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O evento faz parte do Fronteira – Festival Binacional de Enogastronomia, que teve início no dia 21 e segue até o dia 24 de agosto. Em sua 6ª edição, o objetivo é a integração turística e cultural entre brasileiros e uruguaios por meio da gastronomia, com destaque para a produção de vinhos, de azeite de oliva e de ovinos. O Festival atrai a atenção de universidades, chefs, pesquisadores, produtores, restaurantes, vinícolas, hotéis e o público em geral.
Diversas universidades dos dois países se inscreveram para participar do Concurso Binacional de Pratos a Base de Cordeiro, mas apenas seis foram selecionadas para competir. Entre elas, a Unisinos, que será representada por quatro alunos de Gastronomia. A tarefa será preparar e servir um prato para 200 jurados populares e 20 jurados técnicos. A avaliação será feita com base em alguns critérios pré-estabelecidos, entre eles a valorização da carne do cordeiro, as técnicas utilizadas, a apresentação do prato, a criatividade e a harmonia dos ingredientes. O prato vencedor será o que apresentar mais votos entre os jurados.
A orientação da equipe está nas mãos de Eduardo Leling, mestre em nutrição e alimentos pela Unisinos. Eduardo e os alunos tiveram reuniões para discutir ideias e possibilidades de preparo, e definiram a escolha pelo prato com maior aprovação da equipe: cordeiro prensado, molho demi-glace e texturas de moranga. “Escolhemos essa preparação porque nos possibilita a utilização de todas as partes do cordeiro, sem desperdícios, e também por apresentar a versatilidade da moranga com três texturas: purê, picles e crocante”, comenta o professor.

O curso de Gastronomia já esteve presente na primeira edição do Festival, como ouvintes. A ideia de participar do concurso chegou por intermédio das coordenadoras Flávia da Silveira e Sarah Winck, que tiveram o intuito de estimular os alunos a experimentarem atividades extracurriculares. “Fazia tempo que não representávamos a Unisinos em um concurso. Mas, sempre que possível, participamos de eventos na área”, conta Sarah.
Assim que a Unisinos foi selecionada pelo Festival, coordenação e professores começaram a divulgar a notícia para os alunos buscando incentivar a participação deles. A adesão foi tamanha que, além da equipe, mais seis professores e 34 alunos estarão presentes na fronteira do Estado.

O processo de internacionalização é bastante incentivado pela coordenação do curso. As temáticas tratadas ao longo do Festival serão trabalhadas, também, pelos alunos nas aulas. “Será uma experiência que irá agregar muito além da teoria e das práticas dentro da Universidade. A vivência com outras culturas e o contato com pessoas importantes do setor será, com toda certeza, muito construtivo para o processo de formação dos alunos”, avalia Sarah.
A equipe de competidores, composta por alunos que estão entre o quarto e o sexto semestre, será defendida por Gislyne Marques, Henrique Ferla, João Zaffari e Tais Zappas. João conta que ficou surpreso com o convite, e está confiante: “Tivemos ótimas ideias, e a equipe está bem unida. Com toda certeza será uma experiência muito boa para todos nós, além de ser um desafio”, empolga-se o estudante.
Tais contou que vale a pena se dedicar nas coisas em que acredita, e com a gastronomia não foi diferente. “Representar uma universidade tão bem conceituada está sendo um prazer”, disse. Ela também contou um pouquinho sobre o prato que vai ser desenvolvido na sexta-feira: “A ideia é aproveitar todas as partes do animal, por isso, vamos utilizar também os ossos para preparar o molho demi-glace. As texturas estão em jogo, compondo um prato agradável com diversos elementos sensoriais”.
A equipe chegou nesta quinta-feira, 22/8, na fronteira. A ansiedade e a vontade de fazer bonito está presente no discurso dos quatro alunos, principalmente com o concurso, que está a apenas algumas horas de começar. “Passa um milhão de coisas na minha cabeça. Começo a pensar como vai ser, como vamos fazer, o que vai estar nos esperando, mas, ao mesmo tempo, me sinto superconfiante”, revela Henrique.
Gislyne está indo pela primeira vez no evento, mas, assim como os outros colegas de equipe, tem outras experiências na área. Recentemente, ela ganhou uma competição de criação de um prato com Butiá. “A empolgação me guia, começando pela viagem, que vai nos possibilitar uma visão poética da terra e da vegetação. Isso vai nos inspirar para cozinhar para mais de 200 pessoas com muito carinho e dedicação”, enfatiza a estudante.
O concurso encerra a programação de sexta-feira do Festival, e o resultado será divulgado na mesma noite. Das 19h30 às 21h45, a equipe da Unisinos estará competindo por uma das três colocações. Para os demais alunos que viajaram juntos, resta acompanhar, torcer ou, também, fazer parte do júri popular.
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]]>No primeiro dia de evento, as pontes foram recolhidas, pesadas e medidas para verificar se estavam de acordo com o edital. No segundo, as estruturas foram testadas para avaliar a resistência, a economia de recursos e a estética. Foram três pontes vencedoras, e os prêmios: troféus, medalhas, calculadoras profissionais e livros.

