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]]>Livro: Fangirl – Rainbow Rowell

Em momentos de crise, nada melhor do que um livro sobre o grande primeiro passo da vida adulta: a faculdade. Indico esse romance leve e divertido (talvez mais divertido do que leve) no qual Cath, uma autora de fanfics, se muda para o campus e precisa lidar com a nova rotina e o segredo de ser uma web escritora famosa. O problema é que jovens adultos não parecem ligar para fanfics, mundos imaginários ou tudo que Cath gosta. Ou talvez, ela só precise dar uma chance ao mundo.
Série: Strong Girl Bong-soon

Na onda de protagonistas que sabem o que querem, indico essa série coreana — disponível naquela plataforma conhecida que não me paga merchandising. Todas as mulheres na família de Do Bong-soon possuem uma força extraordinária, inclusive ela, que acaba trabalhando de guarda-costas para o CEO da empresa onde deseja criar video-games. Essa série (ou dorama, para os íntimos) tem comédia, amor sem machismos clássicos, uma protagonista ridiculamente forte e suspense. Quer mais?
Livro: Imaginário Coletivo – Wesley Rodrigues

Liberdade e força de vontade. Esse é o enredo de Imaginário Coletivo, uma história em quadrinhos do brasileiro Wesley Rodrigues. Durante 500 páginas (parece muito, mas eu juro que não é), você vai acompanhar a história de uma vaca que queria ser pássaro. Com traços que te cativam do início ao fim, a narrativa nos faz pensar se estamos conseguindo alcançar tudo o que poderíamos ser.
Série: Dirk Gently’s Holistic Detective Agency

Não acho que exista uma maneira de explicar esta série (mais difícil ainda fazer em poucas linhas) e é por isso que ela é tão sensacional. Dirk é um detetive holístico, ou seja, acredita na interconexão de todas as coisas. Logo, cada segundo do episódio é conectado com outro e, por mais aleatório que pareça, tudo se encaixa perfeitamente no final (isso também quer dizer que tudo pode ser spoiler…). O Dirk acaba investigando crimes que só podem ser resolvidos por ele e, dessa forma, só podem ser feitos de uma maneira peculiar. A narrativa é perfeita e você vai ficar vidrado.
Livro: O Oceano no Fim do Caminho – Neil Gaiman

Quando o protagonista retorna a sua cidade natal para um funeral, ele vai visitar a casa no final da rua onde morava na infância. Ali, aos sete anos, ele havia conhecido uma garota chamada Lettie – que costumava chamar o lago nos fundos daquela casa de oceano. Assim que chega, ele é tomado por lembranças dos eventos estranhos que viveu. Uma história simples, mas profunda, que mostra que os adultos são muito mais moldados pelo que viveram na infância do que imaginam.
Série: Spartacus

A conhecida história real do gladiador que começou um levante contra o Império Romano contada em uma série de quatro temporadas com elenco de ponta, produção excelente e um roteiro que não dá espaço para pegar fôlego. Tudo isso combinado numa estética incomum de se ver em séries. Algo semelhante com o filme 300, que dá uma ênfase até exagerada para o sangue jorrado, esbanja da câmera lenta entre um golpe e outro e, em alguns momentos, cria um cenário propositalmente irrealista.
Livro: Me chame pelo seu nome – André Aciman

Sim, este é o mesmo livro que inspirou o filme de Luca Guadagnino, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado, em 2018. A história se passa na Itália, em 1983. Elio é filho de um pesquisador que todos os anos convida um acadêmico para ajudá-lo em suas pesquisas. No verão de 83 ele conhece Oliver com quem tem uma relação amorosa em segredo. Narrado em primeira pessoa, o livro fala sobre sexo, sexualidade e descobertas. Um livro bem intenso e ao mesmo tempo gostoso de ler.
Série: Chernobyl

Esta é uma daquelas séries necessárias, pois relata o maior desastre nuclear da história que ocorreu em abril de 1986 no reator nuclear n°4 da Usina Nuclear de Chernobyl. Com atuações impecáveis e cenas grotescas, Chernobyl te faz refletir sobre política, informação e como ações humanas movidas pelo orgulho podem prejudicar a vida de muitas pessoas. Um spoiler: com certeza você vai chorar na cena dos cachorrinhos e odiar muitos personagens que existiram na vida real.
Livro: Rota 66 – Caco Barcellos

