wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post “Leiam mulheres negras para descobrir do que se fala quando se usa o termo ‘interseccionalidade’” appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
O evento, que já soma quase 300 visualizações até o momento desta publicação, reuniu professores, estudantes de graduação e pós-graduação, entre demais interessados no debate sobre a temática racial e interseccional, a partir da comunicação. A apresentação foi coordenada pela docente da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) da UFRGS Elisa Reinhardt Piedras, que integra a liderança do Grupo de Pesquisa Comunicação e Práticas Culturais da universidade. A seleção das perguntas ao final foi realizada pela discente Valesca Silva de Deus.

A professora Elisa, que coordena o Projeto de Pesquisa “Rumos da pesquisa em publicidade e propaganda: mapeamento da produção acadêmica”, abriu a transmissão com uma reflexão sobre a importância da aula como um lugar para, nas palavras dela, “demarcar uma posição no campo de disputas que é o campo científico”, tudo isso sob a intenção de apontar para políticas alinhadas com os valores defendidos pelo Programa de Pós-Graduação proponete da atividade. Elisa pontuou ainda o orgulho em receber a convidada em um espaço de escuta e debate, a fim de que cada vez mais professores e pesquisadores dedicados a estudos de raça e gênero, como Laura, possam ocupar espaços de visibilização e representatividade no debate e reparação do ambiente universitário.
Laura Guimarães Corrêa é professora associada na UFMG e, desde 2018, líder do Coragem – Grupo de Pesquisa em Comunicação, Raça e Gênero (UFMG/CNPq). Também organizou o livro “Vozes negras em comunicação: mídia, racismos, resistências” (Autêntica, 2019). Em sua fala, Laura conduziu os espectadores por um caminho permeado por questões raciais, frente a inúmeras esferas sociais, simbólicas e comunicativas. Trazendo exemplos de intelectuais negros nacionais e internacionais, abordou desde Lélia Gonzalez, escritora feminista e pioneira nos estudos sobre Cultura Negra no Brasil, até Aimé Césaire, poeta francês que usou o termo “negritude” pela primeira vez, na década de 30, em questionamento à cultura francófona colonizadora, como explicado por Laura.
A apresentação foi elucidativa também do ponto de vista da história, não apenas para os pesquisadores da comunicação, como para todos aqueles que se propõem a refletir sobre identidade, raça e cultura. A problemática culmina na discussão da interseccionalidade, surgida no fim do século passado, cuja ideia central relaciona as opressões cruzadas, sobretudo sofridas por mulheres negras, indígenas, queer e latinas. Nas palavras de Laura, esse conceito se consolida com a chegada dessas mulheres nos lugares de poder e conhecimento, como universidades e movimentos sociais e políticos. Em 2019, o Instituto Humanitas Unisinos (IHU) reproduziu um artigo sobre interseccionalidade, escrito pela pesquisadora e ativista do feminismo negro no Brasil Carla Akotirene, em alusão aos 30 anos do conceito.
Laura, que ainda acumula a função de patrona da associação Black British Academics – voltada para a equidade e justiça social no ensino superior – desde 2020, discorreu sobre fenômenos e conceitos pertinentes para entender a estruturação das desigualdades, como a ideologia do branqueamento e o mito da democracia racial, que operam em uma lógica de negação da existência do racismo. “Quem não vê ou não considera raça tende a não ver e não considerar também quando acontece a discriminação, gerando o estranho fenômeno do racismo sem racistas”, explicou a pesquisadora, que atuará como professora visitante na Goldsmiths University of London. Com duração de aproximadamente uma hora e meia, o evento teve dois momentos fundamentas – a fala de Laura, seguida pelas sessão de perguntas coletadas do chat, postadas pelo público que assistia a palestra ao vivo. O evento completo pode ser assistido através do canal do PPGCOM da UFRGS no YouTube.
The post “Leiam mulheres negras para descobrir do que se fala quando se usa o termo ‘interseccionalidade’” appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>