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O evento é dividido em quatro programas, sendo que no Programa 1 serão exibidos os trabalhos dos alunos do segundo ano do curso. Já os Programas 2, 3 e 4 serão dedicados a produções dos alunos do terceiro ano. Para o coordenador do CRAV, Milton do Prado, esse evento é muito importante para os alunos. “É um momento que coroa os trabalhos de todo um ano. Já acabaram as aulas, mas é sempre um momento muito esperado para o nosso curso”, explicou.
Com mais de 150 lugares, os estudantes vão assistir os trabalhos, no Cinemateca Capitólio, junto com um grande público. Depois de cada sessão, será realizado um debate com os alunos e um convidado especial. A entrada é franca e a programação completa pode ser conferida no Facebook.
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Para uma das fundadoras da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (Accirs) e professora do CRAV, Fatimarlei Lunardelli, a cinemateca tem importância pela divulgação e programação do audiovisual, além da diversidade do acervo, que contém obras de vários países e cineastas. “Assim, o espaço oportuniza, para as novas gerações, o contato com diferentes tipos de audiovisuais”, comenta. Além disso, o Capitólio é essencial, uma vez que trabalha com a preservação e memória da produção audiovisual do Rio Grande do Sul, tudo isso através do acervo documental. Segundo Fatimarlei, o debate é muito importante, pois essa contratualização implica em mudanças estruturais da Cinemateca. “O estado precisa responder sobre o futuro da memória e do acervo do Capitólio”, finaliza.
Para uma das fundadoras da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (Accirs) e professora do CRAV, Fatimarlei Lunardelli, a cinemateca tem importância pela divulgação e programação do audiovisual, além da diversidade do acervo, que contém obras de vários países e cineastas. “Assim, o espaço oportuniza, para as novas gerações, o contato com diferentes tipos de audiovisuais”, comenta. Além disso, o Capitólio é essencial, uma vez que trabalha com a preservação e memória da produção audiovisual do Rio Grande do Sul, tudo isso através do acervo documental. Segundo Fatimarlei, o debate é muito importante, pois essa contratualização implica em mudanças estruturais da Cinemateca. “O estado precisa responder sobre o futuro da memória e do acervo do Capitólio”, finaliza.

Sabendo da importância do Capitólio para a cena cultural do estado, o Mescla conversou com a presidente da APTC-RS, Daniela Strack. Confere como foi o papo:

Como funciona a Cinemateca do Capitólio?
A Cinemateca do Capitólio funciona sob supervisão da Coordenação de Cinema e Vídeo, que é um braço da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a Fundação de Cinema do Rio Grande do Sul (Fundacine). E é a Fundacine que, desde o início, quando foi arrecadado dinheiro para transformar o Capitólio em Cinemateca faz essa captação junto com a Petrobras. Então a Petrobras fez a parte final da obra, através da Fundacine, pela Lei de Incentivo à Cultura. E, quando a obra já estava concluída, foi a partir da Fundacine, com a Petrobras, que a Cinemateca conseguiu adquirir um dos projetores mais modernos do Brasil.
E qual o convênio que existe entre o Capitólio e a Prefeitura Municipal de Porto Alegre?
A partir da inauguração do Capitólio, a prefeitura firmou um convênio com a Fundacine: a fundação poderia continuar fazendo a captação de recursos para programação da cinemateca e para outras benfeitorias. Só que no final do último governo federal foi assinada uma lei que acaba com o convênio entre entidades e a prefeitura. A questão é que nesse processo, a Prefeitura Municipal está revendo as contratos em outros espaços como o CEU – que é um centro cultural na Restinga -, alguns teatros além da Usina do Gasômetro.
Eles anunciaram no mês passado que o Capitólio passaria por essa contratualização e que seria aberto um edital em setembro, mas nenhuma das pessoas da Coordenação de Cinema e Vídeo ou da Fundacine tinham sido avisadas que isso aconteceria. Então, a Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos (APTC) interveio para realizar esse evento e esclarecer dúvidas dos próprios funcionários da Coordenação de Cinema e Vídeo, que é da prefeitura de Porto Alegre. Porque, desde que a prefeitura atual assumiu, nunca foi repassado nenhum dinheiro, nenhuma verba para programação da Cinemateca. E quando eles anunciaram este edital, a prefeitura disse que destinaria para uma empresa privada um milhão de reais anuais.
Explica pra gente o que é uma contratualização?
Basicamente a contratualização é uma espécie de terceirização. A prefeitura pega um valor do orçamento, repassa para uma entidade e essa entidade administra o local.
E qual o objetivo desse evento?