Rota 66 é um livro reportagem do jornalista Caco Barcelos, que mostra como ele construiu a base de dados dos assassinatos feitos pela polícia da cidade de São Paulo. A investigação vai dos anos 70 até 92, quando Caco encerra sua pesquisa e consegue contar diversas histórias, além de revelar crimes envolvendo os policiais militares que envolviam o grupo Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), além de extremo despreparo da instituição e do governo.
Série: Sense8

A série conta a história de um grupo de jovens que possui um elo muito forte e sobrenatural. Ao longo dos episódios eles descobrem o motivo pelo qual essa ligação é tão intensa. E a partir disso, encaram diversas situações de risco contra pessoas poderosas que querem dominá-los. A série também traz à tona debates como gênero, raça e sexualidade.
Acho que com tantas sugestões, não há tédio que resista. A equipe do Mescla espera por vocês no início de março com novas matérias, novas discussões e todo o empenho da Indústria Criativa.
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]]>O debate é uma realização da Aliança Francesa, que conta com ajuda da Lei de Incentivo à Cultura para promover os eventos pelo país. Na capital gaúcha, ainda contou com a parceria do Curso de Realização Audiovisual (Crav) da Unisinos.

No documentário, o jornalista mostra as diversas formas de produção do tomate ao redor do mundo. Jean-Baptiste traz o contexto histórico do fruto, que hoje alcança o título de um dos produtos mais consumidos mundialmente. Logo nos primeiros minutos, o jornalista diz que a história a ser contada, na verdade, não é sobre esse alimento que consumimos diariamente, mas sim sobre o nosso mundo globalizado. Comportamento esse que acabou mudando os hábitos alimentares.
O filme revela que os três maiores produtores de tomates, atualmente, são Estados Unidos, Itália e China. Esse último, aliás, chamou a atenção de Jean-Baptiste, pois é um país onde a população não consome o produto. Mesmo assim, está entre os mais poderosos produtores do planeta. Foi lá que o jornalista iniciou sua investigação.
No país mais populoso do mundo, encontrou um general no comando das produções de tomate. Dali, o produto seguia para a Itália, onde era vendido. Na China, Jean-Baptiste também encontrou uma fábrica que adicionava fibra de soja na receita, sem especificar o ingrediente no rótulo, tornando, assim, o produto mais barato. Nos Estados Unidos, que possui máquinas mais automatizadas, um liberal é quem domina o mercado. Já na Itália, encontrou produções mais orgânicas, mas também uma espécie de trabalho escravo com imigrantes.
Toda essa investigação, que durou dois anos, resultou primeiro em uma grande reportagem, com denúncias e dados ilustrativos. Em 2017, o relato se transformou em livro e, pouco tempo depois, virou documentário. Segundo Milton do Prado, coordenador do Crav, o filme segue um formato bem jornalístico. “Na produção audiovisual, ele foca apenas na fabricação dos molhos de tomate, mas no livro, traz mais exemplos desse sistema, que visa mais produção do que o bem-estar humano”, avalia o professor.
Durante o debate, Jean-Baptiste indicou qual seria a solução para o problema da produção, muitas vezes desumana, de tomates. É preciso, segundo ele, encontrar um modelo econômico que pense também no ser humano, colocando mais racionalidade no sistema produtivo. O jornalista explicou que sua intenção com a investigação não era encontrar uma solução, mas mostrar que o problema existe. “O trabalho do jornalista é questionar os poderosos, trazer informação de qualidade, para que as pessoas processem isso e encontrem uma solução”, disse.
Jornalismo investigativo

