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Na 32ª edição, cerca de 3550 alunos concorreram em alguma das 28 categorias. Mais de 700 trabalhos foram inscritos e a Agexcom esteve presente com oito indicações. Ao longo dos 17 anos de agência, sempre ocorreu essa participação no SET e todos os anos a Agexcom trouxe, pelo menos, um prêmio para casa. Em 2019 não foi diferente: com o trabalho realizado para o IV Encontro Internacional do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD) a agência levou o prêmio de Melhor Campanha. Esse é a 80º premiação conquistada pela Agexcom em eventos, concursos ou congressos.
O ISD foi direcionado para pesquisadores e estudantes debaterem questões relacionadas ao desenvolvimento da linguagem, sobretudo na área das Letras e da Linguística. Esse foi o segundo ano que a Agexcom trabalhou em conjunto com a organização do evento. Na primeira edição, foi realizada a identidade visual do encontro. Já em 2019, os organizadores solicitaram uma campanha maior para tornar o evento mais atrativo. De acordo com Cristiane Rodrigues, laboratorista de Relações Públicas da Agexcom que participou do processo de criação e execução da campanha, foi um trabalho bem diferente para a agência. “Ainda não trabalhávamos com eventos para além dos cursos da comunicação e o público também foi bem diverso, já que eram estudantes e pesquisadores nacionais e internacionais”, contou.
Cristiane ainda acredita que outro estímulo importante para a equipe foi o fato de criar ações que fossem criativas e atrativas, sem cair muito no lúdico. Os estagiários que participaram da criação e execução foram Fernanda Kern e Luan Maciel, estudantes de Relações Públicas, e Ina Pommer, Mateus Edu e Matheus Antunes, de Publicidade e Propaganda.
Matheus Antunes participou da parte final do projeto, e contou que esse foi o primeiro prêmio que ganhou fora dos eventos Unisinos. “É bom ter esse reconhecimento, estava acompanhando pela transmissão ao vivo, durante a aula, e quando eu vi o símbolo do ISD, fiz muita festa no meio da aula. Ninguém entendeu nada”, contou orgulhoso.
Já Matheus Edu falou um pouco dos bastidores da campanha e relatou que esse foi seu primeiro trabalho ao entrar na agência. “Acho que esse projeto foi o que mais teve esforço da equipe, porque foi o primeiro, e é muito bom e gratificante ter esse retorno”, completou. O prêmio do SET veio para consolidar o sucesso da campanha.
Voa Agexcom! 
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A missão de declarar os vencedores do Workshop Aly554, foi do empresário Rodrigo Bruscato, de Novo Hamburgo. A premiação ocorreu na noite de sexta-feira, 13, dia memorável para a equipe escolhida, formada por Maria Clara Goldani, Paola Barbieri, Isadora Salines, Paula Giordani, Natália Fagan, Andrei Krummenauer, Cassio Genehr, Micheli Ferreira e Ana Alves. A comemoração rendeu muitos abraços e sorrisos. Além de troféu e medalhas, os ganhadores terão sua campanha sobre a nova marca de calçados Aly554 veiculada em revistas. Um marco para quem ainda não concluiu a graduação.
O aluno da equipe vencedora, Andrei Krummenauer Silvestrin, 22 anos, contou que nunca havia participado de uma atividade parecida. “Eu me senti muito dentro do curso”, disse, “foi muito bom ver que a gente conseguiu fazer um trabalho coeso, defender ele bem na apresentação e ser aprovado pela empresa”. Segundo ele, ganhar não foi o mais importante: “o melhor foi ter a sensação de trabalho cumprido”.
O trabalho que Andrei se refere foi desenvolvido ao longo de cinco noites em sequência. O Workshop Aly554 (nome da empresa parceira do evento) foi a primeira dinâmica nessa estrutura realizada no campus de São Leopoldo. A empresa vai iniciar no mercado calçadista com o lançamento de um tênis feminino, estilo plataforma.
A atividade contou com 65 alunos participantes divididos em seis equipes. Cada equipe recebeu um par do primeiro modelo da marca e teve de formular um conceito de campanha com identidade visual e seis artes gráficas para o lançamento, sendo uma para revista.
