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Arquivos arquitetura e urbanismo - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/arquitetura-e-urbanismo/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Thu, 14 Oct 2021 15:13:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.1 Maratona de Dados debate cidades e comunidades sustentáveis https://mescla.cc/2021/10/14/maratona-de-dados-debate-cidades-e-comunidades-sustentaveis/ https://mescla.cc/2021/10/14/maratona-de-dados-debate-cidades-e-comunidades-sustentaveis/#respond Thu, 14 Oct 2021 15:13:25 +0000 http://mescla.cc/?p=15718 Nos dias 23/10 e 6/11, será realizada a terceira edição da Maratona de Dados Unisinos, que vai debater e desafiar os alunos e profissionais participantes a buscar soluções em torno do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis. O evento é organizado pela Afonte Jornalismo de Dados, em parceria com o […]

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Nos dias 23/10 e 6/11, será realizada a terceira edição da Maratona de Dados Unisinos, que vai debater e desafiar os alunos e profissionais participantes a buscar soluções em torno do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis.


O evento é organizado pela Afonte Jornalismo de Dados, em parceria com o curso de Jornalismo da Unisinos. Nesta edição, o curso de Arquitetura e Urbanismo se junta à equipe.


A Maratona é uma experiência multidisciplinar inspirada nos hackathons (maratonas de programação). A professora de Jornalismo Taís Seibt, que também é criadora da Afonte, explica que a Maratona de Dados tem um objetivo diferente: “Não é tanto sobre escrever códigos, desenvolver produtos com programação, mas sim usar os dados para discutir os problemas reais que afetam nosso dia a dia”.


A primeira edição, que tratava sobre água e saneamento, contou com a parceria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e a segunda, sobre mobilidade urbana, com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Como o assunto da terceira edição é sobre cidades e comunidades sustentáveis, o curso de Arquitetura e Urbanismo da Unisinos topou se aliar às discussões.


“Quais são as questões da cidade? Que indicadores e dados temos para entender esses problemas? A partir do que vemos nos dados, quais os contextos? Quais explicações? A ideia é pensar quais soluções e intervenções podemos propor para que a realidade possa ser melhor”, aponta Taís.


Por que os jornalistas devem participar?

A Maratona pretende promover um diálogo multi áreas, em que participantes com perfil mais técnico podem colaborar no detalhamento dos dados através de ferramentas de programação e aplicativos de planilhas, enquanto especialistas em cada tema aproveitam esse conhecimento técnico para observar e dar sentido às informações.


“A análise de dados tem sido cada vez mais importante no jornalismo. O trabalho jornalístico tem que dominar melhor esse processo para fazer uma apuração mais qualificada”, avalia Taís. Para a professora, o jornalista tem o papel fundamental de contextualizar, buscar explicações e correlações em cima dos resultados da análise de dados, para, assim, entender melhor a realidade.


Sobre a Maratona

Esta edição será realizada em formato online.


Podem participar estudantes e profissionais de diferentes áreas, como comunicação, informação, desenvolvimento e análise de sistemas, estatística, engenharia, arquitetura e urbanismo, ciências sociais e econômicas, ciências da saúde e outras especialidades.


A atividade é gratuita, mediante inscrição no site bit.ly/maratonadedados2021


Será fornecido certificado para participantes com 75% de frequência nas atividades.


SERVIÇO

O que: 3ª Maratona de Dados Unisinos – Cidades e Comunidades Sustentáveis

Quando: 23/10 e 06/11, sábados, das 9h às 13h

Onde: Unisinos (EaD)

Quanto: gratuito

Como: Inscrições abertas até 19/10 em bit.ly/maratonadedados2021

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Primeira memória do MAC-RS https://mescla.cc/2019/12/16/primeira-memoria-do-mac-rs/ https://mescla.cc/2019/12/16/primeira-memoria-do-mac-rs/#respond Mon, 16 Dec 2019 20:10:03 +0000 http://mescla.cc/?p=12709 A conclusão se deu no final de semana em que também se comemorou o Dia Nacional dos Arquitetos e Urbanistas. Os estudantes do 4° semestre da Unisinos, juntamente com alunos da Feevale, Uniritter e Ulbra, puderam expor os projetos criados para a nova sede do MAC-RS a partir do terreno que a Secretaria Estadual de […]

