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]]>A contribuição pode ser vista no último sábado (7/4) durante a Virada Sustentável, que ocorreu na Casa de Cultura Mário Quintana. Transformando o auditório Luís Cosme em uma grande sala de aula onde todos contribuíam igualmente, o Fora da Asa propôs repensar a forma de trabalhar com a educação. Pedindo que se pensasse sobre a relação entre escola e as palavras “disciplina, controle, corpo, conteúdo, emoção e vida”, o debate se iniciou.

Professores dos mais variados níveis de escolaridade apresentaram vivências de sala de aula. A questão do controle e do corpo foram destaque na conversa. Diversos relatos apresentaram que muitas vezes não se percebe que o corpo está interligado com todo o processo de aprendizagem. Criando uma educação mais humana e mais contato com o ambiente, os educandos serão mais intuitivos e entenderão melhor a sua presença no espaço educacional. “Estamos aqui, no momento presente, e ao se colocar nesse espaço, a gente pode experimentar esse espaço de maneiras diferentes e se relacionar com ele de maneiras diferentes”, ressalta Camila.
Durante a segunda palestra realizada pelo grupo Fora da Asa na Virada Sustentável, os espectadores puderam participar de uma dinâmica um pouco diferente para debater design thinking para uma educação saudável. Logo nos primeiros minutos, foi proposto que eles resolvessem um problema. Os palestrantes Tiago Martins de Morais e Camila Alexandrini estavam deitados no chão do auditório, e o público tinha que encontrar uma solução.
Uma das principais propostas do debate foi a maneira como lidamos com situações problemáticas, erros e falhas, e como é necessário perceber o real sentido dela. De acordo com mais uma das idealizadoras do projeto e mediadora do debate, professora Mariana Aydos, resolver o problema é a parte mais fácil. “A gente é treinado para buscar soluções, a gente cria soluções, mas qual é a real questão?”
Para entender como encontrar o real sentido do problema, é necessário entender a metodologia do design thinking. “Quando se recebe uma informação, é necessário primeiro divergir o pensamento sobre ela. Antes de chegar em uma questão e resolver ela, a gente tem que abrir a nossa cabeça para mais possibilidades” conclui a professora Mariana.
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]]>Porto Alegre acordava lentamente na manhã de sábado (dia 7/4) quando a Casa de Cultura Mario Quintana começava a movimentar-se. O sol batia tímido no Jardim Lutzenberger, terraço do edifício cor de rosa, quando um biólogo entrou para fazer a manutenção do local. No hall, a exposição “O Rio na Casa” dava boas vindas àqueles que encaravam os incontáveis lances de escada para vê-la.
As 24 fotos que mostram a Capital a partir da vista dos barcos Cisne Negro e Catamarã, registram as paisagens vistas sob o olhar do Guaíba. O projeto de Leonardo Selister e Cláu Paranhas mostra a importância daquela que os autores chamam de “o bem mais precioso e ameaçado do planeta: a água”. O ensaio também chama a atenção para a presença do rio que banha Porto Alegre.
Foram dezenas de atividades no sábado pela manhã, algumas simultâneas. Quem descia para o térreo não teve tempo para descansar. Logo no hall de entrada da Casa, os atores do Oigalê Teatro de Rua agitavam o público com badulaques e cantoria. Cheios de cores e músicas, o grupo abordou a importância da valorização da água. Eles prenderam a atenção de quem passava por lá e deixaram uma mensagem “o futuro não é raio lazer e naves voadoras, o futuro é água”.
No lado de dentro, as salas foram tomadas por debates e conversas inspiradoras sobre educação, meio-ambiente, consumo, produções sustentáveis, mercado de trabalho e outros assuntos. Entre o público presente estavam empresários, educadores, estudantes e comunidade em modo geral, se revezavam trocando ideias e experiências.
Ao final da manhã, quando o sol já estava a pino e a cidade no ritmo costumeiro, o grupo BatuKatu se apresentou no Palco Líberty, montado na calçada da Rua 7 de Setembro. O projeto, que se denomina como um “Núcleo de Estudos e Vivência em Música Corporal”, usa os corpos dos artistas como percussão e suas vozes como melodia. O resultado foi um público engajado, que participou da apresentação cantando, batendo palmas e dançando.
Crianças, adultos e idosos se encantaram com a música do grupo e mesmo os de passagem paravam em frente ao palco. A apresentação, que teve direito até à roda de ciranda, trouxe, nesta ocasião em especial, fragmentos de composições famosas de artistas brasileiras, como forma de homenagem à mulher. Eles buscaram abordar a problemática da violência e do desrespeito à população feminina e pregaram a igualdade, independentemente de cor, classe ou gênero.
A Virada Sustentável deixa saudades na cidade, que pela terceira vez recebeu o evento. O que fica são ideias fervilhando e anseio por mudanças.
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