O evento foi organizado pela professora Letícia da Rosa, que ministra disciplinas de Identidade Visual, Comunicação Urbana e Cenários de Carreiras em Publicidade e Propaganda. “Por mais que façamos cenários teóricos e hipotéticos em sala de aula, não há nada como lidar com um cliente real”, ela explicou, enfatizando a relevância de se ter essa experiência ainda na universidade. Para Letícia, é muito gratificante coordenar essa parceria e ter um retorno tão positivo dos alunos.
A empresa Aly554 buscou na Unisinos a parceria para desenvolver a campanha de lançamento e posicionamento de marca. “A comunicação faz parte do DNA da Aly554”, conta o empresário Rodrigo Bruscato, que também acumula a função de Diretor Geral da Renus, empresa hamburguense há 50 anos no mercado de soluções em metal e plástico para indústria da moda. Bruscato disse que quer agora atuar diretamente com o consumidor final. Essa aproximação da universidade com empresas locais foi elogiada por ele.
A coordenadora de curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos, Anaís Schüler pontuou o principal benefício da atividade: “O Workshop tira os alunos da zona de conforto e desenvolve a autonomia a partir do enfrentamento de problemas reais”. Segundo ela, as edições anteriores foram muito elogiadas pelos participantes. “Nós fizemos três edições em Porto Alegre e estávamos há algum tempo sem fazer, os alunos já estavam me cobrando: ‘quando vai sair outra?’”, disse, “É uma experiência muito boa, para o aluno, para a empresa parceira e para nós, que aos poucos aprendemos a organizar eventos ainda melhores”.
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]]>A coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos, Anaís Bertoni conta que as bases institucionais das marcas devem estar apoiadas pela empresa, sendo inseridas na comunicação. “A publicidade e propaganda tem um fim comercial muito importante. Mas ela tem algo muito maior por trás que se relaciona com a mudança de comportamentos”, afirma.
As empresas precisam despertar confiança nos consumidores para que as campanhas sejam efetivas e passem a mensagem correta. “Uma marca não é meramente ativista em prol de uma causa. Esta última, por sua vez, também não vem apoiada em uma simples ideia criativa com suporte comunicacional. Devemos lembrar sempre que estamos falando de pessoas”, recomenda Anaís.
PC Dias é sócio da agência Mosh, de Porto Alegre, e acredita que a publicidade sempre deve contextualizar e abordar temas mais populares. “Não acho errado as marcas se posicionarem. O importante é ver como é feito, afinal a gente tem retorno sobre isso”, conta.
Já Mateus Rosa é pós graduado em Comunicação Estratégia de marketing e acredita que é importante quando as marcas se engajam com causas sociais. “Hoje o consumidor está bem mais perceptivo e exigente, ele sabe que as marcas querem se relacionar para vender seu produto e serviço”, diz Mateus. Ele afirma que ter uma causa social torna a marca mais humana e faz com que o consumidor olhe a marca com outros olhos.
Algumas empresas ganham destaque quando resolvem apoiar projetos sociais ou ideias, outras ficam mais conhecidas pelos erros na publicidade ligada às causas. Como exemplo, citado pela professora Anaís, está a marca Pedigree. A fabricante de rações criou a campanha “Adotar é tudo de bom”, contra o abandono de animais. Parte das vendas dos produtos da Pedigree é destinada para cães resgatados por ONGs de todo o país. A empresa ainda traz dados sobre a campanha, mostrando o que é feito com a doação do consumidor.

A professora também destaca a campanha “Magic Words” da HP, que provoca reflexão sobre o analfabetismo no Brasil: “a impressora aparece como uma história oculta ali. Ela busca construir essa relação de confiança por meio da seriedade do que é apresentado e do modo como é contada a história”, conta Anaís.
Sobre a marca de cervejas Skol – que já foi considerada machista, mas hoje trata as campanhas como forma de ativismo em prol das mulheres -, PC Dias acredita que é importante admitir que houve erros no passado e se reposicionar. Outras empresas mencionadas pelo sócio da Mosh são a marca de calçados Toms, que destina parte de sua verba para comunidades carentes de vários lugares do mundo, e a Adidas, que criou um modelo de tênis com pedaços de plástico retirados do oceano.
