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Na última sexta-feira, dia 7/10, os repórteres do Mescla estiveram na Casa de Cultura Mário Quintana (CCMQ), no Farol Santander, no Memorial do Rio Grande do Sul e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) para experimentar as impressões da 13ª Bienal do Mercosul. O evento começou no dia 15 de setembro e permanece até 20 de novembro. Abaixo, nossas impressões.

A caminho de Porto Alegre, a luz amarela do sol da manhã já nos encontrava através das janelas do metrô. Saímos cedo de São Leopoldo e, antes das 9h, já estávamos (Gabriel e eu) no vagão rodeados por pessoas com e sem máscara. Um pão de queijo no café à frente da Casa de Cultura Mário Quintana ofereceu a energia que eu precisava para a extensa rota que realizaríamos ao longo do dia.
Entre turmas escolares de diferentes cidades e alguns poucos entusiastas da arte com tempo disponível na manhã de sexta, passeamos por cada andar da Casa de Cultura, depois pelo Farol Santander, pelo Memorial do Rio Grande do Sul e finalmente pelo Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS). A cada nova sala, a nossa curiosidade ressurgia e parecia preencher o ambiente – em cada entrada, um portal para os recomeços.
As obras compunham o roteiro de visita, como se peças e ambientes se fundissem em uma coisa só, potencializando o impacto. Enquanto em alguns lugares um certo caráter social era o fio condutor que arrematava a harmonia do todo, em outros, esse elemento central tinha um quê mais emotivo e provocava o sentir – o que poderia ser representado por uma completa confusão ou profunda compreensão.

Saí de lá pensando que o tempo parece insuficiente. Não existe medida cronológica para dar conta tudo que gostaríamos de ver, na Bienal e na vida. Um registro desta experiência foi o passaporte que recebemos no início do passeio: dos nove espaços culturais, quatro foram carimbados. No percurso da volta, percebemos que caminhamos mais de oito quilômetros. Nossos pés, cansados e doídos, foram testemunhas. Passamos por mais lugares do que pretendíamos e, ainda assim, queríamos mais. Combinamos novas coberturas, antes da despedida. Ao sentarmos no vagão do trem, um misto de sono e assimilação, ao final de um dia produtivo. E então retornamos, um pouco mais iluminados, pelo sol dourado que caia no horizonte e também por dentro.
Indizível. Intraduzível. Incomum. Extraordinário. É o enigma tramado entre o Trauma, o Sonho e a Fuga que a 13ª Bienal do Mercosul tenta evidenciar. Como diz o panfleto da edição: “Trauma, sonho e fuga são fenômenos daquilo que não se pode ser dito. Diante da latência de um espírito do tempo que se manifesta no inconsciente, nos deparamos às perguntas cujas respostas não têm uma forma verbal”.
Poéticas visuais são tramadas entre os espaços. Isso foi, inclusive, de certa forma, materializado pelo tecido vermelho que se estende por diversas ruas e prédios da capital, uma instalação que se confunde pela cidade e representa as batidas do coração. Às vezes, é uma emoção latente e linda, como quando adentramos o Farol Santander e nos deparamos com o conjunto de 3 mil lâmpadas suspensas em diferentes alturas, cuja instalação foi encabeçada pelo artista mexicano Rafael Lozano-Hemmer, intitulada de “Pulse Topology”. Entre as lâmpadas estão sensores de batimentos cardíacos, na qual os visitantes são convidados a colocar a palma da mão e ver as milhares de lâmpadas piscarem conforme a nossa pulsação enquanto ouvimos o som desses batimentos. Quando um novo participante interage com a instalação, seu pulsar se soma com o “movimento já em curso”, produzindo uma “coreografia de sobreposição de pulsares”.
O conjunto de luz e som busca traduzir uma força interior invisível para quem nos vê em um registro perceptível, e dessa forma possa tornar “tangível o registro invisível”. Perceber a força do invisível parece ser um convite para todos os dias, ainda mais depois de toda a pandemia, onde precisamos reavaliar o que é essencial na nossa vida em meio a tantos de pensamentos que precisam ser deixados de lado. É sobre ouvir a força no nosso coração num pulsar em conjunto com tantos outros corações.
