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Pesquisadores da Indústria Criativa estão entre os 10 mil mais influentes da América Latina
"José Luiz Braga e Antônio Fausto Neto fazem parte dos 28 docentes da Unisinos que foram indicados no ranking"
Vitória Pimentel


Por Tynan Barcelos e Vitória Pimentel



A história do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCom) da Unisinos se funde com a dos pesquisadores Antônio Fausto Neto e José Luiz Braga. Há 23 anos, os doutores em comunicação fizeram parte da dinâmica que ampliou o estudo em comunicação na universidade, que até então só tinha cursos de mestrado. Indicados como dois dos 10 mil pesquisadores mais influentes da América Latina, os professores fazem parte da lista de 28 docentes da Unisinos indicados no ranking. Mais do que uma vitória pessoal, o trabalho desenvolvido por mais de duas décadas indica bons frutos, pois o PPGCom é um dos três programas no país com nota 6 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).


Primeiro a receber o título de professor emérito na área de Comunicação da Universidade, o professor José Luiz Braga começou a atuar como docente em 1970. Redigiu as obras Comunicação e Educação: questões delicadas na interface e A sociedade enfrenta sua mídia, entre outros livros de destaque. É doutor em Comunicação pela Université Paris II e Mestre em Educação pela Florida State University. 

Autor do livro O impeachment da televisão – como se cassa um presidente, entre outras obras de referência na área da comunicação, Antônio Fausto Neto atua no PPGCom desde 1998. Doutor em Ciências da Comunicação e da Informação pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS- França), possui Mestrado em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB) e Pós-Doutorado em Comunidade pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Apesar da qualidade dos estudos realizados nas instituições, o cenário atual da pesquisa no Brasil é dramático. Desde o início da pandemia da Covid-19, em março de 2020, as bolsas de pesquisa vêm sofrendo cortes financeiros. O orçamento é o menor do século XXI. Ao mesmo tempo, mais de 100 pesquisadores da Capes já deixaram suas funções na instituição por não terem condições de produzir avaliações de qualidade. “Toda a produção científica, o sistema universitário público e o sistema público de educação estão em uma situação de beira de abismo. É problemático”, denuncia o professor José Luiz Braga. 

Entretanto, a indicação na lista de pesquisadores mais influentes pode ser um estímulo para o desenvolvimento da pesquisa no país. Para prestigiar a indicação de Antônio Fausto Neto e José Luiz Braga, nomes renomados na Escola da Indústria Criativa da Unisinos, o Mescla conversou com ambos sobre os anos dedicados ao estudo do campo da Comunicação, a importância e o contexto da pesquisa no Brasil. As entrevistas foram realizadas pelo Teams entre os meses de outubro e novembro.

À esquerda, Antônio Fausto Neto e, à direita José Luiz Braga.


Atualmente professores, onde vocês estão vivendo e o que os senhores vêm pesquisando na área da Comunicação?

Antônio Fausto Neto: Há um ano e meio eu vim visitar a minha companheira que mora em Santa Maria e, logo depois de um fim de semana em que tive uma crise de apendicite e fiz uma cirurgia de emergência, veio a pandemia. Em função das orientações que recebemos da Universidade em consonância com as autoridades sanitárias, aqui estou trabalhando de forma remota, dando aulas, orientando alunos, participando de bancas e desenvolvendo a pesquisa que tenho sob financiamento do CNPq. 

No ano passado eu apresentei um projeto em cima da eclosão da pandemia, que tem como tema o coronavírus e a circulação de sentidos. As condições através das quais o vírus se instala na organização sócio-biológica vão sendo disseminadas segundo processos comunicacionais, gerando uma circulação de sentidos que emerge justamente dessa tensão e interação de discursos de diferentes instituições, que se defrontam com a questão do vírus e sua propagação. Como este trabalho contempla 5 anos, eu vou estudar várias fases deste fenômeno. A fase atual é a do desencadeamento do vírus, os modos como ele se instala na organização social.



José Luiz Braga: Circunstancialmente eu estou em Brasília em consequência da Covid-19. Aqui era o lugar que estava mais tranquilo, porque tenho um duplo endereço, aí no sul e aqui em Brasília. Como a Unisinos estava funcionando em processo remoto, concluí que seria mais fácil o recolhimento aqui. Mantive-me trabalhando durante todo o ano passado, e em janeiro me aposentei. Continuei com algumas atividades no primeiro semestre porque tinha duas orientações, mas com aulas e reuniões à distância.

No PPG eu atuava especificamente na linha de Midiatização e Processos Sociais, o que significa que a gente pesquisa questões de midiatização que estão sendo atravessadas por processos sociais. Não se trata exclusivamente de discutir processos da mídia, mas como a sociedade em geral aciona a mídia – seja como usuária ou como produtora. Mesmo na época em que tínhamos apenas o rádio e a televisão, a sociedade agia sobre a mídia. Claro que, com as redes sociais, ela passa a atuar diretamente como produtora. Então, a nossa observação é sobre o que a sociedade está fazendo diretamente com as mídias.