A campanha Product Red, que contou com marcas como a Apple e a Converse, foi criticada por PC. Com a iniciativa, diversas empresas lançaram produtos com embalagens vermelhas, cujas vendas apoiaram o Fundo Global de Combate à AIDS na África. Segundo o profissional, muitas vezes é melhor apostar na doação de fundos diretamente do que lançar novos produtos especificamente para isso, pois isso gera mais custos do que de fato apoio à causa.
Apenas criar conteúdo dando visibilidade para as causas pode não ser o suficiente para uma marca se posicionar e inspirar seus consumidores. A professora Anaís aconselha que “a causa deve estar dentro da empresa em todos os seus aspectos: desde seu propósito de existir, passando pela atuação de seus profissionais (na empresa e na sociedade) até a sua comunicação institucional”.
A comprovação de que a marca realmente é ativista nessas causas, e auxilia os projetos sociais, deve estar presente na comunicação. “A confiança é a base dessa acreditação. E ela só se efetiva de modo sério se as instituições ofertarem os aportes necessários para tal”, afirma a professora. Já PC Dias conta que o ativismo das empresas é mais eficiente se “não for esporádico e contribuir genuinamente para as causas”.
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]]>Na oportunidade, o professor comentará sobre suas experiências pessoais e profissionais como figura pública na web, com a mediação dos coordenadores Daniel Bittencourt, da Comunicação Digital; Clóvis Gedrat, de Licenciatura em Filosofia e Guilherme de Azevedo, do Direito. Diretor da ONG Repórter Brasil, uma organização não-governamental especializada em comunicação e projetos sociais, ele é seguido por uma legião de leitores que acessam diariamente o “Blog do Sakamoto”, no qual o professor compartilha textos e reflexões sobre direitos humanos e política. Sakamoto atua também como conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão.
A palestra integra uma série de ações promovidas pela Agexcom que nasceu no Colóquio das Agências Experimentais de Comunicação, realizado este ano na Unisinos Porto Alegre. Na ocasião, os professores e coordenadores lançaram o desafio de criar um trabalho entre as agências do estado pautando o tema violência. Cada agência escolheu um viés para propor diferentes trabalhos, a serem reunidos em uma só plataforma digital que será lançada em dezembro deste ano, mês que marca a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
A Agexcom optou pelo tema intolerância na internet. A proposta foi inspirada no TED Talk feito por Monica Lewinsky, que teve um envolvimento polêmico com o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton. Na época, Monica sofreu vários ataques e vem denominando esse movimento de diminuição de grupos ou pessoas na internet como “a cultura da humilhação”.
Atualmente, a intolerância na internet é algo comum e preocupante, presente nas redes sociais, assim como entre amigos e até no trabalho. Por isso, com o propósito de conscientizar e criar questionamentos sobre o tema, a campanha promovida pela Agexcom vai além da palestra com Sakamoto. Nos sanitários da universidade estão sendo colocados cartazes com insultos reais, vindos da web, provocando a interação e reflexão dos alunos nestes espaços privados.
Sobre o palestrante:
Leonardo Sakamoto cobriu conflitos armados em diversos países e situações de desrespeito aos direitos humanos no Brasil. É professor de Jornalismo na PUC-SP, foi pesquisador visitante do Departamento de Política da New School, em Nova York (2015-2016), e professor de Jornalismo na ECA-USP (2000-2002).
Diretor da ONG Repórter Brasil, uma organização não-governamental especializada em comunicação e projetos sociais, é seguido por uma legião de leitores que acessam diariamente seu blog “Blog do Sakamoto”.
Com mais de 500 mil seguidores no Facebook, o jornalista aprendeu a lidar com os comentários dos internautas, que muitas vezes carregam insultos impublicáveis, de forma pacífica e elegante. Tamanho aprendizado, lhe proporcionou a oportunidade de escrever um livro que pode ser considerado também um guia de sobrevivência nas redes sociais.
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