Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170
Arquivos investigativo - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/investigativo/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Fri, 16 Dec 2022 17:13:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 Alunas de Jornalismo da Unisinos recebem Prêmio MP de Jornalismo https://mescla.cc/2022/12/16/alunas-de-jornalismo-da-unisinos-recebem-premio-mp-de-jornalismo/ https://mescla.cc/2022/12/16/alunas-de-jornalismo-da-unisinos-recebem-premio-mp-de-jornalismo/#respond Fri, 16 Dec 2022 17:07:38 +0000 http://mescla.cc/?p=17524 O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) anunciou na quarta-feira, 14/12, os vencedores do 24º Prêmio de Jornalismo do RS. Nesta edição, um grupo de alunas de Jornalismo da Unisinos ganharam o 2º lugar na categoria “Reportagem Universitária”.  A matéria sobre casais de mulheres que precisam entrar na Justiça para registrar a dupla […]

The post Alunas de Jornalismo da Unisinos recebem Prêmio MP de Jornalismo appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) anunciou na quarta-feira, 14/12, os vencedores do 24º Prêmio de Jornalismo do RS. Nesta edição, um grupo de alunas de Jornalismo da Unisinos ganharam o 2º lugar na categoria “Reportagem Universitária”.  A matéria sobre casais de mulheres que precisam entrar na Justiça para registrar a dupla maternidade de filhos gerados a partir de inseminação caseira, foi realizada pelas estudantes Milena Silocchi, Júlia Möller e Vitória Drehmer na atividade de Jornalismo Investigativo, ministrada pela Profª Luciana Kraemer. Você pode conferir a reportagem aqui.  


A disciplina teve parceria com a atividade de Projeto Experimental, orientada pelo Prof. Flávio Dutra no primeiro semestre de 2022. Os ensaios fotográficos produzidos pelos alunos da atividade de PE ilustram as reportagens. Foi também naquele semestre, o início de outra parceria inédita com o jornal Extra Classe. Os alunos que fizeram o ensaio fotográfico para a reportagem sobre dupla maternidade foram Douglas Glier, Marília Port e Sofia Goulart.   


 
A cerimônia de premiação 

Quem foi receber o prêmio foi a estudante Júlia Möller, já que o restante do grupo mora longe da capital. A Júlia está se encaminhando para o 7º semestre e contou um pouco sobre a experiência: “Foi muito legal, porque nenhuma de nós é formada, nenhuma de nós ganhou o diploma de jornalismo, então, receber um prêmio assim antes mesmo de se formar, acho que mostra, muito nítido, que a gente está no caminho certo”. A Júlia disse que a sensação de ouvir, no dia da premiação, os nomes do grupo serem chamados, canalizou a emoção e mostrou que era concreto o que parecia loucura.  






A premiação do Ministério Público tem seis categorias: Patrimônio Público, Proteção Social, Saúde e Educação, Segurança Pública, Sustentabilidade e Reportagem Universitária. Cada categoria tem 1º, 2º e 3 º lugar. Na categoria Reportagem Universitária, os autores dos três melhores trabalhos receberam certificados, nas demais categorias, o prêmio é um troféu.  


O coordenador de Jornalismo de São Leopoldo, Micael Behs, comentou que o prêmio conquistado a partir de reportagem produzida na atividade de Jornalismo Investigativo significa muito para o curso. “Indica que estamos produzindo conteúdo relevante e comprometido com a vocação social da profissão”, disse. Micael parabenizou as alunas e a professora e deseja que o prêmio conquistado incentive outros estudantes a inscreverem suas produções em concursos.   


Além disso, a Caroline Garske Rosa, egressa de Jornalismo da Unisinos, também recebeu um prêmio. Ela conquistou o segundo lugar com reportagem sobre o programa “Busca Ativa Escolar e Recuperação de Aprendizagens e o impacto no Vale do Rio Pardo”, publicada no jornal Gazeta do Sul, de Santa Cruz do Sul. Foi um belo dia para o Jornalismo da Unisinos.  

The post Alunas de Jornalismo da Unisinos recebem Prêmio MP de Jornalismo appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2022/12/16/alunas-de-jornalismo-da-unisinos-recebem-premio-mp-de-jornalismo/feed/ 0
Ensaios fotográficos a partir da investigação jornalística https://mescla.cc/2022/07/06/ensaios-fotograficos-a-partir-da-investigacao-jornalistica/ https://mescla.cc/2022/07/06/ensaios-fotograficos-a-partir-da-investigacao-jornalistica/#respond Wed, 06 Jul 2022 19:04:53 +0000 http://mescla.cc/?p=16601 A parceria foi firmada neste semestre e uniu as disciplinas de Jornalismo Investigativo e Projeto Experimental. O desafio foi dar aos estudantes de Projeto Experimental a tarefa de ilustrar as clássicas reportagens baseadas em dados do Jornalismo Investigativo. A repórter que vos fala teve a oportunidade de concluir as duas atividades em semestres consecutivos e a […]

The post Ensaios fotográficos a partir da investigação jornalística appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
A parceria foi firmada neste semestre e uniu as disciplinas de Jornalismo Investigativo e Projeto Experimental. O desafio foi dar aos estudantes de Projeto Experimental a tarefa de ilustrar as clássicas reportagens baseadas em dados do Jornalismo Investigativo.

