wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6260The post Estudantes de jornalismo vão às ruas para cobrir o segundo turno das eleições appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>“Vivemos um momento de extrema polarização e violência política no Brasil. Os alunos retrataram isso nos textos que antecederam o primeiro turno e procuraram registrar os principais momentos do dia de votação, em lugares que a mídia normalmente não acompanha”, lembra um dos professores da disciplina, Daniel Bittencourt.
“A editoria de Política da Beta Redação tem uma tradição de construir coberturas eleitorais inovadoras”, orgulha-se o professor. A postos de várias cidades do Rio Grande do Sul e até de São Paulo (teve repórter acompanhando a movimentação diretamente da Avenida Paulista!), os estudantes mobilizaram esforços para contar as histórias de quem estava indo exercer seu direito ao voto em um dia tão representativo para a democracia do país.
“Estamos vendo um momento desafiador, principalmente para nós, como estudantes de jornalismo. Então, estar na cadeira de Beta Política em uma eleição tão histórica e marcante para o Brasil é uma experiência muito bacana e bastante agregadora”, avalia a aluna Laura Rolim.
No primeiro turno, Laura acompanhou eleitores de 16 e 17 anos, que, mesmo sem a obrigatoriedade, optaram por exercer seu direito ao voto. Você pode conferir a íntegra da reportagem clicando aqui. “O primeiro turno talvez tenha sido um pouco mais tranquilo do que vai ser o próximo, mas me vejo bastante contente com as produções que temos feito, apesar de toda a dificuldade que às vezes aparece”, avalia Laura.
Você pode conferir tudo o que rolou no primeiro turno na página da Beta Política no Medium. Nesse mesmo link, serão publicadas as matérias em tempo real no dia que o país definirá o novo mandatário presidencial, além de alguns novos governadores, como é o caso dos gaúchos.
Como grande parte dos veículos jornalísticos, a Beta Redação precisou aderir a algumas medidas preventivas durante a cobertura das eleições de 2022. Seguindo as orientações dos professores da atividade, Daniel Bittencourt e Felipe Boff, os repórteres foram a campo vestidos com roupas neutras, que não deixassem brecha para possíveis identificações com partidos políticos, além de estarem atentos a situações que pudessem ocasionar risco à sua integridade física ou moral.
“A minha expectativa é de que a gente consiga repetir o bom trabalho, mas especialmente que os alunos tenham uma experiência que sirva como uma referência para as suas carreiras, depois que saírem da Unisinos”, torce o professor Daniel.
Algumas matérias prévias, incluindo entrevistas com políticos recém-eleitos e análises que repercutem os resultados da primeira etapa eleitoral, estarão disponíveis até o fim desta semana, já aquecendo repórteres e leitores para o dia da votação.
No próximo domingo pela manhã, as equipes de redação da Beta Política estarão nas zonas eleitorais cobrindo a eleição. Acompanhe em tempo real a cobertura política da Beta Redação nesse dia 30!
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“Queremos mostrar que jogos de tabuleiro não se resumem apenas aos clássicos, que todos já conhecem e estão um pouco cansados de jogar, como o War”, explica o professor de Estatística e Metodologia de Pesquisa Renato Carlson, um dos organizadores da Semana. “Existe um vasto número de novos jogos, simples ou mais complexos, que conseguem divertir qualquer um”, observa.
Segundo Carlson, o evento tinha como tradição ocorrer sempre aos sábados, e era organizado para ser uma reunião para jogar, praticar e conhecer esse tipo de entretenimento. Mas, nesse ano, a Semana ganhará novo formato, e terá duração de quatro dias. “Haverá bate-papos com pessoas que desenvolvem, possuem comércios e praticam jogos de tabuleiro. Além disso, após as palestras, os participantes poderão jogar alguns desses jogos através da plataforma Board Game Arena”, adianta o professor.