Como é para os senhores estarem na lista dos 10 mil pesquisadores mais influentes da América Latina?

Antônio Fausto Neto: Essa lista resulta de processos de mapeamento a que estão subordinadas várias áreas do conhecimento. Eu chamo isso de “a sociedade da classificação”. Existe um conjunto de instituições nacionais e internacionais que tratam de classificar, de mapear dados das diferentes entidades visando gerar arquivos que possam ser vendidos, que podem ter forte circulação para, de alguma forma, produzir diferentes efeitos. Dentre os efeitos, influenciar nas políticas educacionais, nas políticas públicas, na orientação das agências quando financiam pesquisas e, também, influenciar em algo que passa inevitavelmente na nossa categoria de humanos com emoções, que é a questão das vaidades. Ser classificado e reconhecido toca a vaidade de qualquer um de nós. 

Agora, particularmente, eu quero lhe dizer que eu tenho duas posições sobre essa questão que você me faz. De um lado, é uma situação de fato em que, sem conhecer quais são as metodologias que essas instituições utilizam, colocam-nos em uma posição dos 10 mil mais influentes entre as “N” pessoas mais influentes da pesquisa no continente. Bom, chegou-se a esse resultado. À margem disso, é uma questão que pertence à minha rotina de trabalho, de não trabalhar para disputar dados, mas para estar em circuitos que possam influenciar políticas de comunicação. Então, eu vejo isso como um estímulo à orientar o meu ofício para repercutir sobre as minhas crenças éticas, os meus fundamentos pedagógicos, a minha condição de professor e pesquisador, para que isso possa ser útil a um processo de compartilhamento. Então, eu coloco como uma questão de rotina. Não faço disso nenhum trunfo extra.

“Agora, por outro lado – é a segunda observação – acho que esses índices, dados e classificações deveriam não ser fins em si mesmos, mas meios para nos orientar, ajudar e estimular a levá-los adiante e colocar o que eles constroem – sobretudo o insumo sob o qual eles se apoiam – à disposição dos circuitos sociais em processo de formação, de pesquisa, de estudo. Esses prêmios deveriam ser apenas meios para que pudéssemos usufruir de possibilidades compartilhadas com a sociedade.”

José Luiz Braga: É claro que é interessante e lisonjeiro para o nosso trabalho, mas se a gente olha do ponto de vista de uma certa sensatez comunicacional, é evidente que isso depende muito do ambiente em que a gente trabalha. Tenho conversado a respeito disso, inclusive com o Fausto. Um ambiente estimulante estimula a nossa produção. E ele não estimula simplesmente porque a gente tem que produzir, mas estimula a qualidade da produção. 

Se você está produzindo sozinho, sem interlocução com colegas, simplesmente em função do que você estuda, dos seus problemas e publicações, a potencialidade do que você faz é muito menor do que se você estiver discutindo com colegas que, antes mesmo de você publicar, já estão colocando: “mas isso não tem um outro ângulo aí que você não colocou?”. E aí o pesquisador pode pensar por outros ângulos. 

O fato de que a Universidade tenha nessa listagem 28 ou 29 professores entre 10 mil nomes, indica que este é um ambiente muito produtivo e forte. O PPG responde por grande parcela da dinâmica. Claro, Fausto e eu somos os mais velhos ali, então, tivemos mais tempo para nos organizarmos e aparecermos mais. Mas, creio que essa qualidade produtiva é compartilhada por todos nós, inclusive os mais jovens. Talvez a única diferença é que tenham menos quantidade de produções, por menos tempo de trabalho. Apenas isso. Qualitativamente, eu acho que é o padrão geral do ambiente. 


Quantos anos os senhores têm dedicados à pesquisa e à Ciência da Comunicação? Vocês conseguem mensurar em números? Têm alguma ideia de quantos artigos, teses ou até mesmo orientações já realizaram?

Antônio Fausto Neto: Sinceramente, eu estaria falseando se dissesse dados precisos sobre a minha produção. Mas, evidentemente, é uma produção que contempla livros publicados, artigos, missões científicas nacionais e internacionais e eventos. Essa é uma das vantagens dos bancos de dados, porque nós, os professores universitários, também ingressamos em plataformas de artigos. As universidades têm arquivos de dados sobre os seus professores e sua produção científica. Então, esse acesso é público a quem se interessar na plataforma Carlos Chagas e na plataforma Lattes.

Do ponto de vista da Unisinos, eu estou aí há 23 anos e eu vim para colaborar com a criação do doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação. Viemos eu e mais um colega, o professor José Luiz Braga. Ao lado da professora Ione Bentz e do professor Pedro Gilberto Gomes, fomos o grupo de trabalho que ampliou o estudo e a pós-graduação em comunicação na Universidade, que na época, só tinha o mestrado. 