A repórter que vos fala teve a oportunidade de concluir as duas atividades em semestres consecutivos e a possibilidade de experimentar a produção da investigação (semestre passado) e, agora, produção do ensaio imagético. Até o ano passado, os alunos de Projeto Experimental se dedicavam à produção de conteúdo complementar aos textos desenvolvidos na disciplina de Jornalismo Literário e publicados na revista Primeira Impressão.

Acontece que, agora, os escritores da PI ilustram e complementam as suas próprias matérias. A turma de Projeto Experimental, então, teve a oportunidade de mergulhar de cabeça na fotografia. Entre teoria e exercícios analógicos, o Grau B nos reservou a criação de três ensaios fotográficos, pensados a partir dos temas escolhidos pela galera de investigativo. O professor Flávio Dutra nos inspirou a desbravar as alternativas que a criatividade permitisse. No resultado final, a intimidade de cada ensaio, acompanhada pelas defesas propostas por cada um de nós, explora três amplos assuntos representados nas seguintes reportagens investigativas: Para ter direito, só entrando na justiça, A violência política de gênero no Legislativo Municipal do RS e O RS é o estado com mais casos de racismo no futebol.
 

As reportagens em que nos baseamos, tão diferentes entre si, compartilham as lutas de protagonistas profundamente resilientes. Eis, então, o desafio de captar os detalhes dessas histórias em imagens que, de alguma forma, expressam o desespero e a superação de todos os dias.

Racismo no futebol 

  • Técnica empregada: ensaio fotográfico em estúdio 
  • Márcio Chagas da Silva, pelas lentes da aluna Julia Schutz e de Mayra Silva 


Relato da Julia – “O ex-árbitro de futebol Márcio Chagas foi vítima de injúria racial em 2014, após a partida entre Veranópolis e Esportivo de Bento Gonçalves, válida pelo Campeonato Gaúcho. Seu carro teve as laterais arranhadas, e bananas foram colocadas em cima do veículo. Márcio afirmou que, antes mesmo de o jogo começar, já escutava ofensas como ‘macaco’, ‘teu lugar é na selva’ e ‘volta pro circo’. Em 2019, quando foi convidado para apitar uma partida em Ajuricaba, região Norte, Márcio foi alvo de preconceito por um homem que acompanhava o jogo. O acusado foi autuado na delegacia, mas foi liberado.


No mesmo ano, ele foi demitido da RBS TV, afiliada da Rede Globo, por abordar questões sobre racismo, principalmente dos casos que sofreu e nos quais afirmava não receber apoio dos chefes da empresa. No Alfredo Jaconi, estádio do Juventude, o ex-juiz disse que ouviu, pelo ponto eletrônico, que se aquilo o incomodava, deveria se retirar da transmissão. O time caxiense jogava contra o Inter, quando uma torcedora do clube mandante cometeu atos de racismo contra Chagas, enquanto ele estava dentro da cabine de transmissão.


A RBS negou as acusações e disse que fez as mudanças necessárias na área do esporte como parte da reestruturação da empresa, que incluiu a movimentação de outros profissionais, além de oferecer apoio jurídico, mas o então comentarista, na época, preferiu buscar o advogado que já o assistia antes de ingressar na emissora. As imagens deste ensaio foram produzidas no estúdio fotográfico da Unisinos, especialmente para esta reportagem”.

Foto: Julia Schutz e Mayra Silva


Foto: Julia Schutz e Mayra Silva


Foto: Julia Schutz e Mayra Silva


Foto: Julia Schutz e Mayra Silva


Foto: Julia Schutz e Mayra Silva


Foto: Julia Schutz e Mayra Silva


Foto: Julia Schutz e Mayra Silva


Abaixo, a curadoria realizada pela aluna Julia Schutz sobre as fotos de Kelly Bandeira (imagem do canto superior esquerdo) e Eduardo Tôrres (demais imagens).

Relato da Julia – “Wagner Fogolari, ex-jogador do São José (RS), hoje atuando no Sampaio Corrêa (MA), sofreu injúria racial em 2017 pelo Campeonato Gaúcho em jogo das quartas de final contra o Novo Hamburgo por um torcedor da equipe adversária. As duas equipes lamentaram o fato em uma nota publicada oficialmente”.