Jean-Baptiste acredita que ainda existe espaço para o jornalismo investigativo, mas é preciso encontrar algum modelo econômico que possa financiá-lo. Os grandes donos de mídias, pensa o jornalista, veem isso como algo sensacionalista, o que não corresponde com a realidade. Além disso, é um nicho do jornalismo que demanda tempo, dedicação e muita leitura. Para Jean-Baptiste, é preciso ser idealista e não buscar o lucro financeiro, deixando de lado o mito do jornalista super-herói. “Nós precisamos do jornalismo investigativo, mas não devemos esperar que os poderosos das mídias nos deem esse lugar”, declarou.
É preciso denunciar a corrupção, na opinião de Jean-Baptiste. Mas o que muitos jornalistas fazem é transformar a denúncia em um espetáculo, sem deixar claro o funcionamento do sistema. “Até mesmo no Brasil, o jornalismo denuncia muito mais a corrupção política do que a industrial, e isso diz alguma coisa sobre o modo de se produzir notícias”, comentou. Com isso, os partidos políticos instrumentalizam a imprensa, criando apenas intrigas entre si. “Na França, é mesma coisa: o partido de direita e o de esquerda competem para ver qual é o mais corrupto. Com isso, a população associa política com corrupção, e passam a desejar uma figura forte e autoritária para comandar o país. E vocês conhecem a consequência disso”, enfatizou.

A diretora da Aliança Francesa, Mélanie Le Bihan, explica que a associação está sempre organizando eventos com diversos autores e artistas da francofonia. “Me chamou a atenção que, mesmo não sendo um filme em português ou inglês, teve um bom número de pessoas presentes”, disse Mélanie, que acredita que o conteúdo pode servir para todos pensarem a respeito.
O pesquisador e neurocientista Jessie Gutierres participou do debate. Disse que gostou muito do documentário, principalmente por trazer uma realidade pouco comum no Brasil envolvendo a indústria. “Eu não imaginava que a produção de tomate era tão poderosa e tão corrupta, igual a tantas outras”, ponderou. Para ele, o filme deixou como reflexão a forma como desejamos que a humanidade evolua tecnologicamente no comércio neste século.
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]]>Spalding, que também é doutor em literatura e editor, pretende abordar nas aulas, entre outros tópicos, o universo ficcional, as teorias de narratividade, a construção de personagens, as técnicas de narração e a construção de cenas.
A minioficina será realizada de 29 de janeiro a 7 de fevereiro, às terças e quintas, das 19h às 21h30, no Espaço Metamorfose (Av. Getúlio Vargas, 1691, Menino Deus – Porto Alegre). O valor é de R$ 250 à vista. Mais informações estão no site da Metamorfose Cursos.
– Planejamento de uma história longa;
– O universo ficcional e o enredo;
– O diálogo;
– Construção de cenas;
– Construção de personagens;
– Romances X novela.
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]]>The post Lançamento do livro “Jornalismo e documentário: diálogos possíveis” appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>A obra faz parte de um projeto elaborado pela Editora Appris com um grupo de professores do curso de graduação em Jornalismo da ESPM. Os trabalhos originais são avaliados pelo comitê científico da coleção Ciências da Comunicação, constituído por representantes do país e do exterior responsáveis por atestar a qualidade do material.
O lançamento será realizado no dia 27 de novembro, no Bistrô da Travessa (Travessa dos Venezianos, 25 – Cidade Baixa – Porto Alegre). As autoras estarão presentes para autografias e também para conversar com amigos e leitores.
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]]>The post O Caçador de Pipas é um retrato da amizade appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>O Caçador de Pipas apresenta a história de Amir e Hassan, dois meninos conectados pela forte amizade apesar de todas as diferenças entre eles. Hassan é corajoso, leal, bondoso e filho de Ali, empregado do pai de Amir. Amir, por outro lado, busca a atenção dos pai acima de tudo, isso faz com que, muitas vezes, seja egoísta e até mesmo mal. As disparidades, porém, não impedem que os garotos virem companheiros e compartilhem histórias e aventuras de infância.

