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Arquivos Drag Queen - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/drag-queen/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Thu, 25 Apr 2019 21:53:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 Prêmio Unicos 2018: uma noite de diversidade https://mescla.cc/2018/10/31/premio-unicos-2018-uma-noite-de-diversidade/ https://mescla.cc/2018/10/31/premio-unicos-2018-uma-noite-de-diversidade/#respond Wed, 31 Oct 2018 23:05:24 +0000 http://mescla.cc/?p=8516 No saguão do Anfiteatro Padre Werner, o chão riscado de giz recebia cerca de 350 alunos da Comunicação para a sétima edição do Prêmio Unicos. Os desenhos eram figuras conhecidas, ícones de redes sociais, e reforçavam a campanha que valorizava a produção dos alunos. A premiação, para além dos trabalhos acadêmicos, trouxe visualizações para a diversidade e […]

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No saguão do Anfiteatro Padre Werner, o chão riscado de giz recebia cerca de 350 alunos da Comunicação para a sétima edição do Prêmio Unicos. Os desenhos eram figuras conhecidas, ícones de redes sociais, e reforçavam a campanha que valorizava a produção dos alunos. A premiação, para além dos trabalhos acadêmicos, trouxe visualizações para a diversidade e o respeito. 

Foto: Natan Cauduro

A entrada do evento ficou sob a responsabilidade das alunas e artistas Angel Camargo e Renata Soares. Além de DJ, Angel é aluna do curso de Relações Públicas da Unisinos. Para ela, a apresentação no Unicos foi, além do reconhecimento, a realização de um sonho. No hall de entrada, sob uma chuva de bolhas de sabão, a aluna animou os estudantes que chegavam para participar do evento. “Me apresentar no UNICOS foi um dos momentos mais felizes da minha vida, pois realizei meu sonho de performar em uma premiação. Ser reconhecida como artista pela minha instituição de ensino me deixou lisonjeada!”, anima-se.  

Foto: Cristiane de Oliveira

Como aluna, Angel já havia acompanhado a premiação nos anos anteriores e destaca a importância da evolução do Prêmio que busca temas emergentes. “Acompanho a premiação desde sempre e é incrível como, a cada edição, ela fica mais bonita, buscando sempre trazer atrações diferentes que causem experiências inesquecíveis nos convidados. Eu me formo no final desse ano, e fico feliz em ter me sentido tão especial na minha penúltima noite na Unisinos!”, afirma. 

Renata e Angel também foram as responsáveis pela abertura de palco do evento. Performando, as duas empolgaram o público para a noite de premiações que viria. Renata é estudante de Direito e se apresenta sobre pernas de pau. Ela confirma que o Unicos provoca emoções e encantamento. “Sou prounista integral na Unisinos. Também recebo apoio pedagógico e social pelo Programa de Inclusão Educacional e Acadêmico. Por isso, quando surgiu a oportunidade de retribuir um pouco de tudo isso à instituição em forma de arte, eu realmente não pensei duas vezes”, explica. 

Sou aluna do curso do Direito, mas fiquei encantada com a energia da galera da Indústria Criativa. Ontem foi mágico e grandioso. Pudemos entregar ao público um pouco do criativo que há em todos e cada um de nós.”, disse Renata Soares         

A premiação dos trabalhos contou com a apresentação da jornalista e ex-aluna da Unisinos, Carol Anchieta. Em diversos momentos, ela relembrou emocionada como é gratificante estar no palco da universidade novamente para reconhecer a produção dos estudantes. 

Os prêmios foram entregues pelos professores Everton Cardoso e Sabrina Franzoni, ambos foram os mais citados nas inscrições dos trabalhos dos alunos. Os docentes também protagonizaram um dos primeiros momentos emocionantes da noite ao subirem no palco com uma camiseta homenageando a vereadora assassinada em março deste ano, Marielle Franco.  

Foto: Cristiane de Oliveira

A noite seguiu no clima de emoção com a aluna de Psicologia Priscila Razera. Encarregada pela segunda performance artística da noite, a bailarina e violinista trouxe leveza e melodia ao palco. “Acho que nunca fui tão bem valorizada quanto ao violino e ao balé da forma que eu fui ontem, sem ter uma necessidade de seguir um padrão, de uma exigência a ser cumprida. Simplesmente ir lá e mostrar a forma que tu tens para poder fazer a noite especial para todas as pessoas”. 

Foto: Kelly Vargas

 “É meio difícil definir o sentimento quando o coração bate forte. Fazia muito tempo que eu não me sentia feliz de uma forma tão simples como ontem. Eu acho que o que mais me realizou foi, desde o início, ser quem a gente é”,  – Priscila Razera 

Priscila não foi a única a prender a respiração do público por causa da música. A cantora Rê Adegas seguiu a bailarina nas apresentações e emocionou o anfiteatro. Rê, que é ex-aluna de Moda da universidade, trouxe toda a força da MPB ao palco. “Foi uma experiencia muito legal. Eu acho que o público jovem, o público universitário, é diferente. Poder fazer parte desse momento de descontração e premiação desse pessoal que está começando é muito legal. Isso é muito bacana, que a universidade se preocupe em mostrar esses outros lados dos seus alunos e fazer com que eles apareçam”, comenta a cantora.  

Foto: Cristiane de Oliveira

Para encerrar a noite, marcada pela diversidade e reconhecimento, a dragqueen Biscuit finalizou as apresentações. A performance de Biscuit representou toda a diversidade que foi trabalhada durante o evento. Luzes, maquiagem, dança e cores marcaram a apresentação que fez o público vibrar no ritmo da música. “Performar como Biscuit é sempre uma emoção muito grande. Tanto pelo nervosismo da performance – se vai dar tudo certo, se vão gostar- tanto pela adrenalina que nos bate lá no palco”, afirma Biscuit. 