Curadoria: Julia Schutz

Abaixo, outra curadoria realizada pela aluna Julia Schutz, dessa vez sobre as fotos de Ricardo Saibun (imagem do canto superior direito) e Ivan Storti (demais imagens).

Relato da Julia – “O ex-goleiro Aranha, então jogador do Santos (SP), sofreu atos de racismo em um jogo contra o Grêmio em 2014, na Arena (POA), válido pela Copa do Brasil. Na ocasião uma torcedora da equipe tricolor gritou repetidamente a palavra ‘macaco’ em direção ao atleta. O Grêmio acabou sumariamente eliminado da competição”.


Curadoria: Julia Schutz


*****

Maternidade homoafetiva


  • Técnica empregada: colagem
  • Recortes e composições pelas mãos dos alunos Douglas Glier Schütz, Marília Port e Sofia Gulart


Colagem: Marília Port

Meu relato – “‘Família’ é a palavra-guia dessa colagem. Representa o conceito e, mais do que isso, o imaginário coletivo contido na palavra. A ideia foi relacionar a sensação de felicidade nos elementos simples, como o sorriso infantil e a presença de cores vibrantes. Munida desses elementos, procurei expressar, de alguma forma, o desejo que move a reportagem e torna cada fonte resiliente. Encontrei os detalhes dessa composição, na sua grande maioria, em revistas dedicadas à infância e à gestação. Depois disso, parti para os recortes e, finalmente, a montagem. O intuito do conjunto era realçar o sentimento de identificação do observador, oportunizado pela complementação recíproca entre as figuras posicionadas juntas. Definir tópicos que conduzissem a produção foi bastante desafiador, porque o assunto da imagem é farto e ao mesmo tempo escasso. Como ilustrar a luta de uma vida em uma porção de fotos?”

Colagem: Douglas Glier Schütz


Relato do Douglas – “A montagem busca transmitir toda a questão que envolve a justiça, as ameaças e os preconceitos vividos pelas mães durante a sua caminhada: os constrangimentos nos serviços de registro; a falta de políticas públicas para apoiar essas famílias; e, muitas vezes, a recusa de garantir o nome das duas mães na certidão de nascimento. Hoje é possível registrar um filho sem o nome do pai ou sem a presença do pai, mas duas mães não têm esse direito. O único ponto com uma cor mais vibrante na imagem puxa para o centro da colagem, onde uma lágrima de sangue exemplifica a dor de quem é excluído e negligenciado no país. O trio de palavras ‘família’, ‘proibidA’ e ‘ameaça’, busca justamente mostrar como são vistas essas mães com a sua criança por uma sociedade patriarcal, machista e LGBTfóbica”.

Colagem: Sofia Gulart


Relato da Sofia – “A imagem trata de um tema muito delicado, nela procurei usar tons bem claros e suaves com um leve contraste com as cores de algumas das flores. As cores foram escolhidas para contrapor as da imagem anterior e dar um ar mais leve ao contexto. As flores foram usadas para simbolizar a vida, a paz e o amor. Ao plano de fundo, usei imagens de ultrassom com as cores alteradas para manter o contexto de leveza. A ideia inicial era de fazer essa peça como se fosse uma página de álbum de fotos de bebê, tanto pelas cores quanto pela disposição de algumas das colagens”.

Colagem: Marília Port


Meu relato – “Para essa colagem, foram dois termos que conduziram a pesquisa pelas imagens: ‘burocracia’ e ‘união estável’. O caminho de uma parte à outra aconteceu no sentido de manter a família à vista, preservar o laço, mas ao mesmo tempo assumir uma composição mais conceitual, que não fosse tão descritiva por si só. Pessoalmente, as minhas favoritas são as mulheres desenhadas no topo direito. Elas são a dúvida e a certeza. O cansaço e o acolhimento que constroem a força. Também gostei das tarjas nos olhos. Essa ideia acompanhou todo o processo, mas só se concretizou no fim, já que foram feitas à caneta quando tudo já estava colado. A assimetria dos riscos transpõe as diferenças entre os olhares encobertos. As expressões faciais são melancólicas, algumas delas parecem até desconfiadas. O tom geral, como um todo, ainda agrupa cores, mas agora com um aspecto amarelado comum, quase uniformizado. A alegria aqui é contida. Juntas, as imagens servem para esboçar esse desconforto. A cada etapa vencida, quantas mais faltam?”


