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]]>Nos primórdios daquela que é conhecida hoje como a “sétima arte”, muito antes das hashtags e das redes sociais, mulheres já lutavam para conseguir seu espaço no mercado cinematográfico. Separamos uma lista com nove mulheres inspiradoras (atrizes, diretoras, produtoras e figurinistas) que mudaram, influenciaram e marcaram para sempre o mundo cinematográfico.

Um ícone do cinema mundial abre a lista. Meryl Streep é considerada por muitos como a melhor atriz de sua geração. Estreando profissionalmente em 1975, já foi indicada 21 vezes ao Oscar e 29 vezes para levar o Globo de Ouro. Venceu três e oito prêmios, respectivamente. Ela é recordista absoluta de indicações nas categorias ligadas à atuação. Meryl recebeu, em 2011, a Medalha Nacional das Artes pelas mãos do então presidente norte-americano, Barack Obama. A honra é concedida para personalidades que contribuíram com a arte e a cultura dos Estados Unidos.

Uma das artistas mais importantes do cinema mudo, a canadense Mary Pickford participou – junto com o marido, Douglas Fairbanks, o lendário Charlie Chaplin, e com o diretor D.W. Griffith – da fundação da United Artists. A companhia de cinema tinha como objetivo fazer frente às grandes corporações e dar maior liberdade aos artistas no controle de seus próprios filmes. Em 1918, Mary era a atriz mais bem paga do governo norte-americano. Conhecida como Pequena Mary, foi uma das primeiras mulheres a entrar em Hollywood e a segunda atriz a ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz, ganhando o prêmio em 1930. Ela conseguiu obter controle total sobre suas produções, até mesmo em relação a distribuição dos filmes.

Primeira mulher a ganhar o Oscar de Melhor Direção, pelo filme “Guerra ao Terror”(2010). Como uma jogada do destino, a categoria contava também com outro nome de peso: o diretor e ex-marido de Kathryn, James Cameron, que concorreu à estatueta dourada pelo filme “Avatar”. Não bastasse a premiação histórica de Kathryn, “Guerra ao Terror” ganhou outras cinco estatuetas, incluindo a de Melhor Filme, configurando-se, assim, como o grande vencedor da premiação daquele ano.

Primeira mulher a dirigir, roteirizar e produzir filmes, a francesa Alice Guy Blaché é a definição de pioneirismo no cinema. Participou de cerca de mil produções, algumas delas comandando a produção do início ao fim. Uma de suas produções mais emblemáticas foi “A vida de Cristo” (1906), que contou com efeitos especiais e sonoros, cenários elaborados e mais de 300 figurantes. Alice explorou o uso de áudio, efeitos visuais, luzes e narrativas de forma inovadora e serviu de inspiração para grandes nomes do cinema, como Alfred Hitchcock.

O apelido de “grande dama do cinema brasileiro” está, de fato, à altura de Fernanda Montenegro. Primeira latino-americana e única brasileira já indicada ao Oscar de Melhor Atriz, ela é um nome solitário na lista de atrizes indicadas por atuações em português. Ganhando sua primeira premiação no cinema em 1964, ela ostenta um currículo invejável e tem seu nome amplamente citado quando o assunto é inspiração.

Intérprete de Ellen Ripley em “Alien, o 8° passageiro”, Sigourney Weaver revolucionou a indústria cinematográfica ao ganhar um papel principal sendo ela uma atriz desconhecida. Além da estreia surpreendente, a personagem deu início a uma tendência de protagonistas mulheres em filmes de ação, movimento que influencia a indústria do cinema até hoje. Além disso, Sigourney já recebeu três indicações ao Oscar.

Estilista norte-americana, Edith Head contabiliza 35 indicações ao Oscar de melhor figurino, sendo que levou para casa oito estatuetas, o que a torna a mulher com o maior número de vitórias na premiação. Algumas estrelas, como Elizabeth Taylor e Ginger Rogers, exigiam a presença de Edith no evento. Em 2004, ela recebeu uma homenagem inusitada. A personagem Edna Mode, em “Os incríveis” – baixinha, óculos redondos, cabelo preto e personalidade irreverente – foi livremente inspirada na estilista.

Em 1980, Sharry Lansing entrou para a história do cinema ao se tornar a primeira mulher a liderar um grande estúdio em Hollywood – 20th Century Fox, em 1980. Sharry foi ainda CEO da Paramount, onde foi responsável pela produção de sucessos como “Coração Valente” (1995), “Patricinhas de Beverly Hills” (1995) e “Forrest Gump” (1994).

Quando o assunto é “mudar o cinema”, Hattie McDaniel é um nome que entraria nas mais importantes listas. Ela foi a primeira mulher negra a ser nomeada e receber um Oscar, em 1940, pelo papel em que atuou no filme “E o vento levou”. Antes de Hattie, negros não eram permitidos nas cerimônias de entregas das estatuetas, a não ser como serviçais. Com isso, Hattie quebrou ainda mais uma barreira, tornando-se a primeira mulher afrodescendente a entrar como convidada na cerimônia.
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