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]]>Paraná é mestre e doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), sendo atualmente professor da Universidade Federal do Ceará (UFC). Também foi pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e fez estágio pós-doutoral nos Departamentos de Economia e de Estudos Latino-Americanos da UnB. Também é autor do livro “A Finança Digitalizada: capitalismo financeiro e revolução informacional”, publicado em 2016, e possui trabalhos publicados nas áreas de Sociologia Econômica, Economia Política e Teoria Social.
Em sua palestra, Paraná explicou os fundamentos do que o dinheiro representa, o surgimento do Bitcoin, o papel dele no capitalismo contemporâneo o que ele pode significar para o futuro. O sociólogo começou sua fala dizendo que o dinheiro vai muito além de uma troca econômica. Ele é, na verdade, uma relação social, um mecanismo de representação e realização do valor. E o dinheiro é, ao mesmo tempo, uma propriedade privada e um bem público, pois sua gestão está nas mãos do Estado.
Já o Bitcoin é uma criptomoeda – ou seja, um sistema criptográfico – criada em 2009 no qual a troca econômica é feita de forma anônima. Conforme Paraná, ele é resultado do avanço da internet, do mercado de algoritmos e, principalmente, de movimentos político-ideológicos como o dos hackers, ciberativistas e cyberpunks. A proposta do Bitcoin é ser uma moeda que pode ser utilizada para transações financeiras sem presença do Estado.
“O Bitcoin é como um filho rebelde do neoliberalismo. Ele surgiu como uma forma de contornar a crise econômica que se alastrou no mundo em 2008, e deve muito, digamos, à geração filha daquela crise, com seu conjunto particular de representações e convicções a respeito das relações entre Estado e capital”, explicou o professor.

A aula aberta teve cerca de uma hora e meia de duração e foi assistida por aproximadamente 30 pessoas. Além de explicar o contexto político e social do Bitcoin, Paraná também respondeu às questões tanto da audiência quanto dos professores que ministraram o encontro.
Conforme a professora Maria Clara Aquino Bittencourt, a aula com o professor Edemilson Paraná foi realizada por ele ser um pesquisador que transita por questões econômicas a partir de uma perspectiva sociológica, e foi um encontro muito proveitoso para todos que assistiram.
“Tivemos não só uma aula sobre como o Bitcoin funciona, mas também sobre como essa moeda tem questões muito complexas para serem exploradas em nossa atual economia capitalista”, diz a professora.
O professor Rafael Grohmann complementa que o palestrante é, hoje, um dos mais promissores especialistas na relação que há entre economia e tecnologia, e teve seu nome indicado para uma aula aberta por ele ser capaz de trazer uma visão crítica a respeito do Bitcoin. E o evento foi exatamente o que ele esperava.
“O Edemilson já tem um histórico de colaborações com a Unisinos, principalmente no Instituto Humanitas, e a aula com ele faz parte de uma relação cada vez maior que vem sendo feita entre a graduação da Indústria Criativa e a pós-graduação”, afirma.
Interessados em assistir à aula na íntegra, podem conferir aqui.
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