wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6260The post Uma Semaníssima e tanto appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Para desvendar um pouco a vida do escritor e relacioná-la com o cenário jornalístico de hoje, uma equipe com nomes engajados na comunicação foi reunida para ajudar no desenvolvimento da homenagem; entre eles, os escritores Claudio Ferlauto e Juarez Fonseca, a cronista Cláudia Laitano e o jornalista Moisés Mendes.
Na segunda-feira (4), a programação inclui um sarau sobre Luis Fernando Verissimo, seguido de uma apresentação de jazz com Arthur Noswitz e Banda. Na terça-feira (5), ocorre uma palestra sobre o jornal alternativo Pato Macho, criado por Verissimo e amigos, em 1971. Na quarta (6), o destaque é a palestra “Jornalismo de Humor x Censura”. Na quinta-feira (7), mais uma discussão sobre os caminhos do jornal, dessa vez, sobre o jornalismo de opinião. E, na sexta-feira (8), para fechar o evento, uma exposição sobre a trajetória de Verissimo no jornal impresso.
As atividades, além de pensadas para a comunidade em geral, valem horas complementares para os estudantes de Comunicação. Mas não esqueça: é preciso se inscrever e garantir a vaga!
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]]>Veríssimo recebeu a equipe de filmagem em casa. As perguntas respondidas por ele focaram na vida pessoal e trajetória profissional. Ele contou que começou na carreira de escritor ainda adulto, com 30 anos. Mas já considerou ser historiador, arquiteto e músico. Hoje, além de escrever, ele trabalha como cartunista.
Perguntado sobre a inspiração para a escrita, Luis Fernando Veríssimo explicou que a tela do computador é a ferramenta principal para estimulá-lo, ressaltando a necessidade de cumprir os prazos dos veículos de comunicação. Além da escrita, o autor acredita que os cartuns são “uma forma de criatividade superior ao texto”, uma forma de comentar os fatos.
Sobre a Ditadura Militar, disse que os jornalistas já estavam acostumados a ter que ocultar alguns assuntos. “Na Zero Hora, em 1969, durante o governo Médici, a gente já havia se acostumado a ter que escrever nas entrelinhas. Foi apenas no fim da censura que os assuntos deixaram de ser vistos como tabu”, relatou Luis.
Luis contou que enquanto viveu nos Estados Unidos, entre os anos de 1953 a 1956, teve influências de escritores norte-americanos e britânicos, mas sem deixar de lado nomes de cronistas brasileiros. Foi lá que passou a admirar o gênero musical Jazz: “Eu era muito fã do Louis Armstrong, a partir dele me interessei pelo saxofone. Sempre tive essa vontade de brincar com o Jazz”, relembrou o autor.
Com a tecnologia, Luis Fernando Veríssimo acredita que hoje há mais jovens lendo do que antigamente. Apesar de se considerar desatualizado por não ter um celular, há no escritor expectativas sobre a leitura: “O futuro é claramente dos e-books. Todos os dias, livrarias fecham pela falta de clientes interessados no tradicional. É uma revolução tecnológica”, explicou Luis.
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Professores reunidos para a palestra / Foto: Tainara Mauê
Luis Fernando Veríssimo é um dos escritores mais conhecidos no Brasil. Devido à capacidade de escrever sobre temas diversos sem fugir da realidade, o escritor é hoje considerado um intelectual na cena literária brasileira: seus textos vão desde uma crítica política a um trocadilho de humor com uma crítica social integrada.
O jornalista Luiz Gonzaga Lopes relacionou as obras do autor com as obras do pai, Érico Veríssimo – escritor gaúcho do século XX, falecido em 1975, e sua obra de maior sucesso foi “O Tempo e o Vento” – para mostrar que as diferenças de intelectualidade do escritor estão na maneira que ele usa o humor inteligente. Segundo ele, Érico não compartilhava do mesmo dom do filho para as histórias de jornal. “De tudo o que eu li do Érico, eu não consigo ver a relação do autor para o jornal. Quando Luis Fernando apareceu, sempre foi no viés do humor. Luis Fernando Veríssimo sempre me pegou mais pelo humor do que pela política”, ressaltou o jornalista.

O jornalista Luiz Gonzaga Lopes apresenta comentários da internet sobre o escritor / Foto: Tainara Mauê
Para o jornalista, a admiração do público por Veríssimo vem da capacidade do autor de narrar situações cotidianas comuns. “É uma pessoa que sabe antever situações, assim como ele mesmo, tem uma visão mais humanista mais ligada a um tipo de pensamento”, contou, falando que esse estilo fortalece o vínculo com o leitor.
Assim, Luis Fernando Veríssimo deixa um legado de humor e simpatia para os seus leitores e admiradores. “Ele foi responsável por uma visão de mundo mais deslumbrada, capacidade de entender que no mundo onde nós estamos, capacidade de encarar esse mundo de uma forma mais clara e alegre”, afirma Lopes.
A professora Marcia Lopes Duarte apresentou aos alunos uma relação do humor com a ironia nas obras de Luis Fernando Veríssimo, a partir de uma análise Barkhtiniana, teoria criada pelo filósofo russo Mikhail Mikhailovich Bakhtin. “O humor e a ironia do autor estão a serviço de uma questão bem mais complexa, que é justamente fazer uma análise aprofundada da sociedade na qual ele vive”, explicou a professora.
Marcia esclareceu aos alunos que os trabalhos do escritor abordam questões complexas sobre a sociedade: “O texto pode parecer muito simples, mas, na verdade, existe uma complexidade bastante significativa na construção do texto. Ele é um homem que vive o seu tempo e tem uma visão muito peculiar desse mundo e talvez por isso as pessoas consigam enxergar na obra dele essa questão de ‘farol’, alguém que guia”, explicou.