As pipas são uma paixão nacional entre os meninos do Afeganistão dos anos 70 e Amir e Hassan não fogem a essa regra. Amir ganha o concurso anual de caçar pipas e, com ele, o reconhecimento do pai. Hassan, comovido com a felicidade do amigo, decide ir atrás da pipa que o transformou em campeão, mas é abordado por um grupo de meninos inimigos de Amir que o abusam sexualmente. Amir, que tinha decidido ir atrás do amigo, não faz nada para ajudar Hassan e, por medo, foge.
“Abri a boca e quase disse algo. Quase. O resto da minha vida poderia ter sido diferente se eu tivesse dito alguma coisa naquela hora. Mas, não disse. Só fiquei olhando. Paralisado”
Depois desse evento, Hassan continua leal e bondoso, o que faz com que Amir seja atormentado pela culpa. Buscando um jeito de evitar ver Hassan todos os dias, Amir inventa um roubo e coloca a culpa em Hassan para que seu pai os expulse de casa. Ali decide partir com o filho depois disso.
“Por você, faria isso mil vezes”
Após Hassan ir embora, muitas coisas mudam na vida de Amir. A guerra contra a Rússia faz com ele e seu pai tenham que fugir para os EUA. Lá vivem uma vida simples e muito diferente da que viviam no Afeganistão. Anos se passam e Amir deixou o orgulho e prepotência para trás para se tornar um homem simples. Uma ligação pede para que ele retorne à terra natal, onde reencontra seu passado e culpa deixada de lado.

O livro de Khaled Hosseini deixa lições incríveis para quem o lê. A amizade sincera e a valorização das pessoas e detalhes que fazem parte de nossa rotina deixam de ser deixadas de lado após essa leitura. Se você busca um livro para refletir e emocionar, O Caçador de Pipas é o livro para você.
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]]>Você gosta de História? E de boa literatura? Se a resposta a uma dessas perguntas for “sim”, o livro Queda de Gigantes é indicado para você. O #TermineUmLivro desse mês é com o primeiro livro da trilogia “O Século”, do autor Ken Follett, seguido por Inverno do Mundo e Eternidade por um Fio. A obra apresenta em suas mais de 900 páginas uma aula de história magnífica sem deixar o sentimentalismo para trás.
Queda de Gigantes é uma narrativa sobre a Primeira Guerra Mundial pelo ponto de vista de cinco famílias de nacionalidades e classes sociais diferentes. Na Inglaterra e País de Gales, a história é narrada pelas famílias Williams e Fitzherbert. A conexão entre elas – os Willians trabalham para os Fitzherbert – traz à tona o conflito entre nobreza e trabalhadores sindicalistas. Os alemães e austríacos são representados pela família Von Ulrich, em que os membros se dividem em pacifistas e conservadores, que acreditam que a guerra é a única solução. Americanas, as famílias Dewar e Vyalov são estritamente ligadas à política e jogos de poder. Temos ainda a família russa Peshkov, que está saturada do governo czarista.

É nesse cenário que vemos personagens se desenvolverem, histórias serem contadas, ligações serem feitas e desfeitas e, de pequenos em pequenos passos, ações vão sendo acumuladas até a guerra estourar. Ken Follett faz isso de uma forma genial, juntando personagens reais com fictícios, mostrando todos os lados da história e revelando que os fatores que levam à guerra são mais complexos do que explicados inicialmente. Os momentos históricos e as decisões que mudaram o rumo da humanidade são narradas por meio de personagens de diversas culturas, nunca deixando a emoção de lado, causando, assim, um impacto profundo no leitor.
Apesar da grande quantidade de personagens, o autor consegue manter a história contínua, transmitindo uma personalidade própria para cada um. Nenhum fica na superfície, todos são explorados de várias formas, nos fazendo sentir empatia ou repulsa por eles. Desse modo, nos envolvemos muito mais na história ao amar ou odiar certos personagens.

