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Arquivos DJ - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/dj/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Fri, 16 Aug 2019 19:43:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 A cultura DJ e a voz feminina https://mescla.cc/2019/07/19/a-cultura-dj-e-a-voz-feminina/ https://mescla.cc/2019/07/19/a-cultura-dj-e-a-voz-feminina/#respond Fri, 19 Jul 2019 19:00:34 +0000 http://mescla.cc/?p=10499 Nesse cenário dominado por homens (77%), DJs como as gaúchas Manuela, Nina, Fernanda e Carola são minoria. O Mescla, então, foi conhecer a trajetória desse quarteto feminino, como lidam com a carreira, o que fazem para se destacar e, claro, os preconceitos que enfrentam. Te acomoda na cadeira aí e vambora! O princípio A cultura […]

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Nesse cenário dominado por homens (77%), DJs como as gaúchas Manuela, Nina, Fernanda e Carola são minoria. O Mescla, então, foi conhecer a trajetória desse quarteto feminino, como lidam com a carreira, o que fazem para se destacar e, claro, os preconceitos que enfrentam. Te acomoda na cadeira aí e vambora!

O princípio

A cultura DJ surgiu antes da música eletrônica, e Sonia Abreu foi a primeira brasileira a se consolidar no ramo, nos anos 60. Ela tocava em boates underground do centro de São Paulo, mas também em festas high society da cidade. Foi uma revolucionária da música, crescendo na esteira dos movimentos da Jovem Guarda, Tropicália, Rock, entre outros. 

Pioneira no Brasil, Sonia já era DJ antes da música eletrônica dominar as danceterias
(Foto: Vice)

Nos Estados Unidos, a cultura DJ se consolidou nos anos 70, em Nova York, com Francis Grasso, o americano que inventou a técnica do beatmatching, a base da técnica do DJ moderno. David Mancuso fundou o The Loft, uma casa de festa em que só se entrava com convite. Ao som disco, essas festas reuniam gays, héteros, brancos, latinos, negros e judeus, que juntos disseminavam os ideais de fraternidade, igualdade e amor.

Quem são elas?

Ouça o som da Carola

No começo, sem dinheiro para um curso, Carola estudou a arte DJ por conta própria
(Foto: Arquivo Pessoal)

Carolina Alcântara (Carola), 22 anos, é DJ e produtora musical desde 2012, quando tinha apenas 14 anos. Naquele ano, ela ficou em segundo lugar no concurso que elegeu o DJ Revelação do Rio Grande do Sul. Em 2015, tocou para 15 mil pessoas no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, e lançou o seu projeto pessoal: CAROLA. A evolução foi constante. Em 2017, sua primeira música original chegou à plataforma de música digital Spotify, obtendo 500.000 mil reproduções. Recentemente, foi eleita a Melhor DJ do Rio Grande do Sul pelo DJS Awards RS 2019. 

Carola conta que o início foi duro. Ela não tinha grana para pagar um curso de DJ, então, baixou o programa Virtual DJ (sim, esse mesmo!) e estudou os princípios básicos de música e mixagem. Em um primeiro momento, ela não recebeu o apoio da família e dos amigos. Outro desafio foi enfrentar alguns preconceitos. “Sou uma mina que estuda pra caramba, e eu faço isso para suprir o que os produtores procuram em DJs mulheres, que é um certo padrão de beleza”, diz Carola, que nunca se considerou o estereótipo da “mina gostosa” que chama a atenção de muitos produtores.

“Eu sempre pensei que quem produz evento tem que me contratar por eu ser boa, e não por eu ser bonita. Eu estudo produção musical a semana inteira, oito horas por dia, e nos fins de semana eu me divido entre os shows. Eu tento mesclar muita coisa que eu curto. Toco bastante hip hop nos meus sets. Geralmente, o break, a parte mais calma da música, é de algum artista que eu gosto ou me identifico. E o drop é a parte mais bombada para a galera dançar. Tenho músicas originais que eu fiz em conjunto com cantores. Algumas foram lançadas e outras ainda vão ser. Nos próximos meses, vou lançar dois remixes oficiais do Francisco El Hombre. Hoje, posso dizer que eu conquistei o meu espaço e o reconhecimento das pessoas” – Carolina Alcântara

Ouça o som da Fernanda

Foi o contato com a música eletrônica que fez Fernanda mergulhar na carreira de DJ
(Foto: Arquivo Pessoal)

Carola não é a única que busca evolução e visibilidade com seu trabalho. Fernanda Rizzo, 22 anos, cresceu em Canela, na Serra Gaúcha. Iniciou sua carreira como DJ aos 18 anos, quando se mudou para Porto Alegre. Seus pais sempre foram amantes de referências artísticas dos anos 80, como ABBA, Bee Gees, Cher, Tina Turner, Madonna e Barry White. 

