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Outra distinção foi o Prêmio Professor Rubens Murillo Marques. A doutora em Linguística Aplicada, Rafaela Drey, foi uma das três vencedoras da 9ª edição, com o projeto “O ensino de língua inglesa na prática: micropráticas de ensino como estratégias de formação inicial de professores de língua estrangeira”. A premiação é uma iniciativa da Fundação Carlos Chagas que visa divulgar experiências educativas feitas por docentes dos cursos de Licenciatura.
Marlon é professor de seis línguas estrangeiras, com experiência em escolas públicas, privadas, de idiomas, além de dar aulas particulares. Ele contou que se tornou professor pelo amor que tem em compartilhar conhecimentos em diversas línguas. “Percebo que, por meio da linguagem, o ser humano pode não apenas expandir o seu mundo, mas o das pessoas à sua volta, uma vez que os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo”, explicou. A pesquisa do Marlon lida com o uso de tecnologias digitais e a colaboração entre alunos para o desenvolvimento da oralidade em língua inglesa na escola pública. O doutorando conversou com o Mescla e contou um pouco da experiência na Mocitec. “A apresentação foi muito bem recebida por toda a banca examinadora, que elogiou muito a proposta do projeto e os resultados alcançados até agora”, completou.
Para o pesquisador, aprender idiomas, na escola pública, não é apenas uma questão de ser possível ou não, mas, sim, um direito assegurado por leis educacionais. Por isso, a universidade e a escola podem trabalhar juntas, de maneira colaborativa, cidadã, emancipadora e humanitária.
Marlon, por ser ex-aluno do IFSul, ainda recebe convites para a participação de eventos acadêmicos da instituição, e foi assim que ficou sabendo da Mocitec. Para o pesquisador, o prêmio “é a concretização de um sonho que sempre almejei realizar: equacionar a teoria e a prática de maneira criativa, colaborativa e humanamente significativa”, contou.
Professora no Instituto Federal do Rio Grande do Sul – campus Osório, Rafaela ajudou a implantar, em 2015, a Licenciatura em Letras – Português/Inglês. Ela coordenou o curso por três anos e meio e suas pesquisas se voltam para a área de formação inicial de docentes de língua estrangeira. Ao notar a carência de profissionais qualificados atuando na escola básica, a pesquisadora surgiu com um projeto que oportuniza a atuação prática dos licenciados na sala de aula. O projeto de extensão está vinculado à disciplina de Metodologia e Laboratório de Ensino de Língua Inglesa e, segundo Rafaela, é bastante trabalhoso, mas muito gratificante. “Como formadora de professores, é na dimensão prática que consigo observar a emergência da profissionalidade dos docentes, ou de ‘como e quando’ eles emergem como professores, não apenas como alunos de licenciatura”, contou.
Os retornos desse trabalho já são visíveis, uma vez que os dados coletados com os licenciados já mostram que as micropráticas foram decisivas para o futuro profissional de cada um. Além disso, os alunos da escola parceira também relatam que as atividades os motivam a estudar mais o idioma ensinado. “Esse retorno é muito positivo e indica que estamos no caminho certo”, completou a pesquisadora. Rafaela contou que todos os anos os professores recebem a divulgação do prêmio através do e-mail institucional do IFRS, mas nunca pensou que o projeto se encaixava no evento. Quem viu o potencial do trabalho e insistiu na inscrição foi o marido dela, que também é professor do Instituto. “O prêmio foi atribuído ao projeto das micropráticas de ensino, no entanto, para mim, ele representa algo muito mais amplo: o reconhecimento de toda a minha trajetória acadêmica e profissional. É, sem dúvida, até aqui, o grande marco da minha carreira”, contou.
O nome do prêmio recebido por Rafaela, professor doutor Rubens Murillo Marques, é uma homenagem a um dos presidentes fundadores da Fundação Carlos Chagas (FCC), uma forma de reconhecimento da trajetória acadêmica do docente.A cerimônia de entrega será na sede da FCC, em São Paulo, nesta sexta-feira, 22 de novembro. “Vai ser um momento bastante emocionante, mas, sobretudo, de compartilhamento de experiências, visto que os premiados terão 30 minutos para apresentar seus projetos aos convidados e autoridades presentes”, finalizou Rafaela.
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]]>The post Espaço Maker é o novo instrumento de aprendizagem do Colégio Anchieta appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>O processo de construção e implementação do projeto foi acompanhado e orientado pela equipe do FabLab Unisinos – laboratório de fabricação digital vinculado à rede mundial Fab Lab –, que ministrou uma série de oficinas aos educadores do Anchieta sobre a “cultura maker”. Os professores André Canal Marques, Maria do Carmo Dischinger e Giulio Palmitessa, da Unisinos, e Karen Borges, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), foram os responsáveis por apresentar aos 30 educadores do Anchieta novas ferramentas de aprendizagem durante os meses de junho e julho.
Foram cinco oficinas sobre temas como “introdução à cultura maker”, “técnicas manuais”, “corte a laser e vaccumforming”, “sala de aula maker” e “impressão 3D”. Tudo isso faz parte da fase três do processo de criação do Espaço Maker, que também contou com a preparação do ambiente e aquisição de recursos físicos, como a impressora 3D. Para André Marques, coordenador do curso de Design de Produto, a ideia é que ocorram outras oficinas futuramente, conforme a demanda dos educadores. “O Espaço Maker é um local em que você pode trabalhar com vários temas, como as questões de organização, colaboração, criatividade e muitas outras habilidades que um profissional precisa ter de forma genérica”, diz.
Joelene Oliveira acredita que o Espaço Maker é um convite ao protagonismo de novas ideias e criações que permitem o desenvolvimento de competências como criatividade, autonomia e empatia. “O Colégio Anchieta já desenvolveu, em seu currículo, algumas disciplinas que oferecem aos alunos inúmeras possibilidades de prototipar. A proposta deste espaço de “educação mão na massa” é de que o aluno possa explorar o que existe para além da sala de aula, realizar experiências e fazer coisas no mundo real”, explica a coordenadora.
Giulio Palmitessa, professor de Design de Produto da Unisinos, conta que a cultura maker tem se desenvolvido desde 2012. Em Porto Alegre, a criação do FabLab Unisinos surgiu de uma necessidade de aproximar essa cultura da Universidade e levá-la à comunidade. Já foram realizados outros cursos de extensão organizados pelo FabLab Unisinos para o Colégio Anchieta. “Nossa ideia é trazer formação para aqueles que são parceiros da Unisinos, além de projetos de cunho social ou de expansão da importância do ensino para a sociedade, como o TEDx”, afirma.
André Marques conta que a ideia é usar o ambiente para se pensar não só no design, mas em todas as áreas do conhecimento. “Um professor de biologia pode imprimir a cadeia do DNA, por exemplo, tendo em mãos algo em 3D para cativar o aluno”, exemplifica. Outro fator positivo é a praticidade com que os alunos terão acesso a ferramentas de prototipagem, fazendo com que seja possível a criação de novos sentidos para o ensino, como é o fenômeno da sala de aula invertida. Nesse formato, alunos estudam o conteúdo curricular em casa e tiram suas dúvidas na escola, proporcionando, assim, aulas menos expositivas e mais participativas.