Ainda no Farol Santander, há uma sala com uma projeção de uma cachoeira. Em baixo, bem rente ao chão, cinco imagens de personagens históricos estão presas, entre elas Margaret Thatcher, Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev. A obra de autoria do artista libanês Walid Raad explica que durante os conflitos no Líbano muitas milícias se formaram com o apoio bélico e financeiro de vários países. Para homenagear esses países aliados, as milícias decidiram batizar três cachoeiras com o nome de líderes dos países aliados.
No Memorial do Rio Grande do Sul, apesar de não integrar a Bienal, a exposição sobre os 200 anos de independência do Brasil, chamada “Independência para quem?” é uma excelente possibilidade de reflexão. É forte e me fez refletir sobre os privilégios brancos que carrego ao longo de séculos. Para além de todo o conjunto, foi forte a experiência de ver uma família visitante formada pela mãe e a vó negras, mostrarem para duas crianças as correntes e os navios negreiros e apontar “teu avô era obrigado a usar isso” e “o bisavô de vocês veio através de um navio como esse.”
A Bienal mexe com a gente e com os nossos sentidos. Ouvimos, vemos, caminhamos e nos mexemos pelas obras, e até sentimos cheiros, como a sala com cheiro de chás, no MARGS. Tudo isso serve para produzir novos sentidos na gente, e tentar tornar tangível o invisível. Ir a Bienal é como ir em uma sessão de psicanálise e mapear o “nó na garganta, o grito abafado, o segredo guardado”, como diz o texto de abertura, configurados nas possibilidades do lugar poético.

O que eu tenho em comum com um menino de quatro anos que se encontrava no mesmo espaço? Seu nome eu não sei, mas o entusiasmo e o brilho no olhar dele por estar (literalmente) rodeado de arte era o mesmo que o meu. Tenho certeza disso porque, assim que entrei no Farol do Santander e me deparei com todas aquelas luzes em sincronia com os nossos batimentos cardíacos, viajei no tempo e voltei para a infância. Fiquei simplesmente fascinada com aquele movimento e com o som das batidas do meu coração acompanhando tudo.
Essa foi a minha primeira vez na Bienal do Mercosul, e a minha estreia como repórter na cobertura de um evento. A vivência do jornalista é ainda muito nova para mim, mas já consegui experimentar o que considero o melhor do ofício: a pluralidade.
Durante as visitas aos quatro museus procurei manter atenção plena aos detalhes, às sensações e percepções, não só às minhas, mas especialmente de quem estava a minha volta observando o mesmo que eu. Como era possível a mesma obra ter o poder de despertar impressões tão diferentes em cada pessoa?

Com o tema Trauma, Sonho e Fuga, as exposições da 13ª Bienal do Mercosul conseguiram despertar em mim sensações e pensamentos que há tempo não sentia. Algumas obras requerem mais atenção e tempo para que sua mensagem seja captada. Outras, como a “Quase oração”, conseguiam causar arrepios em questão de segundos.
Trata-se de uma performance artística que se constitui de 500 horas de gravação com 200 artistas e que veio como uma forma de sensibilizar as pessoas sobre a magnitude e gravidade da pandemia da covid-19, homenagear as vítimas e suas famílias e propor de alguma maneira uma cura para esse trauma que é coletivo. Ao enunciar cada morte, a performance dá voz aos crescentes dados numéricos aos quais fomos diariamente nos habituando.