Os jogos de tabuleiros, de acordo com Carlson, têm sido cada vez mais difundidos, com o surgimento de mais locais para a prática e novas empresas desenvolvedoras. Para ele, o crescimento está ligado a uma característica importante desse tipo de passatempo: “O fato mais atrativo dos jogos de tabuleiro são os encontros e as relações que o exercício proporciona aos praticantes”, avalia o professor, que se diz apaixonado pela atividade.
Além da diversão que os jogos de tabuleiro proporcionam, a prática pode trazer benefícios para muitas áreas acadêmicas. “Muitos jogos podem ser aproveitados por alunos de Administração, pois tocam em assuntos de liderança, organização e planejamento. Já vi professores do curso de Matemática usando diferentes jogos em disciplinas. Pode ser proveitoso também para alunos da Comunicação”, acredita o professor.
Programação
As atividades são gratuitas e ocorrem através da Plataforma Teams, sempre a partir das 17h30min.
Inscrição: clique aqui.
25/5
Criação de Jogos de tabuleiro
Bate-papo com Jorge Martins, criador do jogo “Matem o Rei”, e alunos do curso de Design da UFRGS
26/5
Mercado dos jogos de tabuleiro modernos
Bate-papo com Paloma, da Loja Nerdz
27/5
Divulgação de jogos de tabuleiro modernos via YouTube
Bate-papo com Eduardo Pompermayer, do IFRS Canoas
28/5
O que eu aprendo jogando?
Bate-papo com grupo de convidados, de áreas variadas, usuários de jogos de tabuleiro modernos
TODOS OS DIAS
Após as palestras, serão realizadas partidas de jogos de tabuleiro pela plataforma Board Game Arena, com mediação do professor Renato Carlson
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Não conseguiu assistir todas as palestras? Então, dê uma conferida abaixo nos principais destaques que o Mescla selecionou para você desse evento tão bacana da Escola da Indústria Criativa da Unisinos. Ao clicar no título da atividade, você poderá acessar a gravação, disponível em nosso canal no YouTube.

A convidada da primeira noite foi Branca Vianna, fundadora da Rádio Novelo, além de idealizadora e apresentadora do “Praia dos Ossos”. Esse podcast narrativo tem clima de novela, mas conta uma história real – e pesada – de um caso de feminicídio que ocorreu no Rio de Janeiro em 1976. O fato mexeu com a sociedade na época, chegando até a fomentar e trazer avanços para o movimento feminista no Brasil.

Branca nos falou sobre as dificuldades de pesquisa na documentação existente sobre o caso, explicando também o trabalho realizado nos bastidores de Praia dos Ossos. O crime ocorrido há 45 anos é ainda traumático na vida de muitas pessoas, o que trouxe a necessidade de um cuidado maior na hora da produção.
A Rádio Novelo é especialista em produzir material de resgate histórico – trazendo à tona o que nosso país adora esconder. Apesar da dificuldade que certos temas trazem na hora de falar deles, Branca acredita que a melhor forma de tratar sobre algo é contando uma história.

As profes Luciana Kraemer e Lisiane Cohen, além de todos que assistiram, certamente adoraram a participação de Branca Vianna. Foi lindo! Começamos bem.

Daniel Marenco é repórter fotográfico e produziu “Contramaré”, um documentário sobre a superação através da música e da transformação social nos conjuntos de favelas da Zona Norte do Rio de Janeiro. Esse foi o primeiro documentário produzido por Marenco, que mostrou, com um grande impacto para nossas telas, o trabalho realizado pela Orquestra Maré do Amanhã e o cotidiano violento dessas comunidades. Marenco é egresso do curso de Jornalismo da Unisinos. Desde a época de estudante, já mostrava um olhar muito humanitário – e curioso. Além disso, trabalhou como fotojornalista nos jornais O Globo, Folha de S.Paulo e Zero Hora.

Calma, o profe Flávio Dutra está pausando a playlist dele. Ainda bem que todo mundo gosta de Beatles.

Ao descobrir o fotojornalismo, Marenco logo estabeleceu um grande vínculo – mas não imaginava um dia trabalhar com documentários. Contramaré chama a atenção pela simplicidade da produção, em que percebemos o olhar atento e sensível ao cenário, que pode parecer uma grande antítese – favela e música clássica. A Orquestra Maré do Amanhã tem mudado a vida de muitos jovens, causando uma transformação através da arte, ressignificando as possibilidades dentro desse difícil contexto social em que vivem.

Já na quarta-feira, a conversa foi com Camila de Ávila, que é doutoranda em Comunicação (Unisinos) e integrante dos grupos de pesquisa Audiovisualidades e Tecnocultura: Comunicação, Memória e Design (TCAv/Unisinos) e Arqueologia Interativa e Simulações Eletrônicas (Arise/USP); e com o Eduardo Harry Luersen, doutor em Comunicação (Unisinos) e integrante do TCAv/Unisinos e do Gamification Lab (Leuphana Universität Lüneburg).
O painel debateu sobre games e como as imagens e os sons são componentes importantíssimos para a imersão dos jogadores para essa dimensão virtual. Eduardo recuperou um pouco da história do som nos jogos digitais e a importância dele nos processos de aprendizagem. Além disso, comentou um pouco sobre o seu projeto de pesquisa de análise de sons e de como o design sonoro é determinante em jogos.