Então, criamos em 1998 o Doutorado em Ciências da Comunicação da Unisinos, cujo marco, como resultado, é o que nós somos hoje: um programa nota 6. Essa nota resulta da avaliação que é atribuída aos trajetos de cada professor que contribui com a sua pesquisa, o seu ensino, os seus artigos. 


José Luiz Braga: Quantitativamente, tem que olhar o Lattes. A gente vai preenchendo aquilo a cada ano por causa da avaliação da Capes e ficamos muito preocupados com o que fizemos naquele ano, prestamos muita atenção ao quantitativo. Eu estou na estrada há quase 60 anos, mas em termos de trabalho, não na Comunicação. Eu comecei como professor secundário, trabalhei uns 6 ou 7 anos. E aí comecei a trabalhar em um programa de produção de TV educativo. 

Fui trabalhar em PPG de comunicação em 1987, quando fui reintegrado na UnB. Ali eu comecei a ter uma produção mais significativa, porque antes a gente não tinha muita pressão para publicar. 

“O trabalho docente toma um bom espaço e é importante. Para mim, ele continua sendo o núcleo do trabalho de produção. Por quê? Porque a gente tem uma interação com a diversidade de problemas, tanto pedagógicos como de pesquisa, de teoria da comunicação, de metodologia que vem de intensa renovação, o tempo todo, com as questões e os  problemas que os alunos trazem. Ser docente é absolutamente fundamental.”

De 1987 para cá, a minha produção varia bastante e é mais intensa nos anos de Unisinos, nesses 22 anos em que passei na Universidade. Mas, rigorosamente, eu não sei dizer a quantidade para vocês. 



Para os senhores, qual a importância do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos, tanto para a Universidade e o ambiente acadêmico, quanto para a pesquisa nacional e internacional?

Antônio Fausto Neto: A importância de um PPG se destaca por vários aspectos. Quando a universidade se candidata para ouvir um coletivo, significa dizer que ela tem uma maturidade, tanto do ponto de vista de conhecimento acumulado, como de sensibilidade para incorporar pesquisadores que venham se associar a este projeto e dar um salto de qualidade para o seu desenvolvimento. Ou seja, um programa de pós-graduação é uma soma de fatores: capital acumulado na instituição, mais os efeitos daquele capital que são por ela absorvidos – e que viram uma espécie de vitrine, a reputação. Esta faz com que um programa de pós-graduação seja creditado, e faz os estudantes a procurarem – antigamente, com mais ênfase; hoje são os índices. 

Quanto mais um programa é bem estruturado, mais passa a receber notas elevadas. Então, qual é a nota do programa da Unisinos de comunicação? Nota 6. É a nota imediatamente anterior a 7, que é a nota máxima. Essa média é avaliada de 4 em 4 anos. Então, os alunos que procuram o Programa, o fazem em decorrência do capital, da reputação. Isso é muito importante, porque gera na comunidade um efeito de reconhecimento. A comunidade sabe que, mandando seus filhos fazerem estudos, pós-graduação e pesquisa, ali há um potencial imenso para desenvolver a formação.
 

“O fato de ela ser uma Universidade com bons programas, professores competentes, experimentados, com produção científica, com vínculos nacionais e internacionais, ajuda a captar recursos e reconhecimento de agências multilaterais e internacionais.”

Não importa se um programa esteja instalado no interior do Brasil, importa que ele esteja em sintonia com dois aspectos: capacitação interna e de múltipla abrangência e um processo de interação com a sociedade que repercute com bons resultados.


José Luiz Braga: Eu acho que o nosso PPG é importante. Sem querer sobrevalorizar a avaliação da Capes, que às vezes não consegue captar a qualidade de alguns programas, nós já somos um Programa 6 há um bom tempo, e são poucos os programas 6, sendo que apenas um é 7. [As Universidades Federais de Minas Gerais (UFMG) e Fluminense (UFF) são nota 6, e a Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) possui nota 7].

As universidades do sul são muito bem cotadas, elas têm pelo menos nota 5. É claro, se você tem uma boa produtividade, você imagina que estatisticamente acaba tendo seleções de qualidade. Em termos nacionais, nós estamos muito bem colocados. Um aspecto importante, é que desde os anos 90 criamos uma associação dos programas de pesquisa, e eu atribuo isso ao fato de que havia poucos programas na época. Essa entidade tem incluído todos os novos programas que têm se interessado em se associar. A Compós estimulou índices de interação, fora o congresso anual que é muito concorrido. Nesse espaço tem havido muitos convênios interuniversitários, o que é importantíssimo, porque você deixa a sua bolha e interage com o país.

