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Os últimos dias do semestre teve clima de celebração para 150 alunos da atividade de Desenvolvimento Pessoal e Profissional: Colaboração (DPP), uma das que fazem parte da nova Graduação PRO. A finalização das aulas deu origem a um evento chamado Happening Afetivo, que ocorreu na terça-feira (2/7), no saguão da Biblioteca da Unisinos São Leopoldo, e foi totalmente criado pelos alunos. O tema foi inspirado em um hit deste semestre, mas com uma adaptação: “Juntos and Sharing Now”.
A ideia de aproximar os alunos de quatro turmas veio do professor Raimundo Giorgi Filho, dos cursos de Moda, Design e Arquitetura. O tema central era “afetividade”. A iniciativa teve a parceria das professoras da Escola da Indústria Criativa Aline Bueno, Lisiane Cohen e Luciane Wolff, que ministra atividades na Psicologia e no GIL (Gestão para Inovação e Liderança). A ideia era também estarem praticando o que estavam ensinando, já que a disciplina ocorreu pela primeira vez em 2019/1.
Ao longo do semestre, as turmas já tinham se reunido outras vezes, e foram divididas em grupos. Cada um contribuiu para a realização do Happening Afetivo trazendo para a atividade a sua visão de mundo e o seu modo de pensar. “Quando a gente trabalha com colaboração, não existe um controle tão acirrado, tu deixas a coisa fluir, porque é assim que funciona, senão não é colaboração”, afirmou a professora Aline.
Para ilustrar “afeto”, os professores pediram aos alunos que trouxessem dez fotos de coisas que lhes tocassem. Durante o evento, eles produziram um grande painel com as imagens. O evento incluiu ainda uma esquete teatral, declamação de poesia e espaço para pintura. O sentimento de coletividade fez parte do Happening.
Estudante de Administração com ênfase em Comércio Exterior, Marina Muller destacou o fato de ter tido a possibilidade de construir e organizar um evento desse tamanho, a partir do zero. A jovem de 20 anos fez parte do grupo da organização artística, e, nesta função, teve contato com alunos de diferentes cursos. A experiência da atividade acadêmica fez com que Marina pudesse perceber a transformação dos colegas, que passaram a participar, colaborar e se comunicar mais ao longo do semestre.
Transformação é a palavra que define a trajetória da estudante de Ciências Biológicas Alexia Pereira dos Santos, de 18 anos. Antes de começar o curso, ela se interessava por questões sociais, mas não sabia como poderia realizar mudanças. A partir da DPP, resolveu fazer um curso de Impacto e Empreendedorismo Social. Minutos antes de chegar no evento, Alexia recebeu um e-mail que a convidava para trabalhar no projeto social de uma empresa.
“Eu consegui chegar no caminho que eu queria por meio dessa disciplina. E o incrível é que consegui entender que eu não preciso estar só dentro do meu curso, só dentro da minha área. Eu consigo conectar a minha área com a parte social, consigo conectar sustentabilidade, empreendedorismo, com a sociedade. A DPP me fez entender isso”, relatou. “Eu consegui entrar num mundo completamente diferente do meu, essa coisa de explorar o novo, de mudar a tua visão de mundo, isso foi extremamente incrível. E com certeza é uma coisa que na graduação inteira vai estar presente por causa dessa disciplina”, completa.
Confira algumas fotos do evento, feitas por Ângelo Gabriel.
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]]>O Prof. Ms. Alexandre Pereira é organizador do evento e destaca que existem vários objetivos por trás da iniciativa. Os alunos, por exemplo, têm a oportunidade de criar pesquisas por si, buscando temas e problemas da vida real. O professor diz que outro objetivo é “desmistificar a questão de que pesquisa acadêmica é chata. O desafio é construir artigos com muito Action Learning (aprender fazendo) e processo de construção colaborativa”, diz.