Já Camila falou um pouco sobre a “archaeogaming”, que trata da “arqueologia”, da memória dos jogos, e como isso acaba resultando em “jogos dentro de jogos”, que ela define como “incrustação”. O conceito se refere à ideia de games passados entrarem em jogos atuais, e como os jogos marcam o nosso tempo. Eles são tecnologias de mídia que já fazem parte da memória do mundo contemporâneo.
Esse painel trouxe bastante interação pelo chat!

A cineasta Yasmin Thayná, que é diretora e fundadora da Afroflix, nos contou sobre sua trajetória profissional como mulher negra, e sobre o trabalho de contar narrativas de fora do centro da produção cultural – no caso, da periferia. Yasmin produziu, em 2016, o curta-metragem Kbela, que traz como tema a questão da transição capilar das mulheres negras, que se veem numa “emboscada social”, fazendo parecer que o cabelo liso pareça o ideal e o cabelo crespo seja visto com preconceito. A história surgiu de um conto escrito pela jovem em 2013, após um alisamento machucar muito a sua pele, o que acabou sendo o estopim para dizer “chega!”.

Esse conto virou uma peça de teatro e, depois, ganhou o formato de curta-metragem. Kbela ganhou festivais de cinema, marcando como a violência e o racismo estão estruturados em diversas questões, e o quão libertador é poder assumir o cabelo crespo e a própria identidade natural. “É uma cura”, enfatizou Yasmin. Ela contou também sobre como quis colocar muitas mulheres na produção do filme, inclusive nas posições de chefia. “É um filme que fala de uma experiência vivida por muitas mulheres negras, mas é um filme, principalmente, sobre passagens, sobre transformação”, resume.

Glauco Cavalheiro é egresso de Publicidade e Propaganda da Unisinos (aliás, ele iniciou a carreira aqui na Agexcom como diretor de arte!). Ele migrou para a área de pesquisa posteriormente, com foco em UX Research, que basicamente é o trabalho de entender como os usuários de um produto ou serviço digital o entendem e como se relacionam com ele. Esse trabalho dá suporte para os demais desenvolvedores. Glauco nos contou um pouquinho da rotina de trabalho dele na Trivago, onde é Senior User Researcher, e como é realizado o planejamento de pesquisa e análise.

Glauco também mostrou a perspectiva dele sobre como acha legal trabalhar no mercado de tecnologia, os desafios da área e o retorno ao ver o próprio trabalho gerando impacto na vida das pessoas. Além de tudo, deu dicas de cursos, mentorias e ferramentas para quem deseja entrar na área de UX.

A Semana já está deixando saudades. Foi totalmente online e foi um sucesso, com bastante interação entre os alunos e os painelistas. A galera já está ansiosa para a próxima! Tomara que no ano que vem o look para participar do evento deixe de ser o pijama e o roupão. #xôcovid