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O andar B foi dividido em espaços, ocupados por professores e graduandos dos cursos participantes. Aparelho de ultrassom, óculos de realidade virtual e impressora 3D foram alguns dos equipamentos que fizeram olhos de muitos estudantes brilharem. Mas a estrela do encontro foram as oficinas, preparadas para ajudar os estudantes, por meio de atividades práticas, a escolher quais carreiras seguir no futuro. Agata Cristina, que participou da oficina Biodiversidade que salta os olhos, achou que o evento foi muito importante. “Ajudou os alunos a conhecerem as áreas que têm interesse”, disse.

João Quaresma estava muito animado ao fim da oficina A construção da imagem publicitária em estúdio. Ele participou também de outros encontros oferecidos pela Escola da Indústria Criativa. “Acho que consegui escolher o curso e a universidade que vou me dedicar no próximo ano”, revelou o estudante.

A oficina Suporte básico de vida deu um empurrãozinho para que Daniele Peixe decidisse qual carreira seguir. Ela participou de oficinas promovidas pelos cursos de Design, Nutrição, Farmácia e Medicina. No Conecta do ano passado, Daniele já havia se interessado por Farmácia. Ela pesquisou mais sobre o curso, já que queria algo na área da saúde, e, depois das oficinas deste ano, ficou mais segura. “Eventos como esse são essenciais, pois ajudam a gente a entrar em contato prático com diferentes profissões”, avaliou Daniele.

Anderson Lecine, aluno de Medicina, foi um dos muitos graduandos que ajudaram na execução das oficinas. “Esse tipo de experiência é fantástica para os alunos de Ensino Médio, porque permite que tenham uma prova do que eles vão estudar e praticar durante o curso”, explicou o futuro médico, que participou da oficina Suporte básico de vida. Ao ouvir as dúvidas dos estudantes, Anderson diz que se reconheceu quando ainda estava pensando em entrar no curso. “O Conecta é significativo, pois os alunos que participam estão prestes a tomar uma decisão importante sobre o futuro profissional deles”, comentou.
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]]>The post Curso gratuito ensina variações no ensino de inglês appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Os estudantes conhecerão o conceito da variação linguística e a relevância do ensino do tema, além de atividades práticas para usar em sala de aula. Todos que comparecerem ganharão certificado de participação do evento, que tem duração de três horas.
O curso será realizado no dia 17 de dezembro, das 14h30 às 17h30. A atividade é destinada para o público em geral e as inscrições devem ser feitas pela página do evento no site da Unisinos.
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]]>Durante a quinta série do Fundamental, Douglas teve o primeiro contato com a língua inglesa. A motivação e empolgação da professora Vera deixaram marcas no garoto que, aos 12 anos, decidiu que também queria ser professor de inglês. “A professora falava inglês na sala e eu gostei muito daquilo. A minha escolha tem muito a ver com o que eu via nela e pensava que queria ser assim”, relembra.
Um currículo que focasse na língua inglesa foi o fator que sintetizou as opções dele para o vestibular. As faculdades que misturavam Inglês e Português pareciam cada vez menos atrativas. Douglas afirma que a opção de ter todas as cadeiras em inglês foi determinante para sua decisão. “O mundo está acontecendo em português. As aulas em inglês, onde a gente discute e aprende a língua são fundamentais”.