A leitura é rápida e empolgante. As narrativas intercaladas de diversos personagens nos deixam ansiosos a cada fato novo e pelos acontecimentos que vão se desenrolando em cada canto do mundo. O livro é uma grande aula de história. Nele, entendemos melhor eventos que, muitas vezes, temos pouco ou nenhum aprofundamento, como A Guerra dos Bálcãs, a Revolução Russa e as Sufragistas. Se você é um daqueles leitores que gostam de pesquisar sobre eventos mencionados no livro, Queda de Gigantes irá te deixar extasiado. As paisagens, os cenários e os momentos históricos podem ser confirmados por uma pesquisa rápida na internet, deixando a leitura com mais veracidade.
Follett é criticado por historiadores pelo fato de suas obras serem previsíveis e nem sempre condizerem com a realidade. Então, é sempre bom frisar que esse é um livro de ficção histórica, de modo que o autor utiliza cenários e pessoas reais para desenvolver a história em cima. No final do livro, o autor discorre sobre o assunto em um pequeno artigo chamado “Personagens Históricos”.
Se você gosta de história, não tenha medo da quantidade de páginas e encare a trilogia “O Século” com gosto. Se você não gosta, verá que ela pode ser muito interessante depois deste livro. Boa leitura!
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Eliane é uma jornalista gaúcha, documentarista e escritora. Trabalhou 11 anos como repórter na Zero Hora, de Porto Alegre, e 10 como repórter especial na Revista Época, em São Paulo. Publicou cinco livros de não ficção e um romance, escreveu crônicas, contos e ensaios. Disponíveis em seu site.
Livros que indicamos: Uma Duas, Coluna Prestes – O Avesso da Lenda, A vida que ninguém vê, O Olho da Rua e A Menina Quebrada.
Leitor indica: A nova edição de “O Olho da Rua”, com reportagens que ela fez para a revista Época e que, nessa nova versão, apresenta um posfácio inédito tratando sobre o tema “reportagem”, recomenda a professora de Jornalismo, Thais Furtado.

A pernambucana é jornalista e socióloga, tem quatro livros publicados e já dirigiu um documentário.
Livros que indicamos: Os Sertões, Nabuco em Pretos e Brancos, No País do Racismo Institucional e O Nascimento de Joicy.
Leitor indica: “Ela escreveu o fabuloso ” O nascimento de Joicy”. O livro traz na íntegra a reportagem de mesmo título que conta a história de um ex-agricultor que procura o serviço público de saúde para fazer a cirurgia que adequaria seu corpo masculino ao feminino. Nos capítulos seguintes, Fabiana reflete sobre o seu fazer jornalístico especificamente nesta reportagem e propõe o conceito de jornalismo de subjetividade”, explica Thais Furtado sobre a obra.

O jornalista gaúcho é repórter e escritor, especializado em jornalismo investigativo, documentários e grandes reportagens sobre injustiça social e violência. Trabalhou como repórter para as revistas Veja e Istoé e atuou como correspondente internacional na cidade de Nova Iorque. Foi apresentador na Globo News, repórter no Jornal Nacional, Fantástico, Globo Repórter e recentemente no Profissão Repórter.
Livros que indicamos: Rota 66 e Abusado
Leitor indica: A estudante de Jornalismo e apaixonada por livros, Graziele Iaronka indica o livro Abusado. “ Adorei a forma detalhada como o caco abordou no livro, dá a impressão de que tu tá dentro da história”, conta.

John foi um escritor e jornalista norte-americano, falecido em 1993, aos 78 anos. Ele escreveu artigos para Time, Life e para o The New Yorker. Tem 25 obras publicadas, entre elas a mais famosa, Hiroshima.
Livros que indicamos: Hiroshima, A Bell for Adano e The Algiers Motel Incident
Leitor indica: Thais Furtado sugere Hiroshima, em que o autor reconstitui o dia da tragédia da explosão da bomba a partir do relato de seis sobreviventes. “É perfeito para ver a construção de perfis e provocar a reflexão sobre o absurdo que é uma guerra”, aconselha.
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]]>The post A empatia e as lições do livro Extraordinário appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>O #TermineUmLivro é o novo projeto do Mescla que busca incentivar a leitura de todos os gêneros. A última pesquisa do Instituto Pró-Livro revelou que o brasileiro lê em média 5 livros por ano contando com didáticos e inacabados, nós queremos ajudar a mudar essa situação. O #TermineUmLivro traz uma provocação, terminar aquela leitura que está encalhada e também dá dicas de novos livros, seja por resenha ou fotos em nossa fanpage no facebook. O projeto se inicia hoje com a resenha do livro Extraordinário.
Lançado em 2013 aqui no Brasil pela editora Intrínseca, o livro Extraordinário da autora R.J. Palacio fez um enorme sucesso. Em tempos em que falar sobre inclusão se torna necessário, o livro que trata desse tema de uma forma leve agradou a muitos e criou uma base de fãs. Atualmente, está sendo produzida uma adaptação da história para o cinema e o primeiro trailer já foi lançado.
Extraordinário narra a história de August Pullman, um garoto de 10 anos que nasceu com uma síndrome genética rara que, além de causar problemas de saúde, o deixou com um rosto incomum. August passou por diversas cirurgias quando criança, essas o permitiram levar a vida da melhor forma possível. Agora, aos 10 anos, os pais decidiram que Auggie pode enfrentar um novo desafio, então ele irá pela primeira vez para uma escola e passar por todos os novos problemas que essa fase traz.