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A coordenadora do curso de Relações Públicas, Taís Flores da Motta, explica que a Semana irá reunir palestras e discussões que complementam o que é abordado em sala de aula. “A programação conseguirá trazer desde reflexões mais amplas sobre comunicação até experiências mercadológicas”, comenta a professora.
Podcasts, documentários, games, representatividade no cinema e humanização de experiências digitais serão os temas abordados na edição 2021 da Semana, evento tradicional na Unisinos. “O objetivo é que todos os cursos sejam contemplados e que os alunos se reúnam em torno de temáticas interdisciplinares em cada dia de evento”, destaca a coordenadora do curso de Jornalismo (campus Porto Alegre), Débora Gadret.
Apesar dos assuntos estarem ligados à área da comunicação, a ideia é de que os temas sejam interessantes também para outras graduações da universidade, como observa a coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda, Anaís Bertoni: “A Semana da Comunicação deste ano será feita remotamente em sua totalidade, e isso resultará em um maior intercâmbio e presença entre os alunos dos campi Porto Alegre e São Leopoldo da Unisinos”, avalia.
Estarão presentes nas atividades temas sociais como representatividade, inclusão e identidade de gênero. A Semana terá ainda eventos voltados ao mercado de trabalho e à pesquisa acadêmica. Segundo Débora, embora a edição deste ano não tenha uma temática central, os assuntos que serão abordados pelos convidados acabam se relacionando através da materialidade da comunicação. “Os encontros poderão nos mostrar como essa materialidade impacta o trabalho dos profissionais da comunicação e guia as pautas que são relevantes socialmente”, frisa a professora.
Durante a Semana da Comunicação, será realizada também a Semana da Imagem, evento promovido pelo Grupo de Pesquisa Audiovisualidades e Tecnocultura: Comunicação, Memória e Design (TCAv), ligado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Unisinos. Um dos encontros discutirá a construção de identidades no audiovisual, especialmente no cinema e no YouTube. Em outra atividade, o tema audiovisual retorna. Dessa vez, o debate será em torno da relação das cidades com games e dispositivos de localização.
Programação
SEMANA DA COMUNICAÇÃO
Transmissão pelo canal do Mescla no Youtube.
Os eventos se iniciam às 19h30min em todos os dias.
Segunda-feira (10/5)
Por Trás de Praia dos ossos: Pesquisa e narrativa de uma minissérie em podcast, com Branca Vianna, fundadora da Rádio Novelo e idealizadora do podcast de Praia dos Ossos.
Terça-feira (11/5)
Contramaré: Bastidores do documentário sobre superação através da música, com Daniel Marenco, repórter fotográfico e documentarista.
Quarta-feira (12/5), em conjunto com a Semana da Imagem
Ver, ouvir e jogar: Games e audiovisualidades da tecnocultura, com Camila de Ávila, do TCAv ARISE, e Eduardo Luersen, também do TCAv e Gamification Lab
Quinta-feira (13/5)
Narrativas periféricas: Cinema e representatividade, com Yasmin Thayná, cineasta, diretora e fundadora da plataforma de conteúdo audiovisual Afroflix.
Sexta-feira (14/5)
UX research: Humanizando experiências digitais, com Glauco Cavalheiro, Senior Global UX researcher/Gympass.
SEMANA DA IMAGEM
Transmissão pelo canal do TCAv Unisinos no Youtube.
Segunda-feira (10/5), 17h
O Audiovisual e a construção de identidades: do cinema ao Youtube, com Julherme José Pires e Jardel Orlandini
Terça-feira (11/5), 17h
Territórios e cidades audiovisuais: entre games e dispositivos de localização, com Hilário Junior dos Santos e Madylene Costa Barata.
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Com sede em Bengaluru, na Índia, a IT for Change busca uma sociedade em que as tecnologias digitais contribuam para os direitos humanos, a justiça social e a equidade. A entidade, que tem status consultivo especial com o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, atua nas áreas de educação, gênero, governança, informática comunitária e políticas de internet/digital.
A pesquisa é realizada pelo coordenador do DigiLabour, professor Rafael Grohmann, e por um dos pesquisadores do laboratório, o mestrando em Comunicação na Unisinos Fabricio Barili. Participa em conjunto Paola Ricaurte Quijano, professora associada de pesquisa na Escola de Humanidades e Educação do Tecnológico de Monterrey, no México. Os pesquisadores estão procurando analisar o papel que as condições sociotécnicas desempenham no estabelecimento de dados comuns voltados para a comunidade. O estudo avalia os cenários tanto no Brasil quanto no México.
O DigiLabour, que nasceu em fevereiro de 2019 apenas como uma newsletter – que conta hoje com 2.500 assinantes –, produz investigações em torno das conexões entre o mundo do trabalho e as tecnologias digitais. Em dois anos de atuação, já entrevistou mais de 100 pesquisadores internacionais. O laboratório lançará em junho um compilado de entrevistas já realizadas. Intitulado Os laboratórios do trabalho digital, o livro terá o carimbo da editora Boitempo. O DigiLabour também mantém parceria com o Nexo Jornal produzindo conteúdos para o projeto Nexo Políticas Públicas.