A sensação é única. Do lado de fora é possível escutar diferentes vozes se sobrepondo. Sem saber se poderia entrar naquele espaço ou não- afinal, estava lotado- perguntei ao segurança que ficava ao lado. Com a cabeça, fez um sinal positivo. Passei pelas cortinas pretas e, em um ambiente completamente escuro, meu primeiro receio foi esbarrar em alguém. Para minha surpresa, a sala estava completamente vazia. Segui o pequeno corredor, ainda na escuridão, guiada pela luz que viria a ser um telão. Cinco segundos foram suficientes para eu me envolver completamente obra. Imediatamente senti um arrepio pelo corpo. Todas aquelas vozes ecoando diferentes números já era claro do que se tratava.
Me perguntei, então: como algo tão simples pode ao mesmo tempo ser tão impactante? Acho que é esse mesmo o sentido da arte. Provocar sentimentos, bons ou ruins. As obras, de modo geral, conseguem contar com diversos elementos para fazer com que a experiência do visitante fosse a melhor possível. Fosse através de cheiros, vídeos, fotografias, palavras ou até mesmo da interatividade.

O meu tour pela Bienal segue incompleto, uma vez que é quase impossível visitar todos os espaços em um único dia. Mas é claro que todos merecem um “replay” porque sei que cada visita pode ser uma vivência completamente nova.
Eu acredito que encontrar-se com a arte é sempre uma aventura, principalmente quando não sabemos o que esperar das obras. Sentimento que à primeira vista parecem conflitantes nos dominam, enquanto os olhos batalham para compreender como todos os trabalhos expostos em uma única sala conversam entre si. Vivenciamos isso cada vez que uma nova sala é descoberta, no caso da Bienal, vagamos também por diferentes museus.
As obras complementavam-se e interagiam com o ambiente. Na Casa de Cultura Mário Quintana as obras estão em todos os andares do antigo Hotel Magestic. Ambientes iluminados pelas grandes janelas apresentavam um tom de rosa suave, resultado também da luz externa sendo refletida das paredes da construção. Uma obra composta de terra, folhas e mudas se estendia por dois andares e deixava o ambiente com cheiro de terra molhada. Esculturas, fotos, pinturas e desenhos apresentavam os mais diversos assuntos, em geral uma sensação de conforto e aconchego. Em contraste com os ambientes para as experiências audiovisuais, que traziam a baixa iluminação, áudios e vídeos. Tudo nos convidava a refletir, e para mim, o efeito foi angústia: efeito dos números de mortos pela da pandemia de COVID-19 somada às lâmpadas sob pesado blocos de concreto.
Já no Farol Santander, o panorama era outro. Apesar do espaço inteiro estar com iluminação reduzida, lá o brilho nos olhos era imediato. Centenas de lâmpadas penduradas em um padrão aparentemente aleatório, brilhavam em intervalos irregulares, até alguém colocar a mão debaixo de um dos três sensores espalhados pela obra. Assim que isso acontecia, os batimentos eram reproduzidos em luz e som. Se houvesse mais de uma pessoa estivesse participando, os batimentos se misturavam, tornando a experiência ainda mais mágica. No Farol Santander todas as obras tinham este toque tecnológico, desde obras com sensores de movimentos, até obras que serão colocadas em órbita no início do ano que vem. No Memorial do Rio Grande do Sul, o destaque eram as obras, documentos, fotos e registros dos últimos 25 anos da Bienal em Porto Alegre.
Por fim, nos dirigimos ao MARGS, que trazia obras que estimulavam a visão, audição e até o olfato. As obras, apesar de interessantes, marcavam sua presença devido à combinação de aromas e sons presentes no ambiente. Vagar de ambiente para ambiente dentro do MARGS trazia essa complementação das obras expostas. Ainda lá, a obra que me chamou mais a atenção é uma montagem fotográfica chamada Over do brasileiro Cássio Vasconcellos. Acredito que ela deve ter mais de 10 metros de largura, por dois ou três de altura, sendo uma composição de ferros-velhos, nos mostrando que no final, não existe “fora”.
Depois de um dia de arte, era hora de retornar. Cansado? Com certeza, mas aquela confusão mental, de tentar entender o que tinha visualizado, sentido e absorvido, só passou depois de chegar em casa e tirar um tempo para conseguir organizar o que foi aprendido neste dia.

