wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post Empatia e inspiração na palestra da doutora Poh Tan appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>A fala da doutora se baseou em uma experiência da infância. Poh conta que na sétima série do ensino fundamental, em uma escola do Canadá, recebeu a tarefa de construir, com as próprias mãos, algo que admirasse. A jovem escolheu executar o protótipo de um avião, pelo interesse na ciência e pela relação com o pai, que também gostava de aviação. No processo de produção artesanal do trabalho solicitado pelo professor, enfrentou diversas dificuldades. Por mais que Poh se esforçasse com cálculos e acabamento impecável, os materiais não eram apropriados para o projeto. E ainda, ela pegou chuva no dia da apresentação do trabalho e Poh chegou na escola com o projeto praticamente arruinado.
Ela conta que entregou a tarefa com certo desânimo. Sabia que estava longe de ser um protótipo excelente e que isso ia gerar críticas, comentários negativos dos colegas e uma nota ruim. Porém, no dia seguinte, Poh chegou na escola e seu protótipo – amassado e desbotado da chuva – estava pendurado no teto da sala de aula. Seu professor fez do avião de Poh um exemplo de persistência e confiança para os alunos. Disse que embora os resultados não fossem perfeitos, eram fruto de esforço e por isso deveriam ser valorizados.
Na época, Poh tinha uma série de aflições que guardava somente para si. Sofria pressão social por diversos motivos – mulher, jovem, imigrante – e que era vítima de violência familiar. Não conseguia externar para o mundo a complexidade do seu cotidiano através de palavras, ou de protótipos de avião. O professor que ela cita foi uma pessoa que conseguiu visualizar as dificuldades que Poh enfrentava e então, a jovem e entendeu a força do diálogo.

“É importante conseguir comunicar o que você faz”, defende Poh. A palestrante trouxe em mãos, para o TEDxUnisinos, os diários de classe onde anotou a tarefa do avião e outros conteúdos de aula. No mesmo caderno, consta comentários do professor que incentivou e inspirou Poh a se desafiar e a não desistir dos caminhos que sonhou trilhar.
“Funciona como um efeito dominó”, declara a palestrante. Quando você escolhe incentivar e fazer o bem ao próximo, a tendência é de que essa outra pessoa também espalhe um pouco mais de fé e bondade. É essa a visão que a doutora trouxe para o evento, que tinha como tema principal discutir Novas Realidades. “Escolha se importar um pelo outro, mesmo que seja algo sutil. Isso faz toda a diferença”, completa Poh.
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]]>Durante a quinta série do Fundamental, Douglas teve o primeiro contato com a língua inglesa. A motivação e empolgação da professora Vera deixaram marcas no garoto que, aos 12 anos, decidiu que também queria ser professor de inglês. “A professora falava inglês na sala e eu gostei muito daquilo. A minha escolha tem muito a ver com o que eu via nela e pensava que queria ser assim”, relembra.
Um currículo que focasse na língua inglesa foi o fator que sintetizou as opções dele para o vestibular. As faculdades que misturavam Inglês e Português pareciam cada vez menos atrativas. Douglas afirma que a opção de ter todas as cadeiras em inglês foi determinante para sua decisão. “O mundo está acontecendo em português. As aulas em inglês, onde a gente discute e aprende a língua são fundamentais”.

A faculdade trouxe novas possibilidades e desafios. O estudante recorda com diversão que achava que só estudaria gramática, mas a realidade foi melhor do que ele esperava “Eu achei que ia sair daqui um livro de gramática ambulante, mas o curso te abre muitas possibilidades. Nós temos estudos sobre língua, linguagem e interação social. O estudo sobre formação de professores também abre um leque gigante, todos eles são essenciais”. Apesar do estranhamento inicial com a língua, Douglas superou as dificuldades e tornou-se monitor dos alunos que tinham o mesmo problema. Ele conta que o maior segredo para conseguir ir bem é “levar o curso a sério e gostar do que faz”.
Durante a graduação, ele foi professor de diversos cursinhos de Inglês, porém esse não era seu objetivo inicial. “Eu sempre quis dar aulas em escola. Na minha visão, eu só seria professor de verdade quando eu estivesse em uma escola e tivesse um caderno de chamada e um quadro negro. Eu não queria uma turma de dez ou oito alunos, eu queria uma turma de vinte ou trinta” conta ele.
Ainda durante a graduação, foi chamado para dar aulas em uma escola particular, o Centro Educacional Santa Isabel – CESI. Ser professor do Ensino Médio expandiu os horizontes do estudante que passou a ver os conteúdos da universidade de uma forma mais realista. Segundo Douglas, a aplicação em sala de aula dos conceitos aprendidos na graduação contribuíram muito para sua formação. Após trabalhar no CESI, ele foi chamado para dar aulas no Colégio João XXIII, que trabalha com foco em projetos e aulas mais elaboradas, ele diz que se sentiu em casa durante esse período. Douglas relembra que no processo de contratação houve uma prática em sala de aula e, no final do dia, os alunos fizeram um coro cantando “contrata” para ele e a orientadora.
Para os alunos, Douglas também quis proporcionar a chance de viajar para o exterior. A ideia surgiu depois de comentários durante as aulas sobre os países que conheceu e ele começou organizar um grupo para viagem. “Todo ano eu levo um grupo de alunos para fazer intercâmbio para fora. Eu já levei para a Inglaterra duas vezes e para o Canadá três vezes”. Durante um mês, os alunos têm a oportunidade de estudar uma língua e cultura estrangeira. “A vivência no exterior faz com que os alunos venham mais maduros e com uma visão maior de mundo. Eles aprendem a respeitar culturas diferentes. Dar essa oportunidade para os alunos é uma forma de me sentir como parte de vida deles, acho que é uma realização pessoal”, resume.

Já com a ideia de fazer um mestrado no exterior, Douglas aproveitou a última viagem com os alunos ao Canadá para ir até a universidade Western. A documentação online já havia sido enviada quando ele decidiu fazer uma entrevista. “Não precisava fazer entrevista, mas eu fui lá na universidade e expliquei toda a situação. Mandei um e-mail pedindo se eles poderiam me receber e fui aceito. Consegui falar com a secretária e com o coordenador. Eles gostaram de saber que eu era professor do Ensino Médio.” Aos poucos, tudo se encaminhou e Douglas conseguiu a bolsa para o Mestrado em primeiro lugar., durante dois anos ele será aluno e professor da graduação de lá “Isso é um sonho. Desde o ensino médio eu quis estudar fora. Eu sempre quis ser exposto a língua e ter aulas, mas nunca imaginei que eu iria dar aula.”
A despedida dos alunos daqui foi difícil, ser professor representa uma grande responsabilidade para Douglas. “Professor não forma só opinião, mas forma pessoas. A gente marca a vida dos alunos. Eu tenho 3 alunos fazendo Letras por minha causa. Eu fui influenciado por uma professora e, hoje influencio alunos. É uma corrente do bem que vai alcançando outras pessoas”, resume ele.
Para o futuro Douglas imagina um doutorado e, claro, continuar ensinando. A certeza é que Graduação e Ensino Médio continuarão a ser parte da sua vida. “Eu me vejo com Doutorado e como professor acadêmico, mas eu não quero sair da escola. Eu não quero perder a chance de formar professores, mas também não quero perder esse contato”, completa. Se o futuro se mostra cheio de possibilidades, o presente pode ser resumido em apenas uma palavra: gratidão.
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