A gente tem tido oportunidade de convênios com outras universidades que têm sido muito estimulantes mutuamente. 


Uma última pergunta, professores: como os senhores enxergam hoje o cenário da pesquisa em comunicação no Brasil, principalmente, com os últimos cortes e também com a falta de investimentos no setor?

Antônio Fausto Neto: A questão do conhecimento está distribuída em várias áreas. Elas são estruturadas nas agências financiadoras da pesquisa. Então, a Capes, o CNPq, a FAPERGS, por exemplo, quando estruturam seu montante de recursos, os aplicam em áreas do conhecimento diferentes. A comunicação é uma área muito jovem do ponto de vista da pós-graduação no Brasil. Ela tem no máximo 40, 50 anos – o que é nada diante da tradição do conhecimento. Muito jovem, mas uma área muito inquieta e que gera muitos impactos, porque é da sua natureza. Comunicação, mídias, publicidade, produção simbólica – essas várias instrumentalizações e o fato de vivermos em uma sociedade em midiatização -, isso faz com que os programas encontrem de fato um eco muito grande em estudantes que estão ingressando.


Eu acho que existem hoje no Brasil em torno de 60 programas de pós-graduação, espalhados na geografia acadêmica das diversas regiões brasileiras. Há uma concentração de recursos e custos no sudeste, depois no sul, nordeste, centro-oeste e norte. Então, essa divisão geográfica brasileira ampara e situa a instalação dos programas, onde há campus, edificações e fluxo. Mas, evidentemente, aí se coloca um problema: o efeito do desenvolvimento dessas regiões nas universidades, e vice-versa. Ainda assim, a pós-graduação em comunicação é muito vital. Ela tem boa energia, uma boa capilarização de processos, elaboração e produção acadêmica. Ela sofre pelo fato das universidades hoje abrigarem excelentes recursos humanos que não são potencializados como deveriam, porque não há recursos suficientes repassados pelas agências de educação pública para financiar pesquisas – inclusive as emergentes.  


José Luiz Braga: Esta é uma problemática geral do conhecimento científico no Brasil. Em todas as áreas. Eventualmente, as ciências humanas podem até sofrer mais. As mais técnicas têm condições de convênios no mercado para conseguirem apoios e recursos. Mas, em geral, toda a produção científica do Brasil, o sistema universitário público e o sistema público de educação, estão em uma situação de beira de abismo. É problemático. Isso pesa sobre todas as universidades públicas e privadas, e aí, claro, a pandemia ajudou a prejudicar a situação.

“Decisões públicas de governo, do Ministério da Educação, do Executivo Federal têm sido consistentemente – e, não tenho dúvida, intencionalmente – de depreciação do sistema educativo nacional. Esse governo não valoriza a educação. Nós não temos, através de toda a história do Brasil, uma grande valoração da educação em geral. Mas esse governo atual não é apenas omissivo, ele é pior. Ele trabalha diretamente contra a ampliação de oportunidades. Isso torna difícil o processo. De um modo geral, todas as universidades públicas e privadas estão sofrendo muito com essa situação. Cria um desapreço pela aprendizagem, um desinteresse por parte da população. É realmente à beira do ultraje.”

Todo mundo está resistindo bravamente. As instituições públicas estão em uma situação… Eu falei da Capes há pouco; ela está numa situação de desmonte por incompetência, por decisões equivocadas. Entre todas [as instituições], eu cito essa porque interessa diretamente aos PPGs, a formação de pós-graduação e pesquisa do país, mas em geral, todo o sistema público está sendo muito mal conduzido.

A expectativa é juntar os pedaços quando isso passar. Eu diria que se a gente tiver que aguentar mais quatro anos disto, a gente não se levantará em menos de meio século. Vai precisar de 50 anos. Na situação atual, eu diria que o sistema educacional vai precisar de 10, 12 anos para se recuperar e chegar ao ponto em que estava em 2018. Isso é lastimável. Há muitíssimo pouco tempo nós estávamos em um ritmo dinâmico de crescimento e de qualidade crescente. E muitas coisas que foram feitas nesse período anterior são o que nos dão restos de dinamismo para continuar.

As universidades, que estavam num ritmo de crescimento, estão usando até o osso esse dinamismo para poder enfrentar as circunstâncias. Mas, por mais que a situação seja desesperadora, eu diria o seguinte: há razões para não se deixar levar pelo pessimismo, porque temos que manter essa dinâmica à tona e, depois, redirecionar para a retomada. E aí esse estímulo vai gerar novos ânimos pra gente recomeçar. Primeiro a gente vai sobreviver, e depois vai reconstruir. Virão novas oportunidades, quem sabe a gente reconstrói melhor ainda? Ah, não é pra recuperar o que a gente tinha há 6 ou 7 anos, é pra fazer melhor. Eu tenho bastante convicção que a energia da retomada vai permitir isso.

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