Estudante da Engenharia Civil, Nataly Toma está na comissão pelo terceiro ano consecutivo. Ela conta que o edital foi lançado no início de outubro, então os grupos tiveram cerca de um mês e meio para projetar e construir as pontes. Este ano, porém, apesar de ter a mesmas regras, o evento atraiu menos projetos. “Comparando com o ano passado, o número de inscritos diminuiu, antes a gente tinha mais de trinta, esse ano teve 28”, conta.
A estudante também já projetou uma ponte de bambu para a competição e gastou cerca de cem reais para a construção. “Foram quatro ou cinco pacotes de palitos mais a cola”, relata Nataly. A inscrição para participar, porém, não exigia dinheiro, assim como nesse ano. Era necessário somente doar alimentos ou roupas para o grupo Engenheiros sem Fronteiras, que entrega esses materiais para instituições da região do Vale do Sinos.
Nataly conta que estudantes de qualquer semestre de Engenharia Civil ou Arquitetura podem se inscrever, desde que estejam dentro de um grupo de cinco pessoas. “Desde o ano passado, liberamos para ter um aluno da Arquitetura por grupo. Eles também aprendem sobre estruturas, mas contribuem mais com a questão estética”, diz a estudante.
Além de permitir a participação de diferentes cursos, a competição aceita alunos de todas as universidades. Em 2018, o único grupo que não era composto de alunos da Unisinos veio da Universidade de Passo Fundo. Outro ponto ressaltado por Nataly é que os grupos costumam se inscrever no evento mais de uma vez: “tem gente que não ganha e participa de novo, ou então que vence e concorre de novo para ter melhores resultados”.
A participação promove o desenvolvimento dos alunos, que vão ficando melhores em prever a carga máxima de suas pontes. Um fato inédito aconteceu nessa edição, em que um grupo acertou a carga máxima exata de seu projeto (50kgf). Entretanto, a precisão dos cálculos não levou o projeto ao time de vencedores, pela pouca resistência da estrutura. A ponte, chamada Felícia, foi uma homenagem à gata de uma das participantes.

