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Exposição fotográfica ‘Percepções do Tempo’ é aberta ao público
"A mostra ocorre no Campus São Leopoldo e vai até março"
Vitória Pimentel


A mostra Percepções do Tempo marca a retomada das exposições fotográficas tradicionalmente realizadas pelo curso de fotografia da Unisinos. Inaugurada em 10 de dezembro, o trabalho é fruto da disciplina de Projeto Experimental em Fotografia II: Exposição Fotográfica, orientada pela professora Marina Chiapinotto. A visitação está aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 09h às 21h, até 18 de março de 2022 na Galeria Vermelha, que fica no prédio D02 do campus São Leopoldo.

Sem novas exposições desde o fim de 2019 em função da pandemia da Covid-19, a escolha do tema foi feita a partir de seminários acadêmicos. A mostra reúne os trabalhos escolhidos coletivamente pelos sete alunos-artistas. Já na segunda parte do semestre, os discentes assumiram o papel de curadores, onde produziram a exposição física, o catálogo em forma de zine e o material de divulgação. “É a primeira disciplina dentro do curso onde eles levam a público uma exposição fotográfica.Além de eles escolherem um tema e fotografarem para expor as suas obras artísticas, é uma cadeira onde eles estudam toda a parte da curadoria, das exposições, de como fazer um projeto expográfico”, explica Marina. 

 A disciplina mudou a forma como o estudante Felipe Miller, de 26 anos, enxerga a profissão. “A gente trata a fotografia como um business depois de um certo tempo, quando começa a viver dela, e esquece um pouco esse lado artístico. A minha foto trouxe de novo o artístico para dentro do meu trabalho”, destaca o estudante do quinto semestre. No texto de apresentação da exposição, a correlação entre tempo e fotografia é destacada. Segundo os estudantes, o tempo é a matéria-prima da fotografia, pois o congela e o guarda na memória física e visual.

“As pessoas se deslocam de um lugar para outro, tem horário pra sair e chegar e não percebem no caminho uma planta, um inseto, um pássaro. O foco está em chegar, e não em curtir o caminho. Às vezes, a simplicidade está próxima da gente, na beleza que traz paz e tranquilidade”, afirma a estudante do 5º semestre Rosane Moreira.


Mais do que a formação para os discentes, a mostra também oportuniza o acesso democrático à cultura. A professora Marina explica que, por estar localizada dentro de uma universidade que é aberta à comunidade, o acesso à arte é público e gratuito. “A arte sempre vai ser, para além de uma produção estética, uma produção política”, afirma Marina. A exposição é uma produção dos estudantes Eduarda Scholze, Gabriela Bender, Karla Poletto, Kelly Vargas, Rosane Moreira, Thalia Santos e Felipe Miller.

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