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Segundo a Doutora em Linguística Aplicada e uma das organizadoras do Conexão, Alexandra Müller, o evento é um momento de conexão entre alunos, egressos e professores. “É um evento para mostrar a importância da pesquisa, divulgando aquilo que se faz nos gabinetes, laboratórios, institutos e o que disso fica para a sociedade”, finaliza. Para mostrar o que se faz e o que é pesquisa, os 26 Programas de Pós-Graduação (PPGs) e os cinco Institutos Tecnológicos da Unisinos estão com atividades programadas para os alunos interessados.
Na quarta-feira, 16, a programação está voltada para os PPGs, que tem autonomia para propor atividades focadas no público potencial. O PPG em Comunicação pensou em ações que rendessem um encontro entre os alunos da graduação e da pós-graduação. Com um formato de mesa redonda, a temática “Cultura digital: diversidade na pesquisa em comunicação” será abordada por mestrandos e doutorandos a partir das pesquisas que desenvolvem nas diversas linhas do programa. Além disso, a atividade terá um espaço aberto para o diálogo com os alunos que estarão assistindo. Para a Doutora em Ciências da Comunicação e representante do PPG na equipe de organização, Sonia Montaño, o papel do Conexão Pesquisa para o Programa é conseguir conversar sobre as pesquisas desenvolvidas com um público que não está no PPG. “É uma maneira de buscar outras linguagens e outras formas de apresentarmos nossas pesquisas, o que é altamente enriquecedor, porque se trata da popularização da ciência, abrí-la com uma linguagem que possa ser entendida pelos públicos mais diversos”, completa.
O último dia do evento é festivo e será reservado para premiações. Existem prêmios para alunos da graduação, da pós-graduação e professores, confere aí:
Os alunos de Iniciação Científica que se apresentaram no Pesquisa+ receberão a Menção Honrosa. Destes 59 alunos, apenas um representante de cada Escola receberá o Destaque. Além disso, os alunos notáveis no Minha Pesquisa em 180 Segundos também receberão prêmios. Finalizando as premiações para alunos da graduação, temos o Unicos Pesquisa que foca nos trabalhos acadêmicos da Escola da Indústria Criativa.
Para a pós-graduação, 10 doutorandos são finalistas do Minha Tese em 180 Segundos. Além disso, artigos de alunos, egressos e professores foram escolhidos para os prêmios Melhor Artigo Internacional e Pesquisador Destaque. As avaliações foram feitas por uma Comissão Técnico-Científica e os vencedores serão conhecidos apenas na quinta-feira.

Só no Unicos Pesquisa, 56 estudantes estão concorrendo. Natália Collor é estudante de Jornalismo e está na disputa pela premiação. A formanda analisou, durante o TCC, a maneira como o Mídia Ninja articula a descriminalização do aborto. Ela ficou sabendo da premiação através da orientadora e achou a iniciativa relevante. “É interessante a Unisinos partir para esse lado mais acadêmico, ainda mais nesse momento de cortes no país, porque, se não fomentar, as pessoas vão cada vez menos para essas áreas”, explica. O Conexão Pesquisa acontece entre 15 e 17 de outubro. O evento é aberto ao público em geral, pessoas da comunidade, interessados nos temas e alunos de especialização. Se interessou? Então confere o cronograma completo das atividades aqui.
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Para a aluna da disciplina, Bianca de Souza Nunes, a organização do evento está sendo um belo teste profissional, pois envolve um público bem amplo. Ela ainda conta sobre a relevância da Semana: “é importante, porque conseguimos ter contato com outros RPs e ter uma noção de como é o dia a dia da profissão”, finaliza.
A Semana Acadêmica conta com workshops e palestras durante as quatro noites, de segunda à quinta. Segundo a Coordenadora dos cursos de Especialização em Cultura Digital e Redes Sociais, e Marketing Disruptivo, Polianne Espindola, a semana acadêmica é de grande importância para os alunos. “Eles vivenciam na prática expertises da área de formação com profissionais, gerando networking para os alunos e agregando ao portfólio dos nossos estudantes”, completa.
