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Arquivos 64ª Feira do Livro - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/64a-feira-do-livro/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Thu, 25 Apr 2019 21:13:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Autoconhecimento e libertação: as lições de Monja Coen https://mescla.cc/2018/11/23/autoconhecimento-e-libertacao-as-licoes-de-monja-coen/ https://mescla.cc/2018/11/23/autoconhecimento-e-libertacao-as-licoes-de-monja-coen/#respond Fri, 23 Nov 2018 18:02:59 +0000 http://mescla.cc/?p=8874 Por meio de práticas do budismo, de meditação e de técnicas zen, Cláudia Dias Baptista de Sousa, conhecida como monja Coen Rōshi, ensina a manter o foco, desenvolver tarefas com concentração, ser mais assertivo e atingir objetivos, tudo em seu novo livro: “Zen para Distraídos: Princípios para viver melhor no mundo moderno”.   Com oito obras já lançados, Coen é uma monja zen budista e […]

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Por meio de práticas do budismo, de meditação e de técnicas zen, Cláudia Dias Baptista de Sousa, conhecida como monja Coen Rōshi, ensina a manter o foco, desenvolver tarefas com concentração, ser mais assertivo e atingir objetivos, tudo em seu novo livro: “Zen para Distraídos: Princípios para viver melhor no mundo moderno”.  

Com oito obras já lançados, Coen é uma monja zen budista e missionária oficial da tradição Soto Shu. Também é fundadora da Comunidade Zen Budista, criada em 2001, em Pacaembu, São Paulo. Estudou sobre religião nos Estados Unidos em 1983, e logo depois viajou ao Japão e converteu-se ao budismo no Convento Zen Budista de Nagoia – Aichi Senmon Nisodo e Tokubetsu Nisodo 

De volta à São Paulo, em 1995, liderou atividades no Templo Busshinji, tornando-se a primeira mulher e a primeira monja de ascendência não-japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil por um ano.

Este ano, a autora marcou presença na Feira do Livro para lançar seu trabalho. Coen explicou que a ideia do título veio de situações corriqueiras, da rotina. “Nós nos distraímos bastante, por isso tem a obra. É um zen para nós que nos distraímos com essas provocações do mundo, faz com que nos tire um pouco do foco. Como que a gente pode voltar pro foco?”, questiona. 

“Como que a gente, através de respiração consciente, de postura, livros que a gente lê, programas que a gente escolhe assistir, faz com que estimule suas sinapses neurais para que você encontre o estado de equilíbrio? Um estado de presença absoluta, pra você tomar decisões acertadas na sua vida, no que você fala, no que você pensa e como você age no mundo”. 

Sobre a busca de qualidade vida zen fora dos centros urbanos, Coen revelou a realidade de quem mora no campo: “Fizeram uma pesquisa recentemente e o resultado é que muitos estão tomando remédios nas áreas campestres. Então não é uma coisa dos centros urbanos em si, e sim uma coisa do ser humano”, explica a monja. Para ela, a procura do autoconhecimento é “uma libertação, tanto pessoal e individual, como social”, o qual resulta em uma melhor perspectiva de vida. 

 “Por isso eu recomendo muito, porque conhecer a si mesmo, é conhecer a vida da terra. Porque você é a vida da terra, e o seu cuidado que passa a ser com a diversidade da população da terra, não só humana, mas de todas as formas de vida que permitem você viver. Então essa mudança de olhar é muito importante, sair do meu “euzinho” pequeno, eu, meu grupo e meus amiguinhos, pra uma coisa muito maior, que somos essa vida de todo esse universo pulsando”. 

 

(Foto: Tomas Arthuzzi / Reprodução)

Em sua visita à Capital gaúcha, monja Coen salientou que Porto Alegre, e outras cidades do Estado, trabalham com centros budistas, como o “Via Zen” no bairro Petrópolis da Capital, e um na área rural de Viamão, o “Vila Zen”. Em São Leopoldo, a autora cita o “Zen Vale dos Sinos”. 

Para ela, as religiões que têm princípios e valores semelhantes e éticos podem se unir num projeto para criar uma sociedade mais justa e mais respeitosa. “O encontro inter-religioso que não é para convencer o outro da sua religião, é para apenas dizer ‘pertenço a essa ordem e estou aqui para fazermos juntos um mundo melhor’”, explica Coen. 

Sobre as expectativas para o futuro, monja relatou que o respeito e o amor são as respostas para as provocações do mundo. “O que virão, nós não podemos saber. O que está por vir, eu não sei, mas eu sei que cada um de nós pode preparar-se para ser um ser mais ético, mais bondoso, mais carinhoso e mais capaz de, não de reagir, mas de responder as provocações do mundo”. 

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Exclusão da arte em debate https://mescla.cc/2018/11/14/exclusao-da-arte-em-debate/ https://mescla.cc/2018/11/14/exclusao-da-arte-em-debate/#respond Wed, 14 Nov 2018 18:12:53 +0000 http://mescla.cc/?p=8780 Uma carreira iniciada por inquietações e silenciamento. Assim Rosana Paulino define o começo de sua trajetória na área das artes, pesquisa e educação. Participante da mesa sobre “Arte, Feminismos e Emancipação – Exclusão e Inclusão no âmbito da arte brasileira”, na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre, a pesquisadora ressaltou os critérios excludentes da produção brasileira […]

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Uma carreira iniciada por inquietações e silenciamento. Assim Rosana Paulino define o começo de sua trajetória na área das artes, pesquisa e educação. Participante da mesa sobre “Arte, Feminismos e Emancipação – Exclusão e Inclusão no âmbito da arte brasileira”, na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre, a pesquisadora ressaltou os critérios excludentes da produção brasileira contemporânea. 

