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]]>No primeiro dia de evento, as pontes foram recolhidas, pesadas e medidas para verificar se estavam de acordo com o edital. No segundo, as estruturas foram testadas para avaliar a resistência, a economia de recursos e a estética. Foram três pontes vencedoras, e os prêmios: troféus, medalhas, calculadoras profissionais e livros.

Estudante da Engenharia Civil, Nataly Toma está na comissão pelo terceiro ano consecutivo. Ela conta que o edital foi lançado no início de outubro, então os grupos tiveram cerca de um mês e meio para projetar e construir as pontes. Este ano, porém, apesar de ter a mesmas regras, o evento atraiu menos projetos. “Comparando com o ano passado, o número de inscritos diminuiu, antes a gente tinha mais de trinta, esse ano teve 28”, conta.
A estudante também já projetou uma ponte de bambu para a competição e gastou cerca de cem reais para a construção. “Foram quatro ou cinco pacotes de palitos mais a cola”, relata Nataly. A inscrição para participar, porém, não exigia dinheiro, assim como nesse ano. Era necessário somente doar alimentos ou roupas para o grupo Engenheiros sem Fronteiras, que entrega esses materiais para instituições da região do Vale do Sinos.
Nataly conta que estudantes de qualquer semestre de Engenharia Civil ou Arquitetura podem se inscrever, desde que estejam dentro de um grupo de cinco pessoas. “Desde o ano passado, liberamos para ter um aluno da Arquitetura por grupo. Eles também aprendem sobre estruturas, mas contribuem mais com a questão estética”, diz a estudante.
Além de permitir a participação de diferentes cursos, a competição aceita alunos de todas as universidades. Em 2018, o único grupo que não era composto de alunos da Unisinos veio da Universidade de Passo Fundo. Outro ponto ressaltado por Nataly é que os grupos costumam se inscrever no evento mais de uma vez: “tem gente que não ganha e participa de novo, ou então que vence e concorre de novo para ter melhores resultados”.
A participação promove o desenvolvimento dos alunos, que vão ficando melhores em prever a carga máxima de suas pontes. Um fato inédito aconteceu nessa edição, em que um grupo acertou a carga máxima exata de seu projeto (50kgf). Entretanto, a precisão dos cálculos não levou o projeto ao time de vencedores, pela pouca resistência da estrutura. A ponte, chamada Felícia, foi uma homenagem à gata de uma das participantes.

Os criadores da ponte Alysson Pastrana contam que gastaram R$ 280 para a realização do projeto e concluíram a construção em dois encontros, na casa de um dos colegas. A carga máxima da ponte, que garantiu a vitória, foi de 476,04 kgf. “A maioria do grupo nunca tinha participado da competição, só o Fernando Vaz que está pela terceira vez”, conta a estudante da Engenharia Civil, Pâmela Bregalda.
Grande parte dos integrantes está na metade do curso, que proporciona poucas experiências práticas como essa competição. A participante do grupo Daniele Locatelli recomenda que os alunos que se inscreverem no próximo ano tenham muita dedicação e paciência para fazer um bom projeto.
A ponte Crystal Bridge ficou em segundo lugar na competição, com carga máxima de 452,3 kgf. O grupo participou pela segunda vez do evento, trocando apenas um integrante da equipe. “A primeira ponte que construímos (no ano passado), teve uma carga máxima de apenas 64 kgf”, conta a participante Brenda Soares. A estratégia utilizada pelo grupo para essa mudança foi o “uso de softwares especializados para projetar e estudar além do que é ensinado nas disciplinas de Análises Estruturais”, diz o estudante Fernando Coutinho.
A próxima edição da Competição Estudantil de Pontes de Bambu irá acontecer no final de 2019 e os alunos precisam ficar atentos ao lançamento do edital. O projeto conta com uma página no Facebook para divulgação de informações.
Confere aqui os melhores momentos do evento:
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]]>O público-alvo da competição são os acadêmicos de graduação dos cursos de Engenharia Civil e Arquitetura, além de estudantes de nível técnico e médio. Durante o evento, os estudantes devem projetar e construir uma ponte em escala reduzida, feita com palitos de bambu. O formato da ponte será livre e os estudantes podem contar com a ajuda de professores e profissionais. Todos poderão usar as instalações dos laboratórios da Unisinos.
O coordenador da atividade Prof. Dr. Uziel Cavalcanti de Medeiros Quinino diz que o objetivo do concurso é que “o aluno use o modelo de ponte para aplicar o conhecimento que tem de análise de estruturas”. Ele conta que as etapas são a escolha do projeto (que deve ser feita antes do evento), o dimensionamento e o planejamento da quantidade de palitinhos. Essa é uma questão importante, pois o grupo que utilizar menos materiais para construir uma ponte terá uma bonificação na nota.
“Tivemos alunos que foram para a área de cálculo estrutural após o último concurso. Alguns membros do grupo vencedor da última edição estão trabalhando na área”, conta Uziel. O professor também destaca que é comum os alunos participarem durante anos para aperfeiçoarem seus projetos.
Sobre as características importantes para se dar bem na atividade, o professor conta que “é imprescindível ter acesso ao conhecimento, desenvolver as habilidades e melhorar a cada competição, sabendo identificar as falhas e repetir”. A responsabilidade com a atividade e a preocupação em fazer um trabalho bem feito também são destacadas pelo coordenador.
A edição de 2017 da Competição Estudantil de Pontes de Bambu contou com 23 equipes competidoras. O prêmio foi uma calculadora HP Prime e a ponte que ficou em primeiro lugar tinha uma capacidade de carga de 632,4 kgf. Os responsáveis pelo projeto foram cinco acadêmicos de Engenharia Civil da Universidade de Caxias do Sul.
Camila Mascarello foi uma das vencedoras da última edição e diz que aprendeu na prática os conceitos vistos em sala de aula, como o planejamento, o cumprimento de prazos e regras e o trabalho em equipe. A dica que a estudante dá para quem deseja participar é “ter um planejamento de como a ponte irá ser construída para que a fase de execução tenha um bom resultado, além da escolha correta de materiais”.
Outra vencedora de 2017 é Fabiana Tessari. Ela conta que se inscreveu para ter a oportunidade de aprender fazendo, enfrentando as dificuldades de colocar a mão na massa. Os benefícios do evento para Fabiana foram “ter contato com trabalho em equipe, assim como lidar com os problemas da construção”. A estudante descreve o concurso como um dia de conhecimento, aprendizado e diversão.

O evento irá acontecer no Auditório Central da universidade, na terça-feira (13) de novembro, das 10h às 12h e das 14h às 17h e na quarta-feira (14), das 9h às 12h e das 14h às 19h. Os participantes irão receber 20 horas complementares e os premiados 30 horas.
Não há custo para participar, mas os alunos já devem levar os projetos, palitinhos de churrasco e cola. As inscrições podem ser feitas pela página do evento no site da universidade. O edital está aberto até o dia 3 de novembro. É recomendado que os estudantes leiam previamente o Regulamento da competição.
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