“Minha relação com a música começou na infância. Pratiquei capoeira por 11 anos, e isso me fez ter uma relação muito forte de ritmo, dança e liberdade de expressão. Quando cheguei em Porto Alegre, comecei a frequentar mais festas e me descobrir ainda mais como pessoa e artista. Eu era amiga de produtores, e tive a oportunidade de fazer um set em um DJ Contest (competição) no club Tabu. Foi um sucesso! Desde então, não parei mais. Toquei por dois anos no estilo open format (sem um estilo musical específico) em diversos clubes da cidade. Mas foi quando eu caí numa festa de música eletrônica, época de Vorlat na rua, que me apaixonei, e vi que ali era meu lugar. Comecei a frequentar e pesquisar música eletrônica até o momento em que eu queria estar tocando. Mas onde eu tocava não tinha espaço para desenvolver esse trabalho. Então, me uni a outros amigos que tinham os mesmos anseios que os meus e fomos para a rua. O coletivo Plano surgiu assim, um movimento criado em 2017 por jovens artistas de Porto Alegre, cujo objetivo é questionar a utilização e preservação do espaço público, bem como sua segurança” – Fernanda Rizzo

Em 2018, Fernanda criou o coletivo GRETA ao lado das artistas Paula Vargas e Mare Viscaino. “Surgiu como uma necessidade gritante na nossa cena, que é composta majoritariamente por homens brancos, cis, héteros”, afirma. A primeira edição da festa ocorreu em 25 de maio de 2018 e trouxe as artistas Clara Moretzsohn a Kika Lopes. Para Fernanda, existem corpos diversos na sociedade, mas espera-se que a mulher seja feminina e siga uma série de regras. 

É uma luta! Pensando além do mercado artístico, toda mulher num cargo que é majoritariamente composto por homens brancos e cis precisa lutar muito mais para ter seu espaço. Produtores, DJs e até mesmo o público sempre duvidam da nossa capacidade. Nos tratam com desrespeito, muitas vezes são abusivos, não nos dão espaço para mostrar nosso trabalho” – Fernanda Rizzo  

Conheça Nina Sodré

Nina percebeu que Porto Alegre não tinha um local que tocasse hip hop. Então, criou uma festa dedicada ao ritmo. (Foto: Arquivo Pessoal)

Nina Figueira Sodré, 32 anos, sabe como é conviver com pessoas que desvalorizam seu trabalho pelo gênero. Formada em Design de Moda pela Uniritter, atualmente cursa Psicologia. Produzia festas de hip hop, uma cultura que sempre esteve presente em sua vida. Foi com esse ritmo que Nina conseguiu o primeiro convite para tocar em uma festa. 

“Pedi ajuda de um amigo meu. Eu toquei, mas fomos vaiados, porque era uma festa gay e colocar hip hop fugia da temática. Assim, me dei conta de que não existia nenhum lugar em Porto Alegre que tocasse hip hop. Então, eu e meu amigo começamos a fazer nossa própria festa, no Beco. A gente achava que não teria chance, mas deu muito certo. Agora, trabalho apenas como DJ. Eu não tive estômago para produzir mais festas. É um desgaste! Ter que conviver com eles (produtores)! Eu não queria conviver mais com aquelas pessoas. Eu não concordava com a maior parte das coisas que eles faziam” – Nina Figueira Sodré

Nina conta que uma das dificuldade está no fato das festas serem organizadas por homens. “Eu sei que, quando eu fecho um valor, eles choram um monte, e eu sei que eles tão pagando mais para um outro amigo meu que toca exatamente o mesmo tempo”, comenta. A DJ revela que desenvolveu uma personalidade forte trabalhando na noite, mas isso não a exime de mágoas. “Nunca me atraso, tive outras propostas melhores em lugares melhores, mas cumpri o prometido. Você fica a noite acordada e não descansa”, diz. 

Ouça o som da Manu

Para Manu, o mais importante para o DJ é ter a sensibilidade de entender o que o público precisa ouvir. (Foto: Arquivo Pessoal)

Manuela Solheid, 28 anos, começou a discotecar há seis. Aprendeu com seu ex-namorado, que lhe ensinou o básico e a fez pegar gosto pelo trabalho. Em 2014, tocou no LAB (Sinners), em Porto Alegre, e desde então conquistou outros espaços da Capital, como Beco, Anexo B e Margot. Manu toca o que precisar, mas se sente mais confortável com a música pop. Assim como muitas outras DJs, ela já enfrentou muita coisa.

“Já teve casos de caras que invadiram a cabine pra arrancar os cabos, ou querendo me ensinar como discotecar. Já sofri assédio de técnico de som também. E até nas próprias baladas gay, que são mais meu nicho, rola muito preconceito”, afirma Manuela. Para ela, o mais importante para o DJ é ter a sensibilidade de entender o que o público precisa ouvir e aplicar na música, com uma boa transição.