Os alunos que participarão da iniciativa devem falar sobre suas pesquisas em um formato de pitch, sendo uma apresentação rápida e dinâmica. “Trata-se também de um processo de autoconhecimento e reconhecimento destes jovens protagonistas no cenário acadêmico”, conta Pereira. Os estudantes são livres para utilizar estratégias de storytelling e recursos visuais.
Coordenador do curso, o Prof. Marcelo Fonseca destaca que os alunos podem atuar na pesquisa utilizando de assuntos que sejam motivadores para eles. A maior vantagem da atividade, segundo Fonseca, é essa primeira relação com o mercado que querem atuar. “Eles têm que estabelecer contato com a realidade, se preparar para entrevistar executivos e consumidores. É uma verdadeira transição do colégio para a universidade”, conta.
Devido à pouca idade e experiência da maioria dos alunos, que têm em média 17 anos, existem dificuldades que surgem no decorrer do processo. “No primeiro momento, parece difícil. São muitas informações que surgem e possibilidades que se abrem. A escolha da metodologia ajuda nesse sentido”, observa Fonseca. A atividade, porém, permite descobrir o prazer em pesquisar e aprender, além de preparar para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
As atividades com pesquisa acadêmica são uma presença constante no GIL. A Profª Drª Cristina Seibert Schneider também atua com as turmas e conta que as atividades voltadas às descobertas são o cerne do processo formativo da graduação. “Uma das referências para a construção deste curso é o princípio da transdisciplinaridade. Nesta perspectiva, a pesquisa busca uma visão mais sistêmica dos processos e autonomia intelectual dos acadêmicos”, explica. Cristina destaca que a postura investigativa é uma das características mais distintivas do curso.
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]]>Evento tradicional para os alunos do GIL, o Pitch atrai uma plateia de empreendedores, investidores e ex-alunos do curso. Estudantes apresentaram seus modelos de negócios sobre diversas temáticas. Grande parte dos projetos mostrados envolvia plataformas digitais direcionadas a empresas ou uso pessoal. Um exemplo é a “Flow – Digital Networking”, que visa a efetividade em envios de mensagens-propaganda, filtrando o público da empresa e melhorando o foco da propaganda. Já para uso pessoal, o aplicativo criado por um dos grupos é o “Fun 2 Learn”, que busca facilitar a relação entre pais e filhos com a interação da língua inglesa.
Para a professora Melissa Lesnovski, coordenadora do Plano de Aprendizagem 3 (PA3) do GIL, a atividade incentiva os alunos a pensarem como se fizessem parte de uma empresa. “A diferença é bastante significativa: não se trata de criar apenas um produto, mas sim de pensar em um modelo estruturado de empresa”, afirma.
Nessa aula, os alunos são preparados para desenvolver ideias inovadoras no ritmo e na profundidade da realidade dos negócios contemporâneos. Para a aluna Rafaella Corletto, que fez sua primeira apresentação no 4º Investor Pitch, o evento foi uma ótima experiência para o que a aguarda no mercado de trabalho. “Mesmo que saiamos sem investidores, essa experiência já valeu muito. Nos preparou para o mundo ‘real’, afinal temos que saber defender nossas ideias e devemos sempre estar preparados pra lidar com perguntas que talvez não tenhamos respostas. Lidamos com a pressão de falar frente a uma plateia, com possíveis investidores, além de termos que organizar o evento por conta própria”, disse a estudante.
“Essa é a primeira apresentação pública dos modelos de negócio e segue os ritos utilizados no mercado. Ou seja: é um verdadeiro evento de pitch, em que o empreendedor apresenta seu modelo de negócio para possíveis investidores”, explica a professora Melissa. Segundo ela, o trabalho desenvolvido na atividade perpassa todo o semestre e integra as oficinas, envolvendo a criação do modelo de negócio, marketing, custos, finanças, gestão de pessoas e outras áreas do conhecimento que estão diretamente relacionados a empresas.
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