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]]>A parceria surgiu a partir da disciplina de Produção Musical 4, uma atividade prática em que os estudantes desenvolvem projetos musicais em estúdio, sob a orientação do professor Charles di Pinto. “Gravamos vocais Acapella (sem instrumental, apenas voz) da Jaque cantando, e em cima da letra cada aluno produziu um instrumental diferente para propor à artista”, conta o estudante.
O instrumental de Luan foi o preferido de Negra Jaque, juntos os dois deram continuidade ao projeto no intuito de lançar um single. Luan explica que buscou uma síntese do sentido da música e do sentimento mais abstrato que captou ao ouvi-la, tudo isso traduzido no instrumental.
“A música me soa como uma marcha em meio ao caos, um cenário de turbulento e conturbado, que dialoga exatamente com o que vivemos na situação atual do país. Ela me remete a algo quase como um cenário urbano de guerra, busquei elementos de forte impacto, guitarras distorcidas e texturas ruidosas para transmitir essa sensação de caos, em que as rimas da Negra Jaque soam como um brado clamando por revolução em meio ao turbilhão em sua volta”. – Luan Bittencourt
Luan começou a investir mais em produção musical com a criação da gravadora Noturno Records, fundada há menos de uma ano com os amigos Eduardo Boaventura, responsável pela parte de fotografia e vídeo e Rafael Gonçalves que faz a produção de beats e o registro das músicas. Juntos eles trabalham com produção musical, audiovisual, além do registro e distribuição digital de músicas para os artistas, em seu canal oficial no Youtube e nas plataformas digitais de streaming.