Foto: Cristiane de Oliveira

Acho que o poder da arte, tanto drag quando de outra forma, é muito forte e capaz de mudar o mundo aos poucos. Eu agradeço ao Prêmio Unicos por permitir que eu levasse a minha arte para as pessoas e poder sentir a animação do público vibrando junto comigo” – Biscuit 

Os trabalhos premiados e os jurados podem ser conferidos no site do evento.

 

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Revista faz releitura de sete pecados https://mescla.cc/2017/12/05/revista-faz-releitura-de-sete-pecados/ https://mescla.cc/2017/12/05/revista-faz-releitura-de-sete-pecados/#respond Tue, 05 Dec 2017 20:20:21 +0000 http://mescla.cc/?p=4478 Foi lançada ontem à noite a 48ª edição da Revista Primeira Impressão, uma produção experimental das disciplinas de Narrativas Jornalísticas e Planejamento Editorial e Projeto Experimental em Fotografia do curso de Jornalismo da Unisinos. O evento ocorreu na  Cafeteria Letras e Sabores, localizada no saguão do prédio da Biblioteca, na Unisinos São Leopoldo, e contou […]

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Foi lançada ontem à noite a 48ª edição da Revista Primeira Impressão, uma produção experimental das disciplinas de Narrativas Jornalísticas e Planejamento Editorial e Projeto Experimental em Fotografia do curso de Jornalismo da Unisinos. O evento ocorreu na  Cafeteria Letras e Sabores, localizada no saguão do prédio da Biblioteca, na Unisinos São Leopoldo, e contou com cerca de 40 pessoas, entre estudantes, professores e algumas fontes das reportagens.

Fotos: Kellen Dalbosco

A revista leva um questionamento na capa: “Qual é o seu pecado?” e traz nas páginas histórias que levam os leitores a refletir sobre o tema. “Atualmente, pecado é não estar conectado, é viver com a violência, é não cuidar do próprio corpo e não ser aceito pela sociedade. Dentro do nosso devaneio, descobrimos que pecamos muito e vivemos cercados de pecados – e nem todos podem ser considerados ruins!” antecede o editorial da revista.

Entre os personagens das reportagens presentes no evento estava Patrícia Pedroso, a protagonista de “O ser mulher que incomoda” e a figura que estampou a capa desta edição. Vestida de Drag Queen, foi aplaudida pelos presentes. Ontem, ela representava mais do que a foto da edição, mas as dezenas de pessoas que toparam abrir suas vidas para que os repórteres entrassem e mostrassem uma realidade por vezes escondida.

“Eu fiquei chocada com o convite. Quando a Dyessica (repórter) me falou, eu fiquei muito feliz. Mas eu nunca pensei que seria a capa. Eu amei” exclamou Patty, como gosta de ser chamada. Contar a sua história também foi algo inimaginável para ela, que disse estar ansiosa para enviar a revista a suas amigas Drag Queens de todo o Brasil.

O coordenador do curso de Jornalismo de São Leopoldo, Edelberto Behs, discursou para os presentes. Com orgulho da nova edição da PI, disse que a informação, presente em reportagens que tratam de temas polêmicos, como violência obstétrica e nudez, são uma arma de combate, e que isso a PI “faz muito bem”.

Para os estudantes, foram grandes as dificuldades enfrentadas durante a produção das reportagens. Para Verônica Torres Luize, encontrar uma fonte disposta a conversar sobre o assunto foi um grande desafio. “Era preciso explicar sobre o que se tratava para então poderem se abrir”, contou. “A melhor parte da PI é isso, ela torna o teu trabalho palpável. Você consegue pegar, sentir e mostrar para as pessoas”, contou.

A estudante Eduarda Moraes falou sobre um assunto um tanto polêmico, a nudez feminina. Ela afirma ter enfrentado dificuldades para encontrar fontes dispostas a contar sua história. Um problema diferente encontrou a sua dupla de reportagem. A estudante Maria Carolina de Melo, que atuou como fotógrafa, conta que entrar na intimidade da personagem para fotografar, foi o desafio O resultado final foi positivo, o que explicou a presença da fonte, Emily Schwan, orgulhosa, no lançamento da revista.

Os professores Anelise Zanoni e Flávio Dutra, editores de texto e fotografia respectivamente, mostraram-se orgulhosos do trabalho dos alunos, que teve início em agosto e arrastou-se ao longo do semestre.

Flávio desafiou com a maior preocupação dos fotógrafos. “Como usar uma imagem na capa, por exemplo, sem designar que aquilo é pecado, que é ruim?”. Na capa, por exemplo, a solução foi encontrada com maestria. “Se fez uma pergunta na capa e na foto, o olhar esta inquiridor. O olhar combina com a pergunta. Uma solução editorial para um problema difícil”,  finalizou.

“O trabalho foi feito e a tarefa cumprida. Hoje é um dia de comemoração”, celebrou a professora Anelise. Ela contou que o processo mais difícil e, ao mesmo tempo, mais gratificante é a etapa de diagramação e edição da revista, já que exige um trabalho intenso de revisão e montagem da agenda de diagramação com os estudantes, que participam do projeto. Mas ver a revista tomando forma é a visualização do trabalho feito.

Encontrar um tema editorial e trabalhar com eles, foi o primeiro desafio encontrado pelos professores. Para os estudantes, não bastava debater e aceitar o tema sugerido, mas buscar fontes e informações para as reportagens, que em diversos casos, se mostraram delicadas e de difícil abordagem. A releitura dos sete pecados originais foi abordada nas 22 reportagens da revista. Agora o que fica aos leitores, é a provocação da capa: “Qual é o seu pecado?”

Confira a edição online aqui.

 

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