Colagem: Douglas Glier Schütz


Relato do Douglas – “A imagem busca passar a mensagem daquilo que as mães sofrem ao tentarem acessar os serviços que são livres para casais heterossexuais. Há violência obstétrica, constrangimentos ao tentar registrar a criança, a necessidade de juntar provas para confirmar um relacionamento e até o preconceito dentro da família. Da mesma forma, encaram a dificuldade para conseguir fazer a inseminação e a necessidade de recorrer ao método caseiro, visto que o procedimento em clínicas é altamente custoso e não é de fácil acesso. Optei por tons mais sóbrios para transmitir uma sensação de luta, de batalha para conseguir constituir uma família. A ausência de cores vibrantes retira a percepção de algo ‘vivo’ e ‘alegre’, mostrando a dificuldade na caminhada de um casal de mulheres para serem aceitas como mães. Por isso, escolhi esconder o rosto dos casais nas fotos com palavras que exemplificam essa violência sofrida pela comunidade LGBTQIAP+”.

Colagem: Sofia Gulart

 

Relato da Sofia – “Na colagem quis passar a ideia da sombra que o sistema patriarcal emite sobre todos, mas principalmente do peso que ela tem sobre as mulheres e as complicações que causa em mulheres lésbicas ou nas que estão em um relacionamento não envolvendo o sexo masculino. A silhueta do homem ilustra essa sombra do sistema patriarcal, que assombra mesmo as famílias e relações lésbicas e/ou sáficas. A imagem da mulher possui uma censura em forma de rótulo com a palavra ‘sistema’, com intuito de criticar e questionar o que é imposto e normalizado na sociedade. Tanto a imagem da mulher quanto o rótulo possuem um efeito de ‘rasgo’ e/ou ‘desgaste’. A peça tem o intuito de criticar a influência do sistema patriarcal sobre a vida de todas as mulheres, mas principalmente daquelas que não possuem ligação romântica e/ou familiar com o sexo oposto”. 


*****

Violência política de gênero

  • Técnica empregada: ensaio fotográfico na Câmara Municipal de Porto Alegre 
  • Vereadores da Capital, pelas lentes de Yasmim Fernandes Borges e palavras de Raquel Lima


Relato da Raquel – “É notável a baixa representação das mulheres na política em cargos de poder e decisão. Não bastasse isso, as poucas que alcançam tais posições sofrem constantemente com descaso, discriminação e preconceito. As fotos realizadas por Yasmim na Câmara de Vereadores de Porto Alegre buscam registrar um pouco do que acontece no dia a dia das mulheres que conquistaram cargos públicos.

Nas fotos, podemos perceber a diferença de espaço ocupado por mulheres e homens, com nítida vantagem para estes. Um pouco mais sutilmente, as imagens nos levam a imaginar – ou mesmo a ver – a diferença de atenção dispensada a uns e às (poucas) outras. Enquanto os homens estão em pequenas ‘panelinhas’, as mulheres tentam se fazer ouvir por vozes e gestos para um público, muitas vezes disperso, desatento, vazio.

O retrato da política institucional brasileira é nitidamente masculino. Tais níveis de representação, além de enfraquecer a democracia, colocam as mulheres à margem dos processos de elaboração das políticas públicas e das decisões relevantes para a vida de todos. Ocupamos posições a cada dia mais relevantes nos ambientes de trabalho, familiares, culturais, sociais. Já está mais do que na hora de assumirmos também postos nos ambientes de poder”.

Foto: Yasmim Borges


Foto: Yasmim Borges


Foto: Yasmim Borges


Foto: Yasmim Borges


Foto: Yasmim Borges


Foto: Yasmim Borges


Foto: Yasmim Borges


Foto: Yasmim Borges


Foto: Yasmim Borges


Foto: Yasmim Borges


Foto: Yasmim Borges


Foto: Yasmim Borges


Foto: Yasmim Borges


Abaixo, confira a curadoria realizada pela aluna Yasmim Fernandes Borges sobre as fotos do gaúcho Elson Sempé Pedroso

Relato da Yasmim – “É um projeto fotográfico realizado em 2001, motivado por um desejo de produzir algo diferente da fotografia convencional em situações institucionais, em que a possibilidade de criar é restrita (demandam-se fotos objetivas, posadas, frias, sem grandes novidades ou surpresas). As imagens feitas por Elson Sempé tinham por objetivo mostrar a ação política por meio dos gestos de seus agentes, eliminando os rostos e, assim, a identificação. 


O ensaio foi produzido inteiramente na Câmara de Vereadores de Porto Alegre e tem como título ‘Subjetivas: um olhar sobre a política’. Ele foi exposto na Casa de Cultura Mário Quintana e em outros museus da cidade logo após sua realização. Elson Sempé Pedroso, formado pela Unisinos em 1994, é jornalista concursado na Câmara Municipal de Porto Alegre desde 1996”.

Fotos: Elson Sempé Pedroso | Curadoria: Yasmim Borges


Fotos: Elson Sempé Pedroso | Curadoria: Yasmim Borges


Foto: Elson Sempé Pedroso | Curadoria: Yasmim Borges


Por fim, confira a curadoria “A máscara, o gesto, o papel, a série que traz o Congresso Nacional em novas perspectivas”, realizada pelo aluno Felippe Jobim, sobre as fotos de Sofia Borges. 

