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]]>Com aproximadamente 30 minutos de duração, o documentário é uma coletânea de depoimentos utilizados na tese de doutorado de Paula, chamado “Coletivos criativos como ambientes de identificação de tendências para a construção de cenários de futuro”. Os registros foram coletados ao longo de 2016 e 2017 e retratam questões pontuais dos Coletivos, como as estratégias de articulação e formalização do grupo, as dinâmicas e os processos criativos. Ao todo, são apresentadas cinco organizações da capital gaúcha no filme: TransLab, Paralelo Vivo, Estúdio Hybrido, Casinha Estúdio Coletivo e Vila Flores.
Os Coletivos são modelos inovadores com propósito e função social. Um formato de organização horizontal onde todos os vinculados têm responsabilidades e colaborações junto aos demais. Embora sejam populares entre os artistas, o modelo é capaz de agregar diversas áreas de atuação como engenharias, administração, contabilidade, direito e comunicação social.
No bate papo que seguiu a sessão do documentário, César reforçou que o modelo de negócio dos Coletivos se fundamenta longe da tradicional formalidade das empresas. “São espaços para empreendimentos com novos modelos de negócio e também de função social”, afirma. Justamente por isso, o modelo vem atraindo empreendedores que estão começando a trajetória ou buscando inovação no mercado.
É o caso de Vinicius Machado, que veio à Open em busca de inspiração para empreendimentos. Essa foi a primeira vez que ele teve contato com o modelo de organização interna dos coletivos que participam do documentário. Decidido a começar um novo negócio, VInicius afirma que o modelo da economia colaborativa é o mais propício para seu modo de vida: “Coletivos urbanos conseguem, de coração aberto e livre, abraçar ideias novas, de pessoas que pensam além do modo que limita o profissional de hoje em dia”, comenta.
É o que também afirma Fermanda Terra Lopes Simch. A arquiteta começou a loja de móveis YEP no Coletivo TransLAB, do qual participou por aproximadamente um ano e meio. Ela foi uma das fontes do documentário e considera o modelo organizacional dos Coletivos um ambiente próspero para relacionamentos entre marcas, empresas e clientes: “Eu acredito que esses ambientes são o que a gente precisa. As coisas organicamente vão se encontrando e se conectando quando em grupo”, explica a empreendedora. Para Fernanda, trabalhar em um Coletivo foi uma experiência transformadora, tanto na parte profissional quanto pessoal. “Quando tu começa a se abrir para essa forma de trabalhar, tu vê que tem muito mais opções e oportunidades de crescimento em grupo do que individual”, conta.
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