O nosso questionamento, o motivo desse evento, é esclarecer porque esse um milhão de reais não é entregue para a Coordenação de Cinema e Vídeo (órgão da prefeitura) para que ela siga administrando o espaço. Então, isso ta acontecendo sem uma transparência, tanto com a sociedade civil quanto com a Coordenação de Cinema e com a própria Fundacine, que está na origem do projeto desde o início, quando surgiu a ideia de transformar o Capitólio em Cinemateca. A Fundacine foi parceira para viabilizar isso através da captação e com o lançamento do edital. Ninguém garante que a Fundacine vai ganhar esse edital ou que vai continuar trabalhando na Cinemateca. Porque é uma chamada pública e isso vai tirar a autonomia da Coordenação de Cinema e Vídeo, que vem tendo muita dificuldade para receber o orçamento da prefeitura. Então a APTC chamou esse evento pra esclarecer essas dúvidas junto ao secretário de cultura Luciano Alabarse, e uma pessoa da parceria estratégica. Também vamos ter a presença da Coordenação de Cinema e Vídeo, mediação será da Ana Luiza Azevedo, sócia da Casa de Cinema (produtora de filmes). Também vamos contar com a presença do Beto Rodrigues, que é o atual presidente da Fundacine. A ideia é esclarecer, com a sociedade civil, comunidade e artistas, quais são os planos da prefeitura e o porquê de contratualizar.
Em dado momento foi sugerido a opção de contratualizar só a programação da cinemateca e não contratualizar o acervo, então o acervo estaria sob responsabilidade da Coordenação de Cinema e Vídeo. Mas a verdade é que a Cinemateca é um todo, então o acervo e a programação, tudo isso faz parte dela.
Existem muitos pontos a serem esclarecidos quanto a esse edital. Sabemos que a referência é a Cinemateca de São Paulo, mas ninguém sabe o teor deste edital. Então tem uma apreensão muito grande por parte da nossa comunidade artística e também dos funcionários da Coordenação de Cinema e Vídeo.
Qual a atual relação da prefeitura e da Cinemateca do Capitólio?
Atualmente, a prefeitura só paga o salário dos funcionários públicos da Coordenação de Cinema e Vídeo. E, por fora da contratação pública, eles pagam o projecionista e o programador. E os salários estão em constante atraso.
Qual a importância da Cinemateca do Capitólio?
A cinemateca tem três eixos fundamentais. O primeiro: na cinemateca, sob o braço da Coordenação de Cinema e Vídeo, tem o programa de alfabetização audiovisual, que dá a oportunidade para crianças terem contato com a linguagem audiovisual, assistirem filmes e aprenderem. Os professores, principalmente de escolas municipais, recebem toda uma capacitação para trabalhar o audiovisual em sala de aula e levarem esse filmes pras crianças, e, às vezes, esse é o primeiro contato que elas têm com o cinema. E isso faz parte da Coordenação de Cinema e Vídeo e da Cinemateca. O outro fator é o acervo. Por exemplo, essa semana inauguraram uma exposição sobre cartazes do cinema brasileiro e toda essa exposição foi feita a partir do acervo da Cinemateca. Temos toda a história do cinema brasileiro contada através desses cartazes. No acervo da cinemateca a gente deposita cópias dos filmes gaúchos realizados, então também tem essa questão da memória, de guardar o audiovisual que foi feito aqui e, além disso, tem uma biblioteca enorme. Qualquer um pode ir na biblioteca consultar os livros. Também temos, junto com as cópias dos filmes, todas as bitolas disponíveis pro público. É só agendar e fazer a visita. Então é bem importante essa questão do acervo.
O último ponto é a difusão. As salas diferenciadas e a programação altamente qualificada, sempre com mostras do cinema contemporâneo, mas também mistura clássicos. É uma programação realmente fantástica, além do espaço que ela dá pros gaúchos e pro cinema nacional. Muitas pré-estreias dos filmes brasileiros mais importantes dos últimos anos aconteceram lá. Então eu acho que é uma forma de difundir a cinematografia fora desse circuito comercial que é esses cinemas de shopping que colocam blockbusters. A cinemateca não, ela traz um outro tipo de cinema pra cidade.
E, sobre a questão econômica, como que a Cinemateca está funcionando atualmente?
Atualmente ela funciona com o patrocínio da Petrobras. Não se faz mais programação com o auxílio da prefeitura. Inclusive, a prefeitura não teria dinheiro nem pra pagar o programador, então ela sugeriu que o valor do programador viesse a partir do dinheiro da bilheteria, porque o Capitólio tem uma bilheteria muito boa. A média de público, ano passado, foi de cerca de 60 pessoas por sessão, o que é um número fantástico. Quase nenhuma sala de cinema tem.
Então a Cinemateca está numa situação delicada, porque a gente sabe que a Petrobras anunciou vários cortes em patrocínios da área cultural, mas renovou o patrocínio com a Cinemateca e tem grandes chances de renovar o ano que vem também. Mas atualmente ela só funciona graças à iniciativa privada – a Petrobras.
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]]>Nessa ficção científica, um homem recém-saído do hospital é convidado a participar de um experimento governamental que envolve viagens no tempo. No entanto, ocorrem alguns erros e o homem é forçado a reviver amargas memórias e um misterioso caso de amor. Em “Eu te amo, eu te amo”, memória, delírios e sonhos se misturam, criando um ar de mistério entre os pensamentos do protagonista.