Relato do Felippe – “Sofia Borges é uma artista visual nascida em Ribeirão Preto, São Paulo, no ano de 1984. Graduou-se em Artes Visuais pela Universidade de São Paulo em 2008, e no mesmo ano foi premiada quatro vezes no 8º Salão Elke Hering, 36° Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, MARP – Museu de Arte de Ribeirão Preto SP e 33º SARP – Salão de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto, além de ter recebido uma bolsa de Incentivo à Pesquisa e Produção pelo Governo de Pernambuco. Sofia foi indicada ao Prêmio PIPA em 2010, 2014, 2015 e 2017, uma das mais relevantes distinções de artes visuais no país.

Além das premiações, Sofia Borges já fez exposições individuais em diversos lugares do mundo, como Cidade do México, Madri, Paris, Lisboa, entre outros. Em 2015, desenvolveu o “No Sound”, o seu primeiro projeto colaborativo/experimental como curadora. Sofia Borges integrou o time de curadores na exposição Corpo a Corpo, junto com outros artistas e coletivos, como Bárbara Wagner, Jonathas de Andrade, Mídia NINJA, Letícia Ramos e Garapa. Na mostra, buscava ver e refletir sobre os conflitos sociais que emergiram no Brasil nos últimos anos.


Na sua série A Máscara, o Gesto e o Papel, Sofia apresenta dezoito fotografias de senadores brasileiros. Ao contrário das imagens padrão em que políticos aparecem em destaque ou em retratos formais, aqui eles surgem em enquadramentos fechados, ressaltando mãos, bocas e, principalmente, gestos. Em algumas imagens, Sofia ainda registrou diferentes presidentes do Senado, a partir de pinturas a óleo feitas pelo artista Urbano Villela, responsável pelos quadros da galeria dos ex-presidentes do Senado Federal, expostos no museu do Senado em Brasília. Sendo o mote o uso do corpo como um elemento de representação social e atuação política, o seu projeto foi produzido nas dependências do Congresso, em fevereiro de 2017”.


Fotos: Sofia Borges | Curadoria: Felippe Jobim


Fotos: Sofia Borges | Curadoria: Felippe Jobim

The post Ensaios fotográficos a partir da investigação jornalística appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2022/07/06/ensaios-fotograficos-a-partir-da-investigacao-jornalistica/feed/ 0
Um semestre recheado de alunos premiados https://mescla.cc/2019/12/12/um-semestre-recheado-de-alunos-premiados/ https://mescla.cc/2019/12/12/um-semestre-recheado-de-alunos-premiados/#respond Thu, 12 Dec 2019 21:29:47 +0000 http://mescla.cc/?p=12700 A graduação é o início da trajetória profissional de muitas pessoas. E é nessa fase que os estudantes descobrem suas habilidades, seja na área que desejam seguir ou na forma como irão executar seu trabalho mais adiante. É durante a faculdade que podem ousar, testar seus limites e até sentir o gostinho do mercado de […]

The post Um semestre recheado de alunos premiados appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
A graduação é o início da trajetória profissional de muitas pessoas. E é nessa fase que os estudantes descobrem suas habilidades, seja na área que desejam seguir ou na forma como irão executar seu trabalho mais adiante. É durante a faculdade que podem ousar, testar seus limites e até sentir o gostinho do mercado de trabalho. Inscrever produções realizadas em sala de aula em premiações e mostras competitivas também é uma das possibilidades que os estudantes têm para medir suas capacidades. Neste semestre, três trabalhos de futuros jornalistas, estudantes da Unisinos, foram premiados. 

Adoção

Um deles teve o resultado publicado no dia 26 de outubro. As alunas Vanessa Fontoura e Tainah Gil Camargo, da disciplina de Beta Redação / Investigativo, do campus São Leopoldo, produziram a reportagem  “Cerca de 70 % dos menores abrigados não podem ser adotados”. Elas foram as vencedoras da categoria Universitário do Prêmio Livre.jor de Jornalismo-Mosca. A dupla concorreu com outros 13 trabalhos. A avaliação ficou por conta de João Frey e José Lázaro Jr., que levaram em consideração “a malícia de ver nos dados uma pauta que não era óbvia de antemão”, como publicaram no site da premiação. Esta foi primeira edição do concurso, que não contou com solenidade de entrega dos prêmios. Os contemplados irão receber os certificados por correio. 

