wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post Quando o conflito bate à porta, o repórter precisa estar preparado appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>O aviso é repetido várias vezes para os mais de 30 estudantes de Jornalismo que participaram do Estágio de Correspondente de Assuntos Militares (ECAM), realizado pelo Comando Militar do Sul. Com a chuva que não cedia e o estampido dos tiros de festim, a sensação de realismo me fez pensar sobre a necessidade de preparo físico e psicológico para uma cobertura jornalística em região de conflito. A maioria, como eu, tinha entre 19 e 28 anos, alunos do quarto ao sexto semestre. Nenhum de nós já havia vestido um colete à prova de balas. Alguns, aliás, pretendem não vesti-lo novamente.

O Brasil é o quinto país do mundo onde mais morrem jornalistas, muitos deles, pela falta de preparo para enfrentar situações violentas. Desde as manifestações de 2013, a cobertura de conflitos não se restringe às disputas territoriais pelo tráfico. As mobilizações nas ruas e as maratonas de protestos exigiram que o jornalista saísse direto da redação para zonas de conflitos, e não raro o saldo de feridos reflete esse despreparo. Durante o treinamento, nos questionamos quais de nós enfrentarão no futuro uma situação parecida com a simulada. Mesmo que o tom fosse de brincadeira, o temor estava presente. Era real.
As conversas com repórteres acostumados às situações dramáticas, como Roberta Salinet, que cobriu o caso da Boate Kiss, ou Bernardo Bertolotto, enviado ao Haiti com uma missão de paz brasileira, foram tão instrutivas como reflexivas. Mais do que as dicas de cobertura, a percepção do papel humano do jornalista diante das tragédias toma uma proporção maior quando enfrentamos questionamentos morais. É um trabalho que exige muita sensibilidade, cuidado com o trato dos envolvidos. A pressa, a necessidade do furo jornalístico, fica em seguro plano.
Um dos exemplos mais marcantes sobre essa discussão veio do depoimento de Roberta Salinet, quando a ex-repórter da RBS relembrou sua participação na prisão do serial killer de Passo Fundo, em 2004. Dez anos depois, a jornalista recebeu uma medalha de gratidão da polícia pela ajuda na captura do criminoso. Mas, segundo ela, a sensação de dever cumprido nunca foi confundida com vaidade.
— O ego destrói. Nós perdemos muitos jornalistas bons para o ego.
Uma das situações simuladas foi de um protesto de moradores em uma comunidade. Quando vestimos os equipamentos de proteção, colocamos as capas de chuva e enfiamos os pés na lama, só não esquecemos de que aquele é um ambiente controlado, o que nos deixa calmos e seguros. Caso contrário, a adrenalina subiria, assim como o medo.
— Agora vamos até o lugar onde os senhores podem fazer a entrevista. — A explicação do sargento que acompanha o grupo fica quase inaudível com a chuva e os gritos que fazem o protesto parecer real.

É a chance de experimentar algumas das dificuldades que envolvem esse trabalho: é difícil pensar, encontrar perguntas, ouvir respostas, desviar das mãos, proteger a câmera da chuva. Mas esse é um ambiente controlado. A realidade exige esforço e treinamento, tanto físico quanto mental. E coragem para acreditar que estamos fazendo tudo que podemos enquanto jornalistas.
Durante os três dias de estágio, aprendemos a cuidar do outro: imobilizar ossos quebrados, limpar ferimentos e trabalhar em equipe, porque, diante de problemas graves, não há espaço para concorrência, distinção entre emissoras ou empresas. No nosso ambiente controlado, somos estudantes competindo pela melhor foto, mas também precisamos trabalhar juntos para realizar tarefas que exigem companheirismo.
As orientações para a geolocalização, utilizando mapas e bússolas, e as noções de primeiros socorros parecem simples demais para alguns alunos, mas é o que pode garantir a vida em uma situação real de conflito. Sem precisar atravessar o mundo para presenciar a guerra, somos lembrados de que comer, dormir e ir ao banheiro são chances que nunca podem ser ignoradas, porque o ambiente muda drasticamente em questão de minutos, e o jornalista precisa estar preparado.
Todos os anos, o ECAM atende gratuitamente estudantes de Jornalismo, com o intuito de treinar e preparar futuros profissionais para situações de conflito. A ideia é proporcionar um pouco de experiência para que uma parceria entre repórteres e militares seja possível e segura, prevenindo acidentes e fatalidades na cobertura jornalística.
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]]>O evento ocorre na Livraria Cultura, em Porto Alegre, no Shopping Bourbon Country, no dia 10 de novembro, às 10h. As inscrições são gratuitas, porém limitadas. Contudo, haverá lista de espera. Toda a programação, acompanhada dos palestrantes, está disponível aqui.
O evento tem caráter exclusivo para profissionais e alunos de comunicação, dando prioridade à jornalistas formados e universitários da área. Para se inscrever, é preciso preencher um formulário disponível aqui. O prazo é até o dia 5 de novembro, às 22h.
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]]>O evento ocorre na Livraria Cultura, em Porto Alegre, no Shopping Bourbon Country, no dia 10 de novembro, às 10h. As inscrições são gratuitas, porém limitadas. Contudo, haverá lista de espera. Toda a programação, acompanhada dos palestrantes, está disponível aqui.
O evento tem caráter exclusivo para profissionais e alunos de comunicação, dando prioridade à jornalistas formados e universitários da área. Para se inscrever, é preciso preencher um formulário disponível aqui. O prazo é até o dia 5 de novembro, às 22h.
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]]>Essa é a oitava edição do encontro, que antecede a abertura do 16º SBPJor (evento da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo). A apresentação dos trabalhos, que foram criados para as disciplinas de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), acontecerá com a mediação de professores e alunos de pós-graduação da Escola de Comunicações e Artes da USP.
Um dos artigos feitos na universidade é “O ativismo LGBT no YouTube: uma proposta de mapeamento”, feito por Anderson Guerreiro com a orientação da professora Maria Clara Aquino Bittencourt. A pesquisa foi motivada pelo interesse de Anderson pelo tema e sua participação em um trabalho de Maria Clara sobre a midiatização do ativismo.

