wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post “Se a pessoa paga, ela tem o direito de usar uma estampa bonita” appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
Formado em Moda em 2013, Jorge atualmente está de volta a Porto Alegre, onde presta consultoria para diversos projetos, como coleções de estampas, e desenvolve estratégias para marcas. Além disso, também participa como palestrante em eventos de inovação.
Aos 21 anos, Jorge se mudou para a Capital gaúcha. Antes de descobrir sua afinidade com a moda, tentou cursar Design em algumas instituições da Capital, mas não se identificou. “Não sentia uma proximidade com os professores, nem com o curso”, explica.
Apesar das incertezas sobre o que estudar, desde cedo Jorge começou a estagiar em grandes agências de publicidade, como Escala, DCS, Paim e Gad. Atuou em campanhas para pessoas famosas, como Gisele Bündchen, Alessandra Ambrósio e até mesmo para o ator Paul Walker, que morreu em 2013. Para fugir da rotina de trabalho, decidiu fazer algo que não fosse do seu dia a dia. Pensou até mesmo em cursar Biologia ou Física. Mas, para não perder definitivamente o contato com o mundo em que estava, escolheu Moda.

Em certo momento, Jorge passou a não se sentir mais motivado na publicidade: “Eu trabalhava com verbas milionárias, fazia catálogos, outdoors, trabalhava com Gisele Bündchen, porém não entendia a serventia do meu trabalho, sabe. Me sentia inútil”, revela. Decidiu, então, se aventurar na indústria. Foi quando surgiu uma oportunidade nas Lojas Renner.
Lá, o designer entrou com a mentalidade de democratizar a moda, principalmente relacionada às estamparias: “Eu penso que se a pessoa paga, ela tem o direito de usar uma estampa bonita”, acredita. Jorge foi um dos cinco primeiros designers gráficos da empresa. Quatro anos depois, percebeu que tinha chegado em seu limite de crescimento. Por isso, resolveu sair.
Após um período repensando a sua carreira, Jorge recebeu um convite para trabalhar na Adidas. Detalhe: na China. Como representante do Brasil, sua missão no país mais populoso do mundo era liderar a estrutura criativa de estampas da marca. Além de viver em um local com uma cultura totalmente diferente, o trabalho para a marca internacional serviu para que Jorge confirmasse algumas crenças que já o acompanhavam aqui no Brasil. “Na Renner, eu me questionava se alguns processos de trabalho estavam certos ou errados. Às vezes, eu ficava meio desacreditado. Porém, quando eu cheguei na Adidas, tudo o que eu pensava e acreditava fazia sentido. Foi muito importante para minha confiança”, explica.

Na China, Jorge teve que lidar com uma cultura ímpar. “O mais impactante foi perceber como são diferentes as percepções culturais sobre algo”, comenta. Ele cita como exemplo sua primeira reunião com o RH da Adidas. No meio da conversa, a funcionária da empresa arrotou e, após isso, seguiu a reunião com normalidade. “No início, eu estranhei muito. Mas depois de conversar com algumas pessoas que já moravam lá há algum tempo, entendi que, para os chineses, o corpo precisa ser livre de privações e restrições.”
No país milenar, Jorge presenciou, também, momentos desagradáveis, como o caso de homofobia em que foi vítima. Ao sugerir que ele mesmo retomasse um projeto sobre gênero fluido, que estava parado, pois poderia ter mais facilidade, já que era homosexual, se deparou com a surpresa de três funcionárias asiáticas. “Elas falaram abertamente que não estavam confortáveis com aquilo, por eu ter falado, claramente, que era gay”, revela.
Após a experiência vivida no outro lado do mapa, Jorge retornou a Porto Alegre. Não tinha, segundo ele, muita ideia do que faria a partir de então. “Eu só queria deixar as coisas acontecerem, sem pressão. Por isso, decidi trabalhar sob demanda”, conta. Foi então que resolveu investir em uma carreira autônoma, realizando trabalhos como freelancer para clientes próprios. “A experiência na China me ajudou a ter a confiança para tomar essa decisão”, esclarece Jorge.
Dos diferentes projetos futuros que o designer tem em mente, um está ligado diretamente com o local onde nasceu. Após iniciar um processo de desconstrução, com o objetivo de entender melhor qual era sua raíz e sua cultura, Jorge quer devolver à região missioneira tudo que aprendeu. “Vejo que o povo indígena está perdendo suas raízes em comparação a outras culturas contemporâneas. Entendo que ele podia ser mais valorizado e celebrado”, avalia.
Por isso, Jorge idealiza desenvolver produtos a partir da tradição indígena. “A ideia é vender e reverter os valores para que eles possam produzir suas próprias criações. Quero usar dos meus privilégios para retribuir.”
The post “Se a pessoa paga, ela tem o direito de usar uma estampa bonita” appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Portas abertas para o design appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
Queremos design. Queremos produtos que contem histórias e que assim colaborem
com as nossas. Queremos estimular o consumo consciente. Queremos causar surpresa
com presentes que sejam úteis. E além de tudo queremos incentivar novos
criadores abrindo espaço para novos fluxos econômicos. Queremos fazer parte da mudança
e conviver com pessoas que também pensem como a gente.
A Open já se configura como um evento tradicional na Capital, realizado ao menos uma vez por mês. Nesta edição, serão mais de 120 marcas de diversas áreas como mobiliário, decoração, vestuário, acessórios, jardim, brinquedos, e design gráfico. E uma novidade: estão abertas inscrições para marcas de design independentes de qualquer região do país. Elas podem ser feitas até o dia 05 de junho pelo site da feira.
Desenvolvendo atividades paralelas ao longo do evento, os cursos de Moda, Design e Gastronomia da Unisinos firmam uma parceria com a organização do evento. Estas participações especiais não são exclusividade desta edição. No ano passado, por exemplo, os alunos de Moda da universidade organizaram um desfile com peças de empreendedores que participavam da feira.
A seleção das marcas expositoras é chefiada pela professora de Design, Camila Farina. “Muito mais do que uma feira, será uma edição de verdadeira imersão no universo do design e da indústria criativa”, afirma. Camila é também a criadora do projeto, que já reuniu, desde a primeira edição, um público de 75 mil pessoas, que prestigiaram o trabalho de mais de mil expositores.
Galeria de fotos da Open Feira de Design 2017, no Espaço Unisinos:
The post Portas abertas para o design appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>