Os workshops foram pensados para agradar todos os alunos e estarão sendo realizados por profissionais de Relações Públicas reconhecidos no estado.
Se liga: Mariane Araújo, que é radialista do Grupo RBS, abre a Semana Acadêmica falando sobre os influenciadores digitais no rádio e na internet; Rafaella Tedesco é SEO Projects Specialist na Agência Cadastra e traz para a Unisinos um workshop sobre como o RP pode trabalhar nessa área; Priscila Abreu, também do grupo RBS, vai tratar sobre métricas e relacionamentos com clientes nas redes sociais; Matheus Felipe está, atualmente, no Sicredi e vai conversar com os alunos sobre diversidade e inclusão nas organizações; Bruna Ribeiro é analista de marketing na Unisinos e vai trocar experiências com os alunos sobre diversas ferramentas de edição de imagem e controle de gestão em comunicação; E, fechando a Semana, Israel Silveira, RP no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito 5), vai conversar sobre a linguagem corporal com os estudantes.
As atividades são direcionadas tanto para o público presencial, quanto para o público EAD. Todas elas serão realizadas no Labtics e você pode conferir a programação completa aqui. O evento acontece dos dias 7 a 10 de outubro, na Unisinos campus São Leopoldo. A semana acadêmica também contará com atrações culturais apresentadas pelos alunos do próprio curso, além de uma atração surpresa. Não fica de fora, as inscrições são abertas aos alunos do curso, egressos, professores e demais interessados nos assuntos tratados. E podem ser feitas no Unisinos Lab através do link: http://bit.ly/semanarp
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A missão de declarar os vencedores do Workshop Aly554, foi do empresário Rodrigo Bruscato, de Novo Hamburgo. A premiação ocorreu na noite de sexta-feira, 13, dia memorável para a equipe escolhida, formada por Maria Clara Goldani, Paola Barbieri, Isadora Salines, Paula Giordani, Natália Fagan, Andrei Krummenauer, Cassio Genehr, Micheli Ferreira e Ana Alves. A comemoração rendeu muitos abraços e sorrisos. Além de troféu e medalhas, os ganhadores terão sua campanha sobre a nova marca de calçados Aly554 veiculada em revistas. Um marco para quem ainda não concluiu a graduação.
O aluno da equipe vencedora, Andrei Krummenauer Silvestrin, 22 anos, contou que nunca havia participado de uma atividade parecida. “Eu me senti muito dentro do curso”, disse, “foi muito bom ver que a gente conseguiu fazer um trabalho coeso, defender ele bem na apresentação e ser aprovado pela empresa”. Segundo ele, ganhar não foi o mais importante: “o melhor foi ter a sensação de trabalho cumprido”.
O trabalho que Andrei se refere foi desenvolvido ao longo de cinco noites em sequência. O Workshop Aly554 (nome da empresa parceira do evento) foi a primeira dinâmica nessa estrutura realizada no campus de São Leopoldo. A empresa vai iniciar no mercado calçadista com o lançamento de um tênis feminino, estilo plataforma.
A atividade contou com 65 alunos participantes divididos em seis equipes. Cada equipe recebeu um par do primeiro modelo da marca e teve de formular um conceito de campanha com identidade visual e seis artes gráficas para o lançamento, sendo uma para revista.
O evento foi organizado pela professora Letícia da Rosa, que ministra disciplinas de Identidade Visual, Comunicação Urbana e Cenários de Carreiras em Publicidade e Propaganda. “Por mais que façamos cenários teóricos e hipotéticos em sala de aula, não há nada como lidar com um cliente real”, ela explicou, enfatizando a relevância de se ter essa experiência ainda na universidade. Para Letícia, é muito gratificante coordenar essa parceria e ter um retorno tão positivo dos alunos.