O jovem pesquisador destaca como vantagens de participar do encontro as vivências e a valorização do currículo. “Com meus planos de entrar para o mestrado, eventos do porte da JPJor se somam a um aprendizado que julgo importante para um pesquisador júnior”, destaca.
Jornalista formada pela Unisinos, Caroline Garske Rosa, estará no evento com o trabalho “A Representação da Brasilidade na transmissão das cerimônias de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016”, orientado pela professora Sabrina Franzoni. Pesquisar sobre o assunto, conforme Caroline, não é somente observar a cultura do país, mas como ela é construída. “É uma forma de entendermos o que somos, por que somos e as diversas formas de manifestações culturais do Brasil”, afirma.
Para a jovem, a representação do que é ser brasileiro está ligada à comunicação, por ser vista em novelas, reality shows e programas de auditório. O trabalho se destaca por abordar a cobertura de um evento esportivo sob a ótica de representatividade. Caroline espera de sua ida ao JPJor o crescimento de sua bagagem acadêmica e cultural.
Além da bagagem acadêmica, um artigo de destaque pode ser uma motivação para o início de um mestrado. É o caso de Eduarda Moraes, que estará no encontro com o artigo “Jornalismo e conflito: singularidades da cobertura do site El País durante retaliação dos EUA na Síria”. Eduarda espera no futuro seguir com essa linha de pesquisa, sendo o próximo artigo sobre correspondentes internacionais que cobrem conflitos.

O trabalho teve a orientação da professora Anelise Zanoni e analisa a relação entre o jornalismo e os conflitos. Para a estudante, as guerras têm o poder de dar mais visibilidade ao trabalho jornalístico. “Por alguns motivos, que especifico no artigo, o público em geral é atraído por situações conflituosas””, relata.
Na categoria de Comunicações Livres, considerada mais profissional, está o trabalho “Jornalismo e alteridade: narrativas de viagem na reconstrução da Colômbia como destino turístico”. O artigo foi feito por Manoela Petry com a orientação de Anelise Zanoni. Manoela celebra sua participação no SBPJor, que será o primeiro evento acadêmico que participará fora da Unisinos e também como jornalista graduada. “Espero que seja uma experiência enriquecedora para minha vida profissional e também pessoal”, comenta a jovem pesquisadora.
O trabalho da professora, voltado para narrativas de viagem, foi uma motivação para que a então estudante escolhesse o tema para a pesquisa. Anelise, além de dar aulas na universidade e atuar como pesquisadora, mantém o site de viagens Travel Terapia.
Uma área desejada por muitos estudantes, o jornalismo esportivo estará representado no evento com o trabalho “O Comentarista Esportivo no Radiojornalismo: uma enunciação técnica e cultural, por meio de uma linguagem crítica e opinativa” de William Szulczewski. O jornalista encara o artigo e sua presença no JPJor como um ponto de partida para a sua carreira na área em que deseja atuar: “Meu maior desejo é iniciar o Mestrado e, futuramente, atuar na profissão de comentarista esportivo”.
O trabalho do jornalista diplomado pela Unisinos teve a orientação de Sabrina Franzoni. Com a pesquisa, ele descobriu mais sobre o perfil dos comentaristas esportivos do Rio Grande do Sul, além das particularidades desse trabalho. As descobertas foram baseadas nas entrevistas realizadas com oito comentaristas do estado.
Para quem quiser conferir os trabalhos selecionados para o evento, a organização do JPJor 2018 irá disponibilizar pelo site o acesso completo em outubro.
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