wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post Marcas e a apropriação de causas sociais appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>A coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos, Anaís Bertoni conta que as bases institucionais das marcas devem estar apoiadas pela empresa, sendo inseridas na comunicação. “A publicidade e propaganda tem um fim comercial muito importante. Mas ela tem algo muito maior por trás que se relaciona com a mudança de comportamentos”, afirma.
As empresas precisam despertar confiança nos consumidores para que as campanhas sejam efetivas e passem a mensagem correta. “Uma marca não é meramente ativista em prol de uma causa. Esta última, por sua vez, também não vem apoiada em uma simples ideia criativa com suporte comunicacional. Devemos lembrar sempre que estamos falando de pessoas”, recomenda Anaís.
PC Dias é sócio da agência Mosh, de Porto Alegre, e acredita que a publicidade sempre deve contextualizar e abordar temas mais populares. “Não acho errado as marcas se posicionarem. O importante é ver como é feito, afinal a gente tem retorno sobre isso”, conta.
Já Mateus Rosa é pós graduado em Comunicação Estratégia de marketing e acredita que é importante quando as marcas se engajam com causas sociais. “Hoje o consumidor está bem mais perceptivo e exigente, ele sabe que as marcas querem se relacionar para vender seu produto e serviço”, diz Mateus. Ele afirma que ter uma causa social torna a marca mais humana e faz com que o consumidor olhe a marca com outros olhos.
Algumas empresas ganham destaque quando resolvem apoiar projetos sociais ou ideias, outras ficam mais conhecidas pelos erros na publicidade ligada às causas. Como exemplo, citado pela professora Anaís, está a marca Pedigree. A fabricante de rações criou a campanha “Adotar é tudo de bom”, contra o abandono de animais. Parte das vendas dos produtos da Pedigree é destinada para cães resgatados por ONGs de todo o país. A empresa ainda traz dados sobre a campanha, mostrando o que é feito com a doação do consumidor.

A professora também destaca a campanha “Magic Words” da HP, que provoca reflexão sobre o analfabetismo no Brasil: “a impressora aparece como uma história oculta ali. Ela busca construir essa relação de confiança por meio da seriedade do que é apresentado e do modo como é contada a história”, conta Anaís.
Sobre a marca de cervejas Skol – que já foi considerada machista, mas hoje trata as campanhas como forma de ativismo em prol das mulheres -, PC Dias acredita que é importante admitir que houve erros no passado e se reposicionar. Outras empresas mencionadas pelo sócio da Mosh são a marca de calçados Toms, que destina parte de sua verba para comunidades carentes de vários lugares do mundo, e a Adidas, que criou um modelo de tênis com pedaços de plástico retirados do oceano.
A campanha Product Red, que contou com marcas como a Apple e a Converse, foi criticada por PC. Com a iniciativa, diversas empresas lançaram produtos com embalagens vermelhas, cujas vendas apoiaram o Fundo Global de Combate à AIDS na África. Segundo o profissional, muitas vezes é melhor apostar na doação de fundos diretamente do que lançar novos produtos especificamente para isso, pois isso gera mais custos do que de fato apoio à causa.
Apenas criar conteúdo dando visibilidade para as causas pode não ser o suficiente para uma marca se posicionar e inspirar seus consumidores. A professora Anaís aconselha que “a causa deve estar dentro da empresa em todos os seus aspectos: desde seu propósito de existir, passando pela atuação de seus profissionais (na empresa e na sociedade) até a sua comunicação institucional”.
A comprovação de que a marca realmente é ativista nessas causas, e auxilia os projetos sociais, deve estar presente na comunicação. “A confiança é a base dessa acreditação. E ela só se efetiva de modo sério se as instituições ofertarem os aportes necessários para tal”, afirma a professora. Já PC Dias conta que o ativismo das empresas é mais eficiente se “não for esporádico e contribuir genuinamente para as causas”.
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]]>Os três primeiros dias, de 7 a 9 de maio, ocorrem no campus Unisinos São Leopoldo. De 10 a 12, as atividades se concentram na Torre Educacional da universidade em Porto Alegre. “Nós ouvimos os pedidos dos alunos que queriam escutar empreendedores mais próximos, com aquela coisa de ‘chegar lá, sentar e perguntar qual foi a tua dificuldade?’ “, explica a professora Cláudia De Salles Stadtlober, coordenadora do curso de Administração da Unisinos e uma das organizadoras da Semana.
Cláudia conta que uma das preocupações que permeia a escolha das atividades do evento é o que está acontecendo no mundo dos negócios atualmente. Pensando nisto, o tema central deste ano é “Empreendedorismo na era da transformação digital”. Logo no primeiro dia de atividades, o Anfiteatro Pe. Werner recebe os palestrantes Cristina Orsolin e Douglas Veigt, para debater as questões da Indústria 4.0 e das relações com o digital.
Na terça e quarta-feira alunos e empreendedores se encontram na claraboia da Biblioteca para dividir experiências e sanar dúvidas. Serão dez ilhas com empresários, o que permitirá bate papo direto com os participantes, que poderão circular entre os espaços e conversar com diferentes empreendedores. “Esta é uma grande diferença. [O formato] é para que os alunos possam escutar as experiências que realmente vão acrescentar a eles se forem empreendedores”, conta Cláudia.

Na quarta, com a mesma ideia de diálogo, será trabalhado o empreendedorismo corporativo, com empresários que apresentarão cases, mostrando como é possível empreender sem abrir o próprio negócio. “O aluno também tem que enxergar o empreendedorismo como algo para dentro das organizações”, Cláudia explica.
Para abrir os trabalhos em Porto Alegre haverá na quinta-feira, dia 10, uma palestra no Teatro Unisinos. Os palestrantes Augusto Rocha, Soraia Schutel e Juan Pablo Boeira, debaterão as mudanças necessárias com a chegada dos processos digitais, sem esquecer os recursos humanos envolvidos. Na sexta, empreendedores receberão os estudantes para um bate papo no mesmo modelo do realizado na terça e quarta-feira em São Leopoldo. O encontro acontece no oitavo andar da Torre Educacional.
Para fechar a semana, no sábado acontece um LIC (Laboratório de Inovação Colaborativa), organizado por alunos do curso de Administração. “Eles trabalharão com uma empresa de Gramado, trazendo uma situação problema e os grupos tentarão indicar diferentes possibilidades e soluções”, explica Cláudia.
Durante toda a semana as atividades são intensas e trabalhosas, porém gratificantes, como afirma a organizadora. “A gente tem bons contatos a partir deste momento, e também diferentes perspectivas de empreendedorismo, tanto pros alunos quanto para os professores”, comenta. A 25ª Semana de Empreendedorismo e Inovação é uma promoção da Unisinos, com as Escolas de Gestão e Negócios, Politécnica, Indústria Criativa e a Unitec/Tecnosinos.
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