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Arquivos beta economia - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/beta-economia/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Tue, 22 Nov 2022 18:32:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.4 Economia nacional e estadual foram temas do primeiro Beta Entrevista https://mescla.cc/2022/11/22/economia-nacional-e-estadual-foram-temas-do-primeiro-beta-entrevista/ https://mescla.cc/2022/11/22/economia-nacional-e-estadual-foram-temas-do-primeiro-beta-entrevista/#respond Tue, 22 Nov 2022 18:32:46 +0000 http://mescla.cc/?p=17340 * Por Douglas Glier Schütz e Nadine Dilkin /BetaEconomia especial para o Mescla Passado o período eleitoral e iniciadas as transições de governo, os projetos econômicos ganham maior atenção. Para debater o tema, a Beta Redação Economia, atividade acadêmica do curso de Jornalismo da Unisinos, promoveu a primeira edição do programa Beta Entrevista na última quarta-feira, 9 de novembro. […]

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* Por Douglas Glier Schütz e Nadine Dilkin /BetaEconomia especial para o Mescla


Passado o período eleitoral e iniciadas as transições de governo, os projetos econômicos ganham maior atenção. Para debater o tema, a Beta Redação Economia, atividade acadêmica do curso de Jornalismo da Unisinos, promoveu a primeira edição do programa Beta Entrevista na última quarta-feira, 9 de novembro.


Transmitido pelo canal da Beta Redação no YouTube, o programa entrevistou o doutor e professor de Economia da Unisinos, Marcos Lélis. A entrevista abordou os principais temas que serão pauta em 2023, como agronegócio, emprego, renda, turismo, cultura e crescimento econômico.


O programa marcou a retomada das atividades presenciais de estúdio do curso de Jornalismo. Apesar das práticas de outras disciplinas já estarem acontecendo, o Beta Entrevista marca uma nova fase das produções que podem ser feitas dentro das cadeiras específicas do curso, como Beta Política, Esporte, Cultura e Geral.


A realização contou com a produção dos alunos dos campi de São Leopoldo e Porto Alegre. A conversa foi comandada pelas alunas Amanda Bernardo e Patrícia Wisnieski e pelos alunos Gabriel Ferri e Matheus Lima.




Professora Luciana Kraemer e professor Daniel Pedroso comandam a atividade acadêmica de Beta Economia que colocou o programa no ar (Foto: Beta Redação)




O futuro do Brasil e do Rio Grande do Sul

A conversa iniciou com as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto do país em 2023, que deve ficar em torno de 0,70%. De acordo com o professor Marcos, mesmo sendo pequeno, este dado de 1% está ancorado nos acontecimentos de 2022. “A partir do meio do ano nós tivemos um conjunto de políticas de transferência de renda que ajudou o crescimento de 2022”, explica.


Segundo o economista, o primeiro entrave para o próximo ano é o problema da infraestrutura econômica no Brasil. Ele explica que os gastos nesta área, com estradas, portos e aeroportos, em 2021, fecharam no mesmo patamar de 2007. No ano passado foram gastos R$ 6,7 bilhões com infraestrutura, 0.18% dos gastos públicos. Ou seja, houve evolução da economia, porém o investimento em infraestrutura não teve esta atenção.


Outro ponto destacado foi o aprofundamento da desigualdade de renda, que vem acontecendo desde 2016, explica Marcos. Para o professor, será necessário pensar uma forma de fazer as pessoas de baixa renda terem um maior poder econômico. Ele acredita que com a manutenção do Auxílio Emergencial, conforme foi sinalizado pela equipe de transição do novo presidente eleito, será possível um crescimento maior que os 0,70%.


RS segue dependente do PIB agrícola

Em relação ao Rio Grande do Sul, que teve crescimento de 10,4% em 2021 e queda de 8,4% no primeiro semestre de 2022, Marcos Lélis explica que o estado sofreu com as questões climáticas. “Nessa primeira metade do ano, sofremos o efeito do PIB agrícola. Tivemos uma quebra de safra muito forte, também por conta do conflito no Leste Europeu, que acarretou num problema de insumos e isso puxou o PIB do Rio Grande do Sul para baixo”, expõe.


Ele também explica que o PIB do RS é muito volátil. Ao mesmo tempo que cresce de forma expressiva, ele cai na mesma comparação. Essa variação se dá por conta da importância do agronegócio no Estado. “Qualquer solavanco que a gente tem de choques exógenos, como o choque climático, o PIB do Rio Grande do Sul tem essa queda junto. A mudança vem a longo prazo, precisamos diminuir a dependência do PIB agrícola pra ficar menos voltátil”, expõe.