O Mescla conversou com o professor Rafael Grohmann sobre o DigiLabour e seus projetos, incluindo a repercussão do anúncio de que terá uma de suas pesquisas financiadas pela ONG IT for Change. Confira:
Mescla: O DigiLabour nasceu como uma newsletter?
Grohmann: Sim. Foi em fevereiro de 2019. Em agosto, assumi como professor na Unisinos, e a newsletter seguiu neste mesmo formato, como uma curadoria de conteúdo e uma extensão da ciência. Desde o final de 2020, o DigiLabour passou a atuar oficialmente como um laboratório de pesquisa. Ele é certificado como um grupo de pesquisa pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), e dedica sua atenção às questões de impacto social, internacionalização e de comunicação da ciência.
Mescla: De que forma ocorreu o financiamento da IT for Change para o projeto de pesquisa sobre infraestrutura de dados, data commons e cooperativismo de plataforma no Brasil e no México?
Grohmann: O financiamento vem em conjunto de outros projetos de pesquisa ligados ao laboratório com recursos garantidos. Um deles trata das cooperativas de jornalistas e possui financiamento do CNPq. É a primeira experiência ligada ao cooperativismo na comunicação. Outro projeto com verba aprovada é chamado de Fairwork, que estamos coordenando nacionalmente. Ele tem acordo de cooperação entre Unisinos e a universidade de Oxford, na Inglaterra. É ligado a mais de 12 países e tem entre os objetivos pressionar as plataformas digitais a buscar melhores condições de trabalho. O Fairwork está ligado a políticas públicas e impacto social e quer ajudar a mudar algumas políticas das plataformas no Brasil e no mundo. Com relação à pesquisa sobre infraestrutura de dados, data commons e cooperativismo de plataforma no Brasil e no México, a inscrevemos em um edital do IT for Change. Em dezembro de 2020, foi aprovado o financiamento, e agora, em março de 2021, foi oficializado. O IT for Change representa um pedaço desse mosaico que estamos construindo, com uma série de dimensões e articulações.
Mescla: Quais são suas expectativas para esse projeto?
Grohmann: Propomos um estudo que tenha a ver com o nosso interesse, sobre infraestrutura e economia de dados no Brasil e no México, com fins de descentralizar a cadeia de dados relacionados ao trabalho em plataformas. Entregamos um relatório parcial sobre a infraestrutura no Brasil e no México. A ideia é propor políticas públicas para esses campos nos dois países, que vão além das tecnologias e estruturas comerciais.
Mescla: Como você avalia a importância desse financiamento não somente para os Programas de Pós-graduação (PPGs) da Unisinos, mas também para a Indústria Criativa?
Grohmann: Acho que colocamos tanto os PPGs da universidade quanto a própria Indústria Criativa em um primeiro plano de referência nacional nesses assuntos que o DigiLabour trata, com destaque internacional cada vez maior. Também coloca a Indústria Criativa como um pólo articulador do conhecimento com outras áreas. Isso é o mais bacana. Nos coloca em contato com pessoas de outras áreas. Esse é o futuro da pesquisa e da universidade, em que temos a área da comunicação como uma articulação de diferentes saberes.
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Para a criadora do projeto Afonte e também professora do curso de Jornalismo da Unisinos, Taís Seibt, o evento veio para ficar de vez no calendário de programações da Afonte, criada em 2019 para promover conhecimento e produzir conteúdos de interesse público com base em dados. Além disso, ele marca a presença da cidade de Porto Alegre no mapa desta iniciativa mundial promovida pela Open Knowledge.
Taís entende que o fato do evento ter sido realizado de maneira totalmente remota foi algo positivo: “Isso permitiu contar com convidados reconhecidos nacionalmente por seus projetos na área de dados, o que colaborou para termos tido uma boa audiência na programação. Já estamos ansiosas pela edição 2022”, explica.