A exibição faz parte do tema “Cinema e memória”, que renderá ainda outra sessão, no dia 27 de abril, com “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” (Eternal sunshine of the spotless mind, 2004), de Michel Gondry. Neste longa, o personagem Joel, após uma recente desilusão amorosa, resolve apagar de sua cabeça todas a memórias restantes desse fracassado caso de amor. Porém, Joel muda de ideia e, enquanto suas memórias são apagadas, ele ainda se encontra preso em suas lembranças.
A relação entre os filmes foi confirmada pelo próprio Michel Gondry, que afirmou que a ficção-científica de Alain Resnais foi sua principal influência para “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”. Os filmes, ainda, compartilham a relação entre a memória e sua importância na vida e nos sentimentos dos humanos, sendo ela boa ou ruim. Toda e qualquer memória, nos filmes, causa algum efeito no atual estado de espírito dos personagens. Esses e outros detalhes das obras serão aprofundados nos debates que ocorrerão depois das sessões, com a presença de um convidado e um mediador.
Cinedrome
O Cinedrome é o cineclube do Curso de Realização Audiovisual da Unisinos fundado em novembro de 2012 pelos alunos Tainara Fraga, Clarissa Virmond, Joana Bernardes e Patrick Arozi. O Cinedrome foi realizado entre 2013 e 2015, sempre com uma programação formada pela exibição de um filme seguida de debate com convidados, com sessões no campus Unisinos São Leopoldo, mas também em cinemas de Porto Alegre, como Sala P. F. Gastal, Sala Redenção, Itaú Cinemas, entre outros.
A retomada do projeto, em 2018, contará com duas exibições por mês ligadas a um tema específico. Na nova versão, o Cinedrome é organizado pelos alunos da turma 2017 do curso
Beatrice Fontana, Chayenne Barcellos, Frederico Franco, João Cardoso, Lucas Bastos, Luiza Zimmer e Rafael Campos.
SAIBA MAIS
O QUÊ: exibição e debate dos filmes “Eu te amo, eu te amo” e “Brilho eterno de uma mente sem lembranças, dentro da série “Cinema e memória” do cineclube Cinedrome.
QUANDO: 12/4 e 27/4, às 19h.
ONDE: Miniauditório da Escola da Indústria Criativa da Unisinos (Sala D02 216 – campus Unisinos São Leopoldo).
QUANTO: gratuito.
PARA QUEM: todos os interessados, alunos ou não-alunos da Unisinos.
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PROGRAMAÇÃO:
27 de outubro – Sexta-feira 18h:
Moonjourney: Na Síria, um jovem pai leva sua filha em uma “viagem à lua” – o esconderijo de refugiados em um transporte de petróleo torna-se um foguete espacial, o deserto se transforma em um planeta desconhecido e o mar Mediterrâneo é espaço sideral – até chegar a realidade.
House Without Roof: Alan, Jan e Liya nasceram no Curdistão iraquiano, mas cresceram na Alemanha. A morte de sua mãe leva-os a uma odisseia curda que apresenta-lhes diversos conflitos. O filme é a primeira produção internacional filmada na região do Curdistão desde a violenta disputa entre milícias islâmicas radicais iniciada em 2014.
28 de outubro – Sábado às 16h:
The Bleak Farm: Westphalia, Alemanha, 1873: Saques e assassinatos colocam a existência da fazenda de Hans em jogo. O fazendeiro deve defender sua filha e seus bens contra a natureza e o homem. Começa uma luta entre a vida e a morte.
Valentina: Skopje, Macedonia. Valentina, de dez anos, nos convida a conhecer sua família. Juntos, eles vivem em uma degradada barraca nos arredores de um bairro cigano. Ainda assim, o filme é tão animado quanto sua heroína itinerante.
29 de outubro – Domingo às 16h:
Toys In The Attic: Videoclipe de animação para música da banda Omnia: separados pelo tempo, um homem idoso caminha para um antigo sótão, que paralelamente é explorado por uma menina. Os brinquedos antigos observam enquanto histórias de duas vidas distintas se desenrolam.
The Metamorphosis: Gregor Samsa é um jovem atraente e bem sucedido, que trabalha em uma start-up em Berlim. Sua rotina diária tem uma sincronia perfeita, mas sob a superfície, sua vida e sua confiança estão se esvaindo lentamente. Um novo movimento para a famosa novela de Franz Kafka.
Henry: Henry, um estudante talentoso mas socialmente inepto, chega a um internato dedicado ao ensino da música. Seu fascínio pelo Órgão se transforma em paixão frenética e um meio de escapar do bullying dos colegas.
A mostra de cinema First Steps ocorre na Cinemateca Capitólo (Rua Demétrio Ribeiro, 1085 Centro Histórico, Porto Alegre) e tem entrada franca. Mais informações no evento do facebook.
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]]>Segue abaixo a programação dos filmes:
Porto Alegre: de 8 a 11 de junho, sempre às 19h
Classificação Indicativa: 16 anos
Entrada Franca
Local: Cinemateca Paulo Amorim, Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736)
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