Emprego e Renda

No primeiro semestre de 2022, o Rio Grande do Sul registrou uma taxa de informalidade de 32,8%, de acordo com o Boletim de Trabalho e Renda do Rio Grande do Sul. Para o economista, esse é um fenômeno nacional e, tirando os funcionários públicos da conta, a economia brasileira tem mais trabalhadores informais do que formais.


“A melhor forma de formalizar as pessoas é fazer a economia crescer. Quando a economia cresce o empresário se sente mais confiante, ele emprega mais pessoas, assina a carteira e mantém ela lá por algum tempo. Precisamos fazer a roda da economia voltar a girar”, aponta Marcos Lélis.


O Boletim também aponta que, entre maio de 2021 e maio de 2022 houve crescimento no vínculo de trabalho formal no estado para as mulheres. A força de trabalho feminina ocupou mais de 55% dos postos. De acordo com o economista, mesmo com estes dados, a questão das mulheres no mercado de trabalho ainda necessita de atenção.


“Pesquisas acadêmicas mostram que a mulher, com o mesmo nível de educação, com a mesma quantidade de experiência e no mesmo cargo, ganha menos que o homem. Então, são necessárias políticas ativas para que ocorra essa paridade”, explica. O professor ainda lembra que o mercado levará tempo para agir nesta questão, por isso as políticas públicas precisam acelerar este processo.


Para o economista, o setor da Cultura pode alavancar ainda mais a economia gaúcha

Segundo dados do Ministério do Turismo, o Rio Grande do Sul foi o quinto estado mais visitado do país em 2021. O setor registrou um crescimento de 104,5%, quase 20% a mais que o Brasil, que foi de 85,7%.


Marco Lélis lembra que o setor de turismo abrange toda uma cadeia logística, além dos hotéis, como aeroportos e estradas, por exemplo. O economista também explicou que esses aumentos são em comparação a um período onde o país estava passando por uma forte onda da Covid-19.


“No entanto, o governo pode facilitar a logística dos turistas. Como chegar nos aeroportos, quanto tempo vão levar para chegar aos destinos. Ainda temos que caminhar muito na questão do conforto do turista, principalmente daquele que vem de fora do país”, informa.


O Governo do Rio Grande do Sul, com o Programa Avançar na Cultura, investiu R$ 112 milhões no setor cultural em 12 meses. O Boletim de Trabalho do Rio Grande do Sul também informou que entre maio de 2021 e maio de 2022 o setor teve aumento de 14,7% na força de trabalho.


Para o professor, este setor também não está isolado. Segundo ele, não há como pensar o setor de cultura, sem pensar o setor de educação. “Precisamos pensar como a educação básica pode estar associada ao setor de cultura. As ações deveriam ser feitas juntas. Como integrar essas questões no início da vida escolar das crianças. A cultura precisa ser respirada, para isso o setor de educação tem que ser integrado”, conclui.



Você pode conferir a íntegra da entrevista aqui.




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Beta Redação traz o efeito da pandemia na economia criativa https://mescla.cc/2020/07/21/beta-redacao-traz-o-efeito-da-pandemia-na-economia-criativa/ https://mescla.cc/2020/07/21/beta-redacao-traz-o-efeito-da-pandemia-na-economia-criativa/#respond Tue, 21 Jul 2020 17:57:46 +0000 http://mescla.cc/?p=13574 A pandemia do novo coronavírus atingiu também as atividades da Beta Redação, o portal jornalístico desenvolvido pelos alunos do curso de Jornalismo da Unisinos. A Beta, como é carinhosamente conhecida, é um dos momentos mais aguardados pelos futuros jornalistas. Ela é um produto do Laboratório de Jornalismo, conjunto de atividades práticas avançadas, realizadas pelos estudantes […]

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A pandemia do novo coronavírus atingiu também as atividades da Beta Redação, o portal jornalístico desenvolvido pelos alunos do curso de Jornalismo da Unisinos. A Beta, como é carinhosamente conhecida, é um dos momentos mais aguardados pelos futuros jornalistas. Ela é um produto do Laboratório de Jornalismo, conjunto de atividades práticas avançadas, realizadas pelos estudantes no final do curso. A Beta é dividida nos temas Esporte, Cultura, Política, Economia e Geral. Os alunos trabalham em grandes reportagens em cada uma delas, uma por semestre. O resultado são materiais jornalísticos bem elaborados. No primeiro semestre deste ano, a Beta teve que se adaptar para realizar todas as atividades de forma remota.


