wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post Jornalismo guiado por dados em pauta appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>O pesquisador define o método associado ao Jornalismo de Dados como o de “entrevista de planilhas”, tendo começado na década de 50. Já entre os anos 80 e 90, eram classificadas como reportagens assistidas por computadores ou RAC Mas, segundo Träsel, foi por meados de 2005 que o Jornalismo de Dados começou a surgir com mais força, graças aos avanços tecnológicos e as leis de acesso à informação. Marcelo no início pensava que isso não passaria de uma moda, mas percebe que vem se estabelecendo cada vez mais e afirma que hoje é tudo mais fácil. “Se você tiver um computador com internet, você tem acesso aos dados”, observa.
Para a tese de doutorado que defendeu, Marcelo fez uma pesquisa etnográfica no Estadão Dados, a primeira equipe de dados formal dentro de uma redação brasileira. Ele pode observar que jornalistas de dados são geralmente conhecidos como os ‘nerds’ e costumam ser mais autodidatas, aprendendo de forma espontânea a lidar com novas tecnologias. Um dos principais pontos que chamaram a atenção dele sobre estes profissionais é que são muito mais colaborativos e não guardam uma informação ou dado consigo. “Sempre temos aquela ideia do jornalista competitivo, puxando o tapete do colega, mas com o jornalismo de dados, que tem uma comunidade pequena, acontece muita troca de informação, técnicas e dicas”, observa.
Ele pode ver também que eles se aproximam muito da cultura hacker, pois estão mais acostumados a usar softwares livres, e por consequência, terem especial apreço pela transparência dos procedimentos, explicando como a reportagem foi feita e quais dados foram usados. Träsel afirma ainda que este esta modalidade é complementada pelo jornalismo pé no barro, ou seja, se inicia como uma análise estatística e a partir daí, parte para a produção da pauta. Mas, lembra contudo que os dados não podem ser confundidos como uma verdade absoluta. “Eles são construídos, eles não são idênticos com a realidade, nem são neutros, pois seguem uma agenda”, enfatiza.

O pesquisador trouxe diversos exemplos de jornais e sites que usam dados para tornar a informação mais acessível, e diz incentivar os alunos a construírem seus próprios dados, que pode ser feito sobre qualquer assunto, em qualquer editoria. Dentre os sites que oferecem cursos de jornalismo guiado por dados, citou: Abraji, Escola de Dados e Knight Center.
O professor da atividade de Seminário do Projeto de Pesquisa, Ronaldo Henn, explicou que é de extrema importância o compartilhamento de ações de pesquisa “Essa participação de pessoas, não só da área da pesquisa, mas também com uma trajetória consolidada na área do jornalismo é muito relevante, isso reforça o que é ensinado em sala de aula”, afirma.
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