O bullying, os novos amigos e conflitos escolares típicos são algumas situações que August encara nessa nova jornada. O aprendizado é mútuo, enquanto August aprende como lidar com tais situações, os colegas aprendem com ele. A visão de uma criança de dez anos sobre o mundo é mais complexa e ao mesmo tempo simples do que poderíamos imaginar.

O livro pode ser resumido em uma palavra: empatia. Aprender a se colocar no lugar do outro, não julgar, enxergar realidades esquecidas e aceitar as diferenças são desafios constantes na vida de todos. Essa mensagem passada em uma história tão curta e simples é grandiosa demais para ficar escondida.
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]]>Os encontros, antes presenciais, agora se dão via aplicativos e redes sociais que não têm agenda fixa, o que permite que os assinantes tenham seus próprios ritmos para a leitura de cada obra.
No Brasil há diversos clubes que seguem este modelo. Para o público infantil, o Leiturinha traz diversas histórias no formato físico e digital e dicas pedagógicas para os pais. O Turista Literário e a TAG – Experiências Literárias são os clubes para jovens e adultos que trazem livros dos mais diversos assuntos.
O Turista Literário foca seu nicho em jovens adultos. O clube funciona como uma assinatura, pagando um valor mensal, o assinante recebe em casa uma caixa que contém um livro recentemente lançado do gênero young adult além de vários brindes.

Com a missão de proporcionar uma viagem a cada livro lido, o Turista traz em seu kit elementos da história para o leitor se sinta ambientado no cenário descrito durante a leitura. Uma playlist no Spotify, um guia de viagem pelo mundo narrado no livro, um item de cheiro ou sabor e um presente aos leitores são itens obrigatórios em toda caixa. Após a leitura, os assinantes possuem um grupo exclusivo no facebook para compartilhar suas impressões sobre a obra e um canal no youtube com o diário de bordo daquela viagem.
A TAG – Experiências Literárias é atualmente o maior clube de assinaturas de livros do Brasil para o público adulto, são aproximadamente 20 mil assinantes e as projeções são de crescimento para o resto do ano. Baseada no Círculo do livro, um clube famoso nos anos 80, a TAG traz a seus assinantes uma edição exclusiva dos livros além de uma revista especial.
Arthur Dambrós, um dos fundadores da TAG atribui o sucesso ao fato de eles serem leitores e entender os anseios de seu público.”Não somos literatos, nunca fomos, nós somos leitores na essência. Então temos essa interface de troca legal, em que estamos ao lado do leitor, não acima deles. Valorizamos a boa literatura, a literatura que o leitor busca para se divertir, para descobrir coisas novas e aprender “, comenta ele.

O clube conta com uma curadoria especial, todo mês é escolhido um curador externo que irá indicar a obra a ser enviada naquele mês. Nas 34 edições já enviadas pela TAG passaram curadores como Mario Vargas Llosa, Luis Fernando Verissimo, Martha Medeiros e Mário Sérgio Cortella. Além do livro, a TAG também produz uma revista com os dados do curador daquela edição e sobre o livro enviado além de um brinde para os assinantes.
Arthur ressalta que as edições da TAG são um dos diferenciais da empresa, sempre em capa dura e com capa e diagramação exclusiva elas agradam aos leitores. “Nós temos muito esmero com o objeto livro então queremos que a nossa edição seja a melhor, a mais bonita, mesmo que que já existam outras no mercado”, afirma ele.
São clubes através de clubes assim, que mais leitores chegam a cada dia no mercado literário e se apaixonam pela leitura. Arthur comenta que “O Brasil é um mercado em desenvolvimento, principalmente no setor da leitura” e a expectativa é mudar o cenário nacional nesse meio, um dos objetivos da TAG é fazer parte dessa mudança.
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