Rosana Paulino é bacharel em gravura e doutora em Artes Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), e tem especialização em Gravura pelo London Print Studio, de Londres. Ela conta que, na época em que iniciou a graduação, havia um “achatamento da formação” em que não se questionava o papel da arte na sociedade brasileira.  

“Quando eu entro na USP, eu percebo que não há essa presença do simbólico na formação do artista, ou não era aceitado que o artista trouxesse outras camadas dentro da sua obra”, conta. Para ela, esse achatamento de origens artísticas era inconcebível. As raízes católicas e africanas e suas respectivas materialidades faziam parte de quem Rosana era e, assim, também de sua produção. Ao tentar trabalhar com obras manuais, ela ouvia que a questão da manualidade na arte contemporânea “já estava superada”. Então, questionava: “superada por quem?” 

Obra de Rosana Paulino Foto: Reprodução/Site Rosana Paulino

O simbolismo virou marca da arte de Rosana. Usando tintas, linhas, costura, esculturas e fotografia, ela abraça questões sociais, étnicas e de gênero. Nesse contexto de tensionamento das obras da artista, surgem trabalhos que colocam o papel da mulher negra no centro da discussão. Um dos exemplos é a série “Bastidores”, em que Rosana utiliza de forma irônica o bordado.  

Livro ¿História Natural? Foto: Reprodução/Site Rosana Paulino

“Quando a gente pensa em uma mulher bordando, surge uma imagem idílica de um ambiente protegido.  Mas o que acontece dentro dessas quatro paredes? Qual a violência vivida que não se vê?”, questiona. Rosana transformou essa dúvida em arte ao utilizar fotografias de mulheres de sua família e bordar por cima de bocas e olhos para representar o silenciamento da violência doméstica. “Como são imagens da minha família, são mulheres negras e a gente vai tomar outra faixa de leitura para eles, que é a questão do racismo institucional”, complementa.  

Foto: Reprodução/Site Rosana Paulino

O racismo também é foco da obra de Rosana no livro ¿História Natural?, lançado em 2016. Segundo ela, o livro representa uma confluência de seus 23 anos de trabalho. Ao analisar as imagens que representavam o Brasil no período da colonização, ela percebeu que ciência e arte ajudaram a construir o racismo que perdura até hoje.  

“Nós somos um país que se formou a partir dos olhos dos outros. Essas imagens eram feitas para ser enviadas, muitas vezes, para fora do país”, explica a artista. Dividido em três capítulos, nomeados “O Progresso das Nações”, “A Salvação das Almas” e “O Amor pela Ciência”, o livro mistura fotografias com costuras, tecidos e linoleogravura.

Livro ¿História Natural? Capítulo sobre O Amor pela Ciência. Foto: Reprodução/Site Rosana Paulino

Ela explica que as abas costuradas por cima das imagens representam as questões do racismo vedado no país, mas também sobre realidades díspares “suturadas” a força nas mesmas páginas da história. As gravuras também são uma forma de trabalhar a imagem do país, quesito que a artista considera não estruturado. “No Brasil, a gente desconhece um pouco o contexto que a imagem tem sobre a formação de identidades”, comenta.   

 

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Feira do Livro de 2018 conta histórias de 2013 https://mescla.cc/2018/11/13/feira-do-livro-de-2018-conta-historias-de-2013/ https://mescla.cc/2018/11/13/feira-do-livro-de-2018-conta-historias-de-2013/#respond Tue, 13 Nov 2018 18:58:17 +0000 http://mescla.cc/?p=8752 O ano de 2013 foi marcado por grandes e fortes manifestações sociais e políticas no Brasil. Precursoras do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o principal motivo para protestar, à época, consistia no aumento das passagens de ônibus. As grandes passeatas tiveram origem em São Paulo, mas rapidamente espalharam-se pelo país, alcançando a capital do Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, […]

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Alexandre Haubrich autografando o livro  “Nada será como antes” / Foto: Libretos

O ano de 2013 foi marcado por grandes e fortes manifestações sociais e políticas no Brasil. Precursoras do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o principal motivo para protestar, à época, consistia no aumento das passagens de ônibus. As grandes passeatas tiveram origem em São Paulo, mas rapidamente espalharam-se pelo país, alcançando a capital do Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, as movimentações foram objeto de análise do jornalista Alexandre Haubrich, culminando no livro “Nada será como antes”

O evento Precisamos falar sobre 2013 ocorreu na biblioteca do Clube do Comércio durante a 64ª Feira do Livro de Porto Alegre. Foi apresentado por Haubrich, pelo historiador Matheus Gomes e pelo editor da Editora Libretos, Rafael Guimaraens. O painel abordou aspectos políticos e históricos dos fenômenos ocorridos em 2013. Gratuito, era permitido ao público fazer perguntas.

Descrito pelo próprio autor como sendo uma reportagem minuciosa, “o livro é uma composição de olhares”. Segundo Alexandre, existia, e ainda existe, uma tentativa de barrar a reflexão e o pensamento crítico, por isso a obra “nasce com a ideia de ser uma pedra a mais nessa vidraça”, comentou.

 

Manifestação de junho de 2013, em Porto Alegre / Foto: Jornal do Comércio

O livro é um convite à reflexão, segundo o historiador Matheus Gomes, responsável pela escrita do prefácio da obra. Para ele, o ano de 2013 é um marco da política brasileira, e o trabalho de Alexandre traz uma nova perspectiva para a compreensão geral dos protestos, com foco nos acontecimentos em Porto Alegre.

Historiador Matheus Gomes / Foto: Libretos

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