A empresa Aly554 buscou na Unisinos a parceria para desenvolver a campanha de lançamento e posicionamento de marca. “A comunicação faz parte do DNA da Aly554”, conta o empresário Rodrigo Bruscato, que também acumula a função de Diretor Geral da Renus, empresa hamburguense há 50 anos no mercado de soluções em metal e plástico para indústria da moda. Bruscato disse que quer agora atuar diretamente com o consumidor final. Essa aproximação da universidade com empresas locais foi elogiada por ele.
A coordenadora de curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos, Anaís Schüler pontuou o principal benefício da atividade: “O Workshop tira os alunos da zona de conforto e desenvolve a autonomia a partir do enfrentamento de problemas reais”. Segundo ela, as edições anteriores foram muito elogiadas pelos participantes. “Nós fizemos três edições em Porto Alegre e estávamos há algum tempo sem fazer, os alunos já estavam me cobrando: ‘quando vai sair outra?’”, disse, “É uma experiência muito boa, para o aluno, para a empresa parceira e para nós, que aos poucos aprendemos a organizar eventos ainda melhores”.
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]]>The post Design ultrapassando fronteiras appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>A viagem de estudo faz parte do currículo do curso e ocorre todos os anos entre os meses de julho e agosto, para que os alunos possam participar do Encuentro. A professora Paula Visona, que acompanhou a turma na viagem deste ano, conta um pouco sobre a reação dos alunos e importância do evento. “São mais de 400 atividades. Tem workshops, conferências, oficinas, é bastante abrangente. E como reúne todos os países da América Latina, é uma troca muito legal que se estabelece.”
Além disso, dentro do roteiro, os estudantes também têm outros tipos de atividades durante sete dias de imersão, entre elas estão as visitas a empresas, museus e diferentes lojas para conhecer um pouco mais sobre a influência do Design em todos os aspectos dos produtos e marcas, trabalhando cores, estrutura, cheiros e muito mais.
Para o estudante Matheus Américo Bracht, a viagem é um dos diferenciais do curso e traz experiências grandiosas. “É incrível poder entender como é forte a presença do design em um país diferente, pois não temos essa mesma experiência aonde moramos. Conseguir ver como esse design se manifesta em cada canto da cidade.”
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]]>The post Abradi promove evento F5 – User Experience appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Com o objetivo de aumentar os conhecimentos e debater sobre a ideologia de experiência do usuário, o F5 traz duas palestras com profissionais da área. Fabiano Nadler e Thiago Esser estimularão o pensamento sobre a relação de consumidores e marcas e apresentar formas criativas para melhorar a comunicação.
Após o Welcome Coffee e credenciamento, a programação segue com a palestra “UX muito além do design de interfaces”, de Fabiano Nadler. Fabiano tem mais de 20 anos de experiência na área e, atualmente, é chefe da área de Experience Design na Brivia. O consultor de Design e autor do livro “Design para a Experiência do Usuário: alguém está fazendo isso por você”, Thiago Esser segue as atividades com a fala “Falar visualmente é o novo ‘Designers Precisam Programar'”.
O evento ocorre no dia 26 de setembro, em Porto Alegre (Rua Mostardeiro, 777), das 19h30 às 21h45. Ingressos podem ser adquiridos através deste link.
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]]>The post Enogastronomia é tema de curso na Unisinos appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Entre os dias 5 e 19 de setembro, o professor Maurício Rollof vai comandar os cinco encontros que ocorrem em terças e quartas-feiras, das 19h às 22h, no Campus Porto Alegre. O curso auxiliará os alunos a desenvolver conhecimentos e habilidades básicas para desfrutar de vinhos e espumantes em diferentes ocasiões
O uso de calça comprida, sapatos fechados sem salto e jaleco de algodão de manga longa (não pode ser descartável) são obrigatórios. Os alunos são responsáveis por toda a vestimenta, inclusive o jaleco que deve ser trazido. O acesso ao Laboratório de Gastronomia sem estes itens não será permitido.