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A conclusão se deu no final de semana em que também se comemorou o Dia Nacional dos Arquitetos e Urbanistas. Os estudantes do 4° semestre da Unisinos, juntamente com alunos da Feevale, Uniritter e Ulbra, puderam expor os projetos criados para a nova sede do MAC-RS a partir do terreno que a Secretaria Estadual de Cultura disponibilizou. Em agosto, o Mescla esteve com essa mesma turma na primeira visita ao local, quando os estudantes puderam conhecer o espaço com o qual iriam trabalhar. 

O evento, na tarde de sábado, reuniu membros da Associação Amigos do Museu de Arte Contemporânea (AAMAC), o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS), a secretária de Cultura do estado, alunos e professores das universidades envolvidas. Da Unisinos foram 20 trabalhos selecionados das turmas de São Leopoldo e Porto Alegre. Como explicou a professora Karen Haas, mestre em Planejamento Urbano, os estudantes escolhidos fizeram uma prancha síntese, que é uma apresentação resumida da ideia com plantas baixas da estrutura, o entorno do ambiente e perspectivas. 

As pranchas síntese das turmas foram expostas com as explicações dos projetos (Foto: Bruna Lago)

Conforme o arquiteto Márcio Carvalho, presidente da AAMAC, o próximo passo é aproveitar essa rede e ir atrás da consolidação do projeto de captação de verbas junto ao Governo Federal .  “Uma vez feito isso, o MAC passa a ter uma vida de exposições e um relacionamento com a comunidade. Isso é um prelúdio do concurso público de arquitetura para a ocupação em potencial do uso efetivo do terreno”, explicou Márcio. Os projetos dos alunos serão, no futuro, a base do edital para esse concurso público. 

Segundo o diretor do MAC, André Venzon, a ideia da  AAMAC e da Secretaria de Cultura é transformar a mostra dos projetos em uma exposição itinerante, “Da parte da universidade estamos abertos a continuar esses estudos”, concorda a professora Karen. “É uma decisão ainda a ser tomada em relação ao semestre, já que nossos trabalhos vão estar sendo vistos por mais pessoas, multiplicando esse olhar sobre um projeto que é tão importante.”

Um dos trabalhos selecionados foi o do estudante Israel Borges, que também esteve presente para acompanhar o evento. “A gente chegou aqui no começo do semestre e viu um desafio muito grande. Não saía da minha cabeça: como vamos solucionar isso? Ainda mais que estamos no início do curso, em comparação com as outras universidades que participaram. Ver que alcançamos nosso objetivo da mesma forma que eles é bastante gratificante”, conta o aluno. Segundo Israel, as turmas da Unisinos tiveram o cuidado de trabalhar com o terreno já disponível, sem depender de futuras negociações com os terrenos vizinhos. 

Os alunos da Unisinos receberam certificados de participação e de Distinção Acadêmica para os projetos selecionados (Foto: Bruna Lago)

“O que me orgulha muito é ver o movimento que a gente conseguiu criar ao longo desses seis meses em torno da ocupação do museu”, comemora o presidente da AAMAC. “Não só uma ocupação física, como a gente vê hoje, mas uma ocupação emocional, uma ocupação afetiva. Muitos alunos que participaram desse exercício sequer conheciam o MAC, e hoje têm afeto, têm carinho e estão orgulhosos disso.” 

Essa ligação é um passo importante na criação do museu. “Não é só um espaço físico, mas um espaço afetivo, cultural. E para ser bom para todos, deve ser construído por todos e ocupado por todos”, completou Márcio. “Mais adiante teremos o concurso, outros projetos participando, mas esse momento já é a primeira memória do novo MAC.”