O ponto forte do seu trabalho é o rap, o que talvez tenha dialogado com o trabalho da Negra Jaque. Confira um pouco da entrevista com o Luan:
O que o rap representa para você?
O Rap significa muito para mim, representa liberdade de sentir e expressar-se verdadeiramente, livre de amarras. Carrega uma importância enorme, sendo responsável por causar transformações significativas nas vidas de quem o vivencia, e através do Rap criei muitos laços e somei positivamente na trajetória de muitas pessoas, o que me traz uma enorme gratidão.
Qual a influência do rap no seu trabalho?
O Rap influencia no meu trabalho como conceito de inovação, sendo um gênero que desde seus primórdios está relacionado com re-invenções e manipulações criativas em busca de criar novas estéticas. Me permite experimentar e buscar novas formas de produzir, sendo veículo para meu aprendizado e minha plataforma para causar mudanças ao meu redor e deixar minha marca no mundo.
O ritmo do trabalho é incessante para Luan: “Através da Noturno Records muitos projetos estão sempre em andamento, e nossos planos são cada vez maiores” conta. O próximo lançamento será uma Cypher (faixa contendo diversos rappers) chamada DISSolução trazendo uma mensagem forte sobre o estado do Rio Grande do Sul que será lançada no dia 20 de setembro. Até o fim do anos também serão lançados trabalhos com os artistas Yang Lu, JXHN93, Alcateia Mob Gang (coletivo de rap do qual Luan faz parte), Xogum, Antoni Lorenna, E.X.E e diversos outros.
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]]>O curso busca refletir questões ligadas ao jornalismo cultural e discutir temas como representatividade, arte e política, debate ético e sustentabilidade. Além disso, a proposta é desmistificar conceitos ainda mais vigentes e trazer para debate a questão do gosto pessoal. Os alunos terão a oportunidade de produzir resenhas, entrevistas, perfis, reportagens e matérias.
Curador do curso, Rafael Gloria é jornalista graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista em Jornalismo Digital pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Segundo ele, as aulas do curso serão expositivas, mas também com foco em discussões sobre o conteúdo que vai ser apresentado aos alunos. “Muitas pessoas acham que deve ser apenas uma área leve ou apenas entretenimento. Há muitas questões que devem ser esclarecidas e apuradas também na área cultural”, comenta Rafael sobre a imagem que as pessoas têm do jornalismo cultural.
O curso vai ocorrer aos sábados, no campus Unisinos Porto Alegre, a partir do dia 7 de abril. Os alunos podem se inscrever aqui. Os participantes receberão um certificado no último dia do evento.
Cronograma:
7/4 – 14h às 17h30min – Palestra: “O que é cultura? Explorando a diversidade do conceito e a intersecção com a política”. Reflexão sobre a diversidade da ideia de Cultura e sua intersecção com o campo jornalístico. Problematização do entretenimento e da questão de gosto pessoal e a importância do espaço destinado à cultura pelo jornalismo.
14/4 – 9h às 12h30min – Palestra: “Resenha x Crítica: criando a partir do debate de ideias”. Exemplos de resenhas e críticas em diversas áreas, como música, cinema, literatura, jogos digitais, seriados, etc. Diferenças e paralelos entre os discursos. Pequeno histórico e importância da crítica para o jornalismo cultural. Exercício: proposta de resenha crítica;
28/04 – 9h às 12h30min – Palestra: “A importância do perfil jornalístico e da crônica”. A pesquisa para as perguntas a serem realizadas. Quais pontos explorar em uma entrevista com um agente do campo cultural. O valor do perfil, a questão de que “lado” focar. Principais pontos de condução de uma entrevista. Exercício de entrevista;
05/05 – 9h às 12h30min – Palestra: “Reportagem: a esquecida arte da apuração e a utilização de dados”. Discussão sobre a escolha da pauta e sobre aprofundar-se não apenas na questão do produto cultural, mas no contexto em que está inserido. O problema a ser explorado deve ter relevância para a sociedade. Breve explicação sobre onde localizar informações sobre direitos humanos e políticas públicas na área cultural. Exercício: elaboração de pauta para futura reportagem;
12/05 – 9h às 12h30min – Palestra: “Fontes no jornalismo cultural e a ética entre os diferentes agentes do campo”. A notícia não é necessariamente divulgação. Buscar orientar sobre as relações éticas entre o jornalista e o assessor de imprensa. Procurar fugir da padronização das matérias com focos iguais;
19/05 – 9h às 12h30min – Palestra: “Produção de um podcast”. Produção de um Podcast, que será planejado ao longo do andamento das aulas.
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O projeto foi realizado em 2016, sob a supervisão da professora Anaís Bertoni e em parceria com o Projeto Adote um Vira-Lata RS, fundado pela auxiliar de Departamento Pessoal, Bruna Freitas. O objetivo principal era conscientizar a população sobre o abandono e maus-tratos de animais e incentivar a adoção, por meio da criação de uma nova identidade visual e peças gráficas. A campanha propôs também uma ação de arrecadação de alimentos e contribuições financeiras.
Com o slogan “Não seja um vilão pra quem te vê como um herói”, a campanha representava a visão que os bichinhos tem sobre seus donos, ou seja, um amor incondicional e puro. O projeto já ganhou dois prêmios acadêmicos: o Prêmio Unicos, da Unisinos, e o 29º SET Universitário, da PUCRS, que tem abrangência nacional e recebe mais de mil trabalhos de 40 universidades.
Confira abaixo o vídeo produzidos pelos estudantes:
“Foi maravilhoso. É uma coisa que mexe muito com todos nós poder ajudar os animais e ainda ver teu trabalho de faculdade ganhando toda essa visibilidade. Não tem preço saber que ele ficou bom mesmo e que nosso esforço foi recompensado. Isso só nos incentivou para sermos cada vez mais aplicados e melhorar nosso trabalho”, comentou o aluno Alison Cardoso.
Quando a visibilidade da campanha começou a ganhar força, a vontade de colocar em prática aumentou também. Em dezembro do ano passado o grupo realizou o evento “Em Busca do Meu Humano Favorito”, no qual disponibilizaram filhotes e cães adultos para adoção, além da arrecadação de suprimentos e venda de artigos personalizados. Todo o valor arrecadado foi destinado a instituições de proteção animal.

Este mês a campanha começou a ser veiculada nas estações do Trensurb, desde a Mercado até a Unisinos com cartazes e futuramente com a distribuição de panfletos. “O projeto não tem fins lucrativos e o objetivo dele é conscientizar a população sobre maus-tratos e abandono de animais. A Trensurb enxergou o lado socioambiental da campanha e todo potencial que ela tinha tinha de impactar as milhares de pessoas que usam seus serviços todos os dias”, diz Paloma Peixoto, uma das participantes do trabalho.

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