Para participar da oportunidade o investimento é de R$ 707 à vista e R$ 744 a prazo. As inscrições podem ser realizadas pelo link.
De acordo com o ministrante e especialista em vinhos Maurício Rollof, eles esperam um público bem heterogêneo para o curso. “Quando temos workshop aparecem degustadores, pessoas que buscam um salto profissional e também aqueles que gostam de assuntos relacionados como gastronomia”, conta.

As expectativas para os encontros estão alta, e Rollof diz que estão também animados com os desdobramentos que o curso irá proporcionar. “Temos interesse em criar cursos modulares avançados, focando em diversos países, produtos específicos e trazer convidados”, confidencia.
O profissional ainda afirma que não existem pré requisitos para participação. O candidato deve apenas ser maior de idade, para poder consumir bebidas alcóolicas.
Programação:
– Vinho: História, curiosidades e métodos de vinificação
– Uvas: principais variedades e suas características
– Técnicas de degustação e análise sensorial
– Enogastronomia (harmonização)
– Serviço de vinho: utensílios, temperatura, abertura de garrafa, taças, rolha.
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]]>The post 7º Colóquio das agências experimentais debate autenticidade appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Na última sexta-feira (05), ocorreu, no Campus da Unisinos Porto Alegre, o 7° Colóquio das Agências Experimentais de Comunicação, que teve como tema a autenticidade no ambiente experimental. A anfitriã deste ano foi a Agexcom, da Unisinos, e a organização ficou a cargo dos estagiários e professores. Compareceram 11 agências de diferentes partes do Estado, algumas delas com quase duas décadas de história e dezenas de estagiários, outras com pouco menos de um ano e núcleos pequenos. Entre veteranos e novatos foram cerca de 150 inscrições.
As faculdades convidadas chegaram no credenciamentos por volta das 9h e, às 10h30mim, as atividades tiveram início. Na abertura oficial, Gustavo Severo Borba, diretor do PPG de Design, fez uma breve explicação sobre o conceito das novas salas do campus, que receberam uma reforma. As paredes riscáveis e cadeiras foram desenvolvidas e projetadas pelo próprio curso da universidade.”Todo o conceito dos espaços tem por trás uma lógica de design experiência de sala de aula e quando a gente recebe um evento com pessoas de todo o estado para uma discussão coletiva enriquece a vida de todo mundo”, ressaltou.

A expectativa dos alunos e coordenadores durante o evento era de trocas de ideias, compartilhamento de experiências e informar-se sobre o mercado atual da comunicação. Para a coordenadora da agência Multiverso, do IPA, Valéria Deluca, o evento é de grande importância. “Eu acho que a finalidade do colóquio va,i muito além de vir aqui apresentar o trabalho que a gente desenvolve, a finalidade do colóquio é buscar o aprimoramento do ensino da comunicação social”, explica.
A estudante e estagiária da Verso Agex, da FADERGS, Caroline Rolim, 25 anos, trabalha no núcleo de produção multimídia e redes sociais e participou pela primeira vez de um colóquio. “Eu espero pegar muitas experiências, ideias e inspirações das outras agências porque a nossa está no primeiro ano e fazemos nossa própria demanda, então vai ser muito bom”, disse.
Andrei de Souza, 23 anos, está no quinto semestre do curso de Jornalismo, na Universidade Feevale e conta que este é seu segundo colóquio: “A experiência do outro colóquio foi de buscar um conhecimento diferente que eu não tinha, não estava habituado. Até então eu só conhecia o trabalho da nossa agência, da AGECOM, então a primeira vez que eu vim tentei ficar prestando atenção no trabalho das outras agências, até para buscar um maior aproveitamento dos nossos projetos e tentando ter uma ideia nova pra apresentar esse ano”.