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Resistência e criatividade transformam bambu em competição https://mescla.cc/2019/11/12/resistencia-e-criatividade-transformam-bambu-em-competicao/ https://mescla.cc/2019/11/12/resistencia-e-criatividade-transformam-bambu-em-competicao/#respond Tue, 12 Nov 2019 20:05:15 +0000 http://mescla.cc/?p=12182 Quando você pensa em palitos de bambu, o que vem a sua cabeça? Artefato para consumir churrasquinho ou material para testar a construção de pontes? No meu caso, vale a primeira opção, mas a V Competição de Pontes de Bambu, realizada nos dias 7 e 8/11, esteve aí para provar que eles não servem só […]

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Quando você pensa em palitos de bambu, o que vem a sua cabeça? Artefato para consumir churrasquinho ou material para testar a construção de pontes? No meu caso, vale a primeira opção, mas a V Competição de Pontes de Bambu, realizada nos dias 7 e 8/11, esteve aí para provar que eles não servem só para isso.

Estudantes de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo competiram pela ponte que aguentaria suportar mais peso antes de se romper. O clima de expectativa só não era maior do que o de diversão enquanto as pontes, uma a uma, eram testadas diante do público, no Auditório Central do campus de São Leopoldo da Unisinos. Quem não pode estar presente, acompanhou o evento ao vivo pelo YouTube, com direito a comentários e muita torcida pelas equipes. 

Para Uziel Quinino, professor do curso de Engenharia Civil da Unisinos, os palitinhos são muito mais do que utensílios de cozinha. De acordo com ele, trata-se de um material de excelente desempenho quando submetido à ação de esforços, como os de tração e compressão, que as pontes devem suportar. Nas últimas semanas, 20 equipes trabalharam para produzir as estruturas de bambu e cola, observando limites e recomendações, como o peso, que não poderia exceder 750g.

As pontes eram presas a um gancho no eixo central,
a partir de onde toda a carga foi testada
(Foto: Bruna Lago)

“Esse tipo de atividade é comum em escolas de engenharia de várias instituições de Ensino Superior”, explicou Uziel. “Decidi, então, trazer a atividade para a rotina do curso de Engenharia Civil há 5 anos, com a proposta de convidar os alunos para que participassem e praticassem os conteúdos abordados em sala de aula.”

Leonardo Silva, estudante do 5° semestre de Engenharia, comentou que um dos fatores que devem ser levados em conta é a disposição da ponte. “Em arco, aguenta mais peso em um único ponto, como é o caso dessa competição. Já uma ponte que precisa se preocupar com veículos pesados transitando todo os dias, é diferente”, explica o aluno. A equipe de Leonardo competiu pela primeira vez no evento. Além dele, participaram Lucas Guarnieri e José Augusto Malvessi, do 5° semestre, e Gabriel Chiminazzo, do 4°. A ponte “Cisne Branco”, construída por eles, conseguiu suportar 265,5 kg antes de se romper, o que os alunos consideraram como um recorde pessoal. “Tínhamos nossa desconfiança de onde iria romper. E acertamos”, comentou Lucas ao fim da competição. “No próximo ano, já sabemos as melhorias que precisam ser feitas.”

A força, medida em newtons (N), podia ser acompanhada em tempo real
(Foto: Bruna Lago)

A maioria das estruturas mostrou uma boa resistência, em torno dos 100 kg, mas, neste ano, a competição ultrapassou o recorde anterior, que era de 518 kg. A ponte “Skylab”, da equipe formada por Arthur Schultz, Brenda Soares e Jader dos Santos, do 9° semestre, e Alessandra Alvarez, do 8º, suportou 601,14 kg antes de se romper. Em termos de proporção, para uma ponte de 750g aguentar mais de meia tonelada, é um marco importante, e a equipe acabou em primeiro lugar, levando para casa os prêmios e o reconhecimento dos colegas. 

“Na primeira vez que participamos, que foi na segunda edição da competição, nossa ponte resistiu a apenas 63,70 kg. Já na segunda participação, resistiu a 476,04 kg, e conquistamos o segundo lugar”, contou Jader. “A cada edição, o nosso grupo pode melhorar as técnicas e adquirir experiência para as edições seguintes.”

Para o grupo, a estrutura da universidade, como Instituto Tecnológico em Desempenho e Construção Civil (Itt Performance) e o espaço da maquetaria foram muito importantes para essa conquista. “Ficamos muito felizes com a vitória. Era algo que estávamos buscando há três edições”, conta Jader. “A competição é uma ótima experiência, pois permite imergir em uma situação prática com os conhecimentos adquiridos ao longo do curso. Tanto que a visibilidade do evento vem crescendo a cada edição”. 

