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Jaqueline, que está entre o 3º e o 4º semestre, foi pega de surpresa com o resultado da votação. “Na verdade, eu não esperava que fosse escolhida”, conta a estudante do campus Porto Alegre. “Foi bem legal. E achei bacana a ideia, porque nos proporcionou uma experiência prática mesmo com o distanciamento. E é uma grande responsabilidade representar as pessoas que estão lutando na linha de frente da pandemia”, avalia.

Daniele, colega do campus São Leopoldo, também ficou muito feliz. “Penso que estamos em um momento em que devemos ajudar uns aos outros e enxergar as coisas com mais empatia e solidariedade”, comenta a aluna. “Agradeço pela oportunidade de contribuir e considero algo importante para meu início na trajetória da área de publicidade e propaganda.”

Os layouts foram impressos em 100 unidades de máscaras que, em seguida, foram distribuídas no Hospital Centenário, em São Leopoldo, e no HPS, em Porto Alegre. A ação foi apoiada pela coordenação do curso de Publicidade e Propaganda, que mediou a compra de tecido pela Unisinos. Além da universidade, a atividade conta com dois parceiros voluntários: Shaístha Thianna da Silva, que costurou as máscaras, e Luis Cláudio Scherer, que cuidou da serigrafia.
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A Cooperativa Mundo Mais Limpo, localizada na Justo, enfrentava problemas para realizar a venda dos produtos quando um grupo de professoras se uniu para ajudá-las. O ato de comprar o óleo da cooperativa, despertou, nas professoras, a sensação de que poderiam fazer mais. “Eu que estou recebendo meu salário, tenho obrigação de contribuir nesse momento”, contou a professora Isamara Allegretti, que integra o projeto de Curricularização da Extensão Universitária da Unisinos. A Rede Solidária São Léo nasceu, então, do desejo do grupo em auxiliar essas comunidades.
A Rede, que começou a se formar em março, hoje conta ainda com a ajuda de alunos e funcionários de diversos cursos da Unisinos, que têm se mobilizado para a arrecadação de doações para famílias em vulnerabilidade. Através de campanhas nas redes sociais, a Rede recebe doações em dinheiro usado para compras de alimentos e materiais de higiene. Um diferencial, em relação a outros projetos, é a transparência no processo de doação e o alcance do trabalho. O trabalho da Rede Solidária tem beneficiado não apenas as famílias, mas, também, as cooperativas e pequenos produtores locais que vendem os produtos. Dessa forma, as arrecadações contribuem para a geração de renda local.
Outra característica do projeto da Rede são os trabalhos educativos desenvolvidos com as lideranças locais, a partir da colaboração de diversos cursos da Unisinos. O curso de Moda, por exemplo, doou mais de duas mil máscaras para as famílias atendidas, resultado de um workshop feito com os alunos. Além disso, os de Serviço Social, Engenharia Agronômica e Publicidade e Propaganda fizeram algumas ações como a doação de cestas básicas, a distribuição de quentinhas e campanhas para os grupos atendidos pelo projeto. “A Rede não tem uma hierarquia, a força dela está nos nós, isso que amarra os diferentes pontos”, explicou Isamara.
Os funcionários e estagiários da Agexcom também estão colaborando com o desenvolvimento de ações de comunicação junto a Rede Solidária desde o início da quarentena. Alunos dos cursos de Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda desenvolvem cards para o Facebook e Instagram do projeto, pensando na captação de recursos. “Acho muito bonito o senso de comunidade da Rede Solidária, se preocupando com as famílias em vulnerabilidade e buscando não só alcança-las, mas, também, engajar pessoas e pequenos negócios da comunidade numa ação em prol do município”, contou o estagiário, Andrei Krummenauer. A oportunidade de contribuir, nesse momento delicado, através do trabalho foi a razão para o estudante de Publicidade e Propaganda se voluntariar na Rede.
Além da Agexcom, o curso de Jornalismo, por meio da atividade acadêmica Assessoria de Comunicação e Imprensa, também auxilia na elaboração de releases para veículos de comunicação e na ideação dos cards para as redes sociais do projeto. “Nesse momento, todo e qualquer trabalho que reduza a dor do outro é fundamental”, comentou a professora da disciplina, Poliane Espíndola.
As demandas da Rede vêm da comunidade, já que o projeto existe para auxiliar as vidas daquelas famílias. Com isso, se cria uma relação sólida para que todos saiam mais fortes da pandemia. “Cabe a sociedade civil se organizar e contribuir para que todos possam avançar juntos”, explicou Isamara. Para a professora, o trabalho da Rede, atualmente, é emergencial, uma vez que a fome não espera. Mas, diz que esta experiência revela trabalhos de outras naturezas com as comunidades que devem vir futuramente, trazendo aprendizados mútuos.
Um dos objetivos do projeto é entregar ,no mínimo, 50 cestas semanais para as famílias. Para dar conta desta meta, toda segunda-feira a Rede começa a arrecadar recursos do zero. Ficou interessado em ajudar? Qualquer pessoa pode fazer uma doação, sem valor máximo ou mínimo, para o Banco Intermedium S.A (código 077), Agência 0001-9, Conta 55960227 e CPF 42629314049.
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