A faculdade trouxe novas possibilidades e desafios. O estudante recorda com diversão que achava que só estudaria gramática, mas a realidade foi melhor do que ele esperava “Eu achei que ia sair daqui um livro de gramática ambulante, mas o curso te abre muitas possibilidades. Nós temos estudos sobre língua, linguagem e interação social. O estudo sobre formação de professores também abre um leque gigante, todos eles são essenciais”. Apesar do estranhamento inicial com a língua, Douglas superou as dificuldades e tornou-se monitor dos alunos que tinham o mesmo problema. Ele conta que o maior segredo para conseguir ir bem é “levar o curso a sério e gostar do que faz”.
Durante a graduação, ele foi professor de diversos cursinhos de Inglês, porém esse não era seu objetivo inicial. “Eu sempre quis dar aulas em escola. Na minha visão, eu só seria professor de verdade quando eu estivesse em uma escola e tivesse um caderno de chamada e um quadro negro. Eu não queria uma turma de dez ou oito alunos, eu queria uma turma de vinte ou trinta” conta ele.
Ainda durante a graduação, foi chamado para dar aulas em uma escola particular, o Centro Educacional Santa Isabel – CESI. Ser professor do Ensino Médio expandiu os horizontes do estudante que passou a ver os conteúdos da universidade de uma forma mais realista. Segundo Douglas, a aplicação em sala de aula dos conceitos aprendidos na graduação contribuíram muito para sua formação. Após trabalhar no CESI, ele foi chamado para dar aulas no Colégio João XXIII, que trabalha com foco em projetos e aulas mais elaboradas, ele diz que se sentiu em casa durante esse período. Douglas relembra que no processo de contratação houve uma prática em sala de aula e, no final do dia, os alunos fizeram um coro cantando “contrata” para ele e a orientadora.
Para os alunos, Douglas também quis proporcionar a chance de viajar para o exterior. A ideia surgiu depois de comentários durante as aulas sobre os países que conheceu e ele começou organizar um grupo para viagem. “Todo ano eu levo um grupo de alunos para fazer intercâmbio para fora. Eu já levei para a Inglaterra duas vezes e para o Canadá três vezes”. Durante um mês, os alunos têm a oportunidade de estudar uma língua e cultura estrangeira. “A vivência no exterior faz com que os alunos venham mais maduros e com uma visão maior de mundo. Eles aprendem a respeitar culturas diferentes. Dar essa oportunidade para os alunos é uma forma de me sentir como parte de vida deles, acho que é uma realização pessoal”, resume.

Já com a ideia de fazer um mestrado no exterior, Douglas aproveitou a última viagem com os alunos ao Canadá para ir até a universidade Western. A documentação online já havia sido enviada quando ele decidiu fazer uma entrevista. “Não precisava fazer entrevista, mas eu fui lá na universidade e expliquei toda a situação. Mandei um e-mail pedindo se eles poderiam me receber e fui aceito. Consegui falar com a secretária e com o coordenador. Eles gostaram de saber que eu era professor do Ensino Médio.” Aos poucos, tudo se encaminhou e Douglas conseguiu a bolsa para o Mestrado em primeiro lugar., durante dois anos ele será aluno e professor da graduação de lá “Isso é um sonho. Desde o ensino médio eu quis estudar fora. Eu sempre quis ser exposto a língua e ter aulas, mas nunca imaginei que eu iria dar aula.”
A despedida dos alunos daqui foi difícil, ser professor representa uma grande responsabilidade para Douglas. “Professor não forma só opinião, mas forma pessoas. A gente marca a vida dos alunos. Eu tenho 3 alunos fazendo Letras por minha causa. Eu fui influenciado por uma professora e, hoje influencio alunos. É uma corrente do bem que vai alcançando outras pessoas”, resume ele.
Para o futuro Douglas imagina um doutorado e, claro, continuar ensinando. A certeza é que Graduação e Ensino Médio continuarão a ser parte da sua vida. “Eu me vejo com Doutorado e como professor acadêmico, mas eu não quero sair da escola. Eu não quero perder a chance de formar professores, mas também não quero perder esse contato”, completa. Se o futuro se mostra cheio de possibilidades, o presente pode ser resumido em apenas uma palavra: gratidão.
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