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Curso de Design da Unisinos marca presença no Prêmio Bornancini de Design
“Estudantes e professor se destacaram com trabalhos sobre doações de órgãos, embalagens sustentáveis e design para uma instituição financeira e hospitais”
Tynan Barcelos


Desde 2006, o Prêmio Bornancini de Design reconhece os melhores projetos, sejam trabalhos realizados por profissionais da área ou por estudantes. A premiação é iniciativa da Associação dos Profissionais em Design do Rio Grande do Sul (Apdesign), em homenagem ao gaúcho José Carlos Mário Bornancini, maior referência do design no Rio Grande do Sul e um dos mais expressivos designers brasileiros.


Nesta 8ª edição do prêmio, quatro projetos, sendo três de estudantes e outro de um professor do curso, foram reconhecidos. Na categoria Design Estratégico (estudante), o TCC da aluna Julia Accorsi, intitulado “Redução do medo da morte através do design: um estudo para o bem-estar de acompanhantes de pacientes terminais”, ficou em primeiro lugar. O trabalho foi orientado pelo professor Leandro Tonetto e fala sobre o uso do design em alas de hospitais para acompanhantes de pacientes em estado terminal.


Julia diz ter pensado neste projeto ao conciliar a sua graduação com um projeto de voluntariado, em um hospital. Através do design, ela enxergou diversas possibilidades de criar uma ala de auxílio e bem-estar para os acompanhantes, com o intuito de minimizar a dor destas pessoas. Mais do que vencer o prêmio, para Julia, o importante foi ver o seu trabalho ser reconhecido: “Tive muita sensibilidade e dedicação neste trabalho e o prêmio foi meio que um bônus”, explica.

O trabalho de Julia fala sobre o uso do design em alas para acompanhantes de pacientes em estado terminal, nos hospitais (Foto: Julia Accorsi)


O projeto MOBE, realizado pelos alunos Ariana Picoloto, Eduarda Silva, Gabriel Araujo e Nicole Rauen, ficou em segundo lugar na categoria Design de Embalagem – Sustentabilidade (estudante). O MOBE foi desenvolvido na atividade acadêmica Ateliê de Projeto 4 do curso de Design para uma empresa parceira. O grupo, assessorado pelas professoras Melissa Lesnovski e Dinara DalPai, ficou responsável por criar a comunicação visual e a embalagem de brinquedos da linha DPM (Destaque, Pinte e Monte).


Durante o estágio inicial do projeto, o grupo percebeu que, ao utilizar a linha DPM, as crianças criavam um laço com o brinquedo, por isso, não queriam desmontá-lo, ao final da brincadeira. Com isso em mente, o MOBE foi pensado para ser uma embalagem 100% feita de papelão que participa da brincadeira, como, também, organiza e guarda o brinquedo. Para a Eduarda Silva, todo o processo de realização da iniciativa foi surpreendente: “Foi muito gratificante ganhar o prêmio, pois foi um projeto com um processo muito completo, cheio de descobertas, idas e vindas, dentro da estratégia do design, no qual houve grande envolvimento de todos os integrantes do grupo”, complementa.

Além de participar da brincadeira, o projeto foi feito para organizar e, também, guardar o brinquedo (Foto: Divulgação)


E na categoria Design de Ambientes – Ambientes comerciais e corporativos (profissional), o projeto realizado para Agência Sicredi Unisinos São Leopoldo, do professor da Escola Politécnica da Unisinos e arquiteto Daniel Prujá, em parceria com Liliana Curra, ficou em primeiro lugar. A proposta do design para agência foi considerada disruptiva, por se tratar de uma instituição financeira, comumente ambientes muito conservadores.


A agência conta com um design cooperativo, como descreve Daniel: “Podemos ver na Sicredi Unisinos uma agência aberta e expansiva, tanto no sentido físico, quanto no relacionamento que proporciona às pessoas”, resume.

Segundo Daniel, o design feito para agência tem o objetivo de ser aberto e expansivo (Foto: Renan Costantin)

Reconhecimento

O projeto De Ponto a Vírgula foi finalista da categoria Impacto Positivo (estudante). Realizado pelas alunas Debora Mascarello, Giulia Locatelli, Maria de Athaydes e Marina Gibk, o trabalho  busca apresentar conteúdos sobre doações de órgãos de maneira amigável e de fácil compreensão.


A ideia nasceu após Debora Mascarello perder um amigo, colega de ensino médio, vítima de fibrose cística, antes que ele pudesse receber a doação de um pulmão. O grupo viu uma oportunidade para abordar o tema por entender que a temática da doação de órgãos ainda é pouco conhecida e repleta de tabus.


Uma das integrantes do projeto, Marina Gibk, conta que ficou impressionada com a recepção que o trabalho teve: “É um reconhecimento muito importante na nossa área, que nos impulsiona a seguir tentando e projetando muito mais.”

Projeto Ponto e Vírgula busca apresentar conteúdos sobre doações de órgãos de maneira amigável e de fácil compreensão (Foto: Divulgação)
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