“É uma atividade eminentemente prática e tivemos que inverter a orientação de sempre”, explica o professor Felipe Boff, um dos editores. “Em vez de pedir aos repórteres para irem às ruas desenvolver suas pautas, buscando fazer as entrevistas pessoalmente, pedimos que fizessem toda a apuração jornalística em casa, respeitando o isolamento social.”


Essa forma alternativa de trabalhar acabou abrindo uma janela nova: a possibilidade de trazer um outro olhar para a Indústria Criativa, ambiente do qual a Beta Redação faz parte. A ideia partiu da professora Luciana Kraemer, também editora do portal jornalístico. A inspiração veio logo após o lançamento do estudo “Impactos econômicos de atividades culturais: o caso da música”, desenvolvido pelo Governo Estadual. “A pesquisa revelou, por exemplo, que eventos musicais são um motor de desenvolvimento local, porque mobilizam comércio, hotelaria e toda uma rede de profissionais que a gente nem imagina”, comenta Luciana. 


A ideia, então, seria colocar a música no foco de uma série especial de matérias, o que permitiria também falar sobre cultura, uma área que, para Luciana, vem sendo desprezada pelo Governo Federal. “Tanto em termos de representatividade de gestão, há uma falta total de política pública para o setor”, avalia a professora.


Para Felipe, abordar a cultura dentro da economia gaúcha foi importante para discutirmos sua importância. “É uma das áreas mais impactadas pelas consequências da pandemia. Então, unimos esforços dos repórteres para traçar um panorama de como as atividades criativas — especialmente as ligadas à música — estão enfrentando a crise”, explica o professor. Nas matérias, os alunos buscaram mostrar as alternativas e projeções sob o aspecto do emprego e da geração de renda.

Portfólio musical


A primeira matéria, “Os desafios da economia criativa na pandemia”, traz um panorama sobre a situação do setor no Estado, além de números levantados por pesquisas, entre elas, o estudo “Covid-19 nos Setores Cultural e Criativo do Brasil”. Outros pontos abordados são: artistas que fazem muito com poucos recursos e  pessoas que têm dificuldades com tecnologia, cujo isolamento e o convívio majoritariamente virtual acaba tornando a atividade mais difícil.


A reportagem “No RS, eventos musicais geram emprego para mais de 60 ocupações” aborda como vários setores se beneficiam da música. Em torno de shows, apresentações e concertos, o ramo musical movimenta empregos direta e indiretamente. Em um momento como esse, não são apenas os músicos que sentem o impacto do distanciamento: profissionais ligados à produção, serviços especializados, captação, contabilidade e fiscalização são afetados de uma forma ou outra. Cultura e economia são duas peças importantes que funcionam lado a lado.


Para os músicos, a principal saída foi a adaptação ao mundo digital. Na matéria “Do palco às plataformas digitais”, bandas tradicionais do Estado, como Tchê Guri e Terceira Dimensão, mostram como estão transformando sua própria performance para alcançar o mundo digital e garantir o apoio dos fãs. Nesse contexto, plataformas de streaming, como o Spotify, ajudam as bandas a garantir audiência. 


Já em relação à música erudita, a reportagem “Silencia o cenário musical” apresenta dois maestros e uma violinista em busca de novas formas de sobreviver a um momento em que concertos e ensaios no palco não são mais possíveis. Para esses músicos, a adaptação ao meio digital exige uma estrutura que por vezes não consegue ser alcançada. Acrescente às dificuldades a característica do público, que não costuma frequentar lives e encontros virtuais.


E quanto aos outros profissionais, como no caso da matéria “Produtoras de shows ainda não conseguem estipular prejuízo”, o momento ainda é de cautela e cálculos. Um dos primeiros a fechar as portas e provavelmente um dos últimos a reabrir, o setor de entretenimento ficou comprometido neste primeiro semestre, e o cenário futuro não traz promessas de melhora. Sem a venda de ingressos e de eventos, não é possível produzir renda alguma. Em “Adiamento de shows impacta na renda de motoristas particulares”, é possível acompanhar o dilema de quem utiliza a atividade de transporte particular ou por aplicativos para complementar a renda — em alguns casos, todo o sustento é proveniente dali.

No modo remoto, os repórteres continuam por perto


Mesmo com todas as dificuldades impostas pelo isolamento social e o trabalho remoto, o saldo foi positivo. “Acredito que foi de enorme aprendizado para todos”, avalia Luciana. “O comprometimento dos alunos com as publicações e o engajamento para enfrentar esse momento contou 110% para que conseguíssemos produzir todo esse material.”


As matérias da Beta Economia podem ser encontradas diretamente nos links dos títulos acima. Todos os semestres, as produções continuam trazendo assuntos do momento e reflexões jornalísticas.

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