Vanessa e Tainah foram as vencedoras do Prêmio Livre.jor de Jornalismo-Mosca 2019, na categoria Universitário
(Foto: arquivo pessoal)

Segundo Vanessa, 24 anos, ao longo do semestre, a ideia para a reportagem foi mudando. A aluna conta que primeiro pensaram em abordar o fenômeno das pessoas desaparecidas, mas a falta de dados foi um empecilho na hora de recolher as informações. Então, optaram em falar sobre adoção e como a vidas das crianças são impactadas após a destituição do poder familiar. A estudante comenta que foi uma surpresa ter ganho o prêmio. “Quando inscrevi o trabalho, não imaginava que ganharíamos. Foi o meu primeiro prêmio. Fiquei feliz com o reconhecimento. Foi uma matéria sensível e muito boa de trabalhar, com um tema muito relevante para a sociedade”, disse Vanessa, que vai se formar no inverno de 2020.

A formanda Tainah, 25 anos, conta que já tinha inscrito outros trabalhos, mas apenas em premiações da própria Unisinos. “Foi ótimo conquistar um prêmio externo! Ficamos muito contentes, porque nos doamos de verdade para essa matéria, e foi trabalhoso produzi-la. Além da satisfação de ter criado uma reportagem extremamente relevante, este foi o reconhecimento de que valeu a pena investir no tema”, conta, orgulhosa. 

Prêmio recebido por Vanessa e Tainah
(Foto: arquivo pessoal)

Vidas Negras

Na última terça-feira (10), na sede da OAB/RS, em Porto Alegre, os alunos da disciplina de Jornalismo Impresso e Reportagem, do campus da capital, foram premiados com o terceiro lugar na categoria Acadêmico do 36º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo. A turma, composta por Allonso Santos, Carlos Barcellos, Denilson dos Santos Flores, Fernanda Ferreira, Fernanda Romão, Guilherme Machado, Josi Skieresinski, Juliana Coin e Thiago de Loreto, com orientação da professora Taís Seibt, conquistou o prêmio com a edição 13 do jornal experimental Lupa. A publicação concorreu com 44 trabalhos. 

Denilson, 30 anos, conta que o tema do jornal surgiu a partir de uma discussão em sala de aula. Quando a pauta “Vidas Negras” foi apontada, a turma aprovou, apesar do receio em falar sobre representatividade por alunos de uma turma majoritariamente branca. “Encaramos o desafio e aqui está o resultado de um belo trabalho realizado por todos”, avalia o estudante. Denilson, que está no quarto semestre, diz que sempre que há oportunidade inscreve seus trabalhos no Prêmio Únicos. “Em 2015, ganhei com uma colega o Prêmio Unicos na categoria de de Produção Sonora com a reportagem ‘Jovens Empreendedores’, relembra. “Ganhar o Direitos Humanos foi sensacional, é a coroação de um trabalho coletivo bem realizado. Para quem já pensou em dar uma pausa no curso, serve de estímulo para continuar a caminhada”, aponta o futuro jornalista. 

Da esquerda para a direita: Débora Gadret, coordenadora do curso de Jornalismo (campus Porto Alegre; Taís Seibt, professora da disciplina; e os alunos Denilson Flores, Fernanda Ferreira, Josi Skieresinski, Fernanda Romão, Guilherme Machado e Juliana Coin; ao seu lado, Vera Daisy, homenageada pela turma
(Foto: Sérgio Trentini – OAB/RS)

Taís Seibt, professora da disciplina, conta que o Lupa é uma construção coletiva. A partir da escolha do tema central, cada aluno apresentou uma sugestão de pauta para a sua reportagem. “As sugestões também foram discutidas no grupo, numa grande reunião de pauta, para que fosse sempre considerado o conjunto da edição. Conseguimos abordar diversas dimensões desse grande tema, contando histórias de personagens que lutam por sua representatividade em várias esferas da sociedade”, comentou. Taís acredita que a produção do jornal extrapolou a disciplina, gerou discussões em todas as fases da produção e também após a publicação. “Levamos para a sala de aula fontes entrevistadas nas matérias para aprofundar discussões. Exemplares foram distribuídos em uma série de eventos externos ao campus, em entidades que atuam na defesa de direitos”, lembra a professora, emocionada com a repercussão. 

Estudantes e convidados discutiram em sala de aula o tema do jornal
(Foto: Fernanda Ferreira)

Crimes virtuais

Nesta quinta-feira (12), as alunas Caroline Tentardini e Luana Rosales, ambas do oitavo semestre, receberam do Ministério Público do Rio Grande do Sul o prêmio de segundo lugar na categoria Universitário do 21º Prêmio Jornalismo do MPRS. O material premiado foi a reportagem “80% dos crimes virtuais investigados no RS estão ligados à pedofilia”. A matéria já foi destaque aqui no Mescla: confira os detalhes sobre a reportagem e o prêmio.