Manu é publicitária e o trabalho como DJ é uma paixão. Se inspira em artistas como Nervo, Black Madonna, TokiMonsta, Alison Wonderland, além da gaúcha Fran Souza, com quem já teve a oportunidade de tocar. Para ela, a noite é um ambiente que tem seu lado tóxico, e é preciso saber navegar sem se machucar.

“Existe preconceito com mulher tocando, pelo menos vivi isso. Já ouvi várias vezes: “Ah, porque ela namora um produtor de festa ela acha que é DJ” ou “com quem será que ela transa pra tocar na festa” Manuela Solheid  

Uma visita à teoria de gênero…

Márcia Veiga, doutora em Comunicação e Informação e pesquisadora da área de gênero, diz que o espaço público sempre foi visto como um lugar dos homens, enquanto o privado (casa) era direcionado às mulheres. “Algumas profissões acabaram sendo dominadas pelos homens. Na noite, quem é que vai tocar? Por mais que haja mulheres, talvez elas não possam ocupar um espaço de prestígio”, diz a professora.

Ser DJ é…

Para Fernanda, é fazer curadoria musical, leitura de pista e conduzir momentos. Cada estilo musical é diferente e exige uma técnica apropriada, mas esse estudo é totalmente pessoal. Cada um cria a sua identidade como DJ. “Para ser bom nisso, você precisa, antes de tudo, ter personalidade e originalidade. A técnica, o estudo e o conhecimento agregam quando você se dedica a qualquer trabalho com paixão”, comenta a artista e produtora.

Manu comenta que a técnica básica do DJ é o beatmatching (aquela do Francis Grasso), que consiste em colocar as batidas em sync (sincronização) para que a transição entre as músicas seja o mais suave possível. “Eu procuro sempre conhecer o que tem de novidade musical, principalmente música pop, que é mais meu nicho”, diz ela.

Para Carola, o trabalho vai além de mixar as músicas durante a festa. “Eu lidava com praticamente todas as áreas que envolviam o resultado final da minha carreira. Desde o planejamento estratégico do projeto, o booking, as artes de lançamento das músicas, artes de tour dates“, diz a DJ. Além disso, ela também é quem redige os contratos, lida com contratantes, cuida das redes sociais e distribui suas músicas para plataformas de streaming. Carola tem buscado alternativas para descentralizar esse trabalho, como as agências, mas não pretende perder sua autonomia.

Nina investiu em um curso de DJ focado em música eletrônica, por não ser seu estilo musical original. Tudo o que Nina aprendeu foi na vivência, mas tem uma coisa que ela considera essencial para um DJ. “Ser boa é fazer uma boa leitura de pista. Por isso, eu me especializei em abertura de pista, porque ninguém está bêbado e você não pode queimar um hit. É você ter a sensibilidade de olhar para o outro e oferecer uma experiência única”, explica.

GLOSSÁRIO

Beatmactihng: técnica de mixar duas músicas no momento certo e no mesmo tempo.

Booking: venda das datas do artista.

Break: pausa.

Disco: gênero musical que se popularizou década de 1970. Teve suas raízes nos clubes de dança voltados para negros, latino-americanos, gays e apreciadores de música psicodélica.

Drop: virada.

Hip Hop: gênero musical, com uma subcultura própria, iniciado durante a década de 1970.

Sets: de set-list, é a lista de músicas que o artista planeja tocar na noite.

Tour Dates: datas de turnê.

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Prêmio Unicos 2018: uma noite de diversidade https://mescla.cc/2018/10/31/premio-unicos-2018-uma-noite-de-diversidade/ https://mescla.cc/2018/10/31/premio-unicos-2018-uma-noite-de-diversidade/#respond Wed, 31 Oct 2018 23:05:24 +0000 http://mescla.cc/?p=8516 No saguão do Anfiteatro Padre Werner, o chão riscado de giz recebia cerca de 350 alunos da Comunicação para a sétima edição do Prêmio Unicos. Os desenhos eram figuras conhecidas, ícones de redes sociais, e reforçavam a campanha que valorizava a produção dos alunos. A premiação, para além dos trabalhos acadêmicos, trouxe visualizações para a diversidade e […]

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No saguão do Anfiteatro Padre Werner, o chão riscado de giz recebia cerca de 350 alunos da Comunicação para a sétima edição do Prêmio Unicos. Os desenhos eram figuras conhecidas, ícones de redes sociais, e reforçavam a campanha que valorizava a produção dos alunos. A premiação, para além dos trabalhos acadêmicos, trouxe visualizações para a diversidade e o respeito. 