Bate-papo com comunicadores de sucesso
Após as apresentações, teve início um bate-papo com cinco convidados a respeito da autenticidade e inovação no mercado de trabalho da comunicação. Guilherme Massena e Eduardo Seelig, da Dobra, de carteiras sustentáveis, o publicitário Luciano Braga, do estúdio de comunicação Shoot the Shit, Júlia Maciel, estudante de Jornalismo e social media do portal Mecasei.com e Alexandra Zanela, fundadora da Padrinho Agência de Conteúdo, estiveram presentes.

Durante a apresentação, Luciano Braga refletiu sobre as imposições e padrões do mercado e contando suas experiências. Depois de se decepcionar no antigo trabalho, resolveu fazer algo diferente na vida, indo contra os estigmas tradicionais. “Muitas agências, as principais e maiores tornaram-se indústrias de anúncios. Na nossa nós aceitamos receber menos, ter uma vida mais simples, mas ter nossa autenticidade, fazer apenas aquilo que acreditamos”.
Entre os assuntos mais discutidos estavam a prática da autenticidade no dia a dia, a monetização das inovações desenvolvidas, os desafios enfrentados e as transformações na sociedade. Alexandra acredita que o modelo de mercado está mudando e os consumidores também. “O mercado precisa e quer autenticidade e inovação, mas tem medo de contratar empresas não tradicionais”, refletiu.
A social media Júlia Maciel também contou um pouco da sua trajetória, tanto pessoal quanto profissional. Ela relata que mesmo dentro da comunicação há certos padrões e por não se encaixar neles busca arriscar diariamente em suas ações. “Eu queria arriscar, não trabalhar em um veículo. Porque comunicação não é só trabalhar em algum lugar, comunicação é o mundo. E o Mecasei, que é uma startup, me deu essa oportunidade, me abriu esse mundo. Ela me faz ver que eu posso ser diferente, ter minha ideias, trabalhar no meu horário e do meu jeito, produzir da minha maneira ao invés de ter que ficar repetindo funções o tempo inteiro”.

Respondendo a pergunta de um aluno sobre o conservadorismo de grande parte dos leitores, Alexandra enfatizou que o público resiste a mudanças, mas se adapta facilmente, assim como o mercado do jornalismo. “A informação não é mais uma exclusividade jornalística, nós somos curadores hoje. A partir da criação do facebook como uma nova forma de distribuição, como um compartilhador, as capas de jornais não são mais a fonte primária de informação”.
Nathana Guedes, da Agência A4, da Universidade de Santa Cruz, achou a experiência positiva, ainda mais por ser sua primeira participação. “Os convidados literalmente combinam com o tema, eles são realmente autênticos. E, realmente, o mundo está despriorizando o coletivo para as individualidades das pessoas. Eles estão preferindo as peculiaridades, ou seja, essas ideias fora da caixa. Então esse momento, da fala deles, eu achei bem legal, porque além de tudo foi dinâmico, foi descontraído e eles falaram numa linguagem bem clara”, disse.
Integração entre agências
No período da tarde, uma atividade integradora juntou alunos e funcionários de diferentes agências em grupos criados de forma aleatória. Peças de quebra-cabeça foram entregues no início do colóquio aos participantes, que formavam personagens de animações famosas. A missão era pensar na autenticidade de seus respectivos desenhos, relacioná-los com uma agência de comunicação e aplicá-los em uma campanha.

A aluna da agência Nexjor, da UPF, Caroline Beccari estava participando de seu segundo colóquio e considerou a integração muito interessante por ter unido os alunos e movimentado o pessoal. “Pessoas de diversas áreas e agências trabalhando juntas para um produto final. É importante, pois são jeitos diferentes de pensar então acabou juntando um pouquinho da ideia de cada um e surgiram grandes projetos e ideias”.

Finalizando o 7° Colóquio, os estagiários apresentaram as campanhas, mostrando criatividade e, principalmente, autenticidade, divertindo o público e demonstrando que o evento cumpriu seu papel. Entre as expectativas e planos futuros, está o desenvolvimento de um trabalho integrador entre diversas agências experimentais de comunicação do estado.
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