Professora Marcia explica a análise Bakhtiniana / Foto: Tainara Mauê
Luis Fernando Veríssimo: um intelectual
O professor Everton Cardoso apresentou que a história da intelectualidade no Brasil ainda é recente, além de curiosa e particular. Foi apenas no final do século XIX que os primeiros intelectuais começaram a surgir no país, aliado com a proibição dos escritos contra a religião, o governo e os bons costumes, integrando-se, portanto, como parte dos mecanismos da censura utilizados no Brasil em 1808. “As primeiras faculdades só vão aparecer no final do século XIX. A nossa história universitária não tem 100 anos. A UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) que é a universidade mais antiga do Estado, vai fazer 84 anos. É tudo muito recente, da mesma forma a intelectualidade”, explicou o professor.

Professor Everton explica a importância das obras de Luis Fernando Veríssimo / Foto: Tainara Mauê
Ainda estreando em sua carreira no Jornalismo, em 1967, Luis Fernando Veríssimo criou, junto a sua equipe, o caderno “Cultura”, do jornal Zero Hora, feito inédito pois os jornais da época eram integrados por profissionais na área há mais tempo. “A Zero Hora era um jornal muito jovem, foi fundada em 1964. Então era uma aventura desse grupo de jovens, de fazer um caderno quinzenal de cultura”, explicou Everton Cardoso.
E foi com Luis Fernando Veríssimo que se rompeu o perfil de intelectual no país, predominante até a década de 1980, concepção da época, em que o indivíduo apenas poderia dominar uma área do conhecimento. “O que eu acho interessante na obra de Luis Fernando Veríssimo é que ele sai desse espaço típico dos intelectuais, que é o suplemento. Ele acaba indo pra outros espaços e a gente vai encontrar como no caderno ‘Donna’, da Zero Hora”, relatou Everton.
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]]>A exposição Luis Fernando Humoríssimo – Uma homenagem através dos panos, chega na universidade para celebrar os 82 anos do escritor e o recebimento do acervo doado pelo autor e sua família à Biblioteca Unisinos. Entre os materiais expostos estão itens como seus prêmios, fotos do álbum familiar, traduções, obras em áudio e vídeo e os desenhos originais do autor.
Fotos: Giulia Godoy
Quem também acompanhou a abertura da programação foi a filha de Luis Fernando Veríssimo, Fernanda Veríssimo, que comentou como foi o processo para trazer o acervo à biblioteca da universidade. “A primeira intenção quando a gente começou a conversa com a Unisinos era justamente disponibilizar o acervo, porque é tão amplo, tem tantos focos, tantas áreas: jornalismo, literatura, ilustração até política. Afinal de contas é uma carreira que atravessa tantos anos de Brasil”.
Além disso, Fernanda contou como é importante para os alunos ter acesso ao material. “A gente está super contente porque a universidade é o lugar ideal pra isso, porque também abrange todas essas áreas, então é o lugar perfeito pra ser usado. A ideia é realmente que o acervo seja usado como fonte, mesmo da história do Brasil até essas outras áreas de literatura, de humor, de televisão e até publicidade que tem também.”
Uma das atividades que fez parte da programação de abertura foi o debate sobre Jornalistas Intelectuais e a Literatura. Mediados pela professora Martha Dreyer, os convidados Everton Cardoso, Luiz Gonzaga Lopes e Marcia Lopes Duarte debateram sobre a trajetória do autor Luis Fernando e o diferencial das suas obras, que o tornam um dos maiores escritores do País.
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]]>Além de trazer exposições, palestras e workshops, uma das propostas do evento é dar lugar para os estudantes da Escola da Indústria Criativa aplicarem conhecimento e criatividade em dois concursos promovidos para a ocasião:
Me divirto lendo LFV:
Um concurso de selfies busca mostrar das mais diversas formas os momentos de leitura dos livros de Veríssimo. Isso mesmo: as fotos que vivemos tirando com o nosso celular agora podem fazer parte da programação do evento e ainda ganhar obras autografadas pelo autor.
Quer saber como participar? As selfies devem ser enviadas para o e-mail bibliotecapoa@unisinos.br, contendo o nome completo do autor da imagem, idade e curso. As inscrições vão até o dia 17 de setembro, segunda feira. Serão selecionadas 82 fotos para serem exibidas durante a Semaníssima Luis Fernando Veríssimo e, ao final, 10 nomes serão sorteados para receber um livro autografado pelo autor.
Minha capa para LFV:
Já pensou em ter a sua arte em uma das capas dos clássicos de humor de Luis Fernando Veríssimo? O concurso minha capa para LFV tem como objetivo principal explorar a criatividade dos estudantes da Escola da Indústria Criativa na elaboração de peças gráficas para as obras do autor. As capas inscritas serão avaliadas pelo júri, que selecionará 24 finalistas a terem seu trabalho exposto durante a Semaníssima Luis Fernando Veríssimo no 1° andar da Torre Educacional da Unisinos, em Porto Alegre. As inscrições vão até o dia 17 de setembro.
Para participar, os estudantes devem seguir algumas regras:
Assim como no concurso das selfies, os vencedores também participam de um sorteio para ganhar um livro autografado por Luis Fernando Veríssimo.
Entrevistaço:
Na terça feira, 25 de setembro, às 15h, Veríssimo estará respondendo questões do público em vídeo.
Confira mais detalhes sobre a programação da Semaníssima:
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