Luana e Caroline receberam o prêmio diretamente do vice-presidente da Associação do Ministério Público, João Ricardo Santos Tavares
(Foto: arquivo pessoal)

O Mescla entrevistou a professora Taís Seibt sobre a importância dos alunos participarem de premiações dentro e fora da universidade. Confira:

Mescla: Por que é importante os alunos inscreverem seus trabalhos em premiações?

Taís: Um prêmio é mais uma dessas maneiras de dar visibilidade ao que está sendo produzido em sala de aula. Isso é importantíssimo para os alunos, porque enriquece o portfólio e dá fôlego para a continuidade da carreira profissional. É muito importante também para o curso, pois valoriza a qualidade da formação que buscamos oferecer para nossos alunos. No caso específico do prêmio recebido pelo jornal Lupa, reforça também a importância de valores humanistas nessa formação.

Mescla: Todo trabalho pode ser inscrito? Como saber se vale a pena concorrer?

Taís: Nem todo trabalho vale prêmio e nem todo o prêmio vale o trabalho. É preciso considerar a relevância de cada premiação. Há prêmios que tem como principal valor o reconhecimento no meio, é o caso deste que ganhamos (Lupa). Trata-se de um prêmio tradicional, de reconhecimento nacional, gerido por entidades respeitadas e sem valores em dinheiro (nem para profissionais). O que está em jogo é a relevância social dos trabalhos. Não quer dizer que prêmios com valores envolvidos não sejam relevantes. Há concursos importantíssimos que pagam os vencedores e isso também acaba sendo importante para jornalistas que, no geral, têm baixa remuneração ou trabalham de forma independente. Mas é como no dia a dia do repórter, vale sempre analisar os interesses envolvidos. Nem sempre um currículo recheado de prêmios é um atestado de competência. Mas, muitas vezes, é uma oportunidade de aumentar a visibilidade de um trabalho. Isso ajuda a pensar se devemos ou não inscrever: um trabalho que nos orgulha, a gente quer que todo mundo veja. O Lupa 13 era um desses trabalhos.

The post Um semestre recheado de alunos premiados appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2019/12/12/um-semestre-recheado-de-alunos-premiados/feed/ 0
Jornalismo investigativo e independente em pauta nas universidades https://mescla.cc/2019/09/26/jornalismo-investigativo-e-independente-em-pauta-nas-universidades/ https://mescla.cc/2019/09/26/jornalismo-investigativo-e-independente-em-pauta-nas-universidades/#respond Thu, 26 Sep 2019 19:22:09 +0000 http://mescla.cc/?p=11521 Colaboração: Guilherme Machado A semana que passou foi marcada pela presença dos jornalistas Alexandre de Santi e Leandro Demori, do The Intercept Brasil (TIB), no Rio Grande do Sul. A primeira parada do TIB no Estado foi no Teatro Unisinos, na terça-feira, 17, para a Aula Inaugural dos cursos de Jornalismo. A gravação do evento na […]

The post Jornalismo investigativo e independente em pauta nas universidades appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Colaboração: Guilherme Machado

A semana que passou foi marcada pela presença dos jornalistas Alexandre de Santi e Leandro Demori, do The Intercept Brasil (TIB), no Rio Grande do Sul. A primeira parada do TIB no Estado foi no Teatro Unisinos, na terça-feira, 17, para a Aula Inaugural dos cursos de Jornalismo. A gravação do evento na íntegra está aqui

O objetivo dos encontros foi abordar questões ligadas ao jornalismo investigativo e independente feito pelo The Intercept Brasil. Na Unisinos, a palestra contou com a presença do editor adjunto do TIB, Alexandre de Santi. O jornalista foi recebido por uma plateia com cerca de 300 pessoas, composta por jornalistas e estudantes de Comunicação e de Direito, além de pessoas da comunidade. Coletiva.net, Sindicato dos Jornalistas e repórteres de veículos locais estiveram presentes. Além deles, coordenadores de cursos de Jornalismo, como Andres Kalikoske, da Faculdade São Francisco de Assis (Unifin), e Thais Furtado, da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico), da UFRGS, foram ouvir De Santi. Para a jornalista Luísa Fritzen, do Jornal do Comércio, de Porto Alegre, foi uma oportunidade para aprender um pouco mais sobre jornalismo investigativo e independente. “Acho que o trabalho de jornalismo investigativo que o The Intercept faz pode ser estudado daqui para frente, e vai servir de referência para o país”, acredita Luísa. 

Apesar de ser uma aula inaugural, o tema abordado extrapolou os muros da academia. O assunto é relevante para todas áreas do conhecimento, foi o que destacou o coordenador do curso de Direito da Unisinos Porto Alegre, Guilherme Azevedo. Para ele, o encontro veio em um momento de duas crises: a do direito e a do jornalismo. “A gente vive tanto no direito quanto no jornalismo a necessidade de criar pautas conjuntas em defesa da constituição”, ressalta Azevedo, que acrescenta: “As figuras públicas de Sergio Moro e Deltan Dallagnol revelam como a narrativa do direito brasileiro tem perdido pauta e ganhado heróis”.

