissionais-de-comunicacao-migram-para-consultorias/#respond Fri, 28 Sep 2018 20:59:50 +0000 http://mescla.cc/?p=7902 Em setembro, a revista digital Capricho, publicação voltada para meninas adolescentes, anunciou que irá atuar em consultorias de comunicação. O conhecimento obtido com as décadas de trabalho com público especializado agora servirá para que esse serviço seja oferecido a outras empresas. O projeto é destinado para quem deseja se comunicar com o público que a revista conhece bem. As consultorias visam a criação de […]

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Em setembro, a revista digital Capricho, publicação voltada para meninas adolescentes, anunciou que irá atuar em consultorias de comunicação. O conhecimento obtido com as décadas de trabalho com público especializado agora servirá para que esse serviço seja oferecido a outras empresas. O projeto é destinado para quem deseja se comunicar com o público que a revista conhece bem. As consultorias visam a criação de planos de comunicação para que a relação com o público seja mais certeira. 

A iniciativa surgiu com a observação de que somente banners no site da revista não satisfaziam mais os anunciantes da Capricho e, além disso, os anúncios não são tão rentáveis quanto as consultorias. Um exemplo é que, em 2015, 60 milhões de pessoas usavam bloqueadores de anúncios online, somente nos Estados Unidos, fazendo com que a propaganda não chegasse aos usuários. O dado é de uma pesquisa da PageFair em parceria com a Adobe. 

A Capricho deixou de circular sua revista impressa em 2015.

Essa mudança em uma publicação tão conhecida, com 60 anos de história, é um reflexo das transformações dentro do jornalismo. Diversos profissionais e redações estão prestando serviços para empresas de todos os segmentos (incluindo indústrias, alimentação, roupas e afins), em busca de ter mais rentabilidade, encontrar um nicho de mercado e conversar com o seu público.  

De assessor a sócio-diretor 

O jornalista Fábio Alberici de Mello é um exemplo desse tipo de mudança. Graduado pela PUC-SP, hoje é sócio-diretor da empresa de consultorias Comunicare, da capital paulista. Mello já atuou com assessoria de imprensa e produção de conteúdo, construindo uma carreira na comunicação desde 1998. 

“Quando você está como consultor, você não faz o operacional nem o criativo, você tem como missão conceituar e mostrar como construir um caminho de comunicação”, informa. Segundo Fábio, consertar um planejamento anterior também faz parte do processo de consultoria. 

Para quem é da Comunicação e deseja atuar nessa área, o conselho do diretor da Comunicare é desenvolver a empatia. “Você precisa saber se colocar no lugar dos outros, senão sugerirá algo que funciona para você, mas não para o seu cliente”, explica. 

Outro conselho é saber elaborar questões pertinentes e abertas, para descobrir os problemas das empresas. Fábio complementa que as conversas pessoais são bem mais eficazes que entrevistas por e-mail ou até mesmo Skype. “Com alguns anos de experiência dentro de agências, corporações ou imprensa, você estará num bom ponto de partida para começar a vida de consultor”, finaliza. 

Entregando resultados com a comunicação 

CEO da Academia do Jornalista, empresa da capital do Rio de Janeiro, a jornalista Fernanda Felix também decidiu atuar com as consultorias dentro da área da comunicação. Ela acredita que o principal desafio é conhecer o público-alvo do cliente, pois é para ele que a comunicação será pensada. 

Fernanda afirma que os resultados surpreendem e fazem as empresas enxergarem as oportunidades de crescimento: “trabalhamos em cima do problema baseado nas soluções tecnológicas atuais, de web”. A empreendedora também conta que existem os clientes “fadados ao fracasso e que vão achar que não precisam de um plano de mídia, para acompanhar o crescimento da empresa”. 

O conselho para quem deseja se tornar um consultor é estudar muito. “Tem que aprender mais do que é apresentado na faculdade. Entrem em qualquer plataforma de recrutamento de vagas e vejam o que está sendo exigido”, recomenda. 

Consultorias no marketing digital 

Uma das áreas em crescimento dentro da comunicação, o trabalho com sites, blogs e redes sociais é muito procurado por empresas. O consultor em marketing digital, por exemplo, elabora a estratégia e monitora como está sendo implementada, sem atuar na criação de conteúdo. 

Consultora na área, Camila Renaux atua de forma autônoma em Blumenau, Santa Catarina. Ela conta que, ao buscar um consultor, “as empresas têm como expectativa aprender mais sobre marketing digital, ajustar seus processos, alcançar, medir e entender os resultados alcançados”. 