Preparamos um resumo dos principais pontos do evento. Confira.
Na abertura das conversas, o coordenador de comunicação da Open Contracting Partnership, Georg Neumann, falou sobre como a sociedade pode compreender melhor as contratações públicas que envolvem grandes somas de recursos. Em sua apresentação, o convidado trouxe métodos e processos para investigar estas contratações.
A jornalista Maria Vitória Ramos, da Fiquem Sabendo, detalhou o caso #solteiragate, projeto de reportagem que explica como a Lei de Acesso à Informação (LAI) ajudou a revelar gastos históricos com pensões. A investigação reuniu, de forma colaborativa, cinco veículos diferentes durante um mês.
O projeto Cruza Grafos é baseado em uma ferramenta gráfica de software livre e foi apresentado por Álvaro Justen e Reinaldo Chaves. A partir dos grafos, é possível mapear e criar ligações entre empresas, políticas e dinheiro público, tudo de forma visual. Na matemática, grafo representa uma teoria que permite encontrar relações entre objetos de um determinado conjunto. No projeto, os grafos mostram teias de relações de poder que existem no Brasil.
Dá pra acompanhar as compras de merenda escolar por parte do Executivo e saber como elas estão sendo aproveitadas nas escolas? É possível monitorar os dados oficiais de licitações e contratos de combate ao Cobid-19? O Tá de Pé mostra que sim. O cientista de dados da Transparência Brasil, Jonas Coelho, um dos responsáveis pelo projeto, explicou que o objetivo é fazer um acompanhamento maior das licitações e contratos de compra de merenda escolar e dos recursos destinados ao combate da pandemia, centralizando as informações de forma padronizada.
Fernando Barbalho, que é auditor federal de Finanças e Controle da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), mostrou o Tesouro Transparente – plataforma onde ficam as informações de transparência das finanças públicas nacionais – que monitora os gastos públicos relacionados à Covid-19. Inclusive, os dados obtidos pelo projeto podem ser baixados para análise.
No início da tarde de sábado, a professora da Unisinos, Juliana Rodrigues, explicou os principais elementos para entender o orçamento público. Em dado momento de sua apresentação, a professora abordou todas as fases do ciclo orçamentário e citou quais são os erros mais comuns, que costumam gerar equívocos dos jornalistas.
Com um workshop sobre análises de redes para plataformas de mídias sociais, o pesquisador e coordenador do projeto MIDIARS, Felipe Soares, apresentou algumas aplicações e softwares úteis para monitorar fluxos de redes em plataformas. O convidado utilizou como exemplo o Twitter.
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Este Especial é, acima de tudo, uma peça de reflexão e (auto)crítica sobre a responsabilidade de cada um para garantir mais diversidade de raça, gênero e classe em todos os espaços. E o espaço em questão é o próprio Mescla, que agenda e repercute os caminhos da Indústria Criativa. Pensando nisso, trocamos a terceira pessoa do singular, forma mais comum da narrativa jornalística, pela primeira do plural. O nós representa não apenas as repórteres que assinam este texto, mas também a equipe de demais estagiários, professores e funcionários que fazem o Portal Mescla.
As manifestações antirracistas que varreram o mundo no ano passado, nos provocaram ainda mais a pensar sobre esta responsabilidade da mídia. A inquietação revelou que precisávamos melhorar a formação nos temas de branquitude e negritude, e, neste sentido, realizamos uma oficina com o Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas (Neabi). O encontro, que foi aberto para a comunidade Unisinos, nos deu elementos para pensar a partir do nosso lugar, uma redação branca, dentro de uma universidade privada majoritariamente branca. Qual seria o nosso papel nesta luta antirracista?
A oficina foi o início da caminhada para viramos a chave, e incorporarmos o enfrentamento à discriminação racial para além das datas comemorativas ou eventos ligados a protestos contra a violência racial. O que poderia ser feito de concreto pela redação para mudar? Paramos, então, para analisar todo o nosso processo de produção de conteúdo. Identificamos quem estávamos escolhendo como fontes para se pronunciarem sobre os mais diversos assuntos do Mescla e quem eram os profissionais que estávamos convocando a ocuparem a cena do Portal.
Após diversas discussões girando em torno desse tema, e inspirados pelo Grupo Matinal Jornalismo, um projeto gaúcho e independente de comunicação digital, achamos que seria necessário produzir um Levantamento de Raça e Gênero das matérias do Mescla. Marcela Donini, editora-chefe do Matinal, conversou com o Mescla no ano passado sobre o levantamento realizado pelo grupo que rendeu a eles a percepção de que precisavam aumentar a diversificação das fontes. A jornalista entende que estar ligada às questões raciais é fundamental, mas não basta. Marcela também acredita que nem o próprio editorial, escrito em julho de 2020, fará o Matinal ser exemplo de diversidade. “Procurei, ativamente, jornalistas negros pra me colocar a disposição”, explica. Segundo o levantamento, 87% dos autores e entrevistados da Parêntese – revista semanal do Grupo Matinal – são brancos.
O levantamento, no Portal, nos motivou a olhar com lupa para nossas produções. Tendo como foco as três editorias que concentram a maioria dos assuntos tratados no Mescla – Por Dentro, Deu Certo e Especial -, fizemos uma busca por todas as fontes consultadas nas matérias publicadas a partir de maio de 2019 (quando o Mescla foi reestruturado) até dezembro de 2020.
Classificamos os entrevistados por gênero (homens e mulheres) e raça (brancos, negros ou não identificados). Esta categoria, não identificados, foi a forma que encontramos para resolver a falta desta informação, já que nossa categorização foi realizada depois das matérias estarem no ar, ou seja, nunca perguntamos para os entrevistados como eles se autodeclaravam. Ela passou a ser usada nos casos em que, pela foto dos entrevistados, ou ainda pelo conteúdo da matéria, não era possível identificar cor ou raça. Estávamos cientes, desde o início, que essa forma de realizar o levantamento possuía falhas, mas acabou sendo a maneira mais eficiente de realizá-lo.
O levantamento mostrou 230 matérias publicadas neste período. Entre fontes inéditas e recorrentes do Mescla, 655 pessoas foram ouvidas em dois anos.

Nestes dois anos, a maioria das fontes ouvidas pelo Portal é do gênero feminino. Foram 346 mulheres, mas destas, apenas 19 são negras. Dos 304 homens, só 17 não brancos foram ouvidos. Podemos afirmar que 90% das fontes acessadas pelo Portal em 2019 são de pessoas brancas. Já em 2020, mesmo com o esforço da redação em trazer mais assuntos sobre a desigualdade racial para o Mescla, este percentual aumentou. Foram 95% de fontes brancas.