Foto: Natan Cauduro

A entrada do evento ficou sob a responsabilidade das alunas e artistas Angel Camargo e Renata Soares. Além de DJ, Angel é aluna do curso de Relações Públicas da Unisinos. Para ela, a apresentação no Unicos foi, além do reconhecimento, a realização de um sonho. No hall de entrada, sob uma chuva de bolhas de sabão, a aluna animou os estudantes que chegavam para participar do evento. “Me apresentar no UNICOS foi um dos momentos mais felizes da minha vida, pois realizei meu sonho de performar em uma premiação. Ser reconhecida como artista pela minha instituição de ensino me deixou lisonjeada!”, anima-se.  

Foto: Cristiane de Oliveira

Como aluna, Angel já havia acompanhado a premiação nos anos anteriores e destaca a importância da evolução do Prêmio que busca temas emergentes. “Acompanho a premiação desde sempre e é incrível como, a cada edição, ela fica mais bonita, buscando sempre trazer atrações diferentes que causem experiências inesquecíveis nos convidados. Eu me formo no final desse ano, e fico feliz em ter me sentido tão especial na minha penúltima noite na Unisinos!”, afirma. 

Renata e Angel também foram as responsáveis pela abertura de palco do evento. Performando, as duas empolgaram o público para a noite de premiações que viria. Renata é estudante de Direito e se apresenta sobre pernas de pau. Ela confirma que o Unicos provoca emoções e encantamento. “Sou prounista integral na Unisinos. Também recebo apoio pedagógico e social pelo Programa de Inclusão Educacional e Acadêmico. Por isso, quando surgiu a oportunidade de retribuir um pouco de tudo isso à instituição em forma de arte, eu realmente não pensei duas vezes”, explica. 

Sou aluna do curso do Direito, mas fiquei encantada com a energia da galera da Indústria Criativa. Ontem foi mágico e grandioso. Pudemos entregar ao público um pouco do criativo que há em todos e cada um de nós.”, disse Renata Soares         

A premiação dos trabalhos contou com a apresentação da jornalista e ex-aluna da Unisinos, Carol Anchieta. Em diversos momentos, ela relembrou emocionada como é gratificante estar no palco da universidade novamente para reconhecer a produção dos estudantes. 

Os prêmios foram entregues pelos professores Everton Cardoso e Sabrina Franzoni, ambos foram os mais citados nas inscrições dos trabalhos dos alunos. Os docentes também protagonizaram um dos primeiros momentos emocionantes da noite ao subirem no palco com uma camiseta homenageando a vereadora assassinada em março deste ano, Marielle Franco.  

Foto: Cristiane de Oliveira

A noite seguiu no clima de emoção com a aluna de Psicologia Priscila Razera. Encarregada pela segunda performance artística da noite, a bailarina e violinista trouxe leveza e melodia ao palco. “Acho que nunca fui tão bem valorizada quanto ao violino e ao balé da forma que eu fui ontem, sem ter uma necessidade de seguir um padrão, de uma exigência a ser cumprida. Simplesmente ir lá e mostrar a forma que tu tens para poder fazer a noite especial para todas as pessoas”. 

Foto: Kelly Vargas

 “É meio difícil definir o sentimento quando o coração bate forte. Fazia muito tempo que eu não me sentia feliz de uma forma tão simples como ontem. Eu acho que o que mais me realizou foi, desde o início, ser quem a gente é”,  – Priscila Razera 

Priscila não foi a única a prender a respiração do público por causa da música. A cantora Rê Adegas seguiu a bailarina nas apresentações e emocionou o anfiteatro. Rê, que é ex-aluna de Moda da universidade, trouxe toda a força da MPB ao palco. “Foi uma experiencia muito legal. Eu acho que o público jovem, o público universitário, é diferente. Poder fazer parte desse momento de descontração e premiação desse pessoal que está começando é muito legal. Isso é muito bacana, que a universidade se preocupe em mostrar esses outros lados dos seus alunos e fazer com que eles apareçam”, comenta a cantora.  

Foto: Cristiane de Oliveira

Para encerrar a noite, marcada pela diversidade e reconhecimento, a dragqueen Biscuit finalizou as apresentações. A performance de Biscuit representou toda a diversidade que foi trabalhada durante o evento. Luzes, maquiagem, dança e cores marcaram a apresentação que fez o público vibrar no ritmo da música. “Performar como Biscuit é sempre uma emoção muito grande. Tanto pelo nervosismo da performance – se vai dar tudo certo, se vão gostar- tanto pela adrenalina que nos bate lá no palco”, afirma Biscuit. 

Foto: Cristiane de Oliveira

Acho que o poder da arte, tanto drag quando de outra forma, é muito forte e capaz de mudar o mundo aos poucos. Eu agradeço ao Prêmio Unicos por permitir que eu levasse a minha arte para as pessoas e poder sentir a animação do público vibrando junto comigo” – Biscuit 

Os trabalhos premiados e os jurados podem ser conferidos no site do evento.

 

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