A dica de Camila para os graduandos em comunicação é que coloquem os conhecimentos em prática, seja atuando de forma autônoma ou em agências. Ela acredita a busca contínua por conhecimento é um traço que todo profissional precisa ter. “Procure ser visto e lembrado, participar de grupos e manter rede de contatos, implementar projetos, sejam eles pessoais, profissionais ou voluntários”, finaliza a consultora. 

 

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O poder dos influenciadores digitais no mercado de trabalho https://mescla.cc/2017/12/11/o-poder-dos-influenciadores-no-mercado-de-trabalho/ https://mescla.cc/2017/12/11/o-poder-dos-influenciadores-no-mercado-de-trabalho/#respond Mon, 11 Dec 2017 16:00:06 +0000 http://mescla.cc/?p=1503 Youtubers, blogueiros e instagrammers agora respondem por um só nome: influenciador digital. O termo se popularizou nos últimos anos e criou uma categoria para aqueles que produzem conteúdo de forma mais profissional para a web, independente da rede social em que atuam. O mercado de trabalho percebeu os benefícios que esses profissionais trazem e os […]

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Youtubers, blogueiros e instagrammers agora respondem por um só nome: influenciador digital. O termo se popularizou nos últimos anos e criou uma categoria para aqueles que produzem conteúdo de forma mais profissional para a web, independente da rede social em que atuam. O mercado de trabalho percebeu os benefícios que esses profissionais trazem e os acolheu, utilizando o poder de impacto de suas mensagens para o benefício das empresas.

As redes sociais democratizaram a produção de conteúdo e a publicidade, assim, todos podem opinar sobre produtos, marcas ou empresas. Esse poder, antes exclusivo de grandes agências midiáticas, agora é vivido diariamente. A opinião, a vivência e o uso são o que dão mais peso para a publicidade produzida pelos influenciadores digitais da normal.

Influenciadores digitais falam de produtos e marcas em postagens. (Foto: Unsplash)

Atualmente, todos nós, em uma escala maior ou menor, produzimos conteúdo para web – o que difere é o modo como este conteúdo é feito. Para a jornalista e proprietária do RS Bloggers, Andressa Griffante, os influenciadores digitais são pessoas que utilizam a rede de forma mais frequente e profissional. “Eles geram engajamento, influenciam outras pessoas a usar ou comprar determinado produto e ganham dinheiro e visibilidade com isso”, complementa.

Andressa afirma que para obter sucesso nesse meio é preciso tratar o tema desde sempre como um negócio e ter em mente a audiência. “É preciso sempre criar visando a audiência, focando nela. Recomendar produtos que realmente tenham te afetado de forma positiva, que tenham relação com com o seu público.”

O segredo é trabalhar em um nicho e se especializar nele. Tentar abraçar todos os conteúdos faz com se caia na normalidade e não haja um aprofundamento real. As chances de sucessos para quem se segmenta mais são maiores. Outras dicas para quem quer ingressar nesse mercado são ser frequente em suas postagens, fidelizar a audiência, produzir conteúdo autoral que tenha  opinião e não perder a essência.

O influenciadores têm grande responsabilidade no mercado. A proximidade com o público é maior e assim o impacto também. “A pessoa não vende mídia, ela é a mídia, ausentar-se de sua função não é uma opção, não é como um grande portal que existirá outra pessoa para cobrir o seu trabalho, não há férias”, diz Andressa.

Ser influenciador significa não tirar férias (Foto: Unsplash)

Em um mercado lotado de influenciadores com audiências enormes, os micro influenciadores começaram a se destacar. A última pesquisa Influencers Market do YouPix revelou que uma grande audiência nem sempre significa um grande engajamento, assim quanto mais definido o público há mais chances do marketing funcionar.

“Os micro influenciadores digitais são outro nome para influenciadores digitais regionais, de um nicho muito específico ou que têm uma menor audiência”, fala Andressa. O mercado se beneficia desses profissionais pela sua expertise em seu público, nesse caso existe uma abertura maior de empresas regionais focadas no mesmo ramo do micro influenciador. Os micro influenciadores também são mais baratos do que campanhas formais feitas por agências.

A profissão, porém, ainda está amadurecendo e apresenta algumas dificuldades. Os influenciadores frequentemente não possuem relatórios, notas fiscais e prestação de contas para apresentar e tem que buscar assessoria especializada para isso. A valorização desses profissionais também é algo que algumas empresas deixam de lado. Andressa fala que, muitas vezes, é necessário mostrar às empresas que essa é uma profissão séria, mostrar que uma boa foto, uma postagem, um texto tem muito trabalho por trás, que leva tempo e que é necessário pagamento justo.

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