Como o Mescla traz muitos assuntos ligados à prática da sala de aula, produtos realizados e eventos, os professores da Escola da Indústria Criativa são as principais fontes do Portal. Nesse contexto, nós também não lembramos de ter aulas com algum professor ou professora negros durante o curso, o que explica, ao menos em parte, os números apresentados. Mas não nos isenta da responsabilidade de buscar uma maior diversidade.
Se o levantamento nos mostrou o perfil racial e de gênero de fontes que estamos acessando, uma maioria esmagadora branca, o que temos agora é um alerta para a realização das futuras matérias: Como garantir mais diversidade nesta busca?
Para sabermos como agir, é necessário entender os sentidos do racismo estrutural, que permeia todos os setores da sociedade, e é um obstáculo ao acesso ao estudo. A Agência Brasil publicou uma matéria onde aponta o crescimento de jovens universitários negros no país, 400% (entre 2010 e 2019). Apesar do aumento ser importante, o número está longe de ser o ideal. Os negros e pardos são 38% do total dos estudantes, mas a população negra brasileira é superior à branca, representa 56,10% do total. Isso se reflete no número de profissionais graduados que chegam ao mercado de trabalho.
O IBGE, na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2018, mostra que alunos negros ainda são minoria tanto em universidades públicas, quanto em privadas. 53,4% dos alunos que estudam em instituições privadas são brancos. O Mescla é um produto realizado pela Agexcom, uma agência experimental de comunicação majoritariamente branca. Por estarmos inseridos dentro da Unisinos, somos o reflexo dessa pesquisa.
Se menos de 40% dos jovens negros chegam até a faculdade, muitos menos chegam aos papéis de professores ou especialistas. Por isso, quando, aqui no Mescla, procuramos esses profissionais que se tornam fontes confiáveis para nossas matérias, não chegamos imediatamente aos profissionais negros. Se não nos preocuparmos em encontrar essas fontes não brancas, elas não aparecem diretamente onde possamos vê-las, já que todo caminho até esse local de destaque é dificultado pelo racismo. Neste sentido, as listas de fontes não brancas, que circulam nas redações, como o Guia de Fontes para um Jornalismo antirracista, ajudam a dar projeção para estes profissionais invisibilizados pelo racismo.
Se o racismo é estrutural, como nos ensina Silvio Almeida, qual o papel dos brancos para reduzir a violência racial, seja ela simbólica ou física? Entendemos que trata-se de um processo de conscientização gradual, e que passa por identificarmos os privilégios e a hegemonia da branquitude em todas as esferas da nossa sociedade. Foi o que tentamos fazer com este Levantamento de Raça e Gênero, que mostrou uma diferença exorbitante entre fontes brancas e negras acessadas. Não nos orgulhamos destes números, mas assumimos o compromisso de lutar para aumentar a diversidade e a representatividade neste espaço.
E, para isso, estamos revendo uma série de procedimentos que formam a nossa rotina produtiva, passando pela escolha dos temas, das abordagens, enquadramentos, e, claro, das fontes. Acreditamos ainda que os nossos leitores podem nos ajudar muito nessa mudança, e vamos trabalhar para aumentar este diálogo.
O levantamento quantificou a realidade para que possamos enfrentá-la melhor. Agora que sabemos os “comos” e “os porquês” deste processo, precisamos mudar. Sem transformações práticas, a teoria não vale muito mais do que um sonho distante. Não é tarefa fácil, mas é urgente.
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Desde a análise de movimentos políticos nas redes sociais, passando por um projeto que populariza termos e teorias do cotidiano digital, a segunda edição do Prêmio Únicos de Pesquisa instigou a pluralidade do conhecimento.
Os trabalhos vencedores das quatro categorias mostram bem isso. Para conhecê-los um pouco melhor, o Portal Mescla conversou com os respectivos autores. Confira a seguir:
O trabalho vencedor na categoria “Monografia de Curso de Graduação” foi o de Martina Belotto Michaelsen. Intitulado “A construção de sentidos a partir da circulação do movimento Ele Não”, o material procura entender de que maneira os atores sociais e o jornalismo construíram sentidos sobre o movimento #EleNão, criado, inicialmente, pelo grupo Mulheres Unidas contra Bolsonaro, durante as eleições de 2018. Martina revela que, além da pesquisa, o contato direto com as idealizadoras do movimento foi essencial: “Fiz uma entrevista com a criadora do #EleNão. Foi bem importante para a pesquisa”, explica. Martina está transformando sua pesquisa em um artigo e já está participando de congressos.
Como vencedora, ela ganhou o direito de cursar uma atividade acadêmica no mestrado de um dos três Programas de Pós-Graduação da Escola da Indústria Criativa. Martina, que irá se formar em Jornalismo neste ano, ainda não sabe direito qual irá fazer. “De qualquer forma, pretendo fazer um mestrado no ano que vem”, vislumbra.