Alexandre de Santi e Leandro Demori, no Teatro Univates, em Lajeado
(Foto: Elise Bozzetto)

No dia seguinte, De Santi também participou de um encontro com os alunos de Jornalismo da Escola de Comunicação, Artes e Design (Famecos), da PUC . À noite, a palestra foi na Universidade do Vale do Taquari (Univates), em Lajeado, e teve ainda a companhia do editor Leandro Demori. Na Univates, o debate com os jornalistas teve um elemento de tensão, pois o Movimento Direita dos Vales (MDV) chegou a planejar um protesto contra a vinda dos jornalistas. O ato, que tinha motivação política, foi cancelado dias antes da palestra. Contudo, a segurança no campus foi reforçada devido ao grande número de confirmações de presença no evento, que resultou em teatro lotado. 

O modelo de financiamento do TIB

Luciana Kraemer, professora de Jornalismo Investigativo, e Guilherme de Azevedo, coordenador do curso de Direito, mediaram o debate no Teatro Unisinos. 
(Foto: Guilherme Machado)

O The Intercept Brasil é uma publicação assinada pela First Look Media, financiada pelo filantropo e fundador do eBay, Pierre Omidyar. Além deste recurso, o TIB criou um programa de financiamento coletivo no Catarse. Após as reportagens da Vaza Jato serem veiculadas na imprensa nacional, a quantia arrecada na plataforma já ultrapassou os valores repassados pela First Look Media. 

Andres Kalikoske, que trouxe cerca de 25 alunos da Unifin para assistirem ao evento, sublinhou os aspectos ligados ao perfil do financiamento utilizado pelo The Intercept Brasil: “Apesar de ter um investimento de capital transnacional, o negócio se mostra sustentável também por oferecer produtos jornalísticos que exploram linguagens e formatos diferenciados e que não concorrem com a publicidade dos veículos parceiros”, comenta o professor. 

O estatuto das fontes anônimas

Alexandre de Santi no Teatro Unisinos
(Foto: Carolina Silveira)

De Santi, que já atuou em grandes veículos como Zero Hora, Rádio Bandeirantes, Rádio Gaúcha, ClicRBS e Terra, entende que a fonte não fala por acaso. “Ela quer que a denúncia vá adiante”, afirma. O jornalista citou que são várias as matérias em que o The Intercept trabalha com fonte anônimas, mas que sempre deixam claro aos leitores os motivos pelos quais não podem divulgar essas informações. A regra, porém, é sempre priorizar as declarações identificadas. 

Para Micael Vier Behs, um dos coordenadores do curso de Jornalismo da Unisinos São Leopoldo, a fala de De Santi foi uma verdadeira aula de jornalismo. “Deixou notória a importância de se preservar a identidade das fontes como um direito constitucional, mas, acima de tudo, destacou a relevância da atividade jornalística para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática”, disse.

O jornalismo investigativo do TIB

A professora Thais Furtado acredita que eles vão a fundo quando se trata de investigar. “Essa é uma forma legítima de se fazer jornalismo”. Durante a palestra, De Santi comentou que não importa quanto tempo demora para se publicar uma matéria, a prioridade deles é com a checagem de informações. Debora Gradet, coordenadora do curso de Jornalismo da Unisinos Porto Alegre, concorda com essa característica, e destaca o histórico de matérias do The Intercept Brasil e a relação de credibilidade deles com as fontes. “As fontes procuram o TIB porque o veículo tem credibilidade e sabem que vão ser tratadas de forma ética e respeitosa. Que aquela informação vai ser checada, e não são só informações que as fontes dão em off que eles vão publicar, tem um trabalho de reportagem em cima disso”, destaca Debora.

A liberdade editorial que a equipe do The Intercept Brasil tem é ressaltada por Edelberto Behs, um dos coordenadores do curso de Jornalismo da Unisinos São Leopoldo. Para ele, é muito importante essa autonomia no trabalho investigativo que desenvolvem. “Justamente por contarem com essa autonomia, com responsabilidade, o TIB produz, hoje, o melhor jornalismo investigativo no país”, avalia o professor. Behs destaca ainda o tratamento justo das informações. “Quanta informação sigilosa da Lava-Jato vazou para parte da grande imprensa procedente da força-tarefa? O próprio então juiz Sergio Moro enfatizou que o importante era o conteúdo das informações”, diz.

The post Jornalismo investigativo e independente em pauta nas universidades appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2019/09/26/jornalismo-investigativo-e-independente-em-pauta-nas-universidades/feed/ 0