Os criadores da ponte Alysson Pastrana contam que gastaram R$ 280 para a realização do projeto e concluíram a construção em dois encontros, na casa de um dos colegas. A carga máxima da ponte, que garantiu a vitória, foi de 476,04 kgf. “A maioria do grupo nunca tinha participado da competição, só o Fernando Vaz que está pela terceira vez”, conta a estudante da Engenharia Civil, Pâmela Bregalda.
Grande parte dos integrantes está na metade do curso, que proporciona poucas experiências práticas como essa competição. A participante do grupo Daniele Locatelli recomenda que os alunos que se inscreverem no próximo ano tenham muita dedicação e paciência para fazer um bom projeto.
A ponte Crystal Bridge ficou em segundo lugar na competição, com carga máxima de 452,3 kgf. O grupo participou pela segunda vez do evento, trocando apenas um integrante da equipe. “A primeira ponte que construímos (no ano passado), teve uma carga máxima de apenas 64 kgf”, conta a participante Brenda Soares. A estratégia utilizada pelo grupo para essa mudança foi o “uso de softwares especializados para projetar e estudar além do que é ensinado nas disciplinas de Análises Estruturais”, diz o estudante Fernando Coutinho.
A próxima edição da Competição Estudantil de Pontes de Bambu irá acontecer no final de 2019 e os alunos precisam ficar atentos ao lançamento do edital. O projeto conta com uma página no Facebook para divulgação de informações.
Confere aqui os melhores momentos do evento:
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]]>O público-alvo da competição são os acadêmicos de graduação dos cursos de Engenharia Civil e Arquitetura, além de estudantes de nível técnico e médio. Durante o evento, os estudantes devem projetar e construir uma ponte em escala reduzida, feita com palitos de bambu. O formato da ponte será livre e os estudantes podem contar com a ajuda de professores e profissionais. Todos poderão usar as instalações dos laboratórios da Unisinos.
O coordenador da atividade Prof. Dr. Uziel Cavalcanti de Medeiros Quinino diz que o objetivo do concurso é que “o aluno use o modelo de ponte para aplicar o conhecimento que tem de análise de estruturas”. Ele conta que as etapas são a escolha do projeto (que deve ser feita antes do evento), o dimensionamento e o planejamento da quantidade de palitinhos. Essa é uma questão importante, pois o grupo que utilizar menos materiais para construir uma ponte terá uma bonificação na nota.
“Tivemos alunos que foram para a área de cálculo estrutural após o último concurso. Alguns membros do grupo vencedor da última edição estão trabalhando na área”, conta Uziel. O professor também destaca que é comum os alunos participarem durante anos para aperfeiçoarem seus projetos.
Sobre as características importantes para se dar bem na atividade, o professor conta que “é imprescindível ter acesso ao conhecimento, desenvolver as habilidades e melhorar a cada competição, sabendo identificar as falhas e repetir”. A responsabilidade com a atividade e a preocupação em fazer um trabalho bem feito também são destacadas pelo coordenador.
A edição de 2017 da Competição Estudantil de Pontes de Bambu contou com 23 equipes competidoras. O prêmio foi uma calculadora HP Prime e a ponte que ficou em primeiro lugar tinha uma capacidade de carga de 632,4 kgf. Os responsáveis pelo projeto foram cinco acadêmicos de Engenharia Civil da Universidade de Caxias do Sul.
Camila Mascarello foi uma das vencedoras da última edição e diz que aprendeu na prática os conceitos vistos em sala de aula, como o planejamento, o cumprimento de prazos e regras e o trabalho em equipe. A dica que a estudante dá para quem deseja participar é “ter um planejamento de como a ponte irá ser construída para que a fase de execução tenha um bom resultado, além da escolha correta de materiais”.
Outra vencedora de 2017 é Fabiana Tessari. Ela conta que se inscreveu para ter a oportunidade de aprender fazendo, enfrentando as dificuldades de colocar a mão na massa. Os benefícios do evento para Fabiana foram “ter contato com trabalho em equipe, assim como lidar com os problemas da construção”. A estudante descreve o concurso como um dia de conhecimento, aprendizado e diversão.

O evento irá acontecer no Auditório Central da universidade, na terça-feira (13) de novembro, das 10h às 12h e das 14h às 17h e na quarta-feira (14), das 9h às 12h e das 14h às 19h. Os participantes irão receber 20 horas complementares e os premiados 30 horas.
Não há custo para participar, mas os alunos já devem levar os projetos, palitinhos de churrasco e cola. As inscrições podem ser feitas pela página do evento no site da universidade. O edital está aberto até o dia 3 de novembro. É recomendado que os estudantes leiam previamente o Regulamento da competição.
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