O projeto “Introspecção temporal pelas janelas: fotografia e melancolia”, de Karen dos Santos Blumberg Telles, foi o grande vencedor na categoria “Artigo de Conclusão de Curso de Graduação”. Karen explica que a ideia do projeto consistia em uma busca por um tempo diferente e de incertezas, principalmente no início da pandemia, por meio da fotografia.
As imagens foram capturadas pela janela de sua casa. Karen revela as motivações por trás da escolha do nome do projeto: “Escolhi a palavra ‘introspecção’ pelo fato de não ser só uma observação do tempo, mas das mudanças de uma pandemia em nós mesmos, em que a fotografia, tempo e melancolia estão ligados aos nossos sentimentos.”
Karen, que aguarda somente a formatura em Fotografia – ela já passou pela banca no primeiro semestre de 2020 –, ainda não sabe qual atividade irá cursar no mestrado.

“Desde o começo do projeto, eu sabia que iria fazer algo relacionado ao design gráfico e estamparia”, diz a vencedora da categoria “Trabalho de Conclusão em Curso de Especialização”, Patrícia Francine Birk. Com o projeto “Proposta de cocriação de estampas aplicada à marca Squame”, Patrícia fez uma análise da marca por meio de estudos teóricos sobre todo o processo. Chegou à conclusão que os clientes precisam estar mais próximos da marca, o que ela propôs por meio da estamparia. “Com essa ideia em mente, foi desenvolvida uma plataforma em que os clientes poderiam criar sua próprias estampas, em um processo de cocriação”, explica. No final, a ideia foi muito bem aceita pela Squame.
Patrícia é formada em Artes Visuais pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) e tem especialização em Design Estratégico pela Unisinos. Ao saber que seu trabalho havia sido o vencedor da categoria, ela ficou muito feliz: “Nem foi tanto pela possibilidade de cursar uma disciplina do mestrado, mas sim pelo fato de que todo o esforço que tive com o TCC foi reconhecido”, destaca.

O Balbúrdia Organizada, projeto criado em 2020 por alunos do curso de Comunicação Digital (ComDig) da Unisinos, foi o vencedor da categoria “Trabalho de Popularização de Ciência e Tecnologia (C&T)”. Como explica um dos idealizadores, Samuel Gomes, o projeto tem entre os seus intuitos criar conteúdos focados em educação digital e divulgação de pesquisas científicas no meio da comunicação: “Um dos pontos fortes em tudo que envolve o Balbúrdia Organizada é que os debates possuem base científica. Então, procuramos sempre que possível conversar com pesquisadores antes de expor as ideias”, complementa.
Além do Samuel Gomes, fazem parte do projeto Anna Letícia de Cesero, Cicero Maciel, Cléo da Rosa, Clederson Bonatto, Gustavo Rossatto, Ígor Fortes, Juliana Martellet e Rafaela Tabasnik.

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]]>Tentando entender como o trabalho remoto afeta o cotidiano de publicitários, estudantes da disciplina de Pesquisa de Mercado, do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos, ministrada pela professora Taís Flores da Motta, estão desenvolvendo uma pesquisa. A ideia é compreender as práticas profissionais de publicitários a partir da nova realidade.
A primeira etapa do estudo – etapa quantitativa – está sendo aplicada desde o dia 22/9, com término previsto para 1/10. Qualquer profissional que atua no mercado publicitário pode participar da pesquisa. Basta acessar este link. A pesquisa está sendo produzida em parceria com a Associação Riograndense de Propaganda (ARP), que auxiliará na aplicação junto aos seus associados.
Taís Motta revela que a adesão da comunidade em responder a pesquisa, até o momento, está muito satisfatória. “Faremos a parte quantitativa até meados do Grau A e, depois, no Grau B, nos dedicaremos à parte qualitativa”, explica a professora. O objetivo da turma é publicar os resultados ao final do semestre, para que os interessados possam usar os dados e contribuir para o entendimento e aprimoramento do tema home office.
A motivação em realizar a pesquisa surgiu quando os estudantes perceberam que há estudos sobre o impacto da pandemia no mundo do trabalho em publicidade, porém todos apontando para o cenário nacional. Por isso, visando um melhor recorte, a pesquisa “Home Office PP” quer observar a realidade no Estado do Rio Grande do Sul. Além de revelar as mudanças e dificuldades acentuadas pelo surgimento da Covid-19, o resultado da pesquisa servirá para direcionar ações de inovação no meio publicitário.
Segundo pesquisa realizada em 2020 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no Brasil, 20,8 milhões de pessoas estão aptas a trabalhar em regime de home office. Quem tem mais chances são os profissionais da ciência e intelectuais (65%), seguidos de diretores e gerentes (61%), apoio administrativo (41%) e técnicos e profissionais de nível médio (30%).
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