A equipe vencedora ostenta os prêmios e a ponte
de bambu personalizada, que bateu recordes
(Foto: Divulgação/Facebook)

Para Leonardo, apesar da ponte “Cisne Branco” ter ficado sem troféu esse ano, valeu pela participação. “É muito gratificante”, disse. “Uma das melhores partes é usar na prática o que aprendemos na teoria”. 

Além da estreia de muitos competidores, também houve novidade no evento. “Inicialmente, a competição foi direcionada aos alunos da Engenharia Civil, mas decidimos fomentar a participação de alunos de outros cursos da Escola Politécnica”, disse o professor Uziel, um dos responsáveis pela coordenação do evento, juntamente com os alunos. A competição, que já recebeu alunos de outras universidades, agora abre as portas também para cursos como Arquitetura e as demais engenharias.  

Além do professor Uziel Quinino, a organização ficou a cargo dos estudantes Gian de Fraga Moreira, do 7° semestre, Nataly Toma, do 8º semestre de Engenharia Civil, e Bianca Gass Walter, do 4° semestre em Arquitetura e Urbanismo. Para quem não conseguiu acompanhar ao vivo, estão disponíveis as lives que ocorreram pela manhã e à tarde

Os alimentos não perecíveis e agasalhos arrecadados na inscrição serão doados para famílias da região em situação de vulnerabilidade social.

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Alunos fazem exercício de projeto arquitetônico para nova sede do MACRS https://mescla.cc/2019/08/29/alunos-fazem-exercicio-de-projeto-arquitetonico-para-nova-sede-do-macrs/ https://mescla.cc/2019/08/29/alunos-fazem-exercicio-de-projeto-arquitetonico-para-nova-sede-do-macrs/#respond Thu, 29 Aug 2019 21:54:54 +0000 http://mescla.cc/?p=11172 Dois tipos diferentes de expressão artística se encontram no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Porto Alegre. Um deles trata das obras expostas nos ambientes da instituição. A outra, do projeto arquitetônico das futuras novas instalações do museu. Atualmente sediado na Casa de Cultura Mário Quintana, no Centro Histórico, o MAC assiste a uma grande […]

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Dois tipos diferentes de expressão artística se encontram no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Porto Alegre. Um deles trata das obras expostas nos ambientes da instituição. A outra, do projeto arquitetônico das futuras novas instalações do museu. Atualmente sediado na Casa de Cultura Mário Quintana, no Centro Histórico, o MAC assiste a uma grande mobilização da sociedade em prol do seu futuro, que inclui também alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unisinos.

À frente das discussões está a Associação Amigos do Museu de Arte Contemporânea (AAMAC), que conseguiu, com a Secretaria Estadual de Cultura, um novo local para abrigar o futuro museu. Agora, planeja os detalhes artísticos para o prédio a ser construído em um terreno localizado no 4° Distrito de Porto Alegre, uma região bastante simbólica tanto cultural como socialmente.

O distrito, que ainda apresenta traços muito industriais, também é um expoente criativo

O novo MAC quer revitalizar o cenário das artes da Capital. A futura sede estará próxima de outras associações, como a Vila Flores – comunidade de práticas colaborativas. Com apoio do comércio local, existe a expectativa de que a instituição possibilite a expansão de vias culturais da região. O engajamento dos alunos da Unisinos é o primeiro passo para o planejamento dessa capilarização de relações, que visa renovar a maneira como a cidade se apropria dos movimentos artísticos.

Na Unisinos, os professores tinham o desafio de repensar os projetos do semestre da disciplina de Atelier IV, do Curso de Arquitetura, no qual os estudantes são mobilizados a criar meios de resolver as necessidades de Museus de Arte Contemporânea. “A gente escolhe um terreno real, de preferência vazio, e os alunos trabalham em propostas para um museu de arte contemporânea. Eles recebem um programa genérico de necessidades e discutimos em sala de aula”, explica a professora Luciane Kinsel, mestre em Habitabilidade da Edificação e da Urbanização. Luciane percebeu a movimentação em torno do MAC e entrou em contato com o presidente da AAMAC, o arquiteto Márcio Carvalho. Desse contato, nasceu a ideia de proporcionar aos alunos a oportunidade de trabalhar com um projeto real, com necessidades reais, que também beneficia o futuro do museu.

“Hoje, existem quatro universidades trabalhando em estudos de ocupação para o novo terreno. Isso vai nos servir de base para montar o edital de um futuro concurso público de arquitetura”, revela Márcio. “Nosso desejo sempre foi envolver a sociedade nesse projeto. Quando tivermos condições de desenvolver um concurso público de arquitetura, o faremos. Mas antes disso, vamos usar essa super resposta que recebemos do meio acadêmico”, afirma o arquiteto.

Localizado próximo ao bairro Moinhos de Ventos, um dos mais caros da cidade, o espaço fica ao lado de um albergue municipal, na rua Comendador Azevedo. Com uma fachada estreita, o terreno é diferente dos trabalhados até então em sala de aula, como comenta Luciane: “Além de ter essa frente estreita, tem um miolo. Um recorte não tão comum, mas é a realidade. No 4º Distrito, é difícil conseguir um terreno quadrado. É preciso aproveitar esses miolos do quarteirão. Será um desafio para nossos estudantes trabalhar com configurações lote e, ao mesmo tempo, atender aspectos como iluminação, ventilação e logística de funcionamento do museu.”

Além do tamanho do terreno, proximidade com o espaço aéreo do aeroporto influenciam nas características que os alunos precisam observar

Nesta semana, turmas de Arquitetura e Urbanismo da Unisinos, do campus São Leopoldo, foram conhecer o terreno, a partir do qual farão maquetes e projetos que atendam às necessidades específicas do museu. Hoje, o MAC conta com um acervo de mais de 1.300 obras, algumas das quais com alturas que exigem espaços apropriados para grandes exposições. Além do terreno, visitaram a Casa de Cultura Mário Quintana, onde parte do acervo fica exposto e, em seguida, o Instituto Ling, um dos exemplos de arquitetura que comporta diferentes exposições contemporâneas.

Ao todo, a Unisinos tem seis turmas envolvidas, três de São Leopoldo e três de Porto Alegre, orientadas pelos professores Luciane Kinsel, Karen Hass, Vera Marcarello, Martin Gonzalez Luz, Hilton Fagundes e Tiago Melchiades da Silva. Para essa equipe, a maior importância do projeto é proporcionar aos estudantes essa experiência. “Quando um aluno teria a oportunidade de trabalhar com um museu real? Museu é uma coisa raríssima de sair em uma cidade. É diferente de uma escola, uma habitação de interesse social”, comenta Luciane.

A união das universidades e da AAMAC reúne, hoje, mais de 200 pessoas, e esse é um dos fatores que o presidente da associação ressalta em relação ao projeto. “Isso aqui é um pólo criativo e industrial muito importante. Tem muita coisa acontecendo no 4º Distrito e é legal pensar que o MAC possa ajudar a orquestrar essas questões. É muito simbólico”, explica Márcio. “E esse é o papel do museu. No fundo, é encontrar o seu lugar para também direcionar essa questão das causas sociais emergentes e buscar ser um articulador da cultura contemporânea.”

Arquitetura para o social

A Unisinos já conta com trabalhos voltados para habitações sociais que são planejadas pelas turmas de Atelier VI e beneficiam regiões de São Leopoldo. O objetivo é levar os alunos para fora da sala de aula e basear seus projetos em necessidades reais. “Com o projeto do MAC, os estudantes podem iniciar, ainda mais cedo, esse contato criativo com demandas que exigem repensar a realidade”, diz Luciane.

Com o reconhecimento do terreno, os alunos agora vão montar maquetes e pesquisar como atender ao programa de necessidades e aos regimes urbanísticos do local. Aproximar todos os elementos da região para que se apropriem do espaço do museu é um dos desafios dos estudantes. Conforme explica a professora, assim como o museu ocupa espaços da cidade, a proposta é que a cidade ocupe o museu e ressignifique a arte como parte da rotina do 4° Distrito. “Para isso, os alunos precisam entender como a vida flui na região e como podem transformar a teoria em prática